segunda-feira, 26 de março de 2012

ALOCUÇÃO PROFERIDA NAS COMEMORAÇÕES DOS 130 ANOS DO ELEVADOR DO BOM JESUS

 

Comemora-se, hoje, 130 anos sobre a inauguDSC06126ração do Elevador do Bom Jesus de Braga, concebido e projetado pelo empresário Manuel Joaquim Gomes e implantado sobre os flancos da pitoresca montanha da maior estância turística de Braga, onde os passos dolorosos da paixão estão ordenados no poema do sacrifício de Cristo.
Foi em 25 de Março de 1882, pela manhã, sob a presidência do Dr. João de Paiva de Faria Brandão, Presidente da CBJM, das autoridades, funcionários da estância, muito povo e convidados que se procedeu à bênção da via, das locomotivas, numa palavra, do Ascensor do BJM. Dirigiram-se, em seguida, ao Templo, onde se entoou um solene Te Deum, em ação de graças ao Altíssimo, pelo bom êxito de tão importante obra e melhoramento.
Pretende-se com esta comemoração homenagear duas personalidades, dois protagonistas que foram determinantes na construção de um meio de deslocação providencial para curtos e íngremes percursos, que conduziu ao investimento na estância do Bom Jesus do Monte, o que aumentou o fluxo de peregrinos e a transformou num centro de atração turística.
Estamos aqui, nesta romagem, para prestar uma reconhecida homenagem, a Manuel Joaquim Gomes fundador do Ascensor e ao Dr. António Brandão Pereira, mesário da CBJM, vedor do parque e das obras e que produziu relatórios defendendo a construção do elevador e dando conta da importância excecional do ascensor para o futuro da estância, ou seja, dois amigos que se apoiavam mutuamente e que contribuíram para que Braga tivesse a honra de ter o primeiro ascensor construído na Península Ibérica, atualmente, o mais antigo do mundo em serviço, no que concerne ao funcionamento por contrapeso de água. Ambos souberam, no século XIX, compreender, em Braga, o que era o verdadeiro progresso, empregando a sua inteligência na criação de empresas ou no serviço à comunidade. Ambos foram solidários, renunciando a vencimentos a que tinham direito, MJG na Companhia de Carris de Braga, ABP no CSC. Ambos alimentaram ou foram objeto de polémicas e intrigas nos principais jornais do último quartel do século XIX.
Manuel Joaquim Gomes nasceu para a ação, de paquete na área comercial passou a comandante na área empresarial. Distinguiu-se, fundamentalmente, como um grande empresário, no ramo dos tecidos, da panificação, da hotelaria e dos transportes. Distinguiu-se, também, como Secretário e Presidente da Associação Comercial de Braga, na vereação municipal e na defesa de causas e movimentos, concretamente, a Janeirinha e a questão da «integridade do distrito».
MJG avançou sem medo para esta grandiosa obra de engenharia, apesar dos riscos, dando voz aos «ecos do mundo», em rutura com os processos tradicionais. Se recuarmos à época e ao seu contexto, os adjetivos não serão suficientes para descrever com justiça e para avaliar a enormidade do seu projeto e a vastidão do seu horizonte.
António Brandão Pereira como responsável pelas obras e pelo parque na Comissão Administrativa da CBJM, realizou grandes melhoramentos, como a construção do lago, as grutas artificiais, as alamedas, o coreto, o ordenamento e a arborização do parque. Foi a única voz que, publicamente, se levantou dentro da própria Mesa e na Imprensa a favor da construção do Elevador do Bom Jesus.
Foi o primeiro Provedor do Colégio de S. Caetano, exercendo o cargo durante 11 anos. Era possuidor de um carácter austero, de coração magnânimo, elevada inteligência, honrado e católico convicto.
Exerceu um papel primordial na remodelação do CSC e, principalmente, na construção da bela Capela do Colégio, toda ela em granito, com uma grande rosácea monumental ao centro, decorada com um vitral trabalhado e, nas extremidades, dois torreões graciosos, coroados de cúpulas. Era a sua menina dos olhos, pois a delineou, iniciou e acompanhou os andamentos do seu leito de dor. Só não assistiu à sua inauguração, que aconteceu logo após a sua morte.
Durante mais de uma década trabalhou com o Santo Padre Cruz. O Dr. António Brandão Pereira como provedor e o santo Padre Cruz como Director Interno. Ambos deixaram as funções por doença. Ambos insistiram junto do prelado bracarense, para que os Salesianos viessem para Portugal. Foram bem sucedidos e, desta forma, o CSC viria a ser a primeira escola salesiana em Portugal. Após o seu falecimento, a Banda de Música do CSC quando passava à porta da casa onde tinha vivido, executava alguns acordes da marcha fúnebre de Chopin, em sinal de homenagem.
Todos os elevadores têm a sua história, por vezes atribulada, cheia de insólitas peripécias, com abundantes e graciosos pormenores. Também estes ingredientes não escasseiam no Ascensor do Bom Jesus, notável património afetivo, cheio de simbolismo, de história e de tradição, que muito honra a cultura, a cidade de Braga, a região e o país, pois influenciou, decisivamente, os elevadores «históricos» que vieram a construir-se na Cidade das Sete Colinas.
Em nome da CBJM quero agradecer, em especial, a presença dos familiares do Sr. Manuel Joaquim Gomes e do Dr. António Brandão Pereira, descendentes de duas proeminentes figuras do século XIX, das suas obras, do património que nos deixaram. Encontramo-nos numa espécie de momento epifánico, onde conjugamos todos os tempos, o passado criador, o presente e o futuro continuador. Compete-nos, agora, reconhecer o papel desses antepassados e assumir a salvaguarda e promoção de valores que pertencem ao nosso património coletivo e de lembranças que constituem a nossa memória, a vida e a cultura. Compete-nos preservar esse passado projetando-o no sentido do reconhecimento mundial.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Elevador do Bom Jesus faz 130 anos

