segunda-feira, 25 de maio de 2009

PROGRAMA DA VISITA PASTORAL A TIBÃES

29 DE MAIO DE 2009 (6.ª FEIRA)

- 17.00 HS, Visita ao Centro Social e Paroquial
- 17.30 HS, Celebração da Santa Unção
- 19.30 HS, Encontro com os crismandos
- 21.30 HS, Assembleia Paroquial

30 DE MAIO DE 2009 (SÁBADO)

- 16.30 HS, Encontro com a catequese
- 18.00 HS, Eucaristia
- 19.30 HS, Convívio Paroquial na Quinta da Eira

domingo, 24 de maio de 2009

Política em Verso (19) - Zezão - 10-01-1924

Há dias, numa gazeta,
Que de nome é «Capital»,
Li, cheio de comoção,
Uma notícia de arromba,
Mesmo até piramidal,
Que, talvez, julguem ser peta,
Um grande carapetão,
E que, afinal, não é tal…

Estava a ferrar o galho
Dum rapazola um gorducho,
Após uma fartadela,
Papo no ar, a boca aberta,
De ressonar dá-se ao luxo,
Quando uma cobra – espantalho!-
Se lhe encafua por ela
E lhe vai parar ao bucho!

E o demónio do rapaz,
Que terrível dorminhoco!
Lá continua a nanar,
Satisfeito, descansado,
Sem mentir o bicharoco,
Que, quando lhe pareceu, zás!
Lhe veio à boca, a tomar
O fresco e … gozar um pouco…

Mas o pastor, que tal viu,
- Como contá-lo não sei!-
Ficou tão abananado,
- Nossa Senhora, que horror!-
Tão fora de toda a lei,
Que co’um chilique caiu,
A gritar desesperado:
Ó da guarda! Aqui-del-rei!

Faz-me isto lembrar a história,
Já por aí muito constada,
Dum cavalheiro espanhol,
Que tinha um olho de vidro,
E que é um tanto engraçada…
Ela lá vai de memória:
- Ele gostava do gól’
Tomava a sua tacada…
E numa noute, o zarolho,
Chega a casa avinagrado
- A jumenta era bem boa!-
E, à mesa de cabeceira,
Põe o copito adorado.
Em seguida, tira o olho
E, no copo, mesmo à toa,
Deita-o dentro descuidado!

Acordou com muita sede,
Muito indisposto, trombudo,
Sentindo-se mesmo mal…
E, para a sede apagar,
Entre-abre o olho polpudo,
Co’um braço a distância mede,
Pega no copo fatal
E… emborca o seu conteúdo!

Ao outro dia olvidado,
Ansioso o olho procura,
Sem dar-lhe co’o paradeiro!
Para cúmulo da desgraça,
Além da horrível secura,
Inda se sente engasgado…
E assim anda o dia inteiro
Sem ver do seu mal… a cura…

Chama o criado: - Juan!
Viene aqui Xá, de repiente!
- Que me quiere? Diga, ustêd…
- Que mires o que aqui tengo!
- Eh! Patron! Juan no miente!
- Lo que o Juanito vê?...
- Un … ojo… a mirar la gente!!!
Zezão

terça-feira, 19 de maio de 2009

VISITA DE ESTUDO

Os grupos disciplinares de Ciências da Natureza e História, do segundo ciclo, na sequência do seu projecto de actividades, promoveram uma visita de estudo no dia 18 de Maio de 2009, com o seguinte programa:
– Visita ao Parque Biológico de Avintes
– Visita ao Palácio da Bolsa (Salão Árabe)
– Cruzeiro das 6 pontes em Barco Rabelo
Esta Visita de Estudo procurou: dar a conhecer a diversidade de ambientes e de seres vivos existentes na Biosfera; observar o contraste existente entre a paisagem florestal preservada no Parque e a paisagem envolvente urbana e conhecer o património histórico de povos que ocuparam a Península Ibérica.

