domingo, 23 de novembro de 2008

O CINEMA E O BOM JESUS DO MONTE

Faz hoje 112 anos (23-11-1896), que chegou ao Teatro S. Geraldo, o Kinetógrafo português. Um dos primeiros filmes registados com o Kinetógrafo foi «O Zé Pereira nas Romarias», exibido pela primeira vez em 12 de Novembro de 1896 no Porto.
Por volta de 1908, a Invicta Film, marca da empresa Nunes Matos e companhia, inicia uma actividade mais regular no norte do país, com documentários e filmes panorâmicos produzidos em celulóide. De entre as películas produzidas pela Invicta Film nomeamos: «Bom Jesus do Monte», «Viana do Castelo» e «Barcelos».

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

AZULEJOS DO CONVENTO DO PÓPULO




A recuperação do revestimento azulejar da escadaria nobre do Convento do Pópulo, vem mostrar a salvaguarda deste interessante e valiosíssimo património arquitectónico e contribuir para a divulgação do património recuperado, promovendo a valorização e dinamização do edifício onde se insere – o Convento do Pópulo, classificado como Imóvel de Interesse Público.
As dependências conventuais do conjunto edificado são compostas por diversos espaços, de que se destaca o claustro e a escadaria nobre. Esta é composta por dois pares de lanços de escadas laterais, simétricas que conduzem a um patamar intermédio, amplo e rectangular, de onde irrompem dois lanços centrais opostos e que terminam nos corredores de acesso às alas laterais, respectivamente da frontaria e das traseiras.
A escadaria nobre apresenta revestimento em silhar de azulejo, composto por uma série de painéis de azulejo de contorno recortado, datado do século XVIII. (imagens retiradas do Blog - http://municipiobraga.blogspot.com)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

TEMPLO ROMANO E NECRÓPOLE EM BRAGA

As obras que decorrem na Avenida da Liberdade colocaram a descoberto um Templo Romano, do século I, junto da Necrópole recentemente descoberta.
As escavações arqueológicas, efectuadas no quarteirão dos antigos Correios e na zona onde decorrem as obras de prolongamento do túnel, trouxeram à superfície valiosos vestígios que enriquecem a nossa já vasta herança romana.
Com certeza que estas descobertas vão merecer de todos a preservação e a dignidade de tratamento que o assunto releva.
Longe de nós pensar que este assunto merecerá o mesmo tratamento que o património teve no passado desta «Cidade dos Arcebispos».

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

TIBÃES E O ESCADÓRIO DOS CINCO SENTIDOS

O escadório dos Cinco Sentidos, construído por iniciativa de D. Rodrigo de Moura Teles, exemplar de um barroco exuberante, para além da Fonte das Cinco Chagas, é composto de mais cinco fontes representando cada um dos cinco sentidos humanos.
John Bury e Germain Bazin levantam a hipótese deste escadório se ter inspirado em idêntico existente nos jardins do Mosteiro de Tibães, construído durante o século XVII e reformado posteriormente.
Mónica Massara defende que «as fontes de Tibães não poderiam ser classificadas como barrocas, mas sim como típicos exemplares do maneirismo português”.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ALUNOS VISITAM MUSEU DOS BISCAINHOS


Na semana de 10 a 14 de Novembro, todas as turmas do sexto ano de escolaridade da EB 2/3 Frei Caetano Brandão visitaram o Museu dos Biscainhos.
O Museu dos Biscainhos está instalado no Palácio dos Biscainhos, fundado no século XVII e definido arquitectonicamente na primeira metade do século XVIII. Durante cerca de três séculos foi habitação de uma família nobre (Condes de Bertiandos), transformando-se em Museu público a 11 de Fevereiro de 1978. Em 1949 o edifício e os seus jardins foram classificados como Imóvel de Interesse Público.
O palácio, os jardins barrocos e as suas colecções revelam o quotidiano da nobreza setecentista assim como numerosas referências da vida dos outros habitantes do espaço: capelães, criados e escravos.
Os alunos visitaram as várias colecções de artes decorativas (mobiliário, ourivesaria, cerâmica, vidros, têxteis, etc), instrumentos musicais, meios de transporte, gravura, escultura/talha, azulejaria e pintura, da época compreendida entre o século XVII e o primeiro quartel do século XIX, terminando a visita junto do jardim do museu, um dos mais significativos do período Barroco em Portugal.
A visita foi acompanhada de uma actividade intitulada "Sons do Palácio ". Acção desenvolvida como um jogo exploratório. A partir da audição de sonoridades que expressam o conteúdo original dos espaços e jardins do Palácio, os alunos são solicitados à respectiva identificação na sequência do percurso de visita.



VISITA DE ESTUDO AO MUSEU DOS BISCAINHOS

domingo, 9 de novembro de 2008

CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE MIRE DE TIBÃES

No próximo dia 11 de Novembro, pelas 20 horas, tomará posse a direcção do Centro Social Paroquial de Mire de Tibães, por Provisão do Ex.mo Sr. Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.
Direcção:
Presidente – Padre Luís Gonzaga Marinho Teixeira da Silva,
Vice-Presidente – Gentil Ferreira do Fundo Oliveira,
1.º Secretário – Hermínio Veiga da Silva,
2.º Secretário – Maria da Conceição Rodrigues Quintas Veiga,
Tesoureiro – Jorge Manuel Dias Gomes.
Conselho Fiscal:
Presidente – José Carlos Gonçalves Peixoto,
Vogais – Laura da Conceição Gomes Igreja e Ana Maria Correia Dias Costa.
Órgão de Vigilância:
Padre Luís Gonzaga Marinho Teixeira da Silva.
Após aprovação pelo Senhor Arcebispo de Braga, os Estatutos foram publicados em Diário da República em Abril de 2004, por iniciativa das «mulheres em movimento».
Em Maio de 2004, encontrou-se o terreno para a construção do Centro Social, no valor de 19.952,00 € e Compra de Carrinha no valor de 19.900,00€.
Receitas de 2004 – 47.580,00€
Receitas de 2005 – 46.500,00€
Receitas de 2006 – 42.425,00€
Receitas de 2007 – 58.623,65€
Principais actividades:
Em 2006:
– Pedido à CMB para elaboração do projecto,
- Concurso ao financiamento do Programa PARES,
- Financiamento de 360.000,00€ para Infra-estruturas e 28.800,00€ para equipamentos do projecto de candidatura ao programa PARES.