Correio do Minho de 23-03-2012

 

A Confraria do Bom conviteJesus do Monte assinala, este domingo, os 130 anos sobre a inauguração do elevador do Bom Jesus, concebido e projectado pelo empresário Manuel Joaquim Gomes, sob a direcção de Riggenbach e Mesnier de Ponsard.
“Cabe a Braga a honra de ter o primeiro ascensor construído na Península Ibérica e, actualmente, o mais antigo do mundo em serviço, funcionando por contrapeso de água”, justifica a confraria em comunicado, lembrando que o ascensor “é um dos mais notáveis exemplares do património industrial e técnico e representa um património afectivo, cheio de simbolismo, de história e de tradição, que muito honra a cultura, a cidade de Braga e a região”.
A festa, que pretende agregar todos os bracarenses, começa às 11 horas com a romagem ao cemitério, às campas de Manuel Joaquim Gomes e António Brandão Pereira. Já da parte da tarde, pelas 15.30 horas, está marcada a inauguração da exposição ‘Plano Inclinado - 130 anos do Elevador do Bom Jesus do Monte’. A missa campal, às 17 horas, é presidida pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga e depois das 18 .30 horas começa o concerto pela cantora Lysa, tetraneta de Manuel Joaquim Gomes.
Também se pretende com esta comemoração homenagear duas personalidades, dois protagonistas que foram determinantes na construção de um meio de deslocação providencial para curtos e íngremes percursos: Manuel Joaquim Gomes, fundador do Elevador e António Brandão Pereira, vedor do parque e das obras da Confraria do Bom Jesus do Monte, dois amigos que se apoiaram mutuamente.
Já António Brandão Pereira era o amigo que animou e apoiou Manuel Joaquim Gomes, que previu o alcance da iniciativa, que vislumbrou as vantagens que adviriam para o Bom Jesus, que elaborou relatórios para a confraria defendendo o projecto, contra panfletos anónimos e abaixo-assinados manifestando oposição ao melhoramento.
“Compete-nos, agora, reconhecer o papel dos nossos antepassados e assumir a salvaguarda e promoção de valores que pertencem ao nosso património colectivo e de lembranças que constituem a nossa memória, a vida e a cultura da região”, pode ler-se ainda no comunicado da Confraria do Bom Jesus do Monte.

quinta-feira, 15 de março de 2012

130 ANOS DO ELEVADOR

Cartaz

terça-feira, 13 de março de 2012

25 ANOS APÓS A AQUISIÇÃO DO MOSTEIRO DE TIBÃES

Most. Tibães

O governo português assinou, em agosto de 1986, a escritura da aquisição do Mosteiro de Tibães, passando, em janeiro de 1987, para a posse do Estado.

Neste processo, que vem de longe, foram determinantes a pressão e a luta de anónimos, da freguesia, de historiadores e homens da cultura e da Aspa.