 

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domingo, 17 de maio de 2009

Antony and the Johnsons em Braga

Ontem assisti a mais um concerto no Teatro Circo, com casa lotada, de Antony and the Johnsons.
Este regresso serviu para a apresentação da sua mais recente obra-prima, o álbum «The Crying light».
Antony Hegarty, o «songwriter» norte-americano, deslumbrou com um trabalho «sobre as paisagens e o futuro», depois de ter sido distinguido com o «Mercury Prize» para o melhor álbum de 2005.

sábado, 16 de maio de 2009

FREI CAETANO BRANDÃO EM BELÉM DO PARÁ

Frei Caetano Brandao no Para-Frei Caetano Brandão ria-se daqueles que pensavam que para um bispo ser admirado pelo povo precisava de ter sedas, pratas, ricos adornos e outras ostentações de vaidade. A seguir acrescentava, aqui estou eu, sem nada disso, no entanto, tenho ganho a estima do povo.
Sem dúvida, que foi tal a admiração popular que lhe ergueu um grandioso monumento no Largo da Sé, em Belém do Pará. Nesse monumento pode ler-se a seguinte inscrição: «À memória de D. Frei Caetano Brandão. O Município de Belém. 1900».

FRESCO DE PINTOR BRACARENSE

Israel Macedo nasceu em 1916 e faleceu, este ano, com 92 anos em Lisboa. Segundo informação que colhemos junto de uma colega Rosa Sarmento haverá muito pouca informação deste pintor. É conhecida uma fotografia do pintor junto de colegas de Belas Artes Júlio Resende, Pomar e Nadir Afonso.DSC05361

Existe numa loja comercial da cidade, no número 734 da Avenida da Liberdade, outrora dependência do extinto jornal diário O Comércio do Porto, actualmente Sapataria Moda Nova, um fresco da sua autoria, datado de 1945. No fresco são visíveis a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, pois esta obra teria sido encomendada para a «Sapataria Paris», também, desaparecida.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA

Logo à entrada deste edifício barroco, no seu interior, deparamos com uma escadaria nobre de acesso à parte superior. As paredes laterais estão forradas com azulejaria, tipo barroco, azul e branca, com grinaldas e ramos. Subindo o primeiro lanço da escada nobre, vemos representados nos lambris diversos monumentos da cidade, a maior parte deles demolidos.
No primeiro patamar da escadaria a figura emblemática de Braga (uma dama emplumada que num braço segura uma lança e, no outro, um castelo). De cada lado duas inscrições em cartelas respectivas. Uma refere-se ao final da construção da primeira fase – 1756 e, a outra, tem as letras B. A. F. A. (Bracara Augusta fiel e antiga).
Nesta escadaria encontramos painéis de azulejos representando: de um lado a Torre da Ajuda, S. João da Ponte, o Castelo, os Antigos Paços do Concelho, a Capela Mór da Sé, a Senhora da Torre e o Chafariz da Galeria, a Sé de Braga e o Chafariz da Galeria; do outro lado a Misericórdia, a Porta de Santiago, a capela dos Coimbras, Alpendres e Pelourinho, Porta de Santo António, Chafariz do Campo de Santana, Torre de Nossa Senhora da Glória, Arco da Porta Nova e Arco e Torre do Postigo. No patamar cimeiro, ao centro, a entrada, na cidade, de D. José de Bragança, a quem se deve o edifício camarário.
No SALÃO NOBRE DA CÂMARA ( Sala das Sessões ) encontramos medalhões e ilustres varões (bracarenses, ou então, ligados à história da cidade). Entre eles: GABRIEL PEREIRA DE CASTRO (1571/1632); DIOGO DE TEIVE (Século XVI); D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES (1594/1592); FRANCISCO SANCHES (século XVI); D.DIOGO DE SOUSA (Séculos XV/XVI); D. FREI CAETANO BRANDÃO ( 1790/1805); DOM RODRIGO DE MOURA TELLES (1704/1728); BARÃO DE SÃO MARTINHO (Século XIX).
No tecto e nas sancas deste pequeno mais extraordinário e belo salão, estão assinaladas algumas datas muito significativas não só para a história de Braga:
- 28-10-1110 – Doação, não confirmada, do Couto de Braga feita por Dona Teresa, mulher de Dom Henrique (pais do primeiro Rei de Portugal) ao Arcebispo D. Maurício, instituindo assim um senhorio que durou até ao século XVIII;
- 12-04-1112 – Confirmação pela Rainha Dona Teresa (por vezes usava este título) ao Arcebispo Dom Maurício (que ficou conhecido como Anti-Papa), do Couto de Braga;
- 27-05-1128 – Data em que Dom Afonso Henriques confirma, por sua vez, na pessoa do Arcebispo Dom Paio Mendes, a doação do Couto de Braga, ampliando essa doação com Privilégios de Capelania e Chancelaria, concedendo à Sé de Braga o poder de cunhar moeda para a conclusão da Catedral de Santa Maria;
- 11-12-1640 – Neste dia a Câmara reunida em Sessão Extraordinária com o Senado, nos Paços do Concelho, sitos então junto à Sé, depois de ouvidos os Três Estados – Clero, Nobreza e Povo – resolve aclamar D. João IV como Rei de Portugal e dos Algarves, dando assim o seu assentimento à Restauração da Independência de Portugal, proclamada em Lisboa no dia 1 do mesmo mês;
- 25-03-1793 – Graças ao Arcebispo D. Frei Caetano Brandão, que a tinha organizado, tem lugar neste dia o encerramento da 1ª Exposição Agrícola e Industrial de Braga, com distribuição de prémios aos expositores.

