Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
segunda-feira, 26 de março de 2012
ALOCUÇÃO PROFERIDA NAS COMEMORAÇÕES DOS 130 ANOS DO ELEVADOR DO BOM JESUS
Comemora-se, hoje, 130 anos sobre a inaugu
sexta-feira, 23 de março de 2012
Elevador do Bom Jesus faz 130 anos
Correio do Minho de 23-03-2012
A Confraria do Bom
Jesus do Monte assinala, este domingo, os 130 anos sobre a inauguração do elevador do Bom Jesus, concebido e projectado pelo empresário Manuel Joaquim Gomes, sob a direcção de Riggenbach e Mesnier de Ponsard.
“Cabe a Braga a honra de ter o primeiro ascensor construído na Península Ibérica e, actualmente, o mais antigo do mundo em serviço, funcionando por contrapeso de água”, justifica a confraria em comunicado, lembrando que o ascensor “é um dos mais notáveis exemplares do património industrial e técnico e representa um património afectivo, cheio de simbolismo, de história e de tradição, que muito honra a cultura, a cidade de Braga e a região”.
A festa, que pretende agregar todos os bracarenses, começa às 11 horas com a romagem ao cemitério, às campas de Manuel Joaquim Gomes e António Brandão Pereira. Já da parte da tarde, pelas 15.30 horas, está marcada a inauguração da exposição ‘Plano Inclinado - 130 anos do Elevador do Bom Jesus do Monte’. A missa campal, às 17 horas, é presidida pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga e depois das 18 .30 horas começa o concerto pela cantora Lysa, tetraneta de Manuel Joaquim Gomes.
Também se pretende com esta comemoração homenagear duas personalidades, dois protagonistas que foram determinantes na construção de um meio de deslocação providencial para curtos e íngremes percursos: Manuel Joaquim Gomes, fundador do Elevador e António Brandão Pereira, vedor do parque e das obras da Confraria do Bom Jesus do Monte, dois amigos que se apoiaram mutuamente.
Já António Brandão Pereira era o amigo que animou e apoiou Manuel Joaquim Gomes, que previu o alcance da iniciativa, que vislumbrou as vantagens que adviriam para o Bom Jesus, que elaborou relatórios para a confraria defendendo o projecto, contra panfletos anónimos e abaixo-assinados manifestando oposição ao melhoramento.
“Compete-nos, agora, reconhecer o papel dos nossos antepassados e assumir a salvaguarda e promoção de valores que pertencem ao nosso património colectivo e de lembranças que constituem a nossa memória, a vida e a cultura da região”, pode ler-se ainda no comunicado da Confraria do Bom Jesus do Monte.
quinta-feira, 15 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
25 ANOS APÓS A AQUISIÇÃO DO MOSTEIRO DE TIBÃES
O governo português assinou, em agosto de 1986, a escritura da aquisição do Mosteiro de Tibães, passando, em janeiro de 1987, para a posse do Estado.
Neste processo, que vem de longe, foram determinantes a pressão e a luta de anónimos, da freguesia, de historiadores e homens da cultura e da Aspa.
Seguem-se anos de reabilitação de um património, que se encontrava num elevado estado de degradação, com vista a uma re
cuperação digna de tão valioso património.
Nesta tarefa de restauro e revitalização da casa-mãe beneditina devemos salientar a direção que durante mais de duas décadas presidiu aos destinos do mosteiro.
Vem, agora, a Associação «Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães» pre sidida pela Dr.ª Aida Mata, comemorar esta data, com um conjunto de iniciativas no próximo dia 24: Passeio pelos patrimónos de Tibães, saberes e memórias; Jantar de São Bento.
