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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

D. ANTÓNIO COELHO – ABADE DE TIBÃES

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

MARCOS DA FREGUESIA DE MIRE DE TIBÃES

Os marcos divisórios delimitam as terras com a finalidade de identificar e preservar os seus direitos, colocados por juízes tombadores, homens bons e notários. Mas a história deste verdadeiro património histórico e desta importante ferramenta cadastral, que permite referências para as cartografias, não é de todo conhecida. Grande parte fica perdida na névoa que o tempo arrasta. Nem sempre isto é possível e algumas portas continuam irremediavelmente fechadas, pelo desaparecimento dos marcos senhoriais, presentemente chamados marcos de freguesia, porque foram desviados do lugar primitivo.
A freguesia de Mire de Tibães é limitada por marcos físicos (pedras), que se conservam, atualmente, muitos exemplares. Pelos tombos identificamos 41 marcos de freguesia. Conserva-se, ainda, a esmagadora maioria, o que é de louvar.
Para este levantamento, consultamos os Tombos das Freguesias de Santa Maria de Mire (feito em Maio de 1715), de Santo Adrião de Padim da Graça (feito em 22 de Maio de 1548), de São Martinho de Tibães (feito em 11 de junho de 1555), de Santa Maria de Panoias (feito no ano de 1718), de São Paio de Parada (1771), de Santa Maria de Martim (1499), de Santa Cristina da Pousa (de 7 de Setembro de 1548), de São João de Semelhe (17 de Junho de 1549). Eis uma seleção fotográfica de alguns desses marcos:

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

FESTA DO CERCO

Decorreu no fim-de-semana último, na freguesia de Mire de Tibães, a tradicional festividade do cerco, consagrada ao mártir S. Sebastião. Esta festa centenária voltou a percorrer a freguesia, cercando-a, como a proteger da fome, da peste e da guerra. Para quem não esteve presente, sobretudo os emigrantes, aqui junto algumas imagens.

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quarta-feira, 20 de junho de 2012

CAPELA DE S. SEBASTIÃO, PARADA DE TIBÃES

Como se constata pela inscrição, em redor da porta, a Capela de São Sebastião foi fundada, em 1569, por Afonso Gonçalves e sua mulher, num ano em que a Peste Negra se fez sentir, avassaladoramente, na região de Braga. Foi restaurada e aumentada em 1907, graças à intervenção de António Joaquim Gonçalves Azevedo.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GUIA

Capela anexa à Quinta do Pedroso. Fundada em 10 de Dezembro de 1655, por Manuel Teixeira de Sousa, comendador do hábito de Cristo, e sua mulher, moradores na Quinta do Pedroso, vendida, no século XVII, ao Mosteiro de Tibães.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Demarcação da freguesia de Mire com a freguesia de Parada de Tibães em 1761

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« …Dali vai à devesa chamada da Rainha onde se acha um marco de pedra que está na esquina da Quinta do Anjo que é do Governo do mesmo Mosteiro de Tibães…

vai ter a campos chamados Agras Velhas, que possuem várias há pessoas, onde se acha um marco de pedra, o qual sítio parte com a freguesia de Mire…

Daí, rosto direito, vai ter ao lugar da Casa Nova, que parte com a freguesia de Mire onde se acha um marco de pedra na terra que possui José Luís, da mesma freguesia de Mire…

Daí, continuando esta medição, rosto direito, vai ter ao Monte de Carrascal que parte com a mesma freguesia de Mire, onde se acha um marco de pedra na terra que possui Francisca de Araújo, desta freguesia…

Daí, rosto direito, vai ter ao sítio da Barrosa onde se acha um marco em terra maninha …».

sexta-feira, 18 de maio de 2012

QUINTA DO PEDROSO E BATALHA DE PEDROSO JUNTO A TIBÃES

O Mosteiro de Tibães tinha, em Parada de Tibães, a Quinta de Pedroso, onde ocorreu a Batalha de Pedroso, em 17 de Fevereiro de 1071, adquirida pelos monges no triénio de 1680-1682. Junto a esta quinta, existia outra propriedade, denominada a Devesa do Pedroso.
Diversos documentos falam da Batalha de Pedroso, junto a Tibães, mas nem todos os historiadores estão em sintonia com o seu resultado. Uns dão como vitorioso Dom Garcia (Monarquia Lusitana de Frei António Brandão, parte 3.ª; História de Portugal de Alexandre Herculano, vol. 1) e derrotado e morto o conde Nuno Mendes, outros seguem a opinião contrária.
Segundo Jerónimo da Cunha Pimentel (em Folhas soltas da história de Braga. 2. A Batalha de Pedroso. Junto a Tibães. 1871. «Regenerador», Braga, 5 e 8 de 1886), a batalha teve lugar em 18 de Janeiro, no entanto o Doutor Avelino de Jesus da Costa impõe a data de 17 de Fevereiro de 1071.
Junto descrição da Batalha de Pedroso (in Eduardo Pires de Oliveira, Parada de Tibães):

