segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ELITE BRACARENSE NO BOM JESUS

A foto, abaixo, regista uma passagem do poder e da classe dirigente bracarense, nos anos 60, pelo Bom Jesus.

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domingo, 28 de agosto de 2011

TRABALHADORES VISITAM O SAMEIRO

Operários da Fábrica Ralha, de Braga, confraternizaram no Sameiro em 19 de Julho de 1958.

19-7-1958, confraternização operária da Fábrica Ralha no Sameiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

TRABALHADORES VISITAM O BOM JESUS

Os trabalhadores da Cortadoria Nacional de Pêlo visitaram o Bom Jesus do Monte, em 6 de Maio de 1951, na companhia do Arcipreste de Braga Cónego João de Barros.
A Cortadoria Nacional de Pêlo distribuía-se por 24 unidades, na sua maioria em instalações precárias, com processos de fabrico ultrapassados e eminentemente tóxicos.
A Cortadoria Nacional de Pêlo foi constituída em 1943, com sede em S. João da Madeira.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

BOM JESUS EM REPORTAGEM DA RTP

PORTUGAL EM DIRECTO  
http://tv2.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=19455&c_id=5&dif=tv&idpod=61333

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Mire de Tibães fez ‘O Cerco’, artigo do Correio do Minho de 8-8-2011

autor José Paulo Silva

A crise económica obriga a gastos mais comedidos na organização das festividades do mártir S. Sebastião, mas a população da freguesia de Mire de Tibães continua a manter ‘O Cerco’ como manifestação de religiosidade e arraial popular.
A edição 2011 de uma festa cuja origem se perde no tempo encerrou ontem, dia de missa solene e procissão em honra do protector da fome, da peste e da guerra.
O cortejo religioso com 12 andores já não percorreu a totalidade dos lugares da freguesia - particularidade que lhe deu o nome ‘O Cerco’ - mas apenas o percurso entre a Igreja do Mosteiro e a rotunda da estrada municipal que liga a Parada de Tibães e Padim da Graça.
A redução das receitas obtidas por via de patrocínio de empresas obrigou as comissões de festas dos últimos anos a abdicar da contratação de artistas de primeiro plano para animar os arraiais nocturnos.
Este ano, o programa profano foi assegurado com cantadores ao desafio, grupos de concertinas, um grupo de baile e um festival folclórico com quatro ranchos. A Banda Musical de Cabreiros deu o toque festivo a um dia aproveitado para a realização de três baptizados de crianças da terra.
Na homilia do missa solene da festa, o padre Luís Marinho recordou os tempos em que a procissão em honra de S. Sebastião “envolvia a freguesia”, apelando à invocação do santo, já não tanto para a guerra, peste e fome de outrora, mas para as “dificuldades” dos tempos actuais.
Apesar das res trições orçamentais, a comissão de ‘O Cerco’ organizou, em parceria com a Associação Equestre de Lijó, no passado dia 31 de Julho, uma prova equestre com gincana e salto de cavalos, uma novidade no terreiro em frente à Igreja e Mosteiro de Tibães.
A notícia mais antiga conhecida sobre a festa de S. Sebastião em Mire de Tibães foi publicada no jornal ‘O Comércio do Minho’ em Setembro de 1882.
“Muitos vão à festa, à romaria, por desenfado, recreio, ou por se divertir; mas a maior parte, arrastados pela corrente eléctrica de um sentimento religioso, que todos abrigamos no íntimo do coração”, relatava o repórter da época, depois de ter visto sair a procissão com seis andores e duas bandas de música.
Passados quase 130 anos, os sentimentos dos que se deslocam ao terreiro e igreja do Mosteiro de S. Martinho de Tibães serão os mesmos, atendendo a que ‘n’estas festas da aldeia há tanto de profano, como de religioso e sublime”.
No ano de 1997, a comissão de festas e o Museu do Mosteiro de S. Martinho de Tibães publicaram ‘O Cerco - uma festa de Mire de Tibães’, pequena publicação com testemunhos de homens e mulheres que “fizeram, participaram e viveram O Cerco”.
Domingos Silva, festeiro em 1953, relata que, tal como agora, as dificuldades económicas para fazer a festa eram muitas. Nessa altura, fazia-se a festa “por causa do bicho das terras”.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SANTUÁRIO DO BOM JESUS DÁ MAIS ESPAÇO A FIÉIS E TURISTAS, ARTIGO DO CORREIO DO MINHO DE 8 DE AGOSTO