Seguem-se anos de reabilitação de um património, que se encontrava num elevado estado de degradação, com vista a uma remost1cuperação digna de tão valioso património.

Nesta tarefa de restauro e revitalização da casa-mãe beneditina devemos salientar a direção que durante mais de duas décadas presidiu aos destinos do mosteiro.

Vem, agora, a Associação «Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães» pre sidida pela Dr.ª Aida Mata, comemorar esta data, com um conjunto de iniciativas no próximo dia 24: Passeio pelos patrimónos de Tibães, saberes e memórias; Jantar de São Bento.

segunda-feira, 5 de março de 2012

OUTRO OLHAR SOBRE A RÉGUA

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domingo, 4 de março de 2012

Concerto de Piano Miguel Santana

 

Aqui está uma pequena amostra do Concerto que teve lugar no Museu Nogueira da Silva, em Braga, no passado dia 2 de Março.

http://www.youtube.com/watch?v=bQDhw_xGCzg

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

LIVRO BOM JESUS DO MONTE

Livro Bom Jesus do Monte no Top Ten da Livraria Centésima Página

centésima página

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

RECITAL DE PIANO NO MUSEU NOGUEIRA DA SILVA

Parabéns ao neto da Tia Cândida de Ermesinde, à Cândidinha e ao Miguel. Lá estaremos, na próxima 6.ª feira. Ver notícia do DM de 26-2-2012.

DIÁRIO DO MINHO DE 26 DE fEVEREIRO 001

programa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

OBREIROS DO ASCENSOR DO BOM JESUS

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Manuel Joaquim Gomes Riggenbach Mesnier de Ponsard

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

130 ANOS DO ASCENSOR DO BOM JESUS

 

No próximo dia 25 de Março, comemora-se 130 anos da inauguração do ascensor do Bom Jesus. Esta efeméride vai ser comemorada com um conjunto de iniciativas.
Para que tudo acontecesse, foi importante a figura de Manuel Joaquim Gomes, grande industrial, com uma mentalidade aberta às inovações tecnológicas do seu tempo.
Aguardemos o programa.

estação do funicularMJG

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ANO NOVO – VIDA NOVA

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Não posso esquecer o ano que terminou.

Apesar da crise, foi um ano positivo, com muita concretização, muita realização e muita satisfação.

 

Neste momento estou de ressaca.

 

Equaciono, entretanto, novos projetos e novas prioridades.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FESTIM DOS SENTIDOS na TVI

O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa apresentou no programa «As Escolhas de Marcelo» da TVI, do dia 08-01-2012, o livro Festim dos Sentidos.

http://diario.iol.pt/noticia.html?id=1315480&div_id=5795

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A TODOS OS AMIGOS BOM NATAL

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domingo, 11 de dezembro de 2011

BOM JESUS «TESOURO ÚNICO»

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DM, 2011-12-10 (2)