1.ª EXPOSIÇÃO-FEIRA E AGRÍCOLA PROMOVIDA POR frei caetano em braga


1755
antigo paço do concelho 1


antigo paço do concelho 2
arco da porta nova
BAFA

cortes de braga
Frei Caetano Brandão
senhora da torre 1
torre do postigo

quinta-feira, 14 de maio de 2009

BRAGA FLORIDA

O visitante da cidade dos arcebispos, nesta época, depara-se com a primavera florida nos diversos recantos da urbe, em especial, o Jardim de Santa Bárbara e os canteiros da Avenida da Liberdade.

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DO FEMINISMO AO FEMININO EM TIBÃES

No âmbito dos «encontros de imagem», encontra-se no Mosteiro de Tibães uma exposição subordinada à temática «do feminismo ao feminino» até ao dia 31 de Maio.
O evento deste ano tem como tema central «fronteiras de género».

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Política em Verso (18) - Zezão - 03-01-1924.

Perguntou-me o Director
Da nossa «Acção Social»
O motivo ou a razão,
Ou seja lá o que for
Do meu silêncio: então
Que tem você, seu Zezão…

Por vergonha não lhe disse
O que cá dentro sentia
E procurei-lhe ocultar
A minha grande perrice
E um sorrisinho alvar
Que me ficou a matar!

Mas a ti leitor amigo,
Se me prometes segredo,
Vou te abrir o coração
E tu vais chamar um figo
À bela da explicação,
Do silêncio do Zezão.

Se na semana passada,
Nada escrevi para o jornal
Foi por ‘star constantemente
À espera da consoada
Do meu leitor, que afinal
Deu em droga, deu em nada…

Ao ouvir bater à porta,
P’ra lá deitava a correr,
Mas, por mal dos meus pecados,
Ficava co’a cara torta,
Pois sempre via aparecer
Alguns credores irritados.

Sempre à espera – que arrelia,
Sem noutra cousa pensar,
Desde manhã, muito cedo,
Tè à noute, todo o dia…
E ficar sempre a chuchar…
Ficar a chuchar no dedo!...

Desespero torturante,
Co’a alma assim tão atada,
Como podia eu ‘screver?
Nem no Inferno de Dante
Se vê lá explicada
Pena, assim, um tal sofrer!

No meio disto, porém,
Sempre um conforto encontrei
P’ra as minhas penas dobradas,
Pois além de beber bem
E com gana me atirei
Às belas das rabanadas!

E aos mechidos e às filhós
E ao polvo e à batatada
E das trouchas tão tenrinhas…
Ai filhós! Aqui para nós,
Fiquei com a barriga inchada
E na cabeça… uns grilinhos…

É que a nossa pena e mágoa
Nunca se afogam com… água!
Zezão

UMA SUGESTÃO CONTRA O STRESS – HOTEL MONTE PRADO

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A Revista Sábado, de 8 de Abril de 2009, apresenta 52 destinos fins-de-semana, correspondendo a outros tantos Hotéis com SPA.

Um dos hotéis referidos na revista é o Hotel Monte Prado situado em Melgaço sobre o Rio Minho, numa das Portas do Parquehotel da Peneda Gerês.

Possui 43 quartos, 7 suites, sala multiusus, piscina coberta com Jacuzzi, ginásio, piscina exterior e SPA. A região é conhecida pelo Vinho Alvarinho e pela sua riqueza gastronómica. Tudo isto estão bem representados no restaurante do Hotel «Foral de Melgaço».

domingo, 3 de maio de 2009

Para Ti Mãe, com eterna saudade

AMOR DE MÃE

034Não há amor mais intenso,
Que o puro amor maternal,
Amor assim é de crer,
Terrena origem não ter,
Mas sim a celestial.