autor José Paulo Silva

A Confraria do Bom Jesus do Monte inaugura hoje a Alameda Cónego José Marques, pequena parte de um vasto plano de recuperação deste santuário e estância turística iniciado no início da década.
Depois do investimento feito na recuperação de unidades hoteleiras, aquela entidade tem em fase conclusiva obras de requalificação de espaços públicos de um dos pontos mais procurados do roteiro turístico bracarense.
A Alameda Cónego José Marques, porta principal de entrada no santuário do Bom Jesus do Monte, é uma marca do ordenamento da circulação automóvel e pedonal idealizado pela Confraria.
As obras já realizadas limitaram a circulação automóvel em redor do templo principal do santuário e disciplinaram o estacionamento. Imediatamente antes da Alameda Cónego José Marques, existe agora um parque de estacionamento para autocarros, um meio de transporte muito utilizado por turistas, sobretudo nesta altura de Verão.
Para quem pretende aceder ao santuário pela monumental escadaria ou pelo único funicular no mundo ainda movido a água, foi desenhada, na zona do Pórtico, um parque de estacionamento para ligeiros e outro para veículos pesados.
O propósito já expresso pelo presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, João Varanda, é retirar o mais possível os carros do santuário, devolvendo a este espaço mais sossego, o que não se consegue com os carros a circular junto às pessoas.
A inauguração, ao final da tarde de hoje, da Alameda Cónego José Marques, faz parte da homenagem que a Confraria do Bom Jesus do Monte presta ao seu presidente honorário falecido há precisamente um ano.
A actual Mesa da Confraria destaca que ao cónego José Marques se deve, a concepção, os projectos, o arranque e o enquadramento das obras de reabilitação do santuário que, a partir de hoje ostenta, numa das entradas, o seu nome.
O arcebispo primaz de Braga associa-se hoje à homenagem da Confraria do Bom Jesus do Monte ao cónego José Marques.
O prelado preside, às 18h00, no templo do Bom Jesus, a uma missa de homenagem ao juiz-presidente honorário da Confraria, antes do descerramento da placa que identifica a Alameda Cónego José Marques.
José Carlos Peixoto, mesário da Confraria, destaca que aquele sacerdote “envolveu-se intensamente e desinteressadamente na resolução de múltiplos problemas com uma determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum. Lutava contra as burocracias dos gabinetes, sempre por uma causa, a dignificação da estância, deste monte-sagrado, qual Jerusalém libertada, qual caminho para a Cruz e Jerusalém Celeste”.
José Carlos Peixoto recorda também que o cónego José Marques “nunca desviou a atenção do essencial. O centro da sua actuação era o Bom Jesus. Dias antes da sua morte, veio celebrar a este santuário, à semelhança de tantas e tantas vezes. Veio dizer um até já ao Bom Jesus do Monte, pois, em conversa, desabafou que seria a última vez que celebraria neste templo”.
O sacerdote, que foi professor de Teologia Moral e Direito Canónico, para além de muitos artigos e traduções, publicou ‘Direito Sacramental II. Direito Matrimonial Canónico’, ‘O Direito de associação e as associações de fiéis na Igreja à luz do Vaticano II e do novo Código de Direito Canónico’, ‘Identidade do Sace rdote - O sacerdócio ministerial no Magistério de João Paulo II’.
Em 1982, foi nomeado juiz presidente da mesa Administrativa da Confraria do Bom Jesus do Monte, cargo que exerceu até ao ano de 2003.
Na passagem do bicentenário da conclusão das obras do templo de Bom Jesus do Monte, os espaços do santuário apresentam um aspecto renovado, bem diferentes da degradação e mesmo dos indícios de ruína em que se encontravam há alguns anos atrás. A estância está a refrescar-se com intervenções na zona do lago e do parque de merendas, a par da alteração dos circuítos automóveis.
O património construído vai sendo também recuperado, aparentemente a um ritmo mais lento, talvez porque os mecenas, já solicitados pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, não surjam em número suficiente. O visitante do santuário detecta sinais de obras nas três capelas da Praça dos Apostólicos e também, de forma mais explícita, na Capela do Levantamento, aqui com referência à empresa que está a custear os trabalhos de conservação e restauro.
Já concluída há algum tempo está a requalificação do edifício-sede da Confraria do Bom Jesus do Monte, conhecida também por ‘Casa das Estampas’, que já foi parcialmente ocupada como quartel da GNR e que acolhe actualmente o Centro de Exposições Cândido Pedrosa, ex-juiz presidente da Confraria que deu também o seu impulso aos projectos de reabilitação do património do santuário que se perfila como candidato a Património Mundial da Humanidade.
O Congresso Luso-Brasileiro do Barroco, que o santuário do Bom Jesus acolhe, de 20 a 22 de Outubro, pode dar uma ajuda ao reconhecimento por parte da UNESCO. Aliás, um dos objectivos expressos do Congresso organizado pela Confraria do Bom Jesus do Monte é “criar dinâmicas de captação de apoios para a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade”. Apoio nessa candidatura poderá ser dado também por com o ressurgir da Associação ‘Amigos do Bom Jesus do Monte’, fundada em 1952.
A ideia que tem vindo a ser defendida por José Carlos Peixoto, um dos actuais mesários da Confraria. “É o Bom Jesus do Monte, no seu conjunto, um oásis encantador, maravilhosamente apropriado ao repouso e ao restauro das forças do espírito e do corpo”. A convicção, escrita em meados do século passado pelo arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior, confirma-se na actualidade com a atracção que o ‘monte santo’ bracarense exerce sobre inúmeros praticante de caminhada, corrida e ciclismo.
Ontem de manhã, a rodovia que liga a cidade de Braga ao santuário era percorrida por dezenas e dezenas de caminhantes e ciclistas, em ritmo mais ou menos apressado. Os circuitos pedonais da estância eram também muito frequentados pelos amantes do ‘jogging’ e das bicicletas, o que torna urgente a criação de estruturas de apoio dignas a estes visitantes.
O ‘café’ que funciona junto ao lago, ontem de manhã encerrado, não reúne condições mínimas de acolhimento. Apesar de tudo, a frescura do bosque - cujas espécies a Confraria pretende inventariar - parece ser irresistível para muitos amantes da natureza e desportistas, tal como o foi para o escritor Camilo Castelo Branco, que procurou no contacto com as árvores do Bom Jesus remédio para as suas fraquezas físicas e psíquicas.

domingo, 7 de agosto de 2011

FESTA DO CERCO

Teve lugar no dia 7 de Agosto, uma das festas principais da freguesia.
Tem este nome, pois a procissão, no passado, corria toda a aldeia, de molde a cercá-la e protegê-la dos males da fome, da peste e da guerra, ou não fosse S. Sebastião o padroeiro.
Remonta ao século XIX e a partir daqui sofreu várias alterações no formato e na data em que ocorria a festa.
Em pleno século XXI, talvez fosse o momento para uma reflexão sobre a forma e o conteúdo da mesma, é o caso do Coro das Virgens, uma das curiosidades da procissão.







