Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
PALÁCIO DA DONA CHICA, EM PALMEIRA
No lugar de São Sebastião, freguesia de Palmeira, estava em construção, em 1916, um acastelado solar dos proprietários João José Ferreira Rego e D. Francisca Peixoto do Rego na sua terra natal.
Este palácio, segundo o projeto do arquiteto Ernesto Korrodi, foi, sem dúvida, uma das mais artísticas e confortáveis vivendas da região, construída nos moldes medievais. O exterior do palácio é todo em cantaria, à exceção de algumas superfícies em alvenaria. No rés-do-chão predomina o granito azul da região, enquanto que nos pavimentos superiores o granito de Afife.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Demarcação da freguesia de Mire com a freguesia de Parada de Tibães em 1761
« …Dali vai à devesa chamada da Rainha onde se acha um marco de pedra que está na esquina da Quinta do Anjo que é do Governo do mesmo Mosteiro de Tibães…
vai ter a campos chamados Agras Velhas, que possuem várias há pessoas, onde se acha um marco de pedra, o qual sítio parte com a freguesia de Mire…
Daí, rosto direito, vai ter ao lugar da Casa Nova, que parte com a freguesia de Mire onde se acha um marco de pedra na terra que possui José Luís, da mesma freguesia de Mire…
Daí, continuando esta medição, rosto direito, vai ter ao Monte de Carrascal que parte com a mesma freguesia de Mire, onde se acha um marco de pedra na terra que possui Francisca de Araújo, desta freguesia…
Daí, rosto direito, vai ter ao sítio da Barrosa onde se acha um marco em terra maninha …».
domingo, 20 de maio de 2012
ANTÓNIO LUIZ DA COSTA PEREIRA DE VILHENA COUTINHO
sábado, 19 de maio de 2012
FESTA DO ESPÍRITO SANTO
Decorreu nos dias 27 e 28 de Maio de 1928, a tradicional Festa do Espírito Santo, no Bom Jesus do Monte, como decorre da notícia abaixo.
MANUEL BENTO DE CARVALHO
Faleceu em maio de1928, com 81 anos de idade, Manuel Bento de Carvalho, um dos maiores empresários de Braga e autor do livro Manuel Joaquim Gomes a sua ephoca e as suas emprezas, publicado em 1906, pela Associação Comercial de Braga, de que foi presidente.
Era natural de Vila Real. Era partiicular amigo do fundador do Elevador do Bom Jesus do Monte.
CONGRESSO LITÚRGICO DE BRAGA - 1928
O 1.º Congresso Litúrgico de Braga, realizou-se entre 26 de Junho a 1 de Julho de 1928. Simultaneamente decorreu uma Feira de Amostras, no edifício do Liceu, antigo Colégio do Espírito Santo. Um dos oradores, do congresso, foi Dom António Coelho, Doutor em Liturgia e futuro pároco de Mire de Tibães.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
QUINTA DO PEDROSO E BATALHA DE PEDROSO JUNTO A TIBÃES
O Mosteiro de Tibães tinha, em Parada de Tibães, a Quinta de Pedroso, onde ocorreu a Batalha de Pedroso, em 17 de Fevereiro de 1071, adquirida pelos monges no triénio de 1680-1682. Junto a esta quinta, existia outra propriedade, denominada a Devesa do Pedroso.
Diversos documentos falam da Batalha de Pedroso, junto a Tibães, mas nem todos os historiadores estão em sintonia com o seu resultado. Uns dão como vitorioso Dom Garcia (Monarquia Lusitana de Frei António Brandão, parte 3.ª; História de Portugal de Alexandre Herculano, vol. 1) e derrotado e morto o conde Nuno Mendes, outros seguem a opinião contrária.
Segundo Jerónimo da Cunha Pimentel (em Folhas soltas da história de Braga. 2. A Batalha de Pedroso. Junto a Tibães. 1871. «Regenerador», Braga, 5 e 8 de 1886), a batalha teve lugar em 18 de Janeiro, no entanto o Doutor Avelino de Jesus da Costa impõe a data de 17 de Fevereiro de 1071.