Em 2007:
- assinatura do contrato de financiamento do programa PARES,

- abertura de concurso para construção do centro social.
Em 2008:
- Adjudicação da obra por 745.745,12€,
- Benção da primeira pedra,
- Concerto com «Just Girls»,
- Cortejo para angariação de fundos,
- Início do grande sorteio de um automóvel.

IRMÃS MISSIONÁRIAS DONUM DEI EM TIBÃES

A partir do início de 2009, uma comunidade de missionárias, pertencente à Ordem Carmelita, vai instalar-se no Mosteiro de Tibães.
A família Donum Dei sempre se dedicou à actividade hoteleira e à exploração de restaurantes, como um meio privilegiado para a Evangelização.
Esta comunidade foi fundada em Saint Denis, no Norte de Paris, imediatamente a seguir à 2.ª Grande Guerra, em 1947, pelo Padre Marcel Roussel-Galle.
Esta família encontra-se dispersa por cinco continentes.

"DEIXEM-NOS SER PROFESSORES"

Também fui à manifestação. “ Deixem-nos ser professores”, foi o slogan do dia de luta dos professores, em 08-11-2008, em Lisboa, que envolveu 120.000 professores. Não há memória de uma união tão forte, nem nunca assisti a uma manifestação com este carisma.
A Sr.ª Ministra conseguiu unir transversalmente todos os professores: dos titulares, aos não titulares, dos novos aos menos novos, numa convergência de opiniões contra o sistema, nunca visto na história do ensino.
Foi um espectáculo bonito, ver todos os docentes, oriundos de todas as regiões do país, unidos num mesmo objectivo, sem qualquer espírito partidário, mas num esforço de melhoria do sistema educativo, contra os todos os subterfúgios de alterar o sistema administrativamente.
Só há uma solução: melhorar a qualidade do ensino só passa pelo envolvimento de todos os professores.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

NÃO HÁ CRISE DE VALORES

Dizia Santo Agostinho: «Diz-me o que amas e dir-te-ei quem és». Uma pessoa é o que, realmente, são as suas valorações.
O que define cada um destes tipos: o homem teorético, o homem estético, o homem social, o homem politico, o homem económico e o homem religioso é o facto de fazer de um valor determinado ( ciência, arte, trato humano, religião, etc.) o objecto da própria vida. Cada homem não só opta por um valor, que passa a caracterizá-Io mas, na realidade, opta por todos e cada um desses seus valores (e por muito mais ainda), de modo que cada individuo fica definido, mais pelo primeiro valor que escolhe, que pela ordem de todos os que escolheu.
Diferentes pessoas atribuem importância a diferentes valores. Uns preferem os valores teóricos (lógica, verdade), outros os valores económicos (diligência, riqueza), outros valores estéticos (beleza, harmonia), outros os valores sociais (amizade, igualdade), outros os valores políticos (poder, reconhecimento), outros os valores religiosos ( salvação), etc.
O valor, como tal, é privativo do homem. Precisamente porque o acto de valorizar é racional, não é um acto caprichoso, mas submetido a leis.
Parece, pois, que a valoração não pode ser arbitrária, mas deverá respeitar certas exigências lógicas e a ordem racional.
Para tratar este tema, devemos distinguir valores e valorações.
O valor radicaria no objecto (uma pintura, supunhamos, pode ser bela em si mesma) e a valoração («eu gosto desta pintura») seria o acto pelo qual um sujeito reconhece esse valor e o estima. E ai está todo o drama do problema dos valores, em que o sujeito, equivocando-se, pode atribuir valor ao que não tem, ou preferir um valor inferior a outro superior, e assim fazer mais valorações.
Deste modo o problema pedagógico não são os valores, mas as valorações.
O que nos leva a afirmar que a chamada crise de valores é, antes, a nossa crise. Fala-se de crise de valores como se os valores ou alguns deles deixassem de existir e dependessem só da subjectividade dos homens.
A crise de valores não existe, mas sim a crise de valorações. A crise é nossa, do homem, não dos valores.
Os valores, quer sejam normas ou princípios, organizam-se hierarquicamente. Ou seja, em cada pessoa ou grupo se dá uma escala de valores que sustenta e explica as suas opções, comportamentos.
As pessoas consideram que certos valores são mais importantes que outros e estão por isso mais dispostas, em caso de conflito, a sacrificar uns em favor de outros. Por exemplo, entre o valor da vida humana e o da propriedade de um bem material, pode existir um conflito se, por exemplo, para se salvar uma vida, for necessário roubar.