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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CONFRARIA DO BOM JESUS INAUGURA ALAMEDA CÓNEGO JOSÉ MARQUES

Na próxima 2.ª feira, dia 8, a Confraria do Bom Jesus do Monte presta uma homenagem ao Cónego Doutor José António Gomes da Silva Marques, presidente honorário da Confraria.
Do programa da homenagem salientamos três números: às 18 horas, uma concelebração presidida pelo Sr. Arcebispo Primaz; às 19 horas, a inauguração da Alameda Cónego José Marques; às 19.30 horas, um Verde de Honra no Hotel do Elevador.
Esta iniciativa insere-se no vasto programa de comemoração do bicentenário do lançamento da última pedra do templo.    
José António Gomes da Silva Marques, nasceu no lugar de Cidelo, freguesia de Santo Estêvão de Penso, concelho de Braga, a 16 de Março de 1933. Faleceu em 8 de Agosto de 2010.
Foi ordenado sacerdote a 14 de Julho de 1957. Em 1959 licenciou-se em Direito Canónico pela Pontifícia Universidade Canónica de Roma. A 10 de Junho de 1963 defendeu publicamente a tese de doutoramento na mesma universidade, com o tema «A boa fé na prescrição Longissimi Temporis. Sua necessidade e natureza segundo o Doutor Pedro Barbosa», com a classificação mâxima «summa cum laude», publicada, em Braga, em 1964.
Ao longo da sua vida desempenhou empenhadamente variadas funções e cargos relevantes:
- de 1963 a 1967, chefe da secretaria arquidiocesana e capelão da Senhora-a-Branca;
- professor de Direito Canónico de 1963 a 1969;
- professor de Teologia Moral de 1968 a 1972 no Seminário Conciliar de Braga;
- professor na Faculdade de Direito Canónico da Universidade de Navarra, de 1972 a 1978;
- chefe de redacção e director das revistas «Theologia», «Palavra e Vida», «Celebração litúrgica» e colaborador da redacção da revista «Ius Canonicum» do Instituto Martín de Azpilcueta;
- advogado da Rota Romana;
- orientador de Teses de Doutoramento, tendo integrado vários júris de doutoramento em Direito Canónico, na Faculdade de Direito Canónico da Universidade de Navarra;
- Vigário Episcopal para a Educação da Fé, a partir de 1 de Janeiro de 1979;
- Vigário Geral da Arquidiocese de Braga, em Agosto de 1978, cargo que exerceu até 1984;
- em 29 de Novembro de 1981, Capitular da Sé de Braga, tendo tomado posse em 2 de Fevereiro de 1982;
- em 1982, Juiz Presidente da Mesa Administrativa da Confraria do Bom Jesus do Monte, cargo que exerceu até 2003;
- Vigário Judicial do Tribunal Metropolitano Bracarense desde 1984;
- a 1 de Outubro de 1988 promotor da Justiça;
- sócio-fundador da Associação Portuguesa de Canonistas e Presidente da Direcção, de 1990 a 2003;
- de 1995 a 1999, pároco de Escudeiros;
- nomeado, a 31 de Outubro de 1996, para a Comissão Canónico Jurídica do Sínodo;
- a 5 de Janeiro de 2003, mestre-escola do Cabido;
- em 7 de Maio de 2003, Presidente Honorário da Confraria do Bom Jesus do Monte.
Para além de muitos artigos e traduções, publicou vários originais:
- Direito Sacramental II. Direito Matrimonial Canónico. Universidade Católica Editora, Lisboa 2004;
- O Direito de associação e as associações de fiéis na Igreja à luz do Vaticano II e do novo Código de Direito Canónico (separata de Theologica, vol. XIX, pp. 429-589, Braga 1984);
- Identidade do Sacerdote – O sacerdócio ministerial no Magistério de João Paulo II, Braga 1980 (Separata de Theologica, vol. XV).
A história julga não só os resultados mas também os seus propósitos. A ele se deve, a concepção, os projectos, o arranque e o enquadramento das obras de reabilitação do Bom Jesus do Monte que se realizaram ultimamente.
Envolveu-se intensamente e desinteressadamente na resolução de múltiplos problemas com uma determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum. Lutava contra as burocracias dos gabinetes, sempre por uma causa, a dignificação da estância, deste monte-sagrado, qual Jerusalém libertada, qual caminho para a Cruz e Jerusalém Celeste.
Se nos faltam as virtudes não temos nada. No convívio e nas relações imprimidas na Confraria, as suas qualidades essenciais mereciam a nossa admiração. Recordamos a sua frontalidade, a atenção e a sensibilidade que prestava a tudo o que girava em seu redor. Não concebeu o ministério sacerdotal como mero trabalho à procura de resultados pessoais, pois a razão de ser da nossa vida é a humanidade através duma mediação de serviço e doação.
Nunca desviou a atenção do essencial. O centro da sua actuação era o Bom Jesus. Dias antes da sua morte, da sua passagem para a vida eterna, veio celebrar a este santuário, à semelhança de tantas e tantas vezes. Veio dizer um até já ao Bom Jesus do Monte, pois, em conversa, desabafou que seria a última vez que celebraria neste templo.
Foi, com certeza, a última vez que peregrinou até esta estância, mas que se prolonga, agora, na Estância Celeste do Bom Jesus.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

ENTREVISTA AO JORNAL DE LETRAS

Entrevista dada ao JL, n.º 1065, de 27-7-2011

Jornal de Letras, n.º1065, 27-7-2011

Jornal de Letras, n.º1065, 27-7-2011 (1)

terça-feira, 26 de julho de 2011

CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DO BARROCO

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Bom Jesus revela faces do Barroco

(Correio do Minho, 26-7-2011)