Junto descrição da Batalha de Pedroso (in Eduardo Pires de Oliveira, Parada de Tibães):
«Dom Garcia, tendo notícia de que o bando de revoltosos se aproximava de Braga pôs em acção todos os elementos de guerra de que podia dispor, a fim de reprimir os que tão ousadamente reagiam contra a sua autoridade.
As fortificações da cidade não davam nessa época uma segura garantia de defesa. Um castelo no lugar onde hoje existe a igreja de São Tiago da Cividade e outro nas vizinhanças de São Pedro de Maximinos, eram os únicos pontos defensivos de Braga, que sem muralhas então, e sem outras fortificações não oferecia resistência a qualquer assédio.
A antiga corte dos Suevos, outrora cidade importante e seguro, ainda não pudera levantar-se e restabelecer-se da ruína porque passara.
Dom Garcia empenhava-se na sua restauração de material e empregava os meios para restituir à sua antiga igreja a importância que havia perdido. Não era um curto espaço de tempo que se lhe podia fazer readquirir a grandeza que tivera, quando fora tão profunda a destruição que a assolou.
Não tendo, portanto, Braga os necessários meios de defesa e não querendo transformar as ruas em campo de batalha, resolveu D. Garcia ir de encontro aos revoltosos, que na tarde de 17 de Fevereiro de 1071 estavam junto às margens do Cávado, em caminho para a cidade.
Quando as sombras da madrugada se esvaíram aos primeiros clarões da manhã do dia 17 de Fevereiro, estava Dom Garcia e o seu exército no Lugar de Parada, já próximo a Tibães.
A manhã estava fria e húmida como era próprio da estação.
À luz do dia já se divisavam os campos que as chuvas de inverno tornavam alagadiços e pantanosos.
Um nevoeiro pouco denso levanta-se do lado do Cávado e um frio penetrante açoutava os soldados bracarenses.
Não arrefecia, porém, o ânimo aos heróicos descendentes dos que durante muitos anos arrastaram o poder de Roma e venceram em mil combates as aguerridas hostes dos serracenos.
Era nesse esforço tradicional que confiava D. Garcia, que tinha pela frente o valoroso conde Nuno Mendes com soldados descendentes dos mesmos heróis. As vigias que este colocara à distância do seu acampamento deram aviso que se aproximava o exército real.
Não lhe permitiu o seu ânimo aguardá-lo no ponto em que estacionava. Dirigia-se ao seu encontro e no lugar de Pedroso acharam em face um do outro os dois exércitos.
Principiou o combate; ambos se atiravam cegos e impetuosos à luta renhida e desesperada. Os cadáveres já alastravam os campos de sangue, juntando-se à água dos poços e dos atoleiros, fazia-os parecer um lago vermelho.
A batalha prosseguia com várias fortunas e à vitória indecisa continuavam uns e outros a imolar vidas naquela lide afanosa e sanguinolenta. À medida que rareavam os combatentes mais encarniçada e delirante se tornava a luta.
Nuno Mendes fez um último e denoado esforço na esperança de com ele alcançar a vitória, a que sempre o guiara a sua boa estrela. Desta vez a sorte foi-lhe adversa; o brilho dessa estrela empanara-se-lhe ali; a espada valente partiu-se em estilhaços e a lança sempre vitoriosa, caiu-lhe da mão desfalecida pela morte.
Do herói de tantos combates restava um cadáver!
A morte do campeão audaz pôs termo à luta. Dos seus soldados, os poucos que escaparam à morte ou ficaram prisioneiros ou procuraram salvação na fuga desordenada.
Dom Garcia entrou em Braga triunfante, mas a vitória tornou-o mais soberbo e mais despótico no seu governo.
O sangue derramado nos campos de Tibães não pôde sufocar a rebelião que lavrava funda entre os nobres oprimidos, Vernula ou verna, valido do rei.