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Concerto de Piano Miguel Santana
Aqui está uma pequena amostra do Concerto que teve lugar no Museu Nogueira da Silva, em Braga, no passado dia 2 de Março.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
RECITAL DE PIANO NO MUSEU NOGUEIRA DA SILVA
Parabéns ao neto da Tia Cândida de Ermesinde, à Cândidinha e ao Miguel. Lá estaremos, na próxima 6.ª feira. Ver notícia do DM de 26-2-2012.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
130 ANOS DO ASCENSOR DO BOM JESUS
No próximo dia 25 de Março, comemora-se 130 anos da inauguração do ascensor do Bom Jesus. Esta efeméride vai ser comemorada com um conjunto de iniciativas.
Para que tudo acontecesse, foi importante a figura de Manuel Joaquim Gomes, grande industrial, com uma mentalidade aberta às inovações tecnológicas do seu tempo.
Aguardemos o programa.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
ANO NOVO – VIDA NOVA
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
FESTIM DOS SENTIDOS na TVI
O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa apresentou no programa «As Escolhas de Marcelo» da TVI, do dia 08-01-2012, o livro Festim dos Sentidos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
PALAVRAS PROFERIDAS NA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS FESTIM DOS SENTIDOS E BOM JESUS DO MONTE
Começo por agradecer a honrosa presença do Sr. Arcebispo Primaz, do Sr. Juiz-Presidente e Mesários da Confraria do BJM, do Sr. Prof. Doutor Francisco de Carvalho Guerra, dos convidados, amigos e familiares aqui presentes.
Queria agradecer, igualmente, ao Dr. Miguel Louro e à Designer Ana Isabel Vilar pelas parcerias que estabelecemos.
Realço o trabalho conjunto e o projecto desenvolvido com o Miguel Louro. Daqui nasceu uma relação frutuosa, um conhecimento mútuo que se traduzirá, possivelmente, em novos desafios. As suas fotografias parecem embriagar, ao despertar emoções, sentimentos, fascinação, enquanto que as nossas palavras procuram enquadrar essas emoções, sentimentos e fascínios. Parabéns pelas suas fotografias pois são verdadeiros tesouros do Bom Jesus do Monte.
Também quero dar os parabéns à Designer Ana Isabel Vilar pela concepção gráfica imprimida à obra Bom Jesus do Monte. Admiro a criação, o conceito, a persistência e a defesa das ideias subjacentes à filosofia que imprimiu ao grafismo do livro Bom Jesus do Monte. Embora jovem revela imensa maturidade, vislumbrando um grande futuro profissional.
Mas primeiras palavras vão para o Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra. Palavras de agradecimento por ter aceite o nosso convite para a apresentação destes livros, pois o seu percurso académico e profissional e o reconhecimento social adquirido, mais dignificam esta apresentação pública de duas obras que vêm preencher lacunas na bibliografia deste sítio repleto de história. Também as suas palavras nos sensibilizaram e nos deixaram imensamente reconhecidos.
Todo este projecto começa em 2001, quando D. Jorge Ortiga me convida para pertencer aos órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte e na ocasião me incentivou com a possibilidade de aqui encontrar espaço para uma investigação. Hoje materializamos esse desafio, fruto de muitas horas de trabalho e de outras tantas retiradas ao lazer, pois sinto, constantemente, o ímpeto da escrita, percorrendo, por isso, muitos trilhos sem, por vezes, escutar as razões do caminhar pois a paixão chama mais alto, compartilhando reflexões e registando a história de uma estância cheia de património herdado, que projectam no futuro um misto de sonho e de esperança, um excelente compromisso entre a herança que recebemos e o que legamos, de que o tempo actual é promissor.
Tudo o que foi feito nesta edénica estância é um grande hino de louvor à natureza; tudo o que foi feito, se passou, se realizou, se construiu e se pode admirar no santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa, se deve aos bons ofícios da confraria. A história da estância é a história da confraria, no corpo e no espírito, com acertos e atritos, com vitórias e pulsões, que o andar do tempo lhe deu espaço para ser e se afirmar.