FESTA DO PADROEIRO


terça-feira, 4 de novembro de 2008

ACDT


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A CASA DA NAIA




A Casa da Naia, também conhecida como Casa da Quinta da Naia é um imóvel de arquitectura civil, inserido em contexto rural e considerado Imóvel de interesse público. D. L. n.º 129/77 de 29 de Novembro.
São escassas as informações acerca da casa e dos restantes elementos construídos que a rodeiam e que com ela, formam um interessante conjunto arquitectónico; no entanto, é possível situar a sua edificação entre os finais do século XVII e princípios do Século XVIII. Apesar dos evidentes sinais de degrada­ção, a Casa da Naia possui uma grande beleza e equilíbrio, proporcionados pela fachada principal composta por três corpos, integrando o central, uma varanda alpendrada à qual se acede a partir de uma escadaria de lanços convergentes.
A estes motivos de grande interesse, somam-se no espaço envolvente, fontes de jardim, um tanque, esculturas, azule­jos e terreiros, bem como um impo­nente portal encimado por uma pedra d'armas com motivos eclesiásticos, sendo este, o único elemento visível a partir do exterior dos muros em granito que delimitam a quinta.
Lamentavelmente é mais um caso de negligência e de falta de respeito pelo património bracarense, pois esta casa encontra~se há vários anos em estado de degradação completa.

domingo, 2 de novembro de 2008

RANKING DO 9.º ANO - AS 10 MELHORES ESCOLAS

Segundo o Correio da Manhã, do dia 2-11-2008, as dez melhores escolas do Distrito de Braga, num conjunto de 95 são:






Ranking das melhores Escolas do Concelho de Braga, segundo o
Jornal Público de 3/11/2008:




S. MARTINHO EM TIBÃES

Três entidades (junta de freguesia, paróquia, Mosteiro de Tibães) vão celebrar dignamente a festa do padroeiro, com o seguinte programa:
1- No dia 8 de Novembro, pelas 18 horas, Requiem de Fauré;
2- No dia 8 de Novembro, pelas 20 horas, jantar com receitas monásticas;
3- Dia 11 de Novembro, pelas 20 horas, missa solene seguida de magusto;
4- Dia 15 de Novembro, pelas 15 horas, espectáculo de Marionetas «S. Martinho, a vida e a lenda»;
5- Dia 16 de Novembro, pelas 15 horas, Conferências: «A difusão do culto de S. Martinho no Norte do País»; « A cartografia das paróquias de S. Martinho na diocese de Braga».

sábado, 1 de novembro de 2008

A CASA DA ORGE


Situada em Maximinos, a Casa da Orge é um palacete todo murado, com uma frente majestosa, do século XVIII. Foi construído em 1735, cujo portão de entrada nos oferecia uma bonita roseta talhada em pedra.
Recentemente, foi tentatada a classificação deste edifício setencentista - a Casa da Orge - de indiscutivel valor patrimonial, embora não figure como tal no cadastro mandado fazer pela Câmara.
Ultimamente o IPPAR, em 15 de Maio de 2003, tomou a decisão de considerar a viabilidade de "classificação da Casa da Orge" (Processo nº03/03/24(001)CLS/2002), na Freguesia de Maximinos à saída da estrada para Barcelos, por esta casa setecentista, "merecendo protecção específica, se inscreveria na categoria de Imóvel de Interesse Municipal".
Mesmo salvaguardada por medidas cautelares, mesmo em pleno século XXI, onde se afirmam as elevadas responsabilidades políticas do nosso tempo em matéria de cultura, mesmo assim foi demolida em 2007, para dar lugar a outro edifício sem história, sem arte, sem autor e sem futuro.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

500 ANOS AO SERVIÇO DA VIDA



Em postagem anterior, demos conta do contributo de alguns arcebispos de Braga para a fundação do Hospital de S. Marcos (1508-2008), hoje queremos dar conhecimento das comemorações em curso, que se estendem entre 27 de Abril e 20 de Novembro e, sobretudo, informar da publicação de duas obras: A Igreja de S. João Marcos do Hospital do Cónego António Macedo e A Misericórdia de Braga - A assistência no Hospital de São Marcos, de Maria de Fátima Castro.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

NETA DO FUNDADOR DO ELEVADOR DO BOM JESUS DO MONTE


Faleceu em Outubro último, com 95 anos, D. Ilda Gomes, neta de Manuel Joaquim Gomes, fundador do Ascensor do Bom Jesus do Monte, residente no lugar de Dadim, Nogueiró, Braga.