Oh que quadros tão sublimes,
Que cores, que tintas, que enleio,
Quando o filhinho querido,
O conserva adormecido
E encostado contra o seio.

Ela embala nos seus braços,
O fruto do seu amor.
Canta trovas amorosas,
Beija-lhe as faces mimosas,
Diz-lhe com sôfrego ardor:

«Ó filho da minha alma,
Enlêvo do coração,
Se te chegara a perder,
Não mais queria viver,
Morreria de paixão».

sexta-feira, 1 de maio de 2009

JANTAR ROMANO

No âmbito da semana da mobilidade, a EB 2/3 Frei Caetano Brandão organizou com sucesso, no dia 30 de Abril, um Jantar Romano. Este «cena» teve lugar no Museu D. Diogo de Sousa e recebeu uma adesão muito grande de toda a comunidade educativa. O menu dividia-se em três partes. Do gustatio faziam parte o garum de atum, ovos de codorniz, queijo com ervas aromáticas, nozes, avelãs, mel e azeitonas. Do Fercula constavam legumes salteados, boletus, mexilhão, lentilhas, feijão frade, grão, frango com tâmaras de Lúcio Aurélio e cómodo. Da Mensae Secundae as maçãs, uvas e tigelada de Apício. Tudo acompanhado com sangria, água e pão.

 


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quinta-feira, 30 de abril de 2009

JOGOS SEM FRONTEIRAS

A EB 2/3 Frei Caetano Brandão realizou no Campo da Vinha, em frente à Câmara Municipal de Braga, no dia 29 de Abril, pelas 21 horas, os primeiros «Jogos sem Fronteiras».
Esta actividade foi organizada pelo Projecto Comenius da escola e obteve a colaboração de várias entidades: Synergia, Câmara Municipal de Braga, Regimento de Cavalaria n.º 6 e Associação de Pais.
Neste projecto estiveram envolvidos muitos alunos e professores de vários países europeus.



JOGOS SEM FRONTEIRAS

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Política em Verso (17) - Zezão - 20-12-1923.

Por ter sido agraciado
«benemérito da Pátria»
Um sargento, o Gilman,
Vem daí todo escamado
O órgão da talassada
O «Correio da Manhã».

E lá desfia o rosário
Dos crimes que, na outubrada,
O figurão cometeu,
P’ra tirar o corolário:
- Agraciar tal patife
É crime que brada ao céu!...

E tem razão, sim, senhor,
O jornal supracitado
P’ra deixar explodir
A indignação e o horror!
Porque, aqui para nós, baixinho,
O caso não é de rir…

Na arenga, porém, que bota,
Há uma frase sibilina
E que não sei decifrar,
De que logo tomei nota
E em que, de dia e de noute,
Tenho andado a magicar…

Quando ele viu no chão
O saudoso coronel
Botelho de Vasconcelos,
O tal sargento Gilman
Proferiu certas palavras
D’arripiar os cabelos…

Com a pistola aperrada,
Fazendo o tiro partir,
Sem demonstrações de medo,
Gritou com voz alterada:
- «Até que, enfim, sempre pude
Fazer o gosto ao meu dedo».
Franquezinha, franquezinha,
O que ele dizer queria
Por sabê-lo inda estou eu…
Puxa tu, leitor, pela pinha…
Que gosto deu ele ao dedo?
Onde foi que ele o meteu?

Eu já vi um maçaneta
Por sinal espigadote,
Às escondidas e a medo,
Come quem toca corneta,
Matar saudades da chucha,
Metendo na boca o dedo…

E dizia que era o gosto
Maior que ele experimentava
Desde que a mãe lhe morreu!
Mas, também, agora, aposto
Em como não foi na boca
Que o tal sargento o meteu!

É que, desde o claro dia
Em que a República entrou
No nosso pobre país
É tal a patifaria,
Que é tudo sempre ao contrário
O que se faz e se diz!

Não foi, portanto, na boca
Que gosto deu ao seu dedo
O sargento vil e cru…
Mas a mim é que não toca
Dizer onde ele o meteu…
Anda leitor! Dize tu…

Leitor, não dês trato à bola!
… Foi no … cano da pistola!...

domingo, 26 de abril de 2009

GOSTAR DE TIBÃES

Todo o aglomerado populacional tem a sua história. Qualquer organização territorial, por mais pequena que seja, não existe sem os seus fundamentos históricos.