clip_image003autor José Paulo Silva

Pôr fim à ideia de que as produções artísticas do Barroco de deveram exclusivamente às remessas de ouro do Brasil é um dos contributos que podem sair do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco, agendado para 20 a 22 de Outubro, no Bom Jesus. A convicção foi ontem apresentada por Aurélio de Oliveira, presidente da comissão científica do congresso.
O historiador apresenta comunicação na primeira sessão plenária do congresso, que versa o tema ‘A Economia do Período Barroco’. Em conferência de imprensa para divulgação do programa final do congresso, Aurélio de Oliveira sustentou que o Bom Jesus de Braga, tal como outras jóias do Barroco, foi edificado com recurso a ouro vindo das minas brasileiras, mas, mais do que isso, com esmolas do povo e contributos de empresários bracarenses.
O historiador destacou a presença alargada de investigadores das universidades de Coimbra, Porto, Lisboa e Minho e das brasileiras São João del-Rei, Baía e UNESOP no congresso. Especialistas das universidades Portucalense, Católica, ISMAI e Insituto Politécnico do Porto apresentam também comunicações num encontro científico que aborda dimensões várias do Barroco em Portugal e no Brasil.
Os historiadores locais estão no congresso organizado pela Confraria do Bom Jesus.
Paulo Oliveira, técnico do Mosteiro de Tibães, apresentará uma comunicação sobre ‘A Economia do Período Barroco’.A ex-directora daquele Museu, Aida Mata, revelará, com Anabela Ramos, segredos da ‘Alimentação do Período Barroco’. José Paulo Abreu, deão da Sé de Braga e docente da Universidade Católica, fará a ‘Contextualização histórico-teológica do Barroco’, enquanto José Carlos Peixoto, mesário da Confraria, recordará ‘Os memorialistas do Bom Jesus’.
Miguel Bandeira (Universidade do Minho) revelará o ‘Desenho e a morfologia urbana da cidade de Braga Barroca’ Noutro âmbito, Fernanda Barbosa (Tesouro Museu da Sé de Braga) e Lurdes Rufino ( Museu de Arte de Fão darão informação sobre ‘A paramentaria no Barroco’. Eduardo Pires de Oliveira (Biblioteca Publica de Braga) acrescentará informações sobre ‘A talha barroca em Braga”, enquanto Elisa Lessa e Manuel Simões (Universidade do Minho) revelarão ‘A expressão musical no Barroco bracarense’
O historiador José Viriato Capela intervirá no painel sobre ‘A Sociedade do Barroco’.

terça-feira, 19 de julho de 2011

NOVO CONCERTO NO BOM JESUS

No próximo Domingo, pelas 22 horas, terá lugar no Bom Jesus do Monte um concerto com a participação da Cappela Musical Cupertino de Miranda e de dois organistas europeus de prestígio internacional.
Este concerto, com entrada livre, está integrado no primeiro Festival Internacional de Polifonia Portuguesa, promovido pela Fundação Cupertino de Miranda. O objectivo desta iniciativa consiste em divulgar a polifonia portuguesa dos séculos XVI e XVII. Decorrerá, igualmente, na Sacristia do Templo, um Seminário sobre o Barroco, pelas 12 horas, e uma Prova de Vinhos pelas 23 horas.
A Cappela Musical Cupertino de Miranda, fundada em 2009, tem como Director Artístico Luís Toscano e vai interpretar composições dos mais ilustres representantes da criação musical dos séculos XVI e XVII: Manuel Cardoso, Filipe de Magalhães e D. Pedro de Cristo.
Este concerto vem na sequência de um protocolo celebrado entre a Confraria do Bom Jesus do Monte e a Fundação Cupertino de Miranda e de outras actividades que pretendem comemorar os 200 anos do lançamento da última pedra do Templo do Bom Jesus. No próximo dia 20 de Setembro de 2001 passam 200 anos que Pedro José da Silva colocou a última pedra do grandioso templo, mas cuja sagração ficaria reservada para 10 de Agosto de 1857. A esta alma generosa, natural de S. Jerónimo de Real, do Concelho de Braga, se deve avultados donativos que permitiram a conclusão do templo.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CRIAÇÃO DA CRUZADA EUCARÍSTICA EM TIBÃES

No dia 31 de Maio de 1934, fez entrada na Igreja de Tibães a CEC (Cruzada Eucarística) sendo celebrante D. António Coelho. A direcção da Fábrica de Ruães concorreu com 8 peças de tecido para confeccionar todas as vestes da cruzada. Nesta cerimónia procedeu-se à admissão e consagração dos cruzados ao S. C. de Jesus e à entrega de uma linda bandeira. Os cânticos estiveram a cargo dos Reverendos Bento Ferreira e Martinho.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MOSTEIRO DE TIBÃES ORGANIZA «MÊS DE S. BENTO»

 

Durante o mês de Julho terão lugar um conjunto de iniciativas em homenagem ao fundador da Ordem Beneditina: concertos, celebração litúrgica, jantar e cinema.


programa

segunda-feira, 27 de junho de 2011

ARTIGO NA REVISTA EPB DE JUNHO

EPB, n.º3. Junho, 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

PROGRAMA DO CONCERTO

programa do concerto

terça-feira, 14 de junho de 2011

CONCERTO DE ÓRGÃO

CONCERTO DE ÓRGÃO NO BOM JESUS

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quarta-feira, 1 de junho de 2011

«MULHERES DE CAMILO» NO BOM JESUS DO MONTE

In Correio do Minho de 1-6-2011:

CORREIO DO MINHO, 1-6-2011

Diário do Minho, 1-6-2011

Diário do Minho, 1.6.2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CONVITE PARA EXPOSIÇÃO

 

No âmbito das comemorações dos 200 anos do lançamento da última pedra do templo do Bom Jesus, vai esta confraria inaugurar no dia 01 de Junho, 4.ª feira, pelas 18 hs, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, por cima da Casa das Estampas, uma exposição intitulada «Mulheres de Camilo». Assim no dia da Morte deste brilhante novelista e romancista e grande admirador desta estância e na presença de altas individualidades , vimos convidar V.ª Ex.ª a estar presente neste acto solene e prestar uma homenagem àquele que se referia, deste modo, a este sacro monte: « no Bom Jesus há vontade de cantar com os pássaros e com a cadência murmurosa das fontes».

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

TIBÃES PERDE UM FILHO DA TERRA

Faleceu no dia 24 de Maio de 2011 o Padre Severino Pereira Fernandes. Nasceu a 10 de Março de 1933 em Mire de Tibães. Ordenou-se sacerdote no dia 12 de Julho de 1959. Iniciou serviço apostólico em 4 de Setembro de 1959 como Vigário Cooperador da Paróquia de Calendário, Vila Nova de Famalicão. Foi nomeado Vigário Cooperador de Santa Maria de Prado, Vila Verde, em 8 de Outubro de 1960. Em 30 de Dezembro de 1962, foi nomeado Pároco de Santa Maria de Prado. Posteriormente, em 12 de Setembro de 1967, foi nomeado Arcipreste de Vila Verde e, a 17 de Dezembro de 1998, passou a desempenhar o cargo de Vice-Arcipreste de Vila Verde.

terça-feira, 24 de maio de 2011

ENTREVISTA

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

BANDEIRA DA SOCIMORCASAL EM ÁFRICA

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

ENTREVISTA

Juntamos a entrevista dada em directo à Rádio Antena Minho no dia 13 de Abril passado e reproduzida no Jornal Correio do Minho do dia 16 de Abril.