200 ANOS SOBRE AS INVASÕES FRANCESAS EM BRAGA - CARTUXAME E MOSQUETARIA PARA A RESISTÊNCIA

Vamos comemorar no próximo ano, dois séculos sobre a segunda invasão francesa. Como a abordagem das invasões francesas, as suas causas e consequências são objecto dos Programas de Historia, aqui vos deixo alguns dados importantes e inéditos relacionados com este período da nossa história, e que ocorreram na nossa cidade.
A Batalha de Carvalho d'Este e a resistência nas montanhas de Carvalho d'Este terminou na manhã de 20 de Março de 2009, revela o heroísmo dos bracarenses que se ergueram pela defesa da sua terra e dos seus valores. Foi uma luta desigual, de um lado um exército com 35 mil homens munidos de cavaaria e artilharia, do outro 20 mil homens (tropas, milícias e populares armados, apenas, com paus). As balas foram fundidas a partir dos sinos da cidade. A resistência terminou ao fim de três dias, deixando no campo de batalha mais de 1200 mortos.
Como, nesta escola, sempre frequentaram meninos que residem no Colégio de S. Caetano, vamos, igualmente, relacionar esses dados com factos verificados nessa instituição, durante esse período histórico.
O nosso pais, em consequência da não adesão ao bloqueio continental, foi invadido, três vezes, pelos franceses. Das invasões, apenas a segunda, comandada pelo Marechal Soult, passou pela cidade de Braga.
Nicolau Soult comandava um exército de 24 mil homens, com quatro divisões de infantaria, sob as ordens dos Generais Merle, Mermet, Delaborb e HeudeIet, mais uma divisão de cavalaria às ordens do General Franceschi e duas brigadas de dragões comandadas pelos Generais Lahoussaye e Lorges.
Chegaram a Braga em 20 de Março de 1809, encontrando-a praticamente deserta, refere o livro de receitas do CoIégio de S. Caetano, dia em que o Tesoureiro do Depósito Geral procedia à liquidação do aluguer de uma sala que possuía no mesmo depósito.
A sua passagem ficou bem registada em muitas referências encontradas nos manuscritos existentes no Colégio de S. Caetano. Além disso, dilaceraram o livro de matriculas com cuja sorte se perderam muitas memorias importantes para o seu estudo.
A chacina, a rapina e a destruição produziram várias sequelas. Por exemplo, o colégio perdoou ao inquilino da casa número 5, na Rua de S.to António, José da Purificação, parte da renda vencida no S. Miguel de 1809, em atenção aos graves prejuízos que sofreu com a invasão e as doenças que teve, ficando reduzido à extrema pobreza. Também se baixou, em 1810, o aluguer da casa número 6, na Rua de S.to António, propriedade do colégio, de 60000 para 40000 réis/ano, por não haver inquilinos para as casas e o inquilino Manuel José Vieira do Paraíso, negociante, ter de abater o negocio em virtude da guerra.
Aconteceu, igualmente, que alguns pais tiveram que se separar dos filhos, deixando-os ao cuidado do colégio, para fugirem aos franceses, caso de Manuel Alves, de S. Pedro de Atei.
No entanto, a maior parte dos alunos abandonou o colégio e fugiram para as suas terras, ficando os custos por conta da instituição. Outros acompanharam o Sr. Arcebispo na fuga, caso de José Joaquim Monteiro Cabral, afilhado de D. José da Costa Torres, que fugiu no dia 16 de Março de 1809.
Encontrámos, ainda, anotações feitas pelos franceses, no inventário de 1799, em nosso entender, com nítido propósito de afirmação. Numa dessas páginas figurava uma cópia de uma ordem de serviço (ordere du joure de l’arm, du 9 Marse 1809, aux corpes darm ... , possivelmente retirada do Livre d'Ordre de La Primier Compagnie du 26. me Regimentt).
A invasão dos franceses prejudicou grandemente o colégio, tendo destruído móveis e alfaias, como também arruinaram o edifício, sendo preciso recorrer às escassas rendas para atender aos reparos do edifício e ao provimento dos móveis mais necessários.
O papel do colégio na defesa da pátria e desta província foi, igualmente, digno de realce, por outros motivos. Directores, mestres e alunos empenharam-se na manufactura de cartuxame e mosquetaria de fuzilaria para a tropa e forca armada desta província. Para tal montaram uma fábrica e um laboratório nas Casas do Campo de S. Sebastião, que eram propriedade da instituição.

A NOSSA IDENTIDADE - O TI-ZÉ-DA-AURORA

Há dias em que não conseguimos definir o que sentimos. Se fôssemos capazes de dar um nome a essas coisas não mergulharíamos em situações de vazio. Outras vezes é necessário andar muito tempo para trás até descobrirmos a essência da nossa identidade.
Naquele dia do aniversário dos meus sete anos, desaparecia o Ti-Zé-da­-Aurora, cuja auréola iria permanecer indelevelmente gravada, para sempre, no meu coração.
O meu avô era de estatura alta, franzino, sorriso escondido sob um bigodinho característico da família. Nele as rugas não assentaram arraiais, os cabelos nunca conheceram um tom esbranquiçado e os ossos nunca resmungaram. Nunca sentiu o peso dos anos, nem chegou a conhecer momentos de isolamento e de dependência, pois deixou-nos na aurora da vida.
De modo repentino, aquela força da juventude diluiu-se fisicamente no quotidiano das nossas vidas, deixando uma marca de dor e saudade. Não houve oportunidade para partilhar a sua sabedoria e a experiência acumulada.
Como te revejo pela entrega a certas causas com um brilho nos olhos e uma doçura na palavra!
Quantas histórias ficaram por contar! Quantos passeios ficaram por dar! Quando regressavas da Fábrica de Ruães e, depois de enganares o estômago, era ver-te com uma mão agarrada à enxada que levavas ao ombro, pelo Campo de Seixido abaixo, e a outra segurando ternamente o neto.
Aquela figura mágica, o avô mítico das histórias de encantar, não chegou a ser idoso. Não conheceu reforma, nem o estatuto penoso do reformado, não bateu cartas na banca improvisada do jardim, não chegou a envelhecer, nunca aprendeu a conjugar a expressão «ser velho», nunca deu mostras das «maleitas da idade», não contou com todo o tempo do mundo para conviver com os netos - alguns não chegou a conhecer - e com os amigos da «caça».
Não houve tempo para estabelecermos cumplicidades estimuladoras. Ficaram olhares, carinhos, sorrisos, recordações que enchem o tempo de saudade.
Em todas as crianças há um tempo, um espaço e um ser, mas tu desapareceste antes do meu tempo se cumprir e do meu ser se realizar. Se voltasses sorririas, por baixo do teu bigodinho, pois verias como cresci na tua ausência.
Será que quando nos entregamos à memória, aquele emaranhado de emoções a que não conseguimos dar nomes, será que estamos pura e simplesmente a analisar caminhos e influências?
Quando me entrego a certos pensamentos, recordo o teu olhar doce ao admirares os meus primeiros sarrabiscos e as minhas primeiras letras. Como sinto as tuas mãos calejadas do trabalho do campo e da labuta da fábrica ao afagares o rosto do neto mais velho. Como te enchia de vida e de entusiasmo o meu regresso às segundas-feiras. Os fins de semana eram uma eternidade.
Ai, se conseguisse agarrar as palavras que passam cá dentro! Se Ihes deito as mãos desabafarei que foste o melhor avô do mundo.