A publicação destes livros resulta, fundamentalmente, dos estímulos que em todo o tempo senti da Comissão Administrativa da Confraria do Bom Jesus do Monte no sentido de prosseguir empenhadamente esta pesquisa. Como mesário que acompanhei o labor abnegado, desinteressado, voluntário e apaixonado de várias mesas administrativas, e delas recebi sempre o apoio e o conforto indispensáveis para enfrentar todos os desafios.
Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental.
Na qualidade de vogal da Confraria do Bom Jesus do Monte tive acesso ao acervo documental e, desta forma, iniciar uma investigação e alargamento de conhecimentos sobre o manancial histórico, social, patrimonial e económico da confraria que resultaram nesta investigação, no momento em que comemoramos 200 anos do lançamento da última pedra do templo.
Sendo uma forma de me associar às comemorações do bicentenário, mantenho a tradição de deixar obra nos momentos em que a confraria celebra datas históricas: O Padre Martinho António Pereira da Silva, fundador do Sameiro, publica, em 1857, «Dedicação ou consagração solemne do magnifico templo do Real Sanctuario do Bom Jesus do Monte»; no centenário do lançamento da primeira pedra do templo, em 1884, veio à luz o livro Memória histórica do Sanctuário do Bom Jesus do Monte de Fernando Castiço a pedido do Prelado D. António José de Freitas Honorato; por ocasião dos 150 anos do lançamento da primeira pedra do templo, Alberto Feio publica Bom Jesus do Monte; também, agora, por ocasião do bicentenário da conclusão do templo, por incentivo do Sr. Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, damos por cumprido esse estímulo.
Como membro da irmandade, o caminho para o Bom Jesus correu imensas vezes a meus pés. Nessas deslocações, contemplava embevecido a sua mancha, desde o sopé ao alto da colina. Nem na vagueza da noite, nem na claridade diurna encontrei uma sombra para me esconder.
Foram quatro as preocupações que estiveram na base da escrita destas publicações:
Dar conta, através da palavra e da fotografia, de um espaço turístico de eleição, com uma superior beleza contemplativa;
Mostrar que o Santuário do Bom Jesus do Monte é um sítio único e magnifico onde se conjuga a obra da natureza com a notável obra do homem (vasta, diversificada e absolutamente fabulosa);
Desenvolver um estudo das mudanças operadas ao longo da história da estância, uma compreensão alargada da sua mundividência social, cultural e económica dos seus abalos, vicissitudes e glórias, em busca do «nó profundo» que une os acontecimentos, os actos e as coisas, aparentemente desunidos;
Contribuir para melhor e maior conhecimento do passado, formando e informando os peregrinos e os turistas que diariamente visitam este lugar repleto de património mas simultaneamente irradiador de espiritualidade.
Termino, mais uma vez, por agradecer a Vossa Presença, que muito me sensibilizou e guardarei no meu coração.
Livros enriquecem Bom Jesus
autor Marlene Cerqueira (Correio do Minho, 10-12-2011)
No encerramento das comemorações dos 200 anos da conclusão do Santuário do Bom Jesus do Monte ficou o elogio à obra que tem vindo a ser levada a cabo pela Confraria e também a todos aqueles que têm ajudado a divulgar esta “pérola” localizada num recanto do Minho.
As palavras são do arcebispo primaz que ontem presidiu à apresentação de dois livros sobre o Bom Jesus do Monte e à inauguração de uma exposição de fotografia, iniciativas que representaram o culminar de um ano marcante para esta estância em termos de projecção nacional e internacional.
‘Bom Jesus do Monte’, de José Carlos Gonçalves Peixoto, e ‘Festim dos Sentidos, o Barroco do Bom Jesus de Braga’, com textos do mesmo autor e fotografias de Miguel Louro, são as obras que agora enriquecem “o santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa” — as palavras são de José Carlos G. Peixoto e foram proferidas no decorrer da sessão.
Na apresentação das obras, o autor referiu que elas representam a materialização do desafio que lhe foi lançado em 2001, quando D. Jorge Ortiga o convidou a integrar os órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte.
“Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da Confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental”, realçou o autor na apresentação dos livros.