sábado, 10 de dezembro de 2011

PALAVRAS PROFERIDAS NA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS FESTIM DOS SENTIDOS E BOM JESUS DO MONTE

Começo por agradecer a honrosa presença do Sr. Arcebispo Primaz, do Sr. Juiz-Presidente e Mesários da Confraria do BJM, do Sr. Prof. Doutor Francisco de Carvalho Guerra, dos convidados, amigos e familiares aqui presentes.
Queria agradecer, igualmente, ao Dr. Miguel Louro e à Designer Ana Isabel Vilar pelas parcerias que estabelecemos.
Realço o trabalho conjunto e o projecto desenvolvido com o Miguel Louro. Daqui nasceu uma relação frutuosa, um conhecimento mútuo que se traduzirá, possivelmente, em novos desafios. As suas fotografias parecem embriagar, ao despertar emoções, sentimentos, fascinação, enquanto que as nossas palavras procuram enquadrar essas emoções, sentimentos e fascínios. Parabéns pelas suas fotografias pois são verdadeiros tesouros do Bom Jesus do Monte.
Também quero dar os parabéns à Designer Ana Isabel Vilar pela concepção gráfica imprimida à obra Bom Jesus do Monte. Admiro a criação, o conceito, a persistência e a defesa das ideias subjacentes à filosofia que imprimiu ao grafismo do livro Bom Jesus do Monte. Embora jovem revela imensa maturidade, vislumbrando um grande futuro profissional.
Mas primeiras palavras vão para o Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra. Palavras de agradecimento por ter aceite o nosso convite para a apresentação destes livros, pois o seu percurso académico e profissional e o reconhecimento social adquirido, mais dignificam esta apresentação pública de duas obras que vêm preencher lacunas na bibliografia deste sítio repleto de história. Também as suas palavras nos sensibilizaram e nos deixaram imensamente reconhecidos.
Todo este projecto começa em 2001, quando D. Jorge Ortiga me convida para pertencer aos órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte e na ocasião me incentivou com a possibilidade de aqui encontrar espaço para uma investigação. Hoje materializamos esse desafio, fruto de muitas horas de trabalho e de outras tantas retiradas ao lazer, pois sinto, constantemente, o ímpeto da escrita, percorrendo, por isso, muitos trilhos sem, por vezes, escutar as razões do caminhar pois a paixão chama mais alto, compartilhando reflexões e registando a história de uma estância cheia de património herdado, que projectam no futuro um misto de sonho e de esperança, um excelente compromisso entre a herança que recebemos e o que legamos, de que o tempo actual é promissor.
Tudo o que foi feito nesta edénica estância é um grande hino de louvor à natureza; tudo o que foi feito, se passou, se realizou, se construiu e se pode admirar no santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa, se deve aos bons ofícios da confraria. A história da estância é a história da confraria, no corpo e no espírito, com acertos e atritos, com vitórias e pulsões, que o andar do tempo lhe deu espaço para ser e se afirmar.
A publicação destes livros resulta, fundamentalmente, dos estímulos que em todo o tempo senti da Comissão Administrativa da Confraria do Bom Jesus do Monte no sentido de prosseguir empenhadamente esta pesquisa. Como mesário que acompanhei o labor abnegado, desinteressado, voluntário e apaixonado de várias mesas administrativas, e delas recebi sempre o apoio e o conforto indispensáveis para enfrentar todos os desafios.
Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental.

Na qualidade de vogal da Confraria do Bom Jesus do Monte tive acesso ao acervo documental e, desta forma, iniciar uma investigação e alargamento de conhecimentos sobre o manancial histórico, social, patrimonial e económico da confraria que resultaram nesta investigação, no momento em que comemoramos 200 anos do lançamento da última pedra do templo.
Sendo uma forma de me associar às comemorações do bicentenário, mantenho a tradição de deixar obra nos momentos em que a confraria celebra datas históricas: O Padre Martinho António Pereira da Silva, fundador do Sameiro, publica, em 1857, «Dedicação ou consagração solemne do magnifico templo do Real Sanctuario do Bom Jesus do Monte»; no centenário do lançamento da primeira pedra do templo, em 1884, veio à luz o livro Memória histórica do Sanctuário do Bom Jesus do Monte de Fernando Castiço a pedido do Prelado D. António José de Freitas Honorato; por ocasião dos 150 anos do lançamento da primeira pedra do templo, Alberto Feio publica Bom Jesus do Monte; também, agora, por ocasião do bicentenário da conclusão do templo, por incentivo do Sr. Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, damos por cumprido esse estímulo.
Como membro da irmandade, o caminho para o Bom Jesus correu imensas vezes a meus pés. Nessas deslocações, contemplava embevecido a sua mancha, desde o sopé ao alto da colina. Nem na vagueza da noite, nem na claridade diurna encontrei uma sombra para me esconder.
Foram quatro as preocupações que estiveram na base da escrita destas publicações:
Dar conta, através da palavra e da fotografia, de um espaço turístico de eleição, com uma superior beleza contemplativa;
Mostrar que o Santuário do Bom Jesus do Monte é um sítio único e magnifico onde se conjuga a obra da natureza com a notável obra do homem (vasta, diversificada e absolutamente fabulosa);
Desenvolver um estudo das mudanças operadas ao longo da história da estância, uma compreensão alargada da sua mundividência social, cultural e económica dos seus abalos, vicissitudes e glórias, em busca do «nó profundo» que une os acontecimentos, os actos e as coisas, aparentemente desunidos;
Contribuir para melhor e maior conhecimento do passado, formando e informando os peregrinos e os turistas que diariamente visitam este lugar repleto de património mas simultaneamente irradiador de espiritualidade.
Termino, mais uma vez, por agradecer a Vossa Presença, que muito me sensibilizou e guardarei no meu coração.