domingo, 26 de outubro de 2008

HOSPITAL DE S. MARCOS - 500 ANOS

Comemoramos, em 2008, cinco séculos sobre a fundação do Hospital de S. Marcos. Três grandes arcebispos de Braga desempenharam um papel fundamental na criação e desenvolvimento desta instituição.
Em 1508, D. Diogo de Sousa (1505-1532) funda esta instituição, no âmbito do seu plano reformador, que ao longo de 500 anos esteve ao Serviço da vida, como sinal de fé, da história e da arte, com o objectivo de reunir num só conjunto todos os hospícios, lazaretos e albergues de acolhimento dispersos pela cidade.
D. Diogo de Sousa, como Senhor de Braga, entregou, em 1559, à Câmara Municipal os cuidados de saúde e de assistência. Em seguida, Frei Bartolomeu dos Mártires entregou esses serviços à Misericórdia de Braga.
Mais tarde, D. Frei Caetano Brandão viria a fazer desta instituição uma verdadeira escola de medicina. Dotou-o de novos instrumentos médicos, de novas práticas, de uma escola de cirurgia, e de vastos donativos.






sexta-feira, 24 de outubro de 2008

QUANDO AS REFORMAS DO ENSINO NÃO RESULTAM

Ocorreu-me este artigo, quando assisti a uma conferência do Professor Ivor F. Goodson, autor do livro Conhecimento e Vida Profissional, Estudos sobre Educação e Mudança, na II Conferência Internacional sobre Estudos Curriculares, no dia 24 de Outubro, na Universidade do Minho.
O título deste artigo nasce de uma questão nuclear colocada pelo conferencista. Citou países que gastam milhões em reformas educativas mas que acabam por não resultar.
Porquê? O conferencista respondeu: «pelo simples facto de os professores não serem ouvidos».
O enfoque deve ser colocado no conhecimento dos professores, nas suas «estórias», mas suas narrativas, nos seus diários, na investigação-acção e na fenomenologia. Quando os professores falam da sua prática, fornecem conhecimentos pessoais e práticas sobre o seu saber especializado e oferecem oportunidades de representação.
Quando a «estória deixa de estoriar», ela transforma-se num pedaço de história, num dispositivo interpretativo.
Os professores não são ouvidos porquê? A educação não é um processo que deve envolver todos os intervenientes no acto educativo?
Os professores, enquanto contadores de «estórias de vida» não negligenciam o contexto estrutural dessas vidas, conduzem-nos a um terreno social rico, a entendimentos sobre a natureza socialmente construída das nossas experiências.
O Ministério da Educação só ganharia em ouvir os professores, a educação avançaria se envolvesse os professores, pois só nós podemos indicar o caminho através das nossas acções.
O poder continua a ser administrado de forma hierárquica, enquanto que as «estórias individuais e práticas dos professores» oferecem um espaço para respirar e reduzem o oxigénio necessário para se conseguir uma compreensão mais abrangente.
Quando se passa por cima da opinião e do sentir dos professores, estes divorciam-se do poder e assim se liquidam novas formas de produção, colaboração, representação e conhecimento.
O poder passa a basear-se em teorias descontextualizadas, não se baseiam na pesquisa educacional e não se apoiam na experiência vivida da escolaridade e nos padrões culturais emergentes na sociedade.
Numa palavra, não estaremos a assistir a uma liquidação da contestação cultural evidenciada no discurso teórico e crítico?

domingo, 19 de outubro de 2008

Festividade em honra da Senhora do Rosário


A Confraria da Senhora do Rosário de Mire de Tibães comemorou, no dia 19 de Outubro, mais uma vez, a tradicional festividade em honra de N-ª Sr.ª do Rosário.
Numa freguesia em que abundam festividades com programas religiosos e profanos, nomeadamente, O Cerco, a Sr.ª do Ó, S. Filipe e S. Gens, é de louvar a manutenção desta festa, bem como a do Menino Jesus, apenas, com cariz religioso: eucaristia solene, sermão e procissão.

A PEDAGOGIA DOS PROBLEMAS

(Artigo publicado na revista Andarilho,n.º 23, 2001)
Aprendi com John Dewey que «toda a lição deve ser uma resposta» e um encontro.
Uma resposta às inquietações, dúvidas, interrogações, perplexidades, necessidades e vazios dos alunos.
Um encontro para a construção de identidades, para a afirmação das diferenças. Um encontro com a singularidade dos nossos alunos, um ponto de encontro com a pedagogia dos problemas.
Obviamente que não vou ao ponto de vos roubar o direito ao tempo com lições de qualquer espécie. Mas a este propósito considero que é importante fazer do tempo estreita conta e não gastar sem conta tanto tempo, como refere Frei Castelo Branco num dos seus belos sonetos:
Ó vós, que tendes tempo e tendes conta,
Não o gasteis sem conta em passatempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em terdes conta!
Os ritmos e as circunstâncias diferem. O tempo de cada aluno já não coincide com os sonhos dos adultos e o tempo de cada professor já não se compadece com o hábito de vivermos como donos exclusivos do saber.
Precisamos de antídotos para rotinas instaladas. É preciso reflectir ouvindo-nos uns aos outros. Tenho sempre presente o provérbio chinês: «o que eu ouço, esqueço; o que eu vejo, recordo; o que eu faço, aprendo». É preciso reafirmar a necessidade do aperfeiçoamento de práticas pedagógicas de modo a que todos os alunos aprendam mais, melhor, e mais adequadamente.
Mais que lições sobre precariedade, flexibilidade, currículos, polivalência, penso, sobretudo, numa pedagogia da esperança, que acredita que o futuro é possível, que as nuvens escuras desaparecerão no horizonte, que a relação pedagógica pode ser um lugar de encantamento e a base de toda a aprendizagem.
Penso nas aulas sobre substantivos, adjectivos e verbos. Como se abordássemos os conteúdos nos moldes de uma linha de montagem. A aprendizagem é sempre perfeita sendo natural e informal. A aprendizagem deve acontecer ao ritmo vital da criança. Apenas o vital é aprendido.
Penso nas vantagens dos trabalhos de casa e na preguiça. Roland Barthes tem um ensaio delicioso sobre a preguiça. Para ele há dois tipos de preguiça. O primeiro, de quem está deitado na rede de barriga cheia. O segundo, é a preguiça infeliz, de quem se arrasta sobre os trabalhos de casa. A vida o está chamando noutra direcção mais alegre. Mas ele não tem alternativas. Por isso se arrasta em sofrimento.
Penso no modo como se processa o conhecimento, como ele deve crescer a partir de experiências vividas. O conhecimento é uma árvore que cresce da vida. Boas intenções e muitos esforços esbarram com o cumprimento dos programas, muitas vezes abstractos, fixos e cegos. Ignoram a experiência que os alunos estão vivendo. É inútil produzir vida a partir de uma mesa de anatomia.
Penso em como é bom ser professor, em como é bom sentir o calor humano, em como é bom ensinar a descobrir o mistério das coisas e da vida.
É neste pressuposto que os formadores planificam e desenvolvem a formação, propondo, negociando, ajudando, avaliando e certificando valores, atitudes, comportamentos e competências.
No fundo o que um professor mais deseja é que os seus alunos (aquelas flores) cresçam confiantes nos seus êxitos. E com o decorrer do tempo possamos concluir como Saint-Exupéry, «o tempo que perdeste com aquela flor é que tornou a flor mais importante».

