| Diz um certo jornalista Que escreve da Lisboa bela Para um jornal da invicta, Que o governo está na pista Duma fita bolchevista E tem medo que se pela! Que, por isso prevenido, Já fez ir para Lisboa Muitas tropas da província, Arreganhando atrevido A dentuça e pondo o ouvido À escuta… Esta é bem boa! É que isso lhe faz lembrar, O meu leitor não se ria, Certos rapazes que soem O inimigo ameaçar: - «Deixa! Tu hás-de passar À porta da minha tia!...» | O que isto dá a entender É que o dito jornalista, Há tempos, aqui p’ra traz, Também usava fazer O que o seu olho está a ver No governo alvarista. Devia ser mais discreto O tal do camaroeiro! Assim ‘stragou o repolho, Deixou de ser justo e recto… Porque não calou o peito, Seu … Homem… do soalheiro? E daí, talvez, tivesse Muitos carros de razão, Que, se a cousa avante fosse, Se a revolução se desse, Talvez, por lá, não houvesse O necessário sabão… Pois o medo tal seria Nos lisboetas papoulas Que logo que ela estalasse, Todo o mundo fugiria… E quem é que o pagaria Se não os pobres ceroulas? Zezão |
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Política em Verso (22) - Zezão - 08-05-1924.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
II – PEDDY-PAPER « AO ENCONTRO DO PATRIMÓNIO DE BRAGA»
Uma multidão de alunos invadiu as ruas da Cidade de Braga.
No passado dia 18, da parte da manhã, quatrocentos e cinquenta alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, reunidos em quarenta e cinco equipas, partiram à descoberta do valioso património da nossa cidade.
Mais que mil palavras, as imagens falam por si.
sábado, 13 de junho de 2009
Política em Verso (21) - Zezão - 24-01-1924.
| Perguntou-me o Director da nossa «Acção Social» O motivo ou a razão Ou seja lá o que for Do meu silêncio: – Então Que tem você, seu Zezão!... Por vergonha não lhe disse O que cá dentro sentia E procurei-lhe ocultar A minha grande perrice, E um sorrisinho alvar Que me fica a matar! Mas a ti, leitor amigo, Se me prometes segredo, Vou- te abrir o coração E tu vais chamar um figo A bela da explicação, Do silêncio do Zezão! Se na semana passada Nada escrevi para o jornal Foi por estar constantemente À espera da consoada Do meu leitor, afinal, Deu em droga, deu em nada. | Ao ouvir bater a porta, P’ra lá deitava a correr, Mas por mal dos meus pecados, Ficava co’a cara torta, Pois sempre via aparecer Alguns credores irritados. Sempre à espera – que arrelia! Sem noutra cousa pensar, Desde manhã muito cedo, Té à noute, todo o dia… E ficar sempre a chuchar… Ficar a chuchar no dedo. Desespero torturante! Co’a alma assim tão atada, Como podia eu ‘screver? Nem no inferno de Dante Se vê lá explicada Pena assim , um tal sofrer! No meio disto, porém, Sempre um conforto encontrei P’ras minhas penas dobradas, Pois além de beber bem E com gana me atirei Às belas das rabanadas! E aos mexidos e às filhós E ao polvo e à batatada E aos trouchos tão tenrinhos… Ai filhós! Aqui p’ra nós, Fiquei co’a barriga inchada E na cebça… uns grilinhos Zezão |
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Política em Verso (20) - Zezão - 17-01-1924.
| Da terra das novidades De furor, sensacionais, Da América do Norte Veio há pouco um telegrama, Publicado nos jornais De que aqui ponho o recorte: «New-York 12 deste, Seis e meia da manhã; Uma notícia das feiras! Um general, o Estradas, Fez agora um figurão, Venceu um outro o Cardeiras! Lá, p’ró México, as cousas P’ra governo vão bem falhas, Não ‘stão de boas feições, Pois Estradas lhe tomou, Além de muitas metralhas, Um bom número de canhões!» | Ao ler uma tal notícia, Fiquei fulo, francamente, E a achei de cacaracá… Pois notícias dessa laia Não são vistas pela gente, A cada passo por cá! Que Estradas vença Não causa admiração, Se são de caixão à cova!... Mas, se se desse contrário, Então, sim que sensação Não causaria tal nova! Pois eu conheço um patusco, Por alcunha o Zé Petrinas, Que causas endiabradas Pratica todos os dias. Mas, quando toma as cardinas Anda a cair p’las estradas… Zezão |
segunda-feira, 1 de junho de 2009
QUANDO FOR GRANDE
Após algumas décadas dedicadas à arte de ensinar, muitas vezes me questiono sobre o papel do professor no ensino. As angústias apoderaram-se de mim quando percebi que não é o professor que ensina, mas sim o aluno que constrói o seu conhecimento. Descobri, igualmente, que nessa construção, além de um bom "mestre-de-obras", era necessário ser um bom animador de equipes e de indivíduos em processo de construção de conhecimento.