A aguardar estatuto de utilidade pública
As obras foram apresentadas por Francisco Carvalho Guerra, professor catedrático em Bioquímica da Universidade do Porto, que recordou que o Bom Jesus aguarda desde 2001 que o Conselho de Ministros declare a sua utilidade pública.
João Varanda fez balanço positivo do ano
O presidente da Confraria, João Varanda, fez um breve balanço do extenso trabalho desenvolvido ao longo deste anos, realçando que o ponto alto foi o Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Destacou ainda a acção de cerca de mil voluntários que têm trabalhado na reabilitação da mata do Bom Jesus promovendo o controlo de infestantes, concretamente mimosas, e plantando árvores. Só carvalhos foram plantados cerca de 700. “Esta acção ambiental tem contado com o apoio da Quercus, do Regimento de Cavalaria 6 e do centro de Santo Adrião”, referiu, convidando outras instituições a seguirem-lhes o exemplo.
Além de um agradecimento especial aos funcionários da confraria pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, João Varanda lembrou que o processo de candidatura do Bom Jesus do Monte vai ser demorado, mas é objectivo da Confraria levá-lo até ao fim. Os livros que ontem foram apresentados são mais dois contributos para essa caminhada.
A par da apresentação dos dois livros sobre o Bom Jesus do Monte, a cerimónia de ontem ficou também marcada pela inauguração de uma exposição de fotografias da autoria do médico Miguel Louro, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, no Bom Jesus (por cima da Casa das Estampas).
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
CAMINHADA COM HISTÓRIA
O Mosteiro de S. Martinho de Tibães promoveu mais uma caminhada com o título «A eleição do Juiz do Couto de Tibães». Concentramo-nos hoje, por volta das 08.30 hs, em frente da Casa de S. Bento, no lugar de Sobrado, visitando os seguintes locais: Marco do Couto no lugar de Sobrado, Mina do Corgo, Poça do Pica, Ponte do Iteiro, Capela de Mire, Quinta de Melhorado, Quinta da Cancela, Quinta da Barrosa, Quinta de Mire (Assento), Casa da Renda, Fonte de Seixido, Fonte do Bicho, Ouvidoria (Convento).
Parabéns aos organizadores.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A FESTA DO BARROCO EM CONGRESSO DE SUCESSO
Artigo do jornal Correio do Minho de 08-11-2011.
Costuma-se dizer que o Barroco é festa e que esta é uma das suas expressões, explorando até ao limite a teatralização com os seus actores, espectadores, cenários, grandes movimentos e palcos. Deste modo, a Via-Crucis do Bom Jesus do Monte é a encenação da paixão, duma Igreja Triunfante e não duma Igreja Militante, típica da contra-reforma.
O Bom Jesus do Monte foi palco de um acontecimento que honra a Real Confraria do Bom Jesus do Monte, organizadora do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Como o Barroco é festa e encantamento, também o diríamos deste congresso.
Segundo os Estatutos, a Confraria do Bom Jesus do Monte deveria assinalar festivamente a passagem da erecção, conclusão e dedicação do templo. Neste enquadramento, a Mesa Administrativa, no âmbito do duo-centenário do lançamento da última pedra do templo promoveu, como momento alto e histórico destas comemorações, um encontro científico que teve lugar nos dias 20, 21 e 22 do mês corrente. Reuniu cerca de 400 participantes, cinquenta comunicações (25 brasileiras e outras tantas portuguesas), num debate relevante para o Barroco, nas áreas da economia, sociedade, alegorias e arquitectura, sentimentos e representações, com um programa que permitiu o aprofundamento de um fenómeno artístico que enriqueceu Portugal.