terça-feira, 7 de outubro de 2008

SONATA DE OUTONO

Artigo publicado na Revista Andarilho, n.º 24, Maio, p. 3, 2002.
Por muito apertados que nos vejamos pelas circunstâncias, nunca temos um só caminho a seguir.
Quando penso na liberdade, por mais rigorosa que seja a nossa programação biológica ou cultural, penso sempre na possibilidade de optar por algo que não está no programa, ou mesmo na hipótese de dizer sim ou não.
Nem sempre pergunto aonde vou, pois os caminhos nunca acabam, fico sempre entre a liberdade da dúvida e o conforto da certeza.
Nos fins do Verão, princípios do Outono, do ano lectivo de 2001-2002, a trilogia incerteza-dúvida-liberdade questionou a minha autonomia, como professor, à luz da presente reforma da flexibilização curricular.
O que tinha como adquirido que o professor não pode separar os conteúdos dos processos, que a ênfase deve ser colocada no que se ensina e no modo como se ensina, aumentou o meu cepticismo, com a emblemática criação do Estudo Acompanhado como uma área que visa promover a aquisição de métodos de estudo e de trabalho. Fico com a sensação que esta área será, para muitos docentes, um dispositivo de compensação educativa imposto a todos os alunos, precisem ou não, e instrumentalizado pelas restantes áreas curriculares.
O que tinha adquirido que um professor é um educador, que os direitos e deveres do cidadão, que a cidadania e a educação cívica deveriam estar permanentemente presentes na actuação de todos os docentes, passou a ser mais uma dúvida, com a criação de espaços próprios para alguns professores desenvolverem as ditas abordagens. A grande tarefa de todos os professores ou educadores não é a de instruir, mas a de educar o aluno como pessoa humana, como pessoa que vai trabalhar no mundo tecnológico, mas povoado de corações, de dores, incertezas e inquietações humanas.
Mas como não somos livres de escolher tudo o que nos acontece, somos, no entanto, livres de responder desta ou daquela maneira ao que nos acontece e, sobretudo, somos livres de tentar coisas novas como os nossos alunos.
Um sistema educativo que respeite a liberdade insistirá sempre na responsabilidade de cada um de nós. A minha intervenção prioritária incide no investimento das potencialidades dos alunos.
O futuro, o desenvolvimento social e económico, o progresso de um país passa pela escola, pela valorização e utilização do saber, pela visão integradora dos saberes e pela relação teoria e prática. De que adianta o conhecimento e não saber, de forma autónoma e crítica, aplicar as informações?

sábado, 4 de outubro de 2008

Nos tempos que correm… é preciso acreditar.

Artigo publicado na Revista Andarilho, n.º 27, p. 6, 2005.
«É preciso acreditar, confiar e jamais desistir. Maior que o querer, é lutar e vencer».
Nos tempos que correm, é necessário a mensagem desta canção brasileira para a educação, para o interior das escolas, para o espírito dos educadores e dos educandos, no momento em que assistimos a um pessimismo generalizado quanto ao futuro da educação.
Temos muita habilidade para mexer no acessório, no que é mais fácil mudar, no que envolve menos riscos e raramente damos resposta a questões fundamentais:
- os percursos escolares adaptados aos interesses e necessidades dos alunos e da sociedade;
- as melhores estratégias para remediar as falhas em aprendizagens anteriores;- a integração dos alunos enquanto pessoas com vidas, muitas vezes, confusas e sofridas;
- a atomização e padronização dos tempos e espaços numa lógica disciplinar.
Nos tempos que correm, somos absorvidos por inúmeras tarefas burocráticas. Muitos só pensam em papéis, no número de páginas que tem o Projecto Curricular de Turma, no tempo que demorou a elaborar (em regra durante todo o primeiro período), na duração e quantidade de reuniões e não na sua produtividade. Quanto tempo fica para trocarmos ideias sobre educação?
É preciso acreditar que, ainda, podemos reconquistar o prazer de ensinar e de ser professor.
É preciso acreditar que podemos fazer coisas em conjunto, interdisciplinarmente, sem a exigência administrativa de apresentação de projectos desincentivadores e desmotivantes.
É preciso acreditar que todas as disciplinas devem ter o seu projecto e juntando-os temos novos projectos, que podem esvaziar a Área de Projecto, herdeiro da Área Escola, que já muitos dizem, igualmente, frustrante.
É preciso acreditar que os jovens sentem que nos preocupamos com eles, que os conhecemos, que nos interessamos pelos seus problemas, que os queremos ajudar, que a nossa atitude deverá ser a «pedra de toque» que iluminará o seu futuro.
É preciso acreditar no contacto com a realidade, no impacto motivador das metodologias activas, no aprofundamento da sociabilidade interpares, na ligação da teoria à prática, na aliança da escola à vida.
É preciso acreditar que a escola do quadro e do giz precisa de uma profunda remodelação.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Catálogo da Exposição Comemorativa