A expulsão agora não se manifestou num campo de batalha; foi no própriopalácio real onde, na presença de Dom Garcia, foi pelos nobres assassinado o seu valido. Nem com isso se aplacaram os ânimos irritados e conhecendo-o Dom Sancho, rei de Castela e já então de Leão e das Astúrias, aproveitou-se desse descontentamento para mais facilmente vencer e destronar seu irmão Dom Garcia.
Declarou-se a guerra e na batalha de Água de Mayas, junto a Coimbra, ou noutra próximo a Santarém, Dom Garcia perdeu com a liberdade o domínio destes reinos que incorporando-se na monarquia de Espanha trouxeram a Dom Sancho a realização dos seus sonhos ambiciosos.
Dezanove anos depois da Batalha de Pedroso morreu Dom Garcia, a 22 de Março de 1090, sendo sepultado na Igreja Maior de Leão, onde na sepultura se gravou o seguinte epitáfio: « H. R. Domnus Garcia Rex Portugaliae et Galiciae, filius regis magni Ferdinandi. Hic ingenio captus a fratre suo invinculis obiit. Era MCXXVIII kalendis aprilis».
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Meu Tio na Festa de Parada de Tibães
Na festa principal da freguesia de Parada de Tibães, realizada em 27 de Setembro de 1925, na parte religiosa sobressaiu o meu Tio Padre José Peixoto de Oliveira. Lê-se numa notícia da época: «Realizam-se hoje, Domingo, 27 de Setembro, as festas a S. Paio, padroeiro da freguesia de Parada, deste concelho, havendo às 8 horas da manhã missa rezada, comunhão geral aos adultos e crianças e prática pelo distinto orador sagrado reverendo padre José Peixoto de Oliveira e assim termina o tríduo que o referido orador tem feito desde o dia 24 ao Santíssimo Sacramento… às 4 horas da tarde Sermão pelo mesmo orador sagrado».
A Quinta de Tibães, ou Quinta do Souto
A Quinta de Tibães, ou Quinta do Souto, localiza-se no lugar do Souto, freguesia de Parada de Tibães.
Possivelmente, no século XVIII, foi morada de Gonçalo Gomes da Costa, sua mulher Luísa Gomes, filha Josefa Maria Gomes e genro Manuel José Duarte, família rica desta freguesia.
Está inserida num ambiente rural e muito próximo do Mosteiro Beneditino de Tibães.
É composta de um pórtico de entrada, uma imensa eira em pedra, uma construção para habitação e um sequeiro.
É uma arquitectura civil residencial, barroca e oitocentista. Edifício de planta rectangular composta por um corpo principal de dois pisos integrando capela no seu interior, com retábulo neoclássico, com acesso na fachada principal por escadaria de pedra de lanço recto e único e na fachada posterior uma lójia fechada, e um corpo adossado de um só piso, com larga chaminé de cantaria no fachada posterior, altaneira e decorada com brincos e pináculos. O interior, com adega, lojas e cozinha no primeiro piso, tendo esta última forno, lareira, chaminé e mesa oval de cantaria. No segundo piso salões e quartos com pavimentos de cantaria e madeira e tectos de estuque e madeira. A quinta integra ainda edifícios de apoio à actividade agricola como um sequeiro, eira lageada e um espigueiro.
O sequeiro é composto de 4 corpos abertos ao centro, ladeados por um corpo fechado com janelas.
Foram, ainda, proprietários desta quinta a Família Ferreira Carmo, desde o século XIX, com fortuna originária do Brasil. Neste momento pertence à Família Casais.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
NETA DO FUNDADOR DO ELEVADOR FAZ 100 ANOS
Maria Isabel Gomes, neta de Manuel Joaquim Gomes, fundador do Elevador do Bom Jesus do Monte, era filha de Alfredo Vieira Gomes e de Isabel Machado. Comemorou, no passado dia 22 de abril, o centésimo aniversário.
Parabéns.