Ao longo do meu percurso docente, muitos livros de pedagogia me passaram pelas mãos, dos quais retive algumas ideias.
Recordo os livros do Mialaret (1981) e de ter assistido a algumas das suas conferências em que referia que a função do professor é frequentemente definida e apresentada sob a forma de imagens e de metáforas. Exemplos dessas metáforas são o pr ofessor como modelo, como transmissor de conhecimentos, como técnico, como executor de rotinas, como planificador, como sujeito que toma decisões e resolve problemas, como mestre, como treinador, como guia, como supervisor, como especialista e como facilitador.
Demailly (1992) refere, sem todavia explicar, as metáforas do maestro, do palhaço e da dona de casa, metáforas que os professores mobilizam para falarem das suas profissões. Metáforas mais recentes referidas por Pérez Gómez (1992), apresentam o professor como investigador na sala de aula, o professor como profissional clínico e o professor como prático reflexivo.
Feiman-Nemser e Floden (1986), fazem referência ao professor missionário (que toma a seu cargo a missão social educativa), a do professor-funcionário (que acaba por influenciar as políticas de ensino) e a do professor-oleiro (que molda os seus alunos).
Não me esqueço duma metáfora que me sensibilizou muito: a do professor-jardineiro, que cuida do crescimento das crianças à semelhança de uma planta.
Tal como os estilos de aprendizagem, os papéis do ensino podem mudar ou serem adoptados de várias formas, em função da situação de aprendizagem, das características dos alunos, do conteúdo leccionado e de outros factores.
A este propósito, lembro-me da letra de uma canção interpretada por Rui Veloso, onde uma professora solicita a um aluno uma redacção sobre o tema «o que eu quero ser quando for grande». Naturalmente o aluno escreveu: «Quero ser um marinheiro, sulcar o azul do mar / Vaguear de porto em porto até um dia me cansar. / Quero ser um saltimbanco, saber truques e cantigas / Ser um dos que sobe ao palco e encanta as raparigas».
A docente modelo, como protótipo de forma de pensar as coisas, como endoutrinadora, exige do aluno uma nova postura. Mal impressionado e constrangido pela professora lá faz outra composição: «Quero ser um funcionário / Ser zeloso ter patrão, deitar cedo e ter horário / Ser um barquinho apagado sem prazer em navegar / Humilde e bem comportado sem fazer ondas no mar». Depois disto, que mais há a dizer…
O COLÉGIO DE S. CAETANO - COMEMORAÇÕES
Por ocasião do segundo centenário da fundação desta instituição escrevemos um texto que foi reproduzido numa lápide existente no hall de entrada do colégio, do seguinte teor:
A DOM FREI CAETANO BRANDÃO, FUNDADOR DO SEMINÁRIO DOS MENINOS ÓRFÃOS E EXPOSTOS DE S. CAETANO, NO SEGUNDO CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO (1791-1991).
INSTALADO INICIALMENTE NA PRAÇA DO MUNICÍPIO, MUDOU PARA O LARGO DA MADRE DE DEUS EM 26 DE ABRIL DE 1886 – DESDE 1970 É DESIGNADO POR COLÉGIO DE S. CAETANO.
EM 1801, O VENERÁVEL FUNDADOR DOTOU-O DE REGULAMENTO E PROJECTO PEDAGÓGICO, POR ELE ELABORADO COM O TÍTULO DE PLANO DE EDUCAÇÃO DOS MENINOS ÓRFÃOS E EXPOSTOS DO SEMINÁRIO DE S. CAETANO.
EM 1791, FREQUENTAVAM ESTA ESCOLA DE FORMAÇÃO GERAL E PROFISSIONAL 21 ALUNOS, ELEVANDO-SE ESTE NÚMERO EM 1796 PARA 150. À DATA DESTA HOMENAGEM O COLÉGIO PRESTA ASSISTÊNCIA SÓCIO-EDUCATIVA A 148 ALUNOS.
PELA DIRECÇÃO PASSARAM, ENTRE OUTROS, O SANTO PADRE CRUZ (1886-1894), OS BENEMÉRITOS SALESIANOS (1894-1911), O FILÓSOFO LEONARDO COIMBRA (1911) E OS IRMÃOS DAS ESCOLAS CRISTÃS DE S. JOÃO BAPTISTA DE LA SALLE (DESDE 1933).
ESTA LÁPIDE FOI DESCERRADA, EM 29 DE MAIO DE 1992, NO ENCERRAMENTO DAS SOLENES CELEBRAÇÕES DO SEGUNDO CENTENÁRIO, POR D. EURICO DIAS NOGUEIRA, ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA.