Livros enriquecem Bom Jesus

 

autor Marlene Cerqueira (Correio do Minho, 10-12-2011)

No encerramento das comemorações dos 200 anos da conclusão do Santuário do Bom Jesus do Monte ficou o elogio à obra que tem vindo a ser levada a cabo pela Confraria e também a todos aqueles que têm ajudado a divulgar esta “pérola” localizada num recanto do Minho.
As palavras são do arcebispo primaz que ontem presidiu à apresentação de dois livros sobre o Bom Jesus do Monte e à inauguração de uma exposição de fotografia, iniciativas que representaram o culminar de um ano marcante para esta estância em termos de projecção nacional e internacional.
‘Bom Jesus do Monte’, de José Carlos Gonçalves Peixoto, e ‘Festim dos Sentidos, o Barroco do Bom Jesus de Braga’, com textos do mesmo autor e fotografias de Miguel Louro, são as obras que agora enriquecem “o santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa” — as palavras são de José Carlos G. Peixoto e foram proferidas no decorrer da sessão.
Na apresentação das obras, o autor referiu que elas representam a materialização do desafio que lhe foi lançado em 2001, quando D. Jorge Ortiga o convidou a integrar os órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte.
“Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da Confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental”, realçou o autor na apresentação dos livros.
A aguardar estatuto de utilidade pública
As obras foram apresentadas por Francisco Carvalho Guerra, professor catedrático em Bioquímica da Universidade do Porto, que recordou que o Bom Jesus aguarda desde 2001 que o Conselho de Ministros declare a sua utilidade pública.
João Varanda fez balanço positivo do ano
O presidente da Confraria, João Varanda, fez um breve balanço do extenso trabalho desenvolvido ao longo deste anos, realçando que o ponto alto foi o Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Destacou ainda a acção de cerca de mil voluntários que têm trabalhado na reabilitação da mata do Bom Jesus promovendo o controlo de infestantes, concretamente mimosas, e plantando árvores. Só carvalhos foram plantados cerca de 700. “Esta acção ambiental tem contado com o apoio da Quercus, do Regimento de Cavalaria 6 e do centro de Santo Adrião”, referiu, convidando outras instituições a seguirem-lhes o exemplo.
Além de um agradecimento especial aos funcionários da confraria pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, João Varanda lembrou que o processo de candidatura do Bom Jesus do Monte vai ser demorado, mas é objectivo da Confraria levá-lo até ao fim. Os livros que ontem foram apresentados são mais dois contributos para essa caminhada.
A par da apresentação dos dois livros sobre o Bom Jesus do Monte, a cerimónia de ontem ficou também marcada pela inauguração de uma exposição de fotografias da autoria do médico Miguel Louro, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, no Bom Jesus (por cima da Casa das Estampas).

CM, 2011-12-10 001

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

Notícia do DM de 08-12-2011

DM, 2011-12-08

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

NOVOS LIVROS SOBRE O BOM JESUS DO MONTE

Notícia do Correio do Minho, 2011-12-07

CM, 2011-12-07

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

APRESENTAÇÃO DE LIVROS

 

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Capa livro BJM

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PREFEITO DE OURO PRETO VISITA BOM JESUS

Artigo do Diário do Minho de 24 de Novembro de 2011

DM, 2011-11-24

DM, 2011-11-24 (1)

domingo, 20 de novembro de 2011

CAMINHADA COM HISTÓRIA

O Mosteiro de S. Martinho de Tibães promoveu mais uma caminhada com o título «A eleição do Juiz do Couto de Tibães». Concentramo-nos hoje, por volta das 08.30 hs, em frente da Casa de S. Bento, no lugar de Sobrado, visitando os seguintes locais: Marco do Couto no lugar de Sobrado, Mina do Corgo, Poça do Pica, Ponte do Iteiro, Capela de Mire, Quinta de Melhorado, Quinta da Cancela, Quinta da Barrosa, Quinta de Mire (Assento), Casa da Renda, Fonte de Seixido, Fonte do Bicho, Ouvidoria (Convento).
Parabéns aos organizadores.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A FESTA DO BARROCO EM CONGRESSO DE SUCESSO

Artigo do jornal Correio do Minho de 08-11-2011.