Junto artigo do Correio do Minho de 23-04-2012.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios
No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Confraria do Bom Jesus do Monte, no dia 19 de Abril, pelas 18 hs, vai apresentar publicamente os Estudos Prévios da candidatura do Santuário a Património Mundial, coordenados pela Sra. Prof.ª Teresa Andresen. A sessão publica de apresentação dos Estudos Prévios vai ser presidida pelo Sr. Arcebispo de Braga D. Jorge Ortiga e terá lugar no Salão de Chã do Bom Jesus do Monte.
segunda-feira, 26 de março de 2012
ALOCUÇÃO PROFERIDA NAS COMEMORAÇÕES DOS 130 ANOS DO ELEVADOR DO BOM JESUS
Comemora-se, hoje, 130 anos sobre a inaugu
ração do Elevador do Bom Jesus de Braga, concebido e projetado pelo empresário Manuel Joaquim Gomes e implantado sobre os flancos da pitoresca montanha da maior estância turística de Braga, onde os passos dolorosos da paixão estão ordenados no poema do sacrifício de Cristo.
Foi em 25 de Março de 1882, pela manhã, sob a presidência do Dr. João de Paiva de Faria Brandão, Presidente da CBJM, das autoridades, funcionários da estância, muito povo e convidados que se procedeu à bênção da via, das locomotivas, numa palavra, do Ascensor do BJM. Dirigiram-se, em seguida, ao Templo, onde se entoou um solene Te Deum, em ação de graças ao Altíssimo, pelo bom êxito de tão importante obra e melhoramento.
Pretende-se com esta comemoração homenagear duas personalidades, dois protagonistas que foram determinantes na construção de um meio de deslocação providencial para curtos e íngremes percursos, que conduziu ao investimento na estância do Bom Jesus do Monte, o que aumentou o fluxo de peregrinos e a transformou num centro de atração turística.
Estamos aqui, nesta romagem, para prestar uma reconhecida homenagem, a Manuel Joaquim Gomes fundador do Ascensor e ao Dr. António Brandão Pereira, mesário da CBJM, vedor do parque e das obras e que produziu relatórios defendendo a construção do elevador e dando conta da importância excecional do ascensor para o futuro da estância, ou seja, dois amigos que se apoiavam mutuamente e que contribuíram para que Braga tivesse a honra de ter o primeiro ascensor construído na Península Ibérica, atualmente, o mais antigo do mundo em serviço, no que concerne ao funcionamento por contrapeso de água. Ambos souberam, no século XIX, compreender, em Braga, o que era o verdadeiro progresso, empregando a sua inteligência na criação de empresas ou no serviço à comunidade. Ambos foram solidários, renunciando a vencimentos a que tinham direito, MJG na Companhia de Carris de Braga, ABP no CSC. Ambos alimentaram ou foram objeto de polémicas e intrigas nos principais jornais do último quartel do século XIX.
Manuel Joaquim Gomes nasceu para a ação, de paquete na área comercial passou a comandante na área empresarial. Distinguiu-se, fundamentalmente, como um grande empresário, no ramo dos tecidos, da panificação, da hotelaria e dos transportes. Distinguiu-se, também, como Secretário e Presidente da Associação Comercial de Braga, na vereação municipal e na defesa de causas e movimentos, concretamente, a Janeirinha e a questão da «integridade do distrito».
MJG avançou sem medo para esta grandiosa obra de engenharia, apesar dos riscos, dando voz aos «ecos do mundo», em rutura com os processos tradicionais. Se recuarmos à época e ao seu contexto, os adjetivos não serão suficientes para descrever com justiça e para avaliar a enormidade do seu projeto e a vastidão do seu horizonte.
António Brandão Pereira como responsável pelas obras e pelo parque na Comissão Administrativa da CBJM, realizou grandes melhoramentos, como a construção do lago, as grutas artificiais, as alamedas, o coreto, o ordenamento e a arborização do parque. Foi a única voz que, publicamente, se levantou dentro da própria Mesa e na Imprensa a favor da construção do Elevador do Bom Jesus.
Foi o primeiro Provedor do Colégio de S. Caetano, exercendo o cargo durante 11 anos. Era possuidor de um carácter austero, de coração magnânimo, elevada inteligência, honrado e católico convicto.