«Dom Garcia, tendo notícia de que o bando de revoltosos se aproximava de Braga pôs em acção todos os elementos de guerra de que podia dispor, a fim de reprimir os que tão ousadamente reagiam contra a sua autoridade.
As fortificações da cidade não davam nessa época uma segura garantia de defesa. Um castelo no lugar onde hoje existe a igreja de São Tiago da Cividade e outro nas vizinhanças de São Pedro de Maximinos, eram os únicos pontos defensivos de Braga, que sem muralhas então, e sem outras fortificações não oferecia resistência a qualquer assédio.
A antiga corte dos Suevos, outrora cidade importante e seguro, ainda não pudera levantar-se e restabelecer-se da ruína porque passara.
Dom Garcia empenhava-se na sua restauração de material e empregava os meios para restituir à sua antiga igreja a importância que havia perdido. Não era um curto espaço de tempo que se lhe podia fazer readquirir a grandeza que tivera, quando fora tão profunda a destruição que a assolou.
Não tendo, portanto, Braga os necessários meios de defesa e não querendo transformar as ruas em campo de batalha, resolveu D. Garcia ir de encontro aos revoltosos, que na tarde de 17 de Fevereiro de 1071 estavam junto às margens do Cávado, em caminho para a cidade.
Quando as sombras da madrugada se esvaíram aos primeiros clarões da manhã do dia 17 de Fevereiro, estava Dom Garcia e o seu exército no Lugar de Parada, já próximo a Tibães.
A manhã estava fria e húmida como era próprio da estação.
À luz do dia já se divisavam os campos que as chuvas de inverno tornavam alagadiços e pantanosos.
Um nevoeiro pouco denso levanta-se do lado do Cávado e um frio penetrante açoutava os soldados bracarenses.
Não arrefecia, porém, o ânimo aos heróicos descendentes dos que durante muitos anos arrastaram o poder de Roma e venceram em mil combates as aguerridas hostes dos serracenos.
Era nesse esforço tradicional que confiava D. Garcia, que tinha pela frente o valoroso conde Nuno Mendes com soldados descendentes dos mesmos heróis. As vigias que este colocara à distância do seu acampamento deram aviso que se aproximava o exército real.
Não lhe permitiu o seu ânimo aguardá-lo no ponto em que estacionava. Dirigia-se ao seu encontro e no lugar de Pedroso acharam em face um do outro os dois exércitos.
Principiou o combate; ambos se atiravam cegos e impetuosos à luta renhida e desesperada. Os cadáveres já alastravam os campos de sangue, juntando-se à água dos poços e dos atoleiros, fazia-os parecer um lago vermelho.
A batalha prosseguia com várias fortunas e à vitória indecisa continuavam uns e outros a imolar vidas naquela lide afanosa e sanguinolenta. À medida que rareavam os combatentes mais encarniçada e delirante se tornava a luta.
Nuno Mendes fez um último e denoado esforço na esperança de com ele alcançar a vitória, a que sempre o guiara a sua boa estrela. Desta vez a sorte foi-lhe adversa; o brilho dessa estrela empanara-se-lhe ali; a espada valente partiu-se em estilhaços e a lança sempre vitoriosa, caiu-lhe da mão desfalecida pela morte.
Do herói de tantos combates restava um cadáver!
A morte do campeão audaz pôs termo à luta. Dos seus soldados, os poucos que escaparam à morte ou ficaram prisioneiros ou procuraram salvação na fuga desordenada.
Dom Garcia entrou em Braga triunfante, mas a vitória tornou-o mais soberbo e mais despótico no seu governo.
O sangue derramado nos campos de Tibães não pôde sufocar a rebelião que lavrava funda entre os nobres oprimidos, Vernula ou verna, valido do rei.
A expulsão agora não se manifestou num campo de batalha; foi no própriopalácio real onde, na presença de Dom Garcia, foi pelos nobres assassinado o seu valido. Nem com isso se aplacaram os ânimos irritados e conhecendo-o Dom Sancho, rei de Castela e já então de Leão e das Astúrias, aproveitou-se desse descontentamento para mais facilmente vencer e destronar seu irmão Dom Garcia.
Declarou-se a guerra e na batalha de Água de Mayas, junto a Coimbra, ou noutra próximo a Santarém, Dom Garcia perdeu com a liberdade o domínio destes reinos que incorporando-se na monarquia de Espanha trouxeram a Dom Sancho a realização dos seus sonhos ambiciosos.
Dezanove anos depois da Batalha de Pedroso morreu Dom Garcia, a 22 de Março de 1090, sendo sepultado na Igreja Maior de Leão, onde na sepultura se gravou o seguinte epitáfio: « H. R. Domnus Garcia Rex Portugaliae et Galiciae, filius regis magni Ferdinandi. Hic ingenio captus a fratre suo invinculis obiit. Era MCXXVIII kalendis aprilis».

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Quinta de Tibães, ou Quinta do Souto

A Quinta de Tibães, ou Quinta do Souto, localiza-se no lugar do Souto, freguesia de Parada de Tibães.
Possivelmente, no século XVIII, foi morada de Gonçalo Gomes da Costa, sua mulher Luísa Gomes, filha Josefa Maria Gomes e genro Manuel José Duarte, família rica desta freguesia.
Está inserida num ambiente rural e muito próximo do Mosteiro Beneditino de Tibães.
É composta de um pórtico de entrada, uma imensa eira em pedra, uma construção para habitação e um sequeiro.
É uma arquitectura civil residencial, barroca e oitocentista. Edifício de planta rectangular composta por um corpo principal de dois pisos integrando capela no seu interior, com retábulo neoclássico, com acesso na fachada principal por escadaria de pedra de lanço recto e único e na fachada posterior uma lójia fechada, e um corpo adossado de um só piso, com larga chaminé de cantaria no fachada posterior, altaneira e decorada com brincos e pináculos. O interior, com adega, lojas e cozinha no primeiro piso, tendo esta última forno, lareira, chaminé e mesa oval de cantaria. No segundo piso salões e quartos com pavimentos de cantaria e madeira e tectos de estuque e madeira. A quinta integra ainda edifícios de apoio à actividade agricola como um sequeiro, eira lageada e um espigueiro.
O sequeiro é composto de 4 corpos abertos ao centro, ladeados por um corpo fechado com janelas.
Foram, ainda, proprietários desta quinta a Família Ferreira Carmo, desde o século XIX, com fortuna originária do Brasil. Neste momento pertence à Família Casais.

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

RUÃES – FICHAS

 

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