Costuma-se dizer que o Barroco é festa e que esta é uma das suas expressões, explorando até ao limite a teatralização com os seus actores, espectadores, cenários, grandes movimentos e palcos. Deste modo, a Via-Crucis do Bom Jesus do Monte é a encenação da paixão, duma Igreja Triunfante e não duma Igreja Militante, típica da contra-reforma.CM, 2011-11-08
O Bom Jesus do Monte foi palco de um acontecimento que honra a Real Confraria do Bom Jesus do Monte, organizadora do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Como o Barroco é festa e encantamento, também o diríamos deste congresso.
Segundo os Estatutos, a Confraria do Bom Jesus do Monte deveria assinalar festivamente a passagem da erecção, conclusão e dedicação do templo. Neste enquadramento, a Mesa Administrativa, no âmbito do duo-centenário do lançamento da última pedra do templo promoveu, como momento alto e histórico destas comemorações, um encontro científico que teve lugar nos dias 20, 21 e 22 do mês corrente. Reuniu cerca de 400 participantes, cinquenta comunicações (25 brasileiras e outras tantas portuguesas), num debate relevante para o Barroco, nas áreas da economia, sociedade, alegorias e arquitectura, sentimentos e representações, com um programa que permitiu o aprofundamento de um fenómeno artístico que enriqueceu Portugal.
A Confraria do Bom Jesus do Monte empreendeu uma corrida longa, teve de retorcer algumas âncoras de ferro, polir algum granito bruto, mas chegou à meta, com a constância do propósito, oferecendo organização, monumentalidade e competência. De início foi o sonho, depois juntamos paciência, ousadia, confiança, risco, partilha e eis a receita do sucesso do Congresso. Mede-se, também, o sucesso pelo modo como soubemos superar alguns obstáculos. Penso que cumprimos as nossas tarefas, buscando o melhor dos outros e dando o melhor de nós próprios. Contribuímos para o avanço no estudo do Barroco e o livro com a reprodução de todas as comunicações e conferências certificará esse contributo científico e metodológico.
Também houve oportunidade para os mensageiros de dois povos irmãos se envolverem e desenharem pontes, plataformas e novos projectos de futuro, nesta Capital do Barroco. Ouvi de muitos congressistas a necessidade de repetir este encontro científico. Queira a providência e o homem dar corpo à continuidade da iniciativa.
As reacções são o melhor teste ao sucesso da iniciativa, em todas as vertentes, nomeadamente, a científica e social. O sucesso foi a consequência de um trabalho de vários meses, da conjugação de esforços de muitas pessoas e entidades, que neste artigo prestamos o nosso elevado reconhecimento: ao Quadrilátero Urbano pelo apoio financeiro e organizativo, nas pessoas do Presidente Executivo Dr. António Magalhães e do Secretário Executivo Eng. Alberto Peixoto; ao Presidente da Comissão Científica do Congresso Doutor Aurélio Oliveira; à TUREL-Turismo Cultural e Religioso, na pessoa do Director Técnico Dr. Varico Pereira; ao Centro de Formação de Professores Braga Sul, na pessoa da Dra. Ana Paula Vilela, pela sua ajuda determinante para o sucesso do Congresso; ao Conservatório de Musica Calouste Gulbenkian, na pessoa da Prof. Ana Caldeira pela alta colaboração no programa cultural do Congresso; à Esprominho, Escola Profissional do Minho, seus Directores, Professores e Alunos, pelo apoio profissional na organização do Congresso; à Divisão do Turismo da Câmara Municipal de Braga, na pessoa da Dra. Filomena Alves, pela sua colaboração na organização do Sarau Barroco; à WeLink-Comunicação e Multimedia, na pessoa da Dra. Elisabete Rocha, no apoio à organização da Mostra de Artes; a todos os Expositores presentes na Mostra de Artes; à Modalfa, cadeia têxtil do grupo Sonae, responsável pelas roupas dos assistentes durante o Congresso; à Porto Editora pelas pastas disponibilizadas para os Congressistas; aos Hotéis do Bom Jesus pelo apoio logístico durante o Congresso; à Carclasse, na pessoa do seu administrador Dr. Hernâni, pelo apoio aos transferes dos conferencistas Brasileiros; por último, mas não menos importante, aos meios de Comunicação Social, em especial à imprensa diária de Braga, pela divulgação e cobertura do evento, primeiro dos factores de sucesso.
O congresso, como festa e expressão da mentalidade barroca, invadiu os jardins, os terreiros, as escadarias do Bom Jesus. Sendo o homem do barroco um ser angustiado, melancólico, vivendo num mundo de guerras, fomes e violências, a humanidade teve necessidade de encontrar manifestações, lenitivos como contraponto dos penosos dias de trabalho. Parafraseando o livro Festim dos Sentidos, este congresso assemelha-se a uma viagem pelo Barroco, de matriz cristã, que « eleva a alma, num cenário festivo, exuberante e triunfante, num chamamento à ascencionalidade, ao caminho para o céu num roteiro que incorpora o fascínio do Barroco».
Termino com algumas ideias recolhidas numa conferência proferida por D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, no dia 23 do corrente, para assinalar o termo do congresso: para além do santuário pessoal que nos acompanha, há um outro Santuário, espaço sagrado, lugar, templo (a Casa do Pai), não só de pedra mas de intimidade, que proporciona o encontro de cada um de nós com o Bom Jesus, esperando que, através dos sentidos, captemos a voz e o verbo de Deus, sem perversão e sem restrições, fazendo votos que este Santuário seja a Casa da Peregrinação dos povos de todas as nações.