Exerceu um papel primordial na remodelação do CSC e, principalmente, na construção da bela Capela do Colégio, toda ela em granito, com uma grande rosácea monumental ao centro, decorada com um vitral trabalhado e, nas extremidades, dois torreões graciosos, coroados de cúpulas. Era a sua menina dos olhos, pois a delineou, iniciou e acompanhou os andamentos do seu leito de dor. Só não assistiu à sua inauguração, que aconteceu logo após a sua morte.
Durante mais de uma década trabalhou com o Santo Padre Cruz. O Dr. António Brandão Pereira como provedor e o santo Padre Cruz como Director Interno. Ambos deixaram as funções por doença. Ambos insistiram junto do prelado bracarense, para que os Salesianos viessem para Portugal. Foram bem sucedidos e, desta forma, o CSC viria a ser a primeira escola salesiana em Portugal. Após o seu falecimento, a Banda de Música do CSC quando passava à porta da casa onde tinha vivido, executava alguns acordes da marcha fúnebre de Chopin, em sinal de homenagem.
Todos os elevadores têm a sua história, por vezes atribulada, cheia de insólitas peripécias, com abundantes e graciosos pormenores. Também estes ingredientes não escasseiam no Ascensor do Bom Jesus, notável património afetivo, cheio de simbolismo, de história e de tradição, que muito honra a cultura, a cidade de Braga, a região e o país, pois influenciou, decisivamente, os elevadores «históricos» que vieram a construir-se na Cidade das Sete Colinas.
Em nome da CBJM quero agradecer, em especial, a presença dos familiares do Sr. Manuel Joaquim Gomes e do Dr. António Brandão Pereira, descendentes de duas proeminentes figuras do século XIX, das suas obras, do património que nos deixaram. Encontramo-nos numa espécie de momento epifánico, onde conjugamos todos os tempos, o passado criador, o presente e o futuro continuador. Compete-nos, agora, reconhecer o papel desses antepassados e assumir a salvaguarda e promoção de valores que pertencem ao nosso património coletivo e de lembranças que constituem a nossa memória, a vida e a cultura. Compete-nos preservar esse passado projetando-o no sentido do reconhecimento mundial.
sexta-feira, 23 de março de 2012
Elevador do Bom Jesus faz 130 anos
Correio do Minho de 23-03-2012
A Confraria do Bom
Jesus do Monte assinala, este domingo, os 130 anos sobre a inauguração do elevador do Bom Jesus, concebido e projectado pelo empresário Manuel Joaquim Gomes, sob a direcção de Riggenbach e Mesnier de Ponsard.
“Cabe a Braga a honra de ter o primeiro ascensor construído na Península Ibérica e, actualmente, o mais antigo do mundo em serviço, funcionando por contrapeso de água”, justifica a confraria em comunicado, lembrando que o ascensor “é um dos mais notáveis exemplares do património industrial e técnico e representa um património afectivo, cheio de simbolismo, de história e de tradição, que muito honra a cultura, a cidade de Braga e a região”.
A festa, que pretende agregar todos os bracarenses, começa às 11 horas com a romagem ao cemitério, às campas de Manuel Joaquim Gomes e António Brandão Pereira. Já da parte da tarde, pelas 15.30 horas, está marcada a inauguração da exposição ‘Plano Inclinado - 130 anos do Elevador do Bom Jesus do Monte’. A missa campal, às 17 horas, é presidida pelo arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga e depois das 18 .30 horas começa o concerto pela cantora Lysa, tetraneta de Manuel Joaquim Gomes.
Também se pretende com esta comemoração homenagear duas personalidades, dois protagonistas que foram determinantes na construção de um meio de deslocação providencial para curtos e íngremes percursos: Manuel Joaquim Gomes, fundador do Elevador e António Brandão Pereira, vedor do parque e das obras da Confraria do Bom Jesus do Monte, dois amigos que se apoiaram mutuamente.
Já António Brandão Pereira era o amigo que animou e apoiou Manuel Joaquim Gomes, que previu o alcance da iniciativa, que vislumbrou as vantagens que adviriam para o Bom Jesus, que elaborou relatórios para a confraria defendendo o projecto, contra panfletos anónimos e abaixo-assinados manifestando oposição ao melhoramento.