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

DEIXAR PEGADAS–JORNAL DE LETRAS DE 6 DE ABRIL

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quinta-feira, 17 de março de 2011

PRÉMIO CARREIRA – FOTOS DE PEDRO VILELA

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PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSORES > 4.ª EDIÇÃO > JOSÉ CARLOS PEIXOTO: O PROFESSOR DE QUEM OS ALUNOS SE RECORDAM

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No último ano de trabalho do professor José Carlos Peixoto, a equipa da direcção da Escola Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, em Braga, decidiu propô-lo para o Prémio de Mérito Carreira, com a convicção de que a qualidade do trabalho desempenhado correspondia a uma «candidatura ganhadora».
«Quando me recordo da escola, lembro-me logo do professor» – quem o diz é Sérgio Mota Pinto, que, 16 anos depois, volta ao estabelecimento de ensino que frequentou no 2.º ciclo para falar de José Carlos de Peixoto, que considera um dos melhores professores que teve na vida. Este ex-aluno faz questão de salientar que o gosto que ainda hoje tem pela História se deve a este docente de Língua Portuguesa e de História que «cativava pela maneira de ensinar».
«Sempre à frente do seu tempo», tal como reconhece Rosa Sarmento, docente de História e Geografia de Portugal, soube tirar partido das novas tecnologias para evoluir na forma de leccionar, de modo a prender a atenção dos estudantes do século XXI. Ana Rodrigues, de 12 anos, aluna de José Carlos Peixoto no ano lectivo anterior, considera que o professor dava as aulas «de uma forma gira e diferente», recorrendo à plataforma Moodle e ao PowerPoint.
Na plataforma Moodle, o docente introduzia a matéria resumida e colocava exercícios, o que, segundo Ana Rodrigues, contribui para ajudar os alunos a «ter método para estudar». Já o PowerPoint permitia mostrar imagens de acontecimentos históricos, projectadas numa tela, como o terramoto no tempo do Marquês de Pombal ou as caravelas da época dos Descobrimentos, o que, para esta estudante, marca a diferença: «No livro, vemos as coisas mais pequenas e não percebemos tão bem. No PowerPoint, observamos as imagens em grande e fixamos melhor.»
Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, durante os últimos anos, este professor também recorria à plataforma Moodle para dinamizar o trabalho de equipa, disponibilizando as planificações das aulas, os testes, as actas das reuniões e a legislação. Mas, enquanto colega, não se destacou apenas pela utilização das novas tecnologias. A sua postura, considerada por Virgílio Rego da Silva, na altura director da escola e proponente da candidatura, como a de um “autêntico cavalheiro”, teve grande impacto em momentos decisivos.
«Quando, nas reuniões do conselho pedagógico, estávamos a discutir, mantinha-se impávido e sereno, mas, quando intervinha, fazia-o de forma extraordinariamente assertiva. Não alimentava polémicas, tirava aquilo que de bom se podia extrair e fazia com que andássemos para a frente», destaca Fernando Braga, professor de Língua Portuguesa e colega desde há 15 anos.
A exigência, primeiro para consigo próprio e depois para com os outros, é outro dos traços marcantes de José Carlos Peixoto. «Não há serviços mínimos para o professor. Tentava sempre ir mais além e puxava por nós», evoca Sérgio Mota Pinto. Mas tudo começa muito antes de entrar na sala de aula, tal como afirma José Carlos Peixoto. «Uma aula não corresponde apenas à sua duração. Em casa, significa três vezes mais tempo. De um ano para o outro, havia sempre um material que já não me satisfazia ou um teste que já não se adequava. Sentia sempre necessidade de aperfeiçoar o meu trabalho.»
Esta vontade de fazer sempre mais e melhor reflectiu-se também nas tarefas que realizou em benefício da escola e da comunidade. Alunos e colegas recordam, com entusiasmo, os inesquecíveis eventos que organizou, entre os quais destacam um peddy-paper que envolveu mais de 500 pessoas, desde alunos a professores, passando por pais e por munícipes da cidade de Braga.

Site do Ministério da Educação: http://me2.addition.pt/index.php?s=white&pid=767

quarta-feira, 16 de março de 2011

Prémio Carreira para José Carlos Peixoto

 

autor
Marlene Cerqueira

 