sábado, 12 de novembro de 2011

Revisitar Paris

Olá amigos. Depois de alguns dias de ausência, para revisitar a «Cidade Luz», volto novamente ao vosso convívio. Aqui vos deixo uma panorâmica da cidade.

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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BALANÇO DO CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DO BARROCO

Artigo do Diário do Minho de 31-10-2011

Os Estatutos da Confraria do Bom Jesus do Monte sugerem as solenidades que os confrades não deverão passar em claro. De entre essas, figura a erecção, conclusão e dedicação do templo. Neste quadro, a Mesa Administrativa promoveu, durante o presente ano, um conjunto de iniciativas, a começar pelo embelezamento da estância e terminando nos concertos, exposições e publicações.
A Confraria do Bom Jesus do Monte DM, 31-10-2011escreveu mais um dos episódios gloriosos da sua história com a realização do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco, que teve lugar nos dias 20, 21 e 22 do mês corrente. Reuniu cerca de 400 participantes, cinquenta comunicações (25 brasileiras e outras tantas portuguesas), num debate relevante para o Barroco, nas áreas da economia, sociedade, alegorias e arquitectura, sentimentos e representações, com um programa que permitiu o aprofundamento de um fenómeno artístico que enriqueceu Portugal.
A Confraria do Bom Jesus do Monte empreendeu uma corrida longa, teve de retorcer algumas âncoras de ferro, polir algum granito bruto, mas chegou à meta, com a constância do propósito, oferecendo organização, monumentalidade e competência. De início foi o sonho, depois juntamos paciência, ousadia, confiança, risco, partilha e eis a receita do sucesso do Congresso. Mede-se, também, o sucesso pelo modo como soubemos superar alguns obstáculos. Penso que cumprimos as nossas tarefas, buscando o melhor dos outros e dando o melhor de nós próprios. Contribuímos para o avanço no estudo do Barroco e o livro com a reprodução de todas as comunicações e conferências certificará esse contributo científico e metodológico.
Dois povos irmãos encontraram-se durante três dias, envolvidos pela mística do Bom Jesus e souberam encontrar pontes, plataformas e novos projectos de futuro, nesta Capital do Barroco e nesta pérola de lapidação barroca, o Bom Jesus do Monte. Ouvi de muitos congressistas a necessidade de repetir este encontro científico. Queira a providência e o homem dar corpo à continuidade da iniciativa.
As reacções são o melhor teste ao sucesso da iniciativa, em todas as vertentes, nomeadamente, a científica e social. O sucesso foi a consequência de um trabalho de vários meses, da conjugação de esforços de muitas pessoas e entidades, que neste artigo prestamos o nosso elevado reconhecimento: ao Quadrilátero Urbano pelo apoio financeiro e organizativo, nas pessoas do Presidente Executivo Dr. António Magalhães e do Secretário Executivo Eng. Alberto Peixoto; ao Presidente da Comissão Científica do Congresso Doutor Aurélio Oliveira; à TUREL-Turismo Cultural e Religioso, na pessoa do Director Técnico Dr. Varico Pereira; ao Centro de Formação de Professores Braga Sul, na pessoa da Dra. Ana Paula Vilela, pela sua ajuda determinante para o sucesso do Congresso; ao Conservatório de Musica Calouste Gulbenkian, na pessoa da Prof. Ana Caldeira pela alta colaboração no programa cultural do Congresso; à Esprominho, Escola Profissional do Minho, seus Directores, Professores e Alunos, pelo apoio profissional na organização do Congresso; à Divisão do Turismo da Câmara Municipal de Braga, na pessoa da Dra. Filomena Alves, pela sua colaboração na organização do Sarau Barroco; à WeLink-Comunicação e Multimedia, na pessoa da Dra. Elisabete Rocha, no apoio à organização da Mostra de Artes; a todos os Expositores presentes na Mostra de Artes; à Modalfa, cadeia têxtil do grupo Sonae, responsável pelas roupas dos assistentes durante o Congresso; à Porto Editora pelas pastas disponibilizadas para os Congressistas; aos Hotéis do Bom Jesus pelo apoio logístico durante o Congresso; à Carclasse, na pessoa do seu administrador Dr. Hernâni, pelo apoio aos transferes dos conferencistas Brasileiros; por último, mas não menos importante, aos meios de Comunicação Social, em especial à imprensa diária de Braga, pela divulgação e cobertura do evento, primeiro dos factores de sucesso.
Foram três dias de celebração, à semelhança do Barroco, entendido como a Festa dos Sentidos, como uma sinfonia de luz, cor, volume, som e textura. Como dizemos no livro Festim dos Sentidos «O Bom Jesus do Monte é um dos expoentes maiores da arquitectura sacra e uma jóia do património luso. Aqui o Barroco é o espectáculo, a celebração, a festa dos sentidos, é a arte dos sentimentos e das emoções, é um apelo ao olhar, ao som, aos perfumes, à forma, aos volumes, à cor, à luz, ao naturalismo, ao burlesco e à ilusão. O esplendor desta viagem pelo Barroco, de matriz cristã, eleva a alma, num cenário festivo, exuberante e triunfante, num chamamento à ascencionalidade, ao caminho para o céu num roteiro que incorpora o fascínio do Barroco e uma breve experiência neoclássica no templo».
Termino com as palavras do Sr. Arcebispo Primaz, na sessão de abertura do congresso, mas que servem para um epílogo feliz: «façamos com que o Congresso suscite esta mentalidade capaz de ultrapassar o que parece impossível, mas que a história assim o exige. E se é verdade que não conseguimos esconder o desejo de elevar este Santuário do Bom Jesus a Património da Humanidade, antes disso, é preciso que ele se eleve primeiro a Património Espiritual no nosso coração!».