“Compete-nos, agora, reconhecer o papel dos nossos antepassados e assumir a salvaguarda e promoção de valores que pertencem ao nosso património colectivo e de lembranças que constituem a nossa memória, a vida e a cultura da região”, pode ler-se ainda no comunicado da Confraria do Bom Jesus do Monte.
quinta-feira, 15 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
25 ANOS APÓS A AQUISIÇÃO DO MOSTEIRO DE TIBÃES
O governo português assinou, em agosto de 1986, a escritura da aquisição do Mosteiro de Tibães, passando, em janeiro de 1987, para a posse do Estado.
Neste processo, que vem de longe, foram determinantes a pressão e a luta de anónimos, da freguesia, de historiadores e homens da cultura e da Aspa.
Seguem-se anos de reabilitação de um património, que se encontrava num elevado estado de degradação, com vista a uma re
cuperação digna de tão valioso património.
Nesta tarefa de restauro e revitalização da casa-mãe beneditina devemos salientar a direção que durante mais de duas décadas presidiu aos destinos do mosteiro.
Vem, agora, a Associação «Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães» pre sidida pela Dr.ª Aida Mata, comemorar esta data, com um conjunto de iniciativas no próximo dia 24: Passeio pelos patrimónos de Tibães, saberes e memórias; Jantar de São Bento.
segunda-feira, 5 de março de 2012
domingo, 4 de março de 2012
Concerto de Piano Miguel Santana
Aqui está uma pequena amostra do Concerto que teve lugar no Museu Nogueira da Silva, em Braga, no passado dia 2 de Março.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
RECITAL DE PIANO NO MUSEU NOGUEIRA DA SILVA
Parabéns ao neto da Tia Cândida de Ermesinde, à Cândidinha e ao Miguel. Lá estaremos, na próxima 6.ª feira. Ver notícia do DM de 26-2-2012.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
130 ANOS DO ASCENSOR DO BOM JESUS
No próximo dia 25 de Março, comemora-se 130 anos da inauguração do ascensor do Bom Jesus. Esta efeméride vai ser comemorada com um conjunto de iniciativas.
Para que tudo acontecesse, foi importante a figura de Manuel Joaquim Gomes, grande industrial, com uma mentalidade aberta às inovações tecnológicas do seu tempo.
Aguardemos o programa.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
ANO NOVO – VIDA NOVA
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
FESTIM DOS SENTIDOS na TVI
O Prof. Marcelo Rebelo de Sousa apresentou no programa «As Escolhas de Marcelo» da TVI, do dia 08-01-2012, o livro Festim dos Sentidos.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
sábado, 10 de dezembro de 2011
PALAVRAS PROFERIDAS NA APRESENTAÇÃO DOS LIVROS FESTIM DOS SENTIDOS E BOM JESUS DO MONTE
Começo por agradecer a honrosa presença do Sr. Arcebispo Primaz, do Sr. Juiz-Presidente e Mesários da Confraria do BJM, do Sr. Prof. Doutor Francisco de Carvalho Guerra, dos convidados, amigos e familiares aqui presentes.
Queria agradecer, igualmente, ao Dr. Miguel Louro e à Designer Ana Isabel Vilar pelas parcerias que estabelecemos.
Realço o trabalho conjunto e o projecto desenvolvido com o Miguel Louro. Daqui nasceu uma relação frutuosa, um conhecimento mútuo que se traduzirá, possivelmente, em novos desafios. As suas fotografias parecem embriagar, ao despertar emoções, sentimentos, fascinação, enquanto que as nossas palavras procuram enquadrar essas emoções, sentimentos e fascínios. Parabéns pelas suas fotografias pois são verdadeiros tesouros do Bom Jesus do Monte.
Também quero dar os parabéns à Designer Ana Isabel Vilar pela concepção gráfica imprimida à obra Bom Jesus do Monte. Admiro a criação, o conceito, a persistência e a defesa das ideias subjacentes à filosofia que imprimiu ao grafismo do livro Bom Jesus do Monte. Embora jovem revela imensa maturidade, vislumbrando um grande futuro profissional.