O professor José Carlos Peixoto, da EB 2,3 Frei Caetano Brandão (Agrupamento de Escolas de Maximinos), foi distinguido pelo Ministério da Educação com o Prémio de Mérito ‘Carreira’. O docente recebeu ontem o prémio, em Lisboa, das mãos da ministra da Educação, Isabel Alçada.
O Prémio ‘Carreira’ distingue anualmente um professor que revelou, ao longo da carreira, a adopção de boas práticas e capacidade de lidar com as dificuldades, tornando-se uma referência para os seus pares e para os seus alunos, bem como para a restante comunidade educativa.
Lisonjeado, José Carlos Peixoto admitiu ao ‘Correio do Minho’ a enorme satisfação por ver o seu mérito “duplamente reconhecido”, primeiro ao nível da sua escola que o elegeu para propor a este prémio, e depois a nível nacional por ter sido distinguido por um júri composto por personalidades muito conhecidas e presidido pelo antigo ministro da Educação Roberto Carneiro.
Com uma carreira de quase quatro décadas, José Carlos Peixoto assume a sua humildade e frisa que nunca lutou por prémios.
Prémio dedicado a alunos, professores, escola e família
No discurso que fez no Ministério da Educação, onde decorreu a cerimónia, José Carlos Peixoto começou por dedicar o prémio aos seus alunos e realçar que sempre teve em consideração que “o motor da aprendizagem é a motivação’.
“No meu espírito sempre prevaleceu o estilo compreensivo (valores e regras sim, mas transmitidos com compreensão), afectivo, exigente, respeitador da identidade e do crescimento do aluno, ajudando a adaptar-se à realidade e a descobrir um mundo melhor, estimulando a criatividade, a cooperação, a tolerância e os novos recursos”, referiu o professor do Departamento de Ciências Sociais da Caetano Brandão.
O prémio foi também endereçado aos professores: “Queria partilhar este prémio carreira com todos os professores portugueses que, anonimamente, desenvolvem um trabalho maravilhoso e exemplar junto dos alunos e não encontram a oportunidade de serem reconhecidos”, referiu, alertando que “muitos professores mereceriam este prémio, pois diariamente dão o seu melhor, com sacrifício do tempo destinado à família, com o objectivo de formar jovens bem preparados para enfrentar os desafios actuais, numa perspectiva profissional e ética, jovens com mais conhecimentos e com mais cidadania, nunca através de uma imposição e endoutrinação, mas através de uma educação democrática e construtivista dos valores”.
E neste domínio aproveitou para destacar o seu trabalho como formador, orientador e coordenador junto da classe docente. A sua escola, a EB 2,3 Frei Caetano Brandão, mereceu uma menção especial, nas pessoas dos professores Virgílio Rego e Fernando Braga, este último o promotor da sua candidatura em nome do Conselho Pedagógico.
Recordou o papel que teve na atribuição, divulgação e promoção do pensamento do patrono da escola. “Além de propor o seu nome para patrono, divulguei o pensamento educacional de Frei Caetano Brandão”, realçou.
A família também não foi esquecida na hora de agradecer o prémio, lembrando “quantas vezes foi difícil gerir o tempo profissional e o tempo dedicado” aos seus.

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PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSRES

 Andreia Lobo | 2011-03-16

Maria do Carmo Leitão, Adelina Pereira e José Carlos Peixoto são os nomes dos professores distinguidos pelo Prémio de Mérito 2011, conferido pelo Ministério da Educação. Este ano, o galardão máximo, no valor de 25 mil euros, ficou por atribuir.

Usar o computador Magalhães na aula foi um dos maiores desafios da carreira de Maria do Carmo Leitão, galardoada com o Prémio de Mérito Inovação, atribuído pelo Ministério da Educação (ME). As novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) surgiram no final de uma carreira de 35 anos, como professora do 1.º ciclo. Mas isso não impediu a docente do Centro Escolar de Lamego de "arregaçar as mangas" e se deixar conquistar pela inovação.
Maria do Carmo Leitão recebe o prémio no ano em que, pela primeira vez, o júri não atribuiu a distinção máxima conferida pelo ME - o Prémio Nacional de Professores - alegando que nenhuma candidatura reunia as condições necessárias.
Durante 24 anos, deu aulas na telescola, no célebre Ensino Básico Mediatizado, um método inovador nas décadas de 70 e 80. Mas o uso desta tecnologia também não foi fácil: no alto de uma serra, Maria do Carmo Leitão encontrou uma escola sem eletricidade, sem acesso por estrada e onde a televisão dependia de um gerador sustentado a petróleo. Por isso, a chegada do computador Magalhães não a assustou.
Aos 55 anos, Maria do Carmo Leitão viu no desafio uma oportunidade para inovar a sua prática pedagógica. Empenhou-se, fez várias formações em regime de e-learning e hoje os alunos utilizam o Magalhães para fazer pequenos filmes, pesquisar na Internet e fazer trabalhos. A professora corrige trabalhos e sugere alterações por e-mail, e liga-se no Messenger para trocar ideias com as crianças a partir de suas casas.
"Preparar os alunos para a vida é dar-lhes método", diz a docente cuja metodologia de trabalho é elogiada pelos colegas. "Os alunos que aprendem pela via tradicional acabam muitas vezes por esquecer a matéria, enquanto os outros, passados três meses, lembram-se muito bem", explica Helena Gama, coordenadora do 1.º ciclo. "É um exemplo a seguir", diz Carlos Dinis de Almeida, diretor do Centro Escolar de Lamego.

"Gestão humanizada"

A inovação não foi a única vertente premiada pelo ME. Os Prémios de Mérito distinguiram também Adelina Pereira, pelo seu trabalho na direção da Escola Básica de Domingos Capela, em Espinho, e José Carlos Peixoto, pelo trabalho desenvolvido ao longo da carreira como professor de Língua Portuguesa e História, na Escola Básica 2+3 Frei Caetano Brandão, em Braga.
Uma "gestão humanizada" é a descrição usada pelos colegas para sintetizar o trabalho de Adelina Pereira, que durante duas décadas liderou o destino da escola e do Agrupamento de Escolas Domingos Capela, em Espinho. As designações das suas funções foram mudando ao sabor das exigências administrativas, foi presidente do conselho diretivo, executivo, e por fim, diretora. Mas a sua forma de atuar pautou-se pela constante preocupação com "as pessoas" que compõem o, nem sempre personalizado, corpo docente.
"A minha preocupação sempre foram as pessoas, porque se as pessoas se sentirem bem, trabalham melhor", reflete Adelina Pereira. Um caso protagonizado por um professor contratado que diariamente se deslocava de Viseu para dar aulas às 8h30 ilustra esta atitude. O relatado é de Cristina Costa, presidente do conselho geral, que reconhece o mérito à atuação da diretora: "Não teve descanso enquanto não lhe foi possível efetuar as trocas necessárias para facilitar a vida a este docente."
Delegar e confiar na equipa escolar são, segundo Adelina Pereira, as razões de sucesso da sua liderança. Um trabalho que teve particular visibilidade na melhoria da má imagem que o estabelecimento de ensino tinha há 20 anos. E onde se incluiu a criação de um gabinete de comunicação e de imagem, constituído por diversos professores com o objetivo de divulgar as boas práticas escolares.
"Se houver um segredo, foi estar disponível para dialogar, valorizar e motivar as pessoas. Isso passa por estar atenta, para perceber o que se pode pedir a cada um, de modo que todos deem o máximo", resume Adelina Pereira.

