Atendendo às exigências do momento e às condições de segurança que a estância oferecia, foi aberto ao público um posto da Guarda Republicana no Bom Jesus, em 15 de Junho de 1926. Deveu-se aos esforços da confraria e ao comandante do batalhão Major Batista.
Recentemente este posto foi transferido para o Sameiro.
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
POSTO DA GNR NO BOM JESUS
AS TRÊS IMAGENS DO «BOM JESUS» E O CONDE DE RIO PARDO
O Bom Jesus é um oceano de sugestões para uma visita: o conjunto arquitetónico; o património ímpar, a verde e luxuriante vegetação da elevação que alberga não só um dos mais emblemáticos santuários portugueses, mas também uma das obras-primas do barroco nacional; o elevador, preciosa relíquia da arqueologia industrial portuguesa, que recorre a um tipo de energia ecologicamente “limpa”. É, também, o lugar da «Cruz», da Paixão de Cristo, uma «Nova Jerusalém».
Neste local de peregrinação, e no interior do templo, veneram-se três imagens do «Bom Jesus na Cruz», que, pelo seu simbolismo e valor patrimonial, chamam a nossa atenção:
- a imagem de Cristo, no altar-mor, oferecida por Dom Gaspar de Bragança e mandada esculpir em Itália;
- a imagem do Senhor Agonizante, em tamanho natural, a primitiva do templo, mandada erigir por Dom Rodrigo de Moura Teles, também esculturada em Itália;
- a preciosa imagem de Cristo crucificado, com a invocação de Bom Jesus dos Navegantes, existente na Sacristia. Feita em marfim, com quatro palmos e um quarto de altura, com a cruz e peanha de ébano, marchetada de marfim. Peça construída na Índia e oferecida ao Santuário, pelo Vice-Rei da Índia, militar e Governador Colonial Dom Diogo de Sousa. Está encerrada numa vitrina-oratório colocada sobre um arcaz.
Este ilustre bracarense ofereceu, ainda, em 1824, um elevado donativo com a indicação expressa de se ocultar o seu nome.
D. Diogo de Sousa, em 1793, foi nomeado Governador de Moçambique, para onde partiu com a sua esposa D. Cândida de Sá Brandão, da casa dos Condes de Terena, onde faleceu.
Em 1798, foi transferido para o Maranhão e a 19 de dezembro de 1807 foi incumbido de organizar a nova capitania do Rio Grande do Sul, onde criou as ilustre bracarense Vilas de S. Pedro e Rio Pardo.
Em 1810, recebeu ordem de ocupar Montevideu, que se encontrava em processo revolucionário, chefiando uma força, o «exército pacificador da Banda Oriental». O seu procedimento enérgico e o modo brilhante como dirigira essa campanha granjearam-lhe a estima de D. João VI, que, a 13 de Janeiro de 1812, o nomeou vedor da Casa Real. A 17 de dezembro, do mesmo ano, concedeu-lhe uma comenda e logo a seguir a Grã-Cruz de Cristo. Depois de entregar o governo da capitania do Rio Grande, em 1815, ao seu sucessor Marquês d’Alegrete, o rei conferiu-lhe, a 29 de Julho de 1815, o título honorífico de Conde de Rio Pardo, nome de uma das vilas por ele fundadas no Rio Grande do Sul.
A 4 de março de 1816 nomeou-o enfim vice-rei da Índia, onde desembarcou em Novembro desse mesmo ano, de cujo governo tomou posse em 29 de novembro de 1816.
Em 1828, no Governo de D. Miguel foi Ministro da Guerra e em Janeiro do ano seguinte Conselheiro de Estado. Veio a morrer, no seu Palácio da Calçada da Estrela, em 1829.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
ELEVADOR DO BOM JESUS – MIP
Anúncio n.º 13592/2012, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 202, de 18 de outubro de 2012, relativo à classificação do Elevador do Bom Jesus de Braga, como MIP, Monumento de Interesse Público.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
GABINETE DE LEITURA E ARQUIVO
Inaugurou-se, em 6 de agosto de 1924, o Gabinete de Leitura e o Museu-Arquivo do Bom Jesus do Monte, constituído com a Livraria do benemérito Gaspar Leite de Araújo.
Bispo de Leiria visita Tibães
Tibães recebeu, no dia 8 de Julho de 1925, a visita de ilustres personalidades. Foram recebidos pelo abade de Tibães, Padre Marques Coelho e pelo proprietário do convento José António Monteiro Vieira Marques. De entre essas visitas ilustres destacamos o Sr. Bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva e os reverendos António Ferreira Pinto, vice-reitor do Seminário do Porto; António Rodrigues Conde, pároco de Paramos; João da Cunha Lima, Abade de Freamunde; Serafim Gonçalves das Neves, Abade de Azurara; Gaspar Lemos de Amorim, pároco de Refontoura; Miguel de Miranda, abade de Entre-os-Rios; António Correia Ferreira da Mota, vigário da Vara de Cascais; Tomaz Gonçalves Pereira, de Valongo e António da Silva Costa da Maia.