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

LIVRO REVELA ‘SENTIDOS’ DE UMA OBRA NOTÁVEL

Artigo do Correio do Minho de 22 de Outubro de 2011

autor José Paulo Silva

‘Festim dos Sentidos - o Barroco do Bom Jesus de Braga’, livro da autoria de Miguel Louro e José Carlos Gonçalves Peixoto, foi lançado ontem, segundo dia do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. CM, 22-10-2011
A obra onde “a imagem relega para segundo plano a narrativa” pretende “mostrar e dar a conhe-cer uma atmosfera de recolhida intimidade pelo encantamento dos sentidos, através da sensibilidade do autor das fotografias (Miguel Louro) e com o aroma das palavras de quem as escreveu” (José Carlos Peixoto).
No texto de apresentação desta obra editada pela Confraria do Bom Jesus do Monte de Braga, o arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga afirma que, descrevendo a mesma “literalmente em fotografia os sentidos corporais”, deve “ser um apelo para que compreendamos a vida como um festim que nasce da intervenção, pequena ou grande de cada um”.
Segundo o prelado, o santuário do Bom Jesus do Monte “ensina-nos que a vida pode ser festa: festa da criação, festa da redenção e festa da humanização!”
Os autores avisam o leitor que a imagem e o texto são usados “como instrumento para descobrir a estância, para mostrar a realidade, mais que contar histórias”.
Acrescentam que no Bom Jesus do Monte “conjuga-se a obra da natureza com a notável obra do homem, vasta, diversificada, absolutamente grandiosa e monumental, uma das maiores intervenções tardo barrocas do País, uma referência obrigatória do Barroco Europeu, que evidencia a própria evolução da arte bracarense, consubstanciada na introdução do neoclássico”.
As fotos de Miguel Louro e os textos de José Carlos Gonçalves Peixoto pretendem revelar que “o Bom Jesus do Monte é um dos expoentes maiores da arquitectura sacra e uma jóia do património luso”.
“Aqui o Barroco é o espectáculo, a celebração, a festa dos sentidos”, afiançam nesta “análise iconográfica dos escadórios dos cinco sentidos”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

À VENDA O LIVRO FESTIM DOS SENTIDOS

Capa_Festim dos Sentidos