Sem serviços mínimos

A exigência, primeiro para consigo, depois para com os outros. Assim é recordado José Carlos Peixoto, pelos alunos que frequentaram as suas aulas de Língua Portuguesa e de História, na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo Frei Caetano Brandão, em Braga. "Não havia serviços mínimos para o professor", recorda Sérgio Pinto, ex-aluno. José Carlos Peixoto sempre teve bem presente que "uma aula não corresponde apenas à sua duração, em casa significa três vezes mais tempo".
As atividades organizadas pelo professor na comunidade escolar permanecem vivas na memória de quem participou. Pelo menos dois eventos, foram descritos como "inesquecíveis": um peddy-paper realizado pela cidade de Braga e que envolveu mais de 500 pessoas e um jantar romano com cenário, trajes e alimentos da época vivido no museu bracarense D. Diogo de Sousa.
Já os colegas mais próximos recordam essencialmente a postura "assertiva" e de "cavalheiro", que o professor, agora aposentado, mantinha durante as reuniões do conselho pedagógico. "Quando estávamos a discutir mantinha-se impávido e sereno, mas quando intervinha, fazia-o de forma extraordinariamente assertiva", refere Fernando Braga, professor e colega durante 15 anos.
A sua prática letiva distinguiu-se também pela forma como usava as novas tecnologias para ajudar os alunos a desenvolver os seus próprios métodos de estudo. "Sempre à frente do seu tempo", assim o descreve Rosa Sarmento, docente de História e Geografia de Portugal. Fosse introduzindo resumos da matéria e exercícios no Moodle, ou recorrendo ao uso de recursos didáticos elaborados em PowerPoint.
São as imagens do terramoto do tempo do Marquês de Pombal e das caravelas da época dos Descobrimentos, mostradas durante a matéria lecionada, que Ana Rodrigues, uma ex-aluna recorda das suas aulas de História. "No livro, vemos as coisas mais pequenas e não percebemos tão bem. No PowerPoint, observamos as imagens em grande e fixamos melhor."
E se neste caso há também, segredo para o sucesso, José Carlos Peixoto arrisca na fórmula: "De um ano para o outro, havia sempre um material que já não me satisfazia ou um teste que já não se adequava. Sentia sempre necessidade de aperfeiçoar o meu trabalho."
Além do reconhecimento informal pelo seu desempenho, os prémios dos três docentes distinguidos "foram materializados por diplomas de mérito pedagógico, visitas de estudo a escolas ou a instituições de referência no estrangeiro, ou ainda através da publicação e divulgação de trabalhos dos candidatos, depois de homologados pela Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, lê-se no site do ME.
A primeira edição dos Prémios de Mérito remonta a 2007, com a atribuição do Prémio Nacional de Professores a Arsélio Martins, professor de Matemática, na Escola Secundária de José Estevão, em Aveiro. Nas edições seguintes, foram distinguidosJacinta Moreira, professora de Biologia e Geologia, na Escola Secundária Carolina Michaellis, no Porto, e Alexandre Costa, docente de Físico-Química, na Escola Secundária de Loulé.
Este ano, o galardão máximo ficou por atribuir. O júri presidido por Roberto Carneiro, antigo ministro da Educação, tomou esta decisão "por considerar que as candidaturas apresentadas não reuniam os requisitos necessários para o efeito", refere em comunicado o gabinete da ministra Isabel Alçada.
Recorde-se que o objetivo desta iniciativa, segundo os seus promotores, é: "Reconhecer docentes que contribuam de forma excecional para a qualidade do sistema de ensino, quer no exercício da atividade docente, em contacto direto com os alunos, quer na defesa de boas práticas com impacto na valorização da escola."

site:http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx?contentid=90393CEFC74F07B4E0400A0AB8001D4B&opsel=1&channelid=0

O MEU DISCURSO NA ENTREGA DO PRÉMIO CARREIRA

Ex.ma Sr.ª Ministra da Educação, Dr.ª Isabel Alçada
Ex.mo Sr. Presidente do Júri do Prémio Nacional de Professores, Eng. Roberto Carneiro
Ex. mo Júri
Ex.mos Srs. Directores Regionais de Educação
Ex.mos Convidados
Minhas Senhoras e meus senhores