Mas primeiras palavras vão para o Professor Doutor Francisco Carvalho Guerra. Palavras de agradecimento por ter aceite o nosso convite para a apresentação destes livros, pois o seu percurso académico e profissional e o reconhecimento social adquirido, mais dignificam esta apresentação pública de duas obras que vêm preencher lacunas na bibliografia deste sítio repleto de história. Também as suas palavras nos sensibilizaram e nos deixaram imensamente reconhecidos.
Todo este projecto começa em 2001, quando D. Jorge Ortiga me convida para pertencer aos órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte e na ocasião me incentivou com a possibilidade de aqui encontrar espaço para uma investigação. Hoje materializamos esse desafio, fruto de muitas horas de trabalho e de outras tantas retiradas ao lazer, pois sinto, constantemente, o ímpeto da escrita, percorrendo, por isso, muitos trilhos sem, por vezes, escutar as razões do caminhar pois a paixão chama mais alto, compartilhando reflexões e registando a história de uma estância cheia de património herdado, que projectam no futuro um misto de sonho e de esperança, um excelente compromisso entre a herança que recebemos e o que legamos, de que o tempo actual é promissor.
Tudo o que foi feito nesta edénica estância é um grande hino de louvor à natureza; tudo o que foi feito, se passou, se realizou, se construiu e se pode admirar no santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa, se deve aos bons ofícios da confraria. A história da estância é a história da confraria, no corpo e no espírito, com acertos e atritos, com vitórias e pulsões, que o andar do tempo lhe deu espaço para ser e se afirmar.
A publicação destes livros resulta, fundamentalmente, dos estímulos que em todo o tempo senti da Comissão Administrativa da Confraria do Bom Jesus do Monte no sentido de prosseguir empenhadamente esta pesquisa. Como mesário que acompanhei o labor abnegado, desinteressado, voluntário e apaixonado de várias mesas administrativas, e delas recebi sempre o apoio e o conforto indispensáveis para enfrentar todos os desafios.
Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental.
Na qualidade de vogal da Confraria do Bom Jesus do Monte tive acesso ao acervo documental e, desta forma, iniciar uma investigação e alargamento de conhecimentos sobre o manancial histórico, social, patrimonial e económico da confraria que resultaram nesta investigação, no momento em que comemoramos 200 anos do lançamento da última pedra do templo.
Sendo uma forma de me associar às comemorações do bicentenário, mantenho a tradição de deixar obra nos momentos em que a confraria celebra datas históricas: O Padre Martinho António Pereira da Silva, fundador do Sameiro, publica, em 1857, «Dedicação ou consagração solemne do magnifico templo do Real Sanctuario do Bom Jesus do Monte»; no centenário do lançamento da primeira pedra do templo, em 1884, veio à luz o livro Memória histórica do Sanctuário do Bom Jesus do Monte de Fernando Castiço a pedido do Prelado D. António José de Freitas Honorato; por ocasião dos 150 anos do lançamento da primeira pedra do templo, Alberto Feio publica Bom Jesus do Monte; também, agora, por ocasião do bicentenário da conclusão do templo, por incentivo do Sr. Arcebispo Primaz de Braga D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, damos por cumprido esse estímulo.
Como membro da irmandade, o caminho para o Bom Jesus correu imensas vezes a meus pés. Nessas deslocações, contemplava embevecido a sua mancha, desde o sopé ao alto da colina. Nem na vagueza da noite, nem na claridade diurna encontrei uma sombra para me esconder.