Mais tarde, para comemorar o segundo centenário do fundador da instituição, escrevemos novo texto transcrito na placa comemorativa seguinte:
segunda-feira, 25 de maio de 2009
PROGRAMA DA VISITA PASTORAL A TIBÃES
29 DE MAIO DE 2009 (6.ª FEIRA)
- 17.00 HS, Visita ao Centro Social e Paroquial
- 17.30 HS, Celebração da Santa Unção
- 19.30 HS, Encontro com os crismandos
- 21.30 HS, Assembleia Paroquial
30 DE MAIO DE 2009 (SÁBADO)
- 16.30 HS, Encontro com a catequese
- 18.00 HS, Eucaristia
- 19.30 HS, Convívio Paroquial na Quinta da Eira
domingo, 24 de maio de 2009
Política em Verso (19) - Zezão - 10-01-1924
| Há dias, numa gazeta, Que de nome é «Capital», Li, cheio de comoção, Uma notícia de arromba, Mesmo até piramidal, Que, talvez, julguem ser peta, Um grande carapetão, E que, afinal, não é tal… Estava a ferrar o galho Dum rapazola um gorducho, Após uma fartadela, Papo no ar, a boca aberta, De ressonar dá-se ao luxo, Quando uma cobra – espantalho!- Se lhe encafua por ela E lhe vai parar ao bucho! E o demónio do rapaz, Que terrível dorminhoco! Lá continua a nanar, Satisfeito, descansado, Sem mentir o bicharoco, Que, quando lhe pareceu, zás! Lhe veio à boca, a tomar O fresco e … gozar um pouco… Mas o pastor, que tal viu, - Como contá-lo não sei!- Ficou tão abananado, - Nossa Senhora, que horror!- Tão fora de toda a lei, Que co’um chilique caiu, A gritar desesperado: Ó da guarda! Aqui-del-rei! Faz-me isto lembrar a história, Já por aí muito constada, Dum cavalheiro espanhol, Que tinha um olho de vidro, E que é um tanto engraçada… Ela lá vai de memória: - Ele gostava do gól’ Tomava a sua tacada… | E numa noute, o zarolho, Chega a casa avinagrado - A jumenta era bem boa!- E, à mesa de cabeceira, Põe o copito adorado. Em seguida, tira o olho E, no copo, mesmo à toa, Deita-o dentro descuidado! Acordou com muita sede, Muito indisposto, trombudo, Sentindo-se mesmo mal… E, para a sede apagar, Entre-abre o olho polpudo, Co’um braço a distância mede, Pega no copo fatal E… emborca o seu conteúdo! Ao outro dia olvidado, Ansioso o olho procura, Sem dar-lhe co’o paradeiro! Para cúmulo da desgraça, Além da horrível secura, Inda se sente engasgado… E assim anda o dia inteiro Sem ver do seu mal… a cura… Chama o criado: - Juan! Viene aqui Xá, de repiente! - Que me quiere? Diga, ustêd… - Que mires o que aqui tengo! - Eh! Patron! Juan no miente! - Lo que o Juanito vê?... - Un … ojo… a mirar la gente!!! Zezão |
terça-feira, 19 de maio de 2009
VISITA DE ESTUDO
Os grupos disciplinares de Ciências da Natureza e História, do segundo ciclo, na sequência do seu projecto de actividades, promoveram uma visita de estudo no dia 18 de Maio de 2009, com o seguinte programa:
– Visita ao Parque Biológico de Avintes
– Visita ao Palácio da Bolsa (Salão Árabe)
– Cruzeiro das 6 pontes em Barco Rabelo
Esta Visita de Estudo procurou: dar a conhecer a diversidade de ambientes e de seres vivos existentes na Biosfera; observar o contraste existente entre a paisagem florestal preservada no Parque e a paisagem envolvente urbana e conhecer o património histórico de povos que ocuparam a Península Ibérica.
domingo, 17 de maio de 2009
Antony and the Johnsons em Braga
Ontem assisti a mais um concerto no Teatro Circo, com casa lotada, de Antony and the Johnsons.
Este regresso serviu para a apresentação da sua mais recente obra-prima, o álbum «The Crying light».
Antony Hegarty, o «songwriter» norte-americano, deslumbrou com um trabalho «sobre as paisagens e o futuro», depois de ter sido distinguido com o «Mercury Prize» para o melhor álbum de 2005.
sábado, 16 de maio de 2009
FREI CAETANO BRANDÃO EM BELÉM DO PARÁ
Frei Caetano Brandão ria-se daqueles que pensavam que para um bispo ser admirado pelo povo precisava de ter sedas, pratas, ricos adornos e outras ostentações de vaidade. A seguir acrescentava, aqui estou eu, sem nada disso, no entanto, tenho ganho a estima do povo.