A Confraria do Bom Jesus do Monte empreendeu uma corrida longa, teve de retorcer algumas âncoras de ferro, polir algum granito bruto, mas chegou à meta, com a constância do propósito, oferecendo organização, monumentalidade e competência. De início foi o sonho, depois juntamos paciência, ousadia, confiança, risco, partilha e eis a receita do sucesso do Congresso. Mede-se, também, o sucesso pelo modo como soubemos superar alguns obstáculos. Penso que cumprimos as nossas tarefas, buscando o melhor dos outros e dando o melhor de nós próprios. Contribuímos para o avanço no estudo do Barroco e o livro com a reprodução de todas as comunicações e conferências certificará esse contributo científico e metodológico.
Também houve oportunidade para os mensageiros de dois povos irmãos se envolverem e desenharem pontes, plataformas e novos projectos de futuro, nesta Capital do Barroco. Ouvi de muitos congressistas a necessidade de repetir este encontro científico. Queira a providência e o homem dar corpo à continuidade da iniciativa.
As reacções são o melhor teste ao sucesso da iniciativa, em todas as vertentes, nomeadamente, a científica e social. O sucesso foi a consequência de um trabalho de vários meses, da conjugação de esforços de muitas pessoas e entidades, que neste artigo prestamos o nosso elevado reconhecimento: ao Quadrilátero Urbano pelo apoio financeiro e organizativo, nas pessoas do Presidente Executivo Dr. António Magalhães e do Secretário Executivo Eng. Alberto Peixoto; ao Presidente da Comissão Científica do Congresso Doutor Aurélio Oliveira; à TUREL-Turismo Cultural e Religioso, na pessoa do Director Técnico Dr. Varico Pereira; ao Centro de Formação de Professores Braga Sul, na pessoa da Dra. Ana Paula Vilela, pela sua ajuda determinante para o sucesso do Congresso; ao Conservatório de Musica Calouste Gulbenkian, na pessoa da Prof. Ana Caldeira pela alta colaboração no programa cultural do Congresso; à Esprominho, Escola Profissional do Minho, seus Directores, Professores e Alunos, pelo apoio profissional na organização do Congresso; à Divisão do Turismo da Câmara Municipal de Braga, na pessoa da Dra. Filomena Alves, pela sua colaboração na organização do Sarau Barroco; à WeLink-Comunicação e Multimedia, na pessoa da Dra. Elisabete Rocha, no apoio à organização da Mostra de Artes; a todos os Expositores presentes na Mostra de Artes; à Modalfa, cadeia têxtil do grupo Sonae, responsável pelas roupas dos assistentes durante o Congresso; à Porto Editora pelas pastas disponibilizadas para os Congressistas; aos Hotéis do Bom Jesus pelo apoio logístico durante o Congresso; à Carclasse, na pessoa do seu administrador Dr. Hernâni, pelo apoio aos transferes dos conferencistas Brasileiros; por último, mas não menos importante, aos meios de Comunicação Social, em especial à imprensa diária de Braga, pela divulgação e cobertura do evento, primeiro dos factores de sucesso.
O congresso, como festa e expressão da mentalidade barroca, invadiu os jardins, os terreiros, as escadarias do Bom Jesus. Sendo o homem do barroco um ser angustiado, melancólico, vivendo num mundo de guerras, fomes e violências, a humanidade teve necessidade de encontrar manifestações, lenitivos como contraponto dos penosos dias de trabalho. Parafraseando o livro Festim dos Sentidos, este congresso assemelha-se a uma viagem pelo Barroco, de matriz cristã, que « eleva a alma, num cenário festivo, exuberante e triunfante, num chamamento à ascencionalidade, ao caminho para o céu num roteiro que incorpora o fascínio do Barroco».