Generosidade dos Trabalhadores da Fábrica de Ruães
Em Julho de 1925, um peditório na Companhia Fabril do Cávado, entre operários, mestres e empregados superiores, a favor do Hospital de S. Marcos, rendeu 484$65 escudos. A direção contribuiu, igualmente, com 5.000$00 escudos.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Fábrica de Ruães
A Fábrica de Ruães, sita nas margens do Rio Cávado, nos últimos meses de 1924, passou por uma grande crise, que reduziu o horário de trabalho a quatro dias semanais. No início de fevereiro de 1925, voltou, novamente, à laboração normal, de seis dias semanais. Neste lapso de tempo, para o fabrico de papel, foi inaugurado um poderoso motor alemão que substituiu as turbinas na estiagem.
APRESENTAÇÃO DAS ATAS DO CONGRESSO DO BARROCO
Decorreu, no passado dia 12, pelas 17 hs, no Hotel do Templo, a apresentação das Atas do Congresso Luso-Brasileiro do Barroco, que teve lugar entre 20 e 22 de outubro de 2011, com o título O Barroco em Portugal e no Brasil.
Estiveram presentes, além da Confraria, o Sr. Arcebispo Primaz, a Câmara de Braga, V. N. Famalicão, o Quadrilátero Urbano, o ISMAI, muitas individualidades, bem como muitos congressistas e oradores do congresso.
Ficaram, com certeza, na memória as palavras de Dom Jorge Ortiga: «O Bom Jesus merece o empenho de todos, por isso, é preciso dar as mãos para que este lugar seja mais conhecido, amado e usufruído”, bem como a sugestão de Aurélio Oliveira para que a Confraria dê continuidade ao Congresso, desafiando-a a homenagear Robert Smith, o grande investigador do Barroco, pois, em 2015, passam 50 anos sobre a sua morte.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
domingo, 30 de setembro de 2012
OS MOINHOS DO COUTO
No âmbito das jornadas europeias do património, o Mosteiro de São Martinho de Tibães organizou, no dia 30 de setembro, uma caminhaha, entre as 08.30 – 13.00hs, subordinada ao tema «Os moinhos do couto: a memória e o futuro».
Os participantes, que aderiram em grande número, percorreram diversos locais, entre os quais destacamos: Arco, Casa do Rio e Azenhas do Cávado; Cais do Rio Cávado; Engenho da Serra de Penelas; Moinhos das Pontesinhas e da Rua da Guita; Moinhos do Assento; Moinho da Quinta da Mainha e Ponte do Ribeiro.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
AXIS GOLFE DE PONTE DE LIMA PROMOVE LIVROS
O Axis Golfe de Ponte de Lima, no dia 22 de Setembro, sábado, pelas 18 hs, promove o lançamento de duas obras: Ascensor do Bom Jesus de Braga e Festim dos Sentidos – o Barroco do Bom Jesus de Braga, da autoria de Miguel Louro e José Carlos Gonçalves Peixoto.
O Axis Golfe de Ponte de Lima tem, igualmente, em exibição uma exposição de fotografia de Miguel Louro, patente até ao dia 20 de Outubro.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
MARCOS DA FREGUESIA DE MIRE DE TIBÃES
Os marcos divisórios delimitam as terras com a finalidade de identificar e preservar os seus direitos, colocados por juízes tombadores, homens bons e notários. Mas a história deste verdadeiro património histórico e desta importante ferramenta cadastral, que permite referências para as cartografias, não é de todo conhecida. Grande parte fica perdida na névoa que o tempo arrasta. Nem sempre isto é possível e algumas portas continuam irremediavelmente fechadas, pelo desaparecimento dos marcos senhoriais, presentemente chamados marcos de freguesia, porque foram desviados do lugar primitivo.
A freguesia de Mire de Tibães é limitada por marcos físicos (pedras), que se conservam, atualmente, muitos exemplares. Pelos tombos identificamos 41 marcos de freguesia. Conserva-se, ainda, a esmagadora maioria, o que é de louvar.
Para este levantamento, consultamos os Tombos das Freguesias de Santa Maria de Mire (feito em Maio de 1715), de Santo Adrião de Padim da Graça (feito em 22 de Maio de 1548), de São Martinho de Tibães (feito em 11 de junho de 1555), de Santa Maria de Panoias (feito no ano de 1718), de São Paio de Parada (1771), de Santa Maria de Martim (1499), de Santa Cristina da Pousa (de 7 de Setembro de 1548), de São João de Semelhe (17 de Junho de 1549). Eis uma seleção fotográfica de alguns desses marcos:
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
FESTA DO CERCO
Decorreu no fim-de-semana último, na freguesia de Mire de Tibães, a tradicional festividade do cerco, consagrada ao mártir S. Sebastião. Esta festa centenária voltou a percorrer a freguesia, cercando-a, como a proteger da fome, da peste e da guerra. Para quem não esteve presente, sobretudo os emigrantes, aqui junto algumas imagens.