O jornal Público de 15 de Outubro de 2010 publicou o ranking das escolas relativo aos exames do 9.º ano. Aqui deixamos o Ranking relativo ao Concelho de Braga. No Ranking 1 (R1) está a posição independentemente do número de provas em 1295 escolas do país. No R2 só se consideram as escolas com pelo menos 50 exames.
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
sábado, 16 de outubro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
CENTENÁRIO DA REPÚBLICA
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
MEGA-PROBLEMAS
Os jornais noticiaram, nos últimos tempos, diversas posições contra a imposição de Mega-Agrupamentos. A vaga de contestações passa por abaixo-assinados até artigos e posições de várias personalidades.
De um dia para o outro, as escolas foram confrontadas com a resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, que formaliza a fusão de escolas, sem passar por um debate, sem permitir o teste da confrontação pública, sem ouvir as comunidades educativas. Em poucos dias desmorona-se o modelo de rede escolar vigente para implementar ideias de meia dúzia de iluminados que, sem experiência no terreno, têm poder para jogar com as pessoas, com a organização educativa e com o futuro de um país.
Mesmo sem avaliar a criação dos agrupamentos actuais e potenciá-los ao máximo, avança-se para a fusão de escolas e consequente criação de Mega-Agrupamentos, de forma precipitada, atabalhoada, sob o pretexto da irreversibilidade, e sem acautelar a sua operacionalização. Na óptica do Ministério da Educação é uma medida em nome da modernidade, da inclusão social e da igualdade de oportunidades pois permite criar unidades de gestão com 3.000 alunos, num primeiro momento, e 5.000 alunos, posteriormente, para além de permitir espaços partilhados por crianças de 6 anos com jovens de 18 anos de idade. Estranha maneira de conceber a educação e de pôr em acção teorias construtivistas, concretamente, o Desenvolvimento Cognitivo de Piaget e o Desenvolvimento Moral de Laurence Kolberg.
Do lado dos que apoiam estarão, com certeza, as razões economicistas, a poupança de algumas verbas à custa da racionalização administrativa.
Do lado oposto, estarão aqueles que dão prioridade ao pedagógico, ao cumprimento de projectos educativos, às escolas de referência, à dinâmica escolar, ao ambiente saudável, à educação personalizada.
A nosso ver esta medida vai na direcção errada e não acolhe propostas de bom senso.
Esta Filosofia da Educação é racional?
Obviamente que este processo será um retrocesso e ao arrepio dos movimentos sociais e organizacionais. Pensar a educação para grupos mais pequenos, colherá mais frutos no futuro e os resultados influenciarão o rumo da sociedade em geral. Estruturas com milhares de pessoas tornam-se ineficientes e inúteis.
O Estado tem mostrado a sua omnipotência em tudo, deixando a liberdade dos seus cidadãos pelas ruas da amargura, deixando a sua capacidade de intervenção a uma reduzida expressão significativa.
Insinua-se no documento legal, acima citado, que a dimensão das escolas contribui para a promoção do sucesso escolar e combate o abandono. Não estamos certos disso, antes, pelo contrário, a massificação despersonaliza e conduz ao desânimo. Por outro lado as Escolas Secundárias, que não têm experiência, história e cultura de agrupamento, irão conduzir este processo constituindo-se em sede de agrupamento de escolas.
Temos de fazer um esforço comum para sair desta crise que não provocámos, mas reconheço que, por vezes, esse empenhamento não surte efeitos pois os políticos não pensam a longo prazo. O facilitismo, o trabalho sem escrúpulos para as estatísticas são inimigos da qualidade, da educação para a excelência e da verdade que é sempre absoluta, exigente e cintilante. Estes políticos não se importunam com a importância do não dito, nem com a violência passiva pois contam com o comportamento cordato do povo português.
Por mais que se sonhe, com uma educação melhor, quem comanda não é o sonho, é a realidade e esta despachou. Somos descendentes de grandes navegadores, mas economicamente somos tão pequenos que não ameaçamos ninguém e ameaçamos o futuro da educação, base do desenvolvimento sócio-económico de um país. Na bíblia temos uma expressão que nos conforta «Perdoai-lhes, Senhor, porque não sabem o que fazem».
sexta-feira, 18 de junho de 2010
III PEDDY-PAPER «CENTENÁRIO DA REPÚBLICA»
Ontem, dia 17 de Junho, de manhã, teve lugar o III Peddy-Paper, subordinado ao tema «Centenário da República» numa iniciativa conjunta do Agrupamento Vertical de Escolas a Oeste da Colina e a Escola Secundária de Maximinos.
Esta actividade foi promovida pelos respectivos Departamentos de Ciências Sociais e Humanas e teve como objectivos: o fomento do convívio e das relações saudáveis entre todos os concorrentes; o fortalecimento dos laços inter-ciclos do agrupamento e entre os diferentes intervenientes do processo educativo; o desenvolvimento de iniciativas de carácter educativo, cultural e lúdico, de modo interdisciplinar; a promoção da Educação para o Património nas diversas vertentes cultural, construído e ambiental; a aplicação de conhecimentos adquiridos nas diversas disciplinas do currículo escolar e comemorar o «centenário da república».