Termino com algumas ideias recolhidas numa conferência proferida por D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, no dia 23 do corrente, para assinalar o termo do congresso: para além do santuário pessoal que nos acompanha, há um outro Santuário, espaço sagrado, lugar, templo (a Casa do Pai), não só de pedra mas de intimidade, que proporciona o encontro de cada um de nós com o Bom Jesus, esperando que, através dos sentidos, captemos a voz e o verbo de Deus, sem perversão e sem restrições, fazendo votos que este Santuário seja a Casa da Peregrinação dos povos de todas as nações.
sábado, 12 de novembro de 2011
Revisitar Paris
Olá amigos. Depois de alguns dias de ausência, para revisitar a «Cidade Luz», volto novamente ao vosso convívio. Aqui vos deixo uma panorâmica da cidade.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
BALANÇO DO CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DO BARROCO
Artigo do Diário do Minho de 31-10-2011
Os Estatutos da Confraria do Bom Jesus do Monte sugerem as solenidades que os confrades não deverão passar em claro. De entre essas, figura a erecção, conclusão e dedicação do templo. Neste quadro, a Mesa Administrativa promoveu, durante o presente ano, um conjunto de iniciativas, a começar pelo embelezamento da estância e terminando nos concertos, exposições e publicações.
A Confraria do Bom Jesus do Monte
escreveu mais um dos episódios gloriosos da sua história com a realização do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco, que teve lugar nos dias 20, 21 e 22 do mês corrente. Reuniu cerca de 400 participantes, cinquenta comunicações (25 brasileiras e outras tantas portuguesas), num debate relevante para o Barroco, nas áreas da economia, sociedade, alegorias e arquitectura, sentimentos e representações, com um programa que permitiu o aprofundamento de um fenómeno artístico que enriqueceu Portugal.
A Confraria do Bom Jesus do Monte empreendeu uma corrida longa, teve de retorcer algumas âncoras de ferro, polir algum granito bruto, mas chegou à meta, com a constância do propósito, oferecendo organização, monumentalidade e competência. De início foi o sonho, depois juntamos paciência, ousadia, confiança, risco, partilha e eis a receita do sucesso do Congresso. Mede-se, também, o sucesso pelo modo como soubemos superar alguns obstáculos. Penso que cumprimos as nossas tarefas, buscando o melhor dos outros e dando o melhor de nós próprios. Contribuímos para o avanço no estudo do Barroco e o livro com a reprodução de todas as comunicações e conferências certificará esse contributo científico e metodológico.
Dois povos irmãos encontraram-se durante três dias, envolvidos pela mística do Bom Jesus e souberam encontrar pontes, plataformas e novos projectos de futuro, nesta Capital do Barroco e nesta pérola de lapidação barroca, o Bom Jesus do Monte. Ouvi de muitos congressistas a necessidade de repetir este encontro científico. Queira a providência e o homem dar corpo à continuidade da iniciativa.
As reacções são o melhor teste ao sucesso da iniciativa, em todas as vertentes, nomeadamente, a científica e social. O sucesso foi a consequência de um trabalho de vários meses, da conjugação de esforços de muitas pessoas e entidades, que neste artigo prestamos o nosso elevado reconhecimento: ao Quadrilátero Urbano pelo apoio financeiro e organizativo, nas pessoas do Presidente Executivo Dr. António Magalhães e do Secretário Executivo Eng. Alberto Peixoto; ao Presidente da Comissão Científica do Congresso Doutor Aurélio Oliveira; à TUREL-Turismo Cultural e Religioso, na pessoa do Director Técnico Dr. Varico Pereira; ao Centro de Formação de Professores Braga Sul, na pessoa da Dra. Ana Paula Vilela, pela sua ajuda determinante para o sucesso do Congresso; ao Conservatório de Musica Calouste Gulbenkian, na pessoa da Prof. Ana Caldeira pela alta colaboração no programa cultural do Congresso; à Esprominho, Escola Profissional do Minho, seus Directores, Professores e Alunos, pelo apoio profissional na organização do Congresso; à Divisão do Turismo da Câmara Municipal de Braga, na pessoa da Dra. Filomena Alves, pela sua colaboração na organização do Sarau Barroco; à WeLink-Comunicação e Multimedia, na pessoa da Dra. Elisabete Rocha, no apoio à organização da Mostra de Artes; a todos os Expositores presentes na Mostra de Artes; à Modalfa, cadeia têxtil do grupo Sonae, responsável pelas roupas dos assistentes durante o Congresso; à Porto Editora pelas pastas disponibilizadas para os Congressistas; aos Hotéis do Bom Jesus pelo apoio logístico durante o Congresso; à Carclasse, na pessoa do seu administrador Dr. Hernâni, pelo apoio aos transferes dos conferencistas Brasileiros; por último, mas não menos importante, aos meios de Comunicação Social, em especial à imprensa diária de Braga, pela divulgação e cobertura do evento, primeiro dos factores de sucesso.