Foram quatro as preocupações que estiveram na base da escrita destas publicações:
Dar conta, através da palavra e da fotografia, de um espaço turístico de eleição, com uma superior beleza contemplativa;
Mostrar que o Santuário do Bom Jesus do Monte é um sítio único e magnifico onde se conjuga a obra da natureza com a notável obra do homem (vasta, diversificada e absolutamente fabulosa);
Desenvolver um estudo das mudanças operadas ao longo da história da estância, uma compreensão alargada da sua mundividência social, cultural e económica dos seus abalos, vicissitudes e glórias, em busca do «nó profundo» que une os acontecimentos, os actos e as coisas, aparentemente desunidos;
Contribuir para melhor e maior conhecimento do passado, formando e informando os peregrinos e os turistas que diariamente visitam este lugar repleto de património mas simultaneamente irradiador de espiritualidade.
Termino, mais uma vez, por agradecer a Vossa Presença, que muito me sensibilizou e guardarei no meu coração.
Livros enriquecem Bom Jesus
autor Marlene Cerqueira (Correio do Minho, 10-12-2011)
No encerramento das comemorações dos 200 anos da conclusão do Santuário do Bom Jesus do Monte ficou o elogio à obra que tem vindo a ser levada a cabo pela Confraria e também a todos aqueles que têm ajudado a divulgar esta “pérola” localizada num recanto do Minho.
As palavras são do arcebispo primaz que ontem presidiu à apresentação de dois livros sobre o Bom Jesus do Monte e à inauguração de uma exposição de fotografia, iniciativas que representaram o culminar de um ano marcante para esta estância em termos de projecção nacional e internacional.
‘Bom Jesus do Monte’, de José Carlos Gonçalves Peixoto, e ‘Festim dos Sentidos, o Barroco do Bom Jesus de Braga’, com textos do mesmo autor e fotografias de Miguel Louro, são as obras que agora enriquecem “o santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa” — as palavras são de José Carlos G. Peixoto e foram proferidas no decorrer da sessão.
Na apresentação das obras, o autor referiu que elas representam a materialização do desafio que lhe foi lançado em 2001, quando D. Jorge Ortiga o convidou a integrar os órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte.
“Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da Confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental”, realçou o autor na apresentação dos livros.
A aguardar estatuto de utilidade pública
As obras foram apresentadas por Francisco Carvalho Guerra, professor catedrático em Bioquímica da Universidade do Porto, que recordou que o Bom Jesus aguarda desde 2001 que o Conselho de Ministros declare a sua utilidade pública.
João Varanda fez balanço positivo do ano
O presidente da Confraria, João Varanda, fez um breve balanço do extenso trabalho desenvolvido ao longo deste anos, realçando que o ponto alto foi o Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Destacou ainda a acção de cerca de mil voluntários que têm trabalhado na reabilitação da mata do Bom Jesus promovendo o controlo de infestantes, concretamente mimosas, e plantando árvores. Só carvalhos foram plantados cerca de 700. “Esta acção ambiental tem contado com o apoio da Quercus, do Regimento de Cavalaria 6 e do centro de Santo Adrião”, referiu, convidando outras instituições a seguirem-lhes o exemplo.
Além de um agradecimento especial aos funcionários da confraria pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, João Varanda lembrou que o processo de candidatura do Bom Jesus do Monte vai ser demorado, mas é objectivo da Confraria levá-lo até ao fim. Os livros que ontem foram apresentados são mais dois contributos para essa caminhada.
A par da apresentação dos dois livros sobre o Bom Jesus do Monte, a cerimónia de ontem ficou também marcada pela inauguração de uma exposição de fotografias da autoria do médico Miguel Louro, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, no Bom Jesus (por cima da Casa das Estampas).
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
CAMINHADA COM HISTÓRIA
O Mosteiro de S. Martinho de Tibães promoveu mais uma caminhada com o título «A eleição do Juiz do Couto de Tibães». Concentramo-nos hoje, por volta das 08.30 hs, em frente da Casa de S. Bento, no lugar de Sobrado, visitando os seguintes locais: Marco do Couto no lugar de Sobrado, Mina do Corgo, Poça do Pica, Ponte do Iteiro, Capela de Mire, Quinta de Melhorado, Quinta da Cancela, Quinta da Barrosa, Quinta de Mire (Assento), Casa da Renda, Fonte de Seixido, Fonte do Bicho, Ouvidoria (Convento).
Parabéns aos organizadores.