Como os indivíduos e as famílias, também as aldeias (freguesias, paróquias) carregam um passado (pormenores cheios de significado) que cada habitante conserva como recordação.

A partir dos farrapos da memória podemos construir narrativas, histórias, mitos que alimentam a imaginação e a cultura daqueles que nasceram à sombra do mosteiro.

São estes fios condutores de ténues realidades que nós usamos para fazer do tempo e da vida uma linha de continuidade e gostar do território onde nascemos.

De onde nasceram tantas «sodades»? (como dizem os habitantes do arquipélago das mornas). Acabo de revisitar (já não consigo contar as vezes) com o meu amigo Quelha, o Mosteiro de Tibães. Cada vez se impõe mais pela sua beleza, à medida que terminam os restauros.

VISITA DO BISPO A TIBÃES

No final do mês de Maio, a freguesia de Mire de Tibães receberá a visita do seu Bispo.

Na dinâmica da preparação dessa visita pastoral, a freguesia organizou três encontros a que deu o nome de «Conversas Paroquiais».

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

TIBÃES – MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

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GOLFE DE TIBÃES

Diário da República, 2.ª série — N.º 61 — 27 de Março de 2008

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domingo, 19 de abril de 2009

POLÍTICA EM VERSO (16) - Zezão - 06-12-1923.

António Ginestal Machado (1874-1940) foi um advogado, professor liceal e político português. Entre outras funções, foi deputado, Ministro da Instrução Pública e Presidente do Conselho de Ministros (primeiro-ministro).

Na acção parlamentar foi considerado por aliados e adversários um homem de postura requintada e de grande elegância na palavra e na acção, o que lhe granjeou uma respeito e celebridade no mundo político português do seu tempo.

A 23 de Maio de 1921 assumiu as funções de Ministro da Instrução Pública.

A 15 de Novembro de 1923 foi escolhido para formar governo, assumindo as funções de Presidente do Conselho de Ministros (hoje Primeiro-Ministro. Era um governo minoritário, que se manteria no poder por 33 dias, até 17 de Dezembro daquele ano).

Prevenindo o Sr. Ginestal Machado duma possível revolução grita-lhe da «República»

O Sr. Mesquita de Carvalho - «abra os olhos, Snr. Ginestal Machado! Tenha os olhos bem abertos».

Diante de uma visão, do espantalho,
Duma revolução piramidal,
No seu jornal, Mesquita de Carvalho
Previne o Presidente Ginestal.

Fá-lo, porém, em termos descabidos,
Mesmo até, a meu ver, inconvenientes…
Não são os consagrados, já sabidos,
E nem primam por falta de prudentes.

Como se exprime, então, o Sôr Mesquita
No decantado aviso ao maioral
Do governo que vai puxando a guita,
A que o país ‘stá preso por seu mal?

- «Abra os olhos! Os olhos bem abertos
Tenha-os sempre, aliás, pode bem ser
Que os revolucionários mais espertos
O engolem, lhe dêem que fazer!...»

- «Abra os olhos! Que tosca d’expressão!
Como é que saiu duma caneta,
Que tem sido elogiada, e com razão,
Pela sua correcção e… pela treta?

Quando alguém é astuto e previdente
E vê longe onde os outros não distinguem,
- «Tem faro de polícia!» diz a gente…
- «De polícia tem olho», assim se exprimem.

Não devia, portanto, Sôr Mesquita
O plural, no aviso, empregar,
Que a frase lhe sairia mais catita,
Se ele antes adoptasse o singular…

Mas, p’ra que disso dúvida não fique
E da verdade se convença o meu leitor,
Queira experimentar!... Não é mais chic?
Não tem mais força e não soa melhor?
Zezão.

sábado, 18 de abril de 2009

TIBÃES ACOLHE MISSIONÁRIAS DONUM DEI

Chegam, hoje, a Braga três missionárias da ordem terceira carmelita para gerirem uma hospedaria e um restaurante no Mosteiro de Tibães.

Brevemente chegarão mais duas carmelitas para darem vida à outrora casa-mãe da Ordem Beneditina em Portugal.