Sem dúvida, que foi tal a admiração popular que lhe ergueu um grandioso monumento no Largo da Sé, em Belém do Pará. Nesse monumento pode ler-se a seguinte inscrição: «À memória de D. Frei Caetano Brandão. O Município de Belém. 1900».
FRESCO DE PINTOR BRACARENSE
Israel Macedo nasceu em 1916 e faleceu, este ano, com 92 anos em Lisboa. Segundo informação que colhemos junto de uma colega Rosa Sarmento haverá muito pouca informação deste pintor. É conhecida uma fotografia do pintor junto de colegas de Belas Artes Júlio Resende, Pomar e Nadir Afonso.![]()
Existe numa loja comercial da cidade, no número 734 da Avenida da Liberdade, outrora dependência do extinto jornal diário O Comércio do Porto, actualmente Sapataria Moda Nova, um fresco da sua autoria, datado de 1945. No fresco são visíveis a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, pois esta obra teria sido encomendada para a «Sapataria Paris», também, desaparecida.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA
Logo à entrada deste edifício barroco, no seu interior, deparamos com uma escadaria nobre de acesso à parte superior. As paredes laterais estão forradas com azulejaria, tipo barroco, azul e branca, com grinaldas e ramos. Subindo o primeiro lanço da escada nobre, vemos representados nos lambris diversos monumentos da cidade, a maior parte deles demolidos.
No primeiro patamar da escadaria a figura emblemática de Braga (uma dama emplumada que num braço segura uma lança e, no outro, um castelo). De cada lado duas inscrições em cartelas respectivas. Uma refere-se ao final da construção da primeira fase – 1756 e, a outra, tem as letras B. A. F. A. (Bracara Augusta fiel e antiga).
Nesta escadaria encontramos painéis de azulejos representando: de um lado a Torre da Ajuda, S. João da Ponte, o Castelo, os Antigos Paços do Concelho, a Capela Mór da Sé, a Senhora da Torre e o Chafariz da Galeria, a Sé de Braga e o Chafariz da Galeria; do outro lado a Misericórdia, a Porta de Santiago, a capela dos Coimbras, Alpendres e Pelourinho, Porta de Santo António, Chafariz do Campo de Santana, Torre de Nossa Senhora da Glória, Arco da Porta Nova e Arco e Torre do Postigo. No patamar cimeiro, ao centro, a entrada, na cidade, de D. José de Bragança, a quem se deve o edifício camarário.
No SALÃO NOBRE DA CÂMARA ( Sala das Sessões ) encontramos medalhões e ilustres varões (bracarenses, ou então, ligados à história da cidade). Entre eles: GABRIEL PEREIRA DE CASTRO (1571/1632); DIOGO DE TEIVE (Século XVI); D. FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES (1594/1592); FRANCISCO SANCHES (século XVI); D.DIOGO DE SOUSA (Séculos XV/XVI); D. FREI CAETANO BRANDÃO ( 1790/1805); DOM RODRIGO DE MOURA TELLES (1704/1728); BARÃO DE SÃO MARTINHO (Século XIX).
No tecto e nas sancas deste pequeno mais extraordinário e belo salão, estão assinaladas algumas datas muito significativas não só para a história de Braga:
- 28-10-1110 – Doação, não confirmada, do Couto de Braga feita por Dona Teresa, mulher de Dom Henrique (pais do primeiro Rei de Portugal) ao Arcebispo D. Maurício, instituindo assim um senhorio que durou até ao século XVIII;
- 12-04-1112 – Confirmação pela Rainha Dona Teresa (por vezes usava este título) ao Arcebispo Dom Maurício (que ficou conhecido como Anti-Papa), do Couto de Braga;
- 27-05-1128 – Data em que Dom Afonso Henriques confirma, por sua vez, na pessoa do Arcebispo Dom Paio Mendes, a doação do Couto de Braga, ampliando essa doação com Privilégios de Capelania e Chancelaria, concedendo à Sé de Braga o poder de cunhar moeda para a conclusão da Catedral de Santa Maria;
- 11-12-1640 – Neste dia a Câmara reunida em Sessão Extraordinária com o Senado, nos Paços do Concelho, sitos então junto à Sé, depois de ouvidos os Três Estados – Clero, Nobreza e Povo – resolve aclamar D. João IV como Rei de Portugal e dos Algarves, dando assim o seu assentimento à Restauração da Independência de Portugal, proclamada em Lisboa no dia 1 do mesmo mês;
- 25-03-1793 – Graças ao Arcebispo D. Frei Caetano Brandão, que a tinha organizado, tem lugar neste dia o encerramento da 1ª Exposição Agrícola e Industrial de Braga, com distribuição de prémios aos expositores.