Os concorrentes distribuíram-se por 43 equipas e eram constituídas por alunos do primeiro, segundo e terceiro ciclos, professores, funcionários e encarregados de educação.
Todas as equipas estavam perfeitamente identificadas com um peitoral oferecido pela Junta de Freguesia de Maximinos e Junta de Freguesia de Gondizalves.
Cada equipa, munida de um mapa da cidade e de uma bateria de questões, tomou contacto com diversos locais de interesse patrimonial e evocativos da república. Os intervenientes percorreram oito postos de controle: Estação de Caminhos de Ferro, Museu da Imagem, Câmara Municipal de Braga, Biblioteca Pública de Braga, Farmácia Pipa, Praça da República, Turismo e Governo Civil.
No final do Peddy-Paper, todos os concorrentes foram premiados com um diploma de participação e um lanche de convívio, oferecido pela Direcção do AVEOC, enquanto que as três melhores equipas subiram ao palco, recebendo as ovações dos restantes concorrentes e prémios significativos.
Dado o envolvimento de toda a comunidade educativa e do sucesso alcançado estão lançadas as sementes para a continuação desta iniciativa no próximo ano lectivo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
PÁROCO REGENERADOR
MIRE DE TIBÃES E A REPÚBLICA
Em 1914, começa a verificar-se alguma rivalidade entre as estruturas do Partido Republicano Português em Braga. Entretanto, as estruturas do P.R.P. disseminavam-se, registando-se a existência de Centros Republicanos Paroquiais em muitas freguesias do concelho.
Segundo o Notícias do Norte de 30-03-1914 e 6-04-1914 pode observar-se que, em Braga, havia muitas comissões paroquiais republicanas, designadamente, em S. Lázaro, Maximinos, Sé, S. João do Souto, S. Víctor, Palmeira, Tebosa, Celeirós, Parada, Mire de Tibães, Padim da Graça, Vimieiro, Ferreiros, Priscos, Cividade, Gondizalves e Gualtar.
TIBÃES MANIFESTA-SE
O Episcopado Português elaborou uma pastoral, em 24 de Dezembro de 1910, criticando a acção do Governo Provisório, saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910, em resultado das tensões entre o Governo e o Clero, que passou a ser lida nas missas, a partir de Fevereiro de 1911, dias após a publicação da nova lei do registo civil, que desagradou muito à igreja. Nesta Pastoral são notórios os apelos aos esforços para remover da legislação tudo o que fosse contrário à religião.
O Governo reage fortemente através de Afonso Costa.
Em Fevereiro de 1913, o administrador do concelho remete para o governo civil, uma representação de diversas comissões paroquiais, nomeadamente, de Padim da Graça, Panóias, Parada e Mire de Tibães que reclamam o estabelecimento de um posto de registo civil em Padim da Graça, uma vez que as populações estavam habituadas a efectuar o registo de nascimento junto do pároco.
COMPANHIA FABRIL DO CÁVADO
No dia 28 de Outubro de 1891, o Rei D. Carlos inaugura uma exposição industrial, em Braga, aquando de uma visita à cidade, para se aperceber da paisagem económica bracarense.
Neste certame participou a Companhia Fabril do Cávado que contava, na ocasião, com 900 trabalhadores.
Esta realidade viria a decrescer por ocasião do final da Primeira República, em 1924, num tempo de crise marcado por um refluxo no consumo e pela escassez de matéria-prima, onde os trabalhadores encontravam trabalho, apenas, alguns dias da semana.
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
TIBÃES NAS INQUIRIÇÕES DE D. AFONSO II
Com a independência de Portugal em 1143, as freguesias do Norte de Portugal iniciaram o seu processo de formação, ou seja, a partir do século XII.
Aqui remonta a Freguesia de Mire de Tibães, pois nas Inquirições de D. Afonso II, em 1220, podemos ler «De Saneto Pelágio de Merlim de Couto de Tibães». Nestas inquirições aparecem as designações de São Paio e Couto de Tibães.
Nestas Inquirições se diz que a igreja de Martim tem sesmarias e um casal, Vilar de Frades 9 casais, Tibães 15 casais e Braga 1 casal.
AS ORDENANÇAS DE TIBÃES
As Ordenanças foram instituídas em 1570 no reinado de D. Sebastião, após várias tentativas de criação de um sistema de organização militar controlado pelo Rei, realizadas nos reinados de D. Manuel I e D. João III, que viesse substituir a milícia concelhia dos Besteiros do Conto, extinta por D. Manuel. Foram restabelecidas em 1640, e a sua organização definitiva, como meio de recrutamento para o Exército, deu-se em 1643.