Este novo espaço hoteleiro, construído pela empresa Empreiteiros Casais, é constituído por nove quartos e m restaurante que deverão abrir portas em 11 de Julho, dia de S. Bento.

Até lá as religiosas terão de adaptar-se ao nosso ambiente, língua, cultura, costumes e tradições gastronómicas da região.

Sejam Bem-Vindas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

PRAIA DE AREIA DOURADA

Habitualmente costumo viajar na época de Páscoa. O espírito pede, o bolso acede. É a recompensa ideal para o bem-estar do corpo e da alma.

Pela terceira vez aterrei na Madeira e retomei a viagem numa aeronave que, após quinze minutos de voo, nos plantou no porto de destino.

Várias marcas e imagens valorizam a beleza natural da ilha: a temperatura amena; os Picos, autênticas relíquias da natureza; as tonalidades singulares; os filões de basalto; a forma da lava; os trilhos pedonais; os ilhéus que a contornam; o vento incomodativo; a cantaria típica e o solo barrento.

Fica a promessa de um dia regressar, mas, agora, no verão, pois as memórias nunca se apagam enquanto o odor e o sabor a mar permanecerem bem vivos nos sentidos.

Que ilha, com uma população residente de 5.000 habitantes, estaremos a descrever?

PÉROLA DO ATLÂNTICO

quinta-feira, 2 de abril de 2009

POLÍTICA EM VERSO (15) - Zezão - 29-11-1923.

Desgraçado do velhinho
Que ninguém dele tem dó!
Ninguém lhe dá o cavaquinho!
Coitado! Deixam-no só!

Se fala no parlamento,
É como a voz no deserto…
Infligem-lhe esse tormento,
Ninguém o ouve! Isto é certo!

E se lhe escutam, acaso,
Da eloquência o torresmo,
É só para o porem raso,
Com insultos mil, a esmo…

Outro dia, se o toutiço,
Do ouvido não me enferma,
Alguém lhe disse «ora isso!
Cala a boca, seu palerma!»

Deixa-se o triste cair
No sofá desanimado…
E todos se põem a rir
Dum dito tão desalmado!

Não perde, porém, o alento!
D’ousadia num requinte,
A falar, no parlamento,
Volta no dia seguinte.

Leva um discurso estudado
Contra o Cunha Desleal
Onde há o tropo inflamado,
Que declama menos mal.

Mas, oh céus! O Senhor Cunha
Nem importância lhe dá!
E os outros gritam: «Á unha!
Salta velhinho p’ra cá!»

A todos numa berrata
Num clamor que sempre engrossa:
- Vai, já, já, meu patarata
Prantar couves p’ra Caroça!

- Abandonado de todos,
Ai! Que sorte Deus me deu!
Fartos desgostos a rodos…
É um inferno o viver meu!...

Como a Ofélia, contristada
E cheia de desalento,
Vou-me passar à privada
No mais escuro convento…

E, quando alguém se lembrar
Do que fui, do que sou eu,
Há-de dizer, a chorar;
- Pobre Velhino! Morreu!...

Tem razão, o infeliz!
Tudo lhe salta na pele
E tudo dele mal diz…
Como eu tenho pena dele!!!

Mas chorar?...É-me vedado
Aceder ao seu desejo!
Eu não fui contemplado!
Se o fosse… isso era queijo!
Zezão

quarta-feira, 1 de abril de 2009

CAMILO CASTELO BRANCO E FREI CAETANO BRANDÃO

Camilo Castelo Branco, a propósito de certos cavalheiros que tentam negar as suas origens, nomeadamente, os que passaram peCASA DE FRCBlos seminários, relata: «Pasmado das proezas destes homens, olhou para si, e achou-se miserável nos seus amores sertanejos a uma obscura filha de boticário. Não tinha façanha que contar quando lhe pediam casos da sua vida; via-se forçado a inventá-los para não ser ridículo, nem dar suspeitas que passara do Seminário de D. Fr. Caetano Brandão (Colégio de S. Caetano) para o Parlamento. Relatava então raptos e adultérios, pondo os maridos nas cenas grotescas das tragédias e caricaturando as desgraças para não desafinar do tom dos seus amigos».

Mas a admiração de Camilo Castelo Branco pelo insigne arcebispo bracarense Frei Caetano Brandão vai mais longe, a ponto de nomeá-lo como «O mais glorioso vulto das cristandades lusitanas».