Catálogo da Exposição Comemorativa do 20.º aniversário da EB 2/3 Frei Caetano Brandão, realizada em 8 de Novembro de 2002:
1- Retrato em Azulejo situado na estação da CP de AVANCA, Aveiro.
2- Busto existente junto à igreja de Loureiro , concelho de Oliveira de Azeméis.
3- Casa onde nasceu, em Loureiro, Oliveira de Azeméis.
4- Nome de Rua, em Loureiro, Aveiro.
5- Selo Episcopal.
6- Brasão de Armas do Arcebispo.
7- Busto existente no Colégio de S. Caetano.
8- Sepultura do Arcebispo na Capela da Sr.ª da Piedade, na Sé Primaz de Braga.
9- Primitivas instalações do Colégio, fundado por Frei Caetano Brandão, voltadas para o campo D. Luís I.
10- Primitivas instalações do Colégio, voltadas para a Praça do Município.
11- Primitivas instalações do Colégio no Campo de Touros.
12- Foto do Colégio fundado por Frei Caetano Brandão.
13- Rua bracarense com o nome do patrono da escola.
14- Retrato de Frei Caetano Brandão existente no tecto do salão nobre da Câmara Municipal de Braga.
15- Lápide colocada no primitivo edifício do Colégio de S. Caetano, na Praça do Município, por ocasião dos 200 anos da sua fundação.
16- Casa da ordem franciscana onde estudou D. Frei Caetano Brandão.
17- Feira agro-industrial, de 1863, no Campo de Sant’Ana, cujo precursor foi Frei Caetano Brandão.
18- Hospital de S. Marcos onde Frei Caetano fundou uma Escola de Cirurgia.
19- Concurso de Oliveiras, por edital de Frei Caetano Brandão, em 1792. Deste certame resta este exemplar existente no Adro da Igreja da freguesia de Santa Eulália de Negreiros, Barcelos.
20- D. Maria I, nomeou-o Bispo de Belém do Pará e, posteriormente, Arcebispo de Braga.
21- Capitanias do Brasil ao tempo de Frei Caetano.
22- Índios Brasileiros.
23- Memorial sobre a Estátua de Frei Caetano Brandão em Belém do Pará.
24- Paço Arquiepiscopal de Braga.
25- Farmácia dos Órfãos fundada por Frei Caetano.
26- Sacristia da Igreja do Hospital de S. Marcos, onde se encontra um retrato a óleo de D. Frei Caetano.
27- Livros aconselhados pelo prelado bracarense.
28- Retratos vários de Frei Caetano Brandão.
29- Certidão de nascimento de Frei Caetano Brandão.
30- Certidão do segundo casamento da mãe de Frei Caetano Brandão.
31- Bula Roman Pontificis, de Pio VI, onde o transfere do Pará para Arcebispo de Braga.
32- Bula de 1794. Pio VI concede a Frei Caetano Brandão as pensões das Igrejas de S. Salvador e Barbudo para aplicação no Colégio de S. Caetano.
33- Provisão do Arcebispo Frei Miguel da Madre de Deus, 1824, concedendo os frutos da Abadia de Santa Maria de Sanfins do Douro à utilíssima instituição fundada por Frei Caetano Brandão.
34- Nomes de assinantes da 1.ª edição das Memórias de D. Frei Caetano Brandão.
35- Cartão pessoal do Santo Padre Cruz, onde manifesta interesse em estar presente na festa a Frei Caetano Brandão.
36- Carta do Santo Padre Cruz, Director interno do Colégio de S. Caetano, onde solicita a Sua Ex.ª Reverendíssima, autorização para o canto do credo na festividade do patrono da instituição.
37- Original da Provisão de D. Frei Caetano Brandão, de 1794, sobre a Administração geral dos bens.
38- Confirmação Régia da Fundação do Colégio de S. Caetano por Frei Caetano Brandão.
39- Bibliografia vária de e sobre Frei Caetano Brandão.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Associação Comercial de Braga distingue empresa de Tibães

Segundo o Diário do Minho de 30 de Setembro de 2008, a Associação Comercial de Braga (ACB) distinguiu, no dia 25 de Setembro, a empresa «Empreiteiros Casais SA» pelos seus 50 anos de actividade, pelo seu mérito empresarial e associativo e pelo historial de relevantes serviços prestados à comunidade, à região e ao país.
Este reconhecimento público aconteceu na sessão de abertura da 3.ª conferência do Fórum de Economia 2008, que decorreu no salão nobre da ACB.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Igreja de Santa Cruz

Litografia datada de 1866, da Igreja de Santa Cruz, publicada no Jornal Ilustração Popular, n.º 46.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