Este Prémio Nacional de Professores, de promoção do mérito, do esforço e da excelência dos docentes, centrado em vários domínios, concretamente, na promoção do sucesso dos alunos, na qualidade das aprendizagens, na difusão de boas práticas de ensino, na interacção com a comunidade educativa, na melhoria do funcionamento e organização da escola, é um modelo de valorização e uma oportunidade para toda a classe docente, por isso, a meu ver, deve ser acarinhado e prosseguido.
Os Prémios centram-se em resultados conseguidos, são o culminar de um desafio bem sucedido, são o reconhecimento público da qualidade das decisões, do planeamento estratégico, da distinção e divulgação de casos de sucesso, devem, por isso, reflectir e espelhar uma atitude, repartida em três pontos: chegar mais longe, fazer diferente e com mais qualidade.
O Prémio Nacional de Professores tem como objectivo reconhecer e valorizar publicamente o mérito. Mas, como sabemos, o mérito não é uma capacidade inata, mas um conjunto de disposições ou talentos que se desenvolveram em ambiente propício, com muito trabalho, dedicação, empenho, entrega e cooperação.
Permitam-me endereçar este prémio carreira aos meus alunos que souberam entender que o educador projecta a sua personalidade no estilo de educação que aplica. No meu espírito sempre prevaleceu o estilo compreensivo (valores e regras sim, mas transmitidos com compreensão), afectivo, exigente, respeitador da identidade e do crescimento do aluno, ajudando a adaptar-se à realidade e a descobrir um mundo melhor, estimulando a criatividade, a cooperação, a tolerância e os novos recursos. Tive sempre em consideração que o motor da aprendizagem é a motivação. O processo educativo não tem apenas um sentido. É uma díade interactiva. Os alunos são como os nossos filhos, o que queremos é que eles tenham êxito.
O professor não se deve limitar, então, a dar noções e informações, mas falar em relação à verdade, sobretudo àquela verdade que pode servir de orientação na vida.
O problema da educação é, sobretudo, uma preocupação pelo bem das pessoas que amamos, sobretudo das nossas crianças, adolescentes e jovens.
Permitam-me endereçar este prémio aos professores, sobretudo, aos meus pares, parceiros e colegas da escola e de profissão.
Queria partilhar este prémio carreira com todos os professores portugueses que, anonimamente, desenvolvem um trabalho maravilhoso e exemplar junto dos alunos e não encontram a oportunidade de serem reconhecidos.
Muitos professores mereceriam este prémio, pois diariamente dão o seu melhor, com sacrifício do tempo destinado à família, com o objectivo de formar jovens bem preparados para enfrentar os desafios actuais, numa perspectiva profissional e ética, jovens com mais conhecimentos e com mais cidadania. Neste domínio, destaco o meu trabalho junto da classe docente, sobretudo, como formador, orientador e coordenador.
Sempre gostei muito da minha profissão e daquilo que sempre fiz. Sempre senti que podia colaborar na construção de uma sociedade melhor, com homens mais justos, mais honestos, mais empreendedores e melhor formados. Porque a sociedade não é uma abstracção; no final somos nós próprios, todos juntos, mesmo sendo diversos os papéis e as responsabilidades de cada um.
Permitam-me endereçar este prémio à minha escola
a EB 2/3 Frei Caetano Brandão, ao Professor António Pereira, Director da CAP do Agrupamento de Escolas de Maximinos, ao Professor Virgílio Rego da Silva (Ex- Director da EB 2/3 Frei Caetano Brandão e autor do lançamento desta candidatura) e ao professor Fernando Braga (indigitado pelo Conselho Pedagógico para promover esta candidatura) e, através dela, a todas as escolas que criam condições aos alunos para terem «coragem de voar». Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos alunos. As escolas têm o dever de encorajar esse voo (Rubém Alves). A escola foi o meu terreno educativo. Exerci com a maior dedicação, exigência, disponibilidade e eficácia todos os cargos disponíveis: Presidente do Conselho Directivo, Coordenador de Departamento, Monitor de Práticas Pedagógicas, Orientador de Estágios Integrados, Orientador Pedagógico da Profissionalização em Exercício, Delegado de Disciplina, Director de Turma, elemento do Conselho Geral Transitório, Director da Revista Escolar.
Na escola realço, em particular, o meu papel na atribuição, divulgação e promoção do pensamento do patrono da escola. Além de propor o seu nome para patrono, divulguei o pensamento educacional de Frei Caetano Brandão sobretudo nas seguintes vertentes: como educador das classes mais desfavorecidas; na criação de escolas de primeiras letras, em época em que não havia escolas de ler, escrever e contar; no recrutamento de professores; na criação do ensino profissional; na educação da mulher numa base de igualdade; na promoção de feiras para exposição de produtos dos artífices e dos lavradores; no despojamento de bens do seu palácio para lavar, dar de comer e depois educar os meninos pobres, órfãos e expostos.
Nunca me fechei na escola, mas procurei abrir a minha acção ao meio envolvente. Nesse sentido é de referir: a publicação de vários livros; a publicação de largas dezenas de artigos em revistas e jornais; o papel de Consultor científico-pedagógico no Centro de Formação de Professores; o papel de Amigo Crítico do Programa «Qualidade XXI, no âmbito do Projecto Piloto Europeu Avaliação da Qualidade na Educação Escolar»; a autoria de várias conferências e comunicações; o papel de Curatorial Advisor, no Museu Virtual à Descoberta da Arte Barroca.
Permitam-me, também, por endereçar este prémio à minha família. Na sociedade todos desempenhamos vários papéis, entre eles o de pai e professor. Quantas vezes, foi difícil gerir o tempo profissional e o tempo dedicado à família. Como este equilíbrio pareceu sempre frágil! Se num dos pratos da “balança” colocarmos o tempo dedicado à escola, às causas colectivas e ao voluntariado e no outro o tempo com a família, este pareceu-me ficar sempre desfavorecido. Apesar deste desequilíbrio, obtive sempre a máxima compreensão e apoio.
Finalmente queria agradecer, de modo muito especial e com enorme ênfase e reconhecimento, ao Júri, presidido pelo Sr. Eng. Roberto Carneiro e à Sr.ª Ministra da Educação e ao seu Ministério pela atribuição do Prémio Carreira. Eu tive a oportunidade e a satisfação de ver um trabalho reconhecido. Mas também recebo este prémio com muita humildade. Nunca lutei por prémios. Este devo-o à minha escola que me candidatou em reconhecimento de um percurso meritório, reconhecido pela comunidade escolar e desenvolvido ao longo de várias décadas.
José Carlos Gonçalves Peixoto
14-03-2011

terça-feira, 15 de março de 2011

OBRIGADO

Não sabia que tinha tantos amigos e admiradores.

A todos um GRANDE OBRIGADO.

Foram centenas de telefonemas e de emails. Todos estão no meu coração. Mas alguns, deixaram-me sem palavras, nomeadamente, aqueles, que fizeram telefonemas e mais telefonemas para conseguirem o meu número de telemóvel.

Para estes e para todos, mais uma vez, UM GRANDE OBRIGADO.

Um grande abraço do vosso amigo,

José Carlos Gonçalves Peixoto.

PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSORES, 4.ª EDIÇÃO, PREMIADOS

premios

Legenda: Prémio Liderança, Ministra da Educação, Prémio Inovação, Prémio Carreira

(Foto: Pedro Vilela)

PRÉMIO CARREIRA 2010 NA IMPRENSA

Público
15-3-2011
Público
Diário
de Notícias
15-3-2011
Diário de Notícias de 15-3-2011 (1)
Correio
da Manhã
15-3-2011
Correio da Manhã, 15-3-2011
Correio
do Minho
15-3-2011
CM1

CM2
JN
15-3-2011
JN, 15-3-2011