Foram três dias de celebração, à semelhança do Barroco, entendido como a Festa dos Sentidos, como uma sinfonia de luz, cor, volume, som e textura. Como dizemos no livro Festim dos Sentidos «O Bom Jesus do Monte é um dos expoentes maiores da arquitectura sacra e uma jóia do património luso. Aqui o Barroco é o espectáculo, a celebração, a festa dos sentidos, é a arte dos sentimentos e das emoções, é um apelo ao olhar, ao som, aos perfumes, à forma, aos volumes, à cor, à luz, ao naturalismo, ao burlesco e à ilusão. O esplendor desta viagem pelo Barroco, de matriz cristã, eleva a alma, num cenário festivo, exuberante e triunfante, num chamamento à ascencionalidade, ao caminho para o céu num roteiro que incorpora o fascínio do Barroco e uma breve experiência neoclássica no templo».
Termino com as palavras do Sr. Arcebispo Primaz, na sessão de abertura do congresso, mas que servem para um epílogo feliz: «façamos com que o Congresso suscite esta mentalidade capaz de ultrapassar o que parece impossível, mas que a história assim o exige. E se é verdade que não conseguimos esconder o desejo de elevar este Santuário do Bom Jesus a Património da Humanidade, antes disso, é preciso que ele se eleve primeiro a Património Espiritual no nosso coração!».
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
LIVRO REVELA ‘SENTIDOS’ DE UMA OBRA NOTÁVEL
Artigo do Correio do Minho de 22 de Outubro de 2011
autor José Paulo Silva
‘Festim dos Sentidos - o Barroco do Bom Jesus de Braga’, livro da autoria de Miguel Louro e José Carlos Gonçalves Peixoto, foi lançado ontem, segundo dia do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco.
A obra onde “a imagem relega para segundo plano a narrativa” pretende “mostrar e dar a conhe-cer uma atmosfera de recolhida intimidade pelo encantamento dos sentidos, através da sensibilidade do autor das fotografias (Miguel Louro) e com o aroma das palavras de quem as escreveu” (José Carlos Peixoto).
No texto de apresentação desta obra editada pela Confraria do Bom Jesus do Monte de Braga, o arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga afirma que, descrevendo a mesma “literalmente em fotografia os sentidos corporais”, deve “ser um apelo para que compreendamos a vida como um festim que nasce da intervenção, pequena ou grande de cada um”.
Segundo o prelado, o santuário do Bom Jesus do Monte “ensina-nos que a vida pode ser festa: festa da criação, festa da redenção e festa da humanização!”
Os autores avisam o leitor que a imagem e o texto são usados “como instrumento para descobrir a estância, para mostrar a realidade, mais que contar histórias”.
Acrescentam que no Bom Jesus do Monte “conjuga-se a obra da natureza com a notável obra do homem, vasta, diversificada, absolutamente grandiosa e monumental, uma das maiores intervenções tardo barrocas do País, uma referência obrigatória do Barroco Europeu, que evidencia a própria evolução da arte bracarense, consubstanciada na introdução do neoclássico”.
As fotos de Miguel Louro e os textos de José Carlos Gonçalves Peixoto pretendem revelar que “o Bom Jesus do Monte é um dos expoentes maiores da arquitectura sacra e uma jóia do património luso”.
“Aqui o Barroco é o espectáculo, a celebração, a festa dos sentidos”, afiançam nesta “análise iconográfica dos escadórios dos cinco sentidos”.