NÃO DEIXAR O PASSADO NO PASSADO

Artigo publicado na Revista Andarilho, n.º 28, pág. 4, 2006
Já não há qualquer semelhança, entre a Braga de hoje e a de oitocentos retratada por Camilo Castelo Branco «com gente de tamancos e capote a correr para as igrejas chamada pelos sinos». No entanto, quer em Braga como em Portugal ou na Europa, a influência da Igreja, em todos os domínios, é decisiva, é uma matriz que não pode ser olvidada. Sobressaem, assim, figuras ilustres que exerceram um papel determinante no desenvolvimento das regiões e das pessoas.
Neste contexto, quem se propõe a comemorar algo, seja datas, ideias, lugares, pessoas, é uma grande responsabilidade.
Estamos a recordar as comemorações da passagem dos 200 anos da morte do patrono desta escola, figura que ocupa uma posição ímpar entre os prelados portugueses e, reconhecidamente, um dos maiores pedagogos, defensor da educação concebida não como um privilégio, mas como um direito de todos. Para reforçar esta ideia, basta citar Ménici Malheiro, que, no seu livro Braga Contemporânea, depois de referir que poucos são os Arcebispos de Braga que merecem o nosso respeito, acrescenta: «Dos arcebispos, só um merece o nosso aplauso, por isso mesmo não foi canonizado: - D. Frei Caetano Brandão, antigo bispo do Pará, onde fez um excelente lugar para a causa da humanidade». A esta citação, apetece-nos acrescentar: «ainda não foi canonizado».
Nos finais do ano lectivo anterior, aquando da indicação de sugestões para o Plano Anual de Actividades, propúnhamos que a escola comemorasse o bicentenário da morte do seu patrono não só com actividades viradas para o interior e que constassem dos respectivos Projectos Curriculares de Turma, mas que fosse mais além, que perpetuasse esse momento com iniciativas que integrassem a vivência colectiva dos que se seguem, não abdicando de os fazer crescer inteiros, livres e responsáveis.
Neste pressuposto, nasceu a ideia de um busto.
Passámos a congregar esforços onde a realidade comunga da utopia e o passado se enxerta no futuro. Esforços que passaram pelo Conselho Executivo, Conselho Pedagógico, e, sobretudo, pelo engenho e criatividade da professora Eugénia Fernandes. Em seguida, no âmbito da Comissão das Comemorações, encontrámos os patrocínios necessários para fazer face ao elevado custo da obra.
A inauguração do Busto foi um momento alto e emocionante que honrou e dignificou o legado do «Provedor dos Pobres».
Essas comemorações realizadas na cidade de Braga e na sua Terra Natal excederam as expectativas, traduzidas em diversas eventos: publicações, conferências, exposições, concertos, pontifical e romagem ao túmulo.
Ao verbo comemorar gostaríamos de acrescentar mais dois: conhecer e divulgar. A escola teve oportunidade de se abeirar do seu pensamento e, simultaneamente, ser promotora e defensora de causas sociais, remando contra o espectáculo que faz a apologia do imediato, do supérfluo e do efémero.




terça-feira, 2 de setembro de 2008

AOS ALUNOS DA EB 2/3 FREI CAETANO BRANDÃO

Estudar,

Desde o primeiro dia,

Um após outro,

Conscientes que estão em nós,

As armas, que hasteadas,

Rompem os obstáculos que a vida impõe.

domingo, 31 de agosto de 2008

Família Peixoto de Tibães

1-Antónia Peixota, n. S. Paio de Merelim em 17/6/1703. Casada com Gonçalo Coelho, n. S. Paio de Merelim.
2- Bernardo José Coelho, n. S. Paio de Marelim, Couto de Tibães, em 8/11/1728. Casado com Angelica Peixoto, n. Palmeira.
3- Angélica Teresa Peixoto, n. em 24/5/1769, no Lugar da Estrada, em S. Paio de Merelim. Casada com Alexandre José de Oliveira, n. S. Julião da Lage, em 15/5/1764 no Lugar da Boca.
4- Domingos José de Oliveira, n. em S. Paio de Merelim, no Lugar da Estrada, em 16/5/1806. Casado com Mariana Teresa Peixoto, n. em 21/10/1816, na Rua de Cima em Frossos. f. em 13/7/1894.
5- João José Peixoto, n. 22/9/1836 em S. Paio de Merelim. Casou em 22/7/1867 com Maria Duarte, n. 22/4/1842 em Frossos. f. 3/2/1917.
6- António José Peixoto de Oliveira. Faleceu com 79 anos. Teve vários irmãos: Maria dos Anjos, freira, faleceu em Fall River nos USA; Padre José Peixoto de Oliveira, n. 11/11/1878 em Frossos,
Pároco de Martim, Encourados e Milhazes do concelho de Barcelos, Professor no Colégio de S.ta Quitéria; Maria da Conceição Duarte, solteira, faleceu com 80 anos; Francisco Peixoto Duarte, f. em 18/3/1926 com 58 anos, casado com Maria Rosa Alves faleceu com 90 anos.
7- José Peixoto de Oliveira. n. 23/2/1903 em Frossos. Casado com Teresa da Conceição.
8- António José Peixoto de Oliveira, n. 22/4/1925. Casado com Maria Gonçalves, n. 26/3/1926.
9- José Carlos Gonçalves Peixoto (n. 21/05/1950), casado comTeresa da Silva Fernandes Peixoto n. em 08/03/1951.
10- Carlos Daniel Fernandes Peixoto (N. 19/2/1983) e Pedro Filipe Fernandes Peixoto (n. em 27/11/1974), casado com Teresa Celeste Araújo Veiga em 4 de Outubro de 2003.
11- José Pedro Veiga Peixoto (n. a 21/09/2004) e Ana Teresa Veiga Peixoto (n. a 13/4/2008).

domingo, 17 de agosto de 2008

LOGOTIPOS DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA

Juntamos os logotipos usados pela Câmara Municipal de Braga, nas seguintes datas: 1896, 1910, 1912, 1922, 1929, 1935, 1940 e 2007. Destas pequenas coisas se constrói o património.






quarta-feira, 13 de agosto de 2008

ARCEBISPO E FRADE EM TIBÃES

D. Frei Joaquim de Santa Clara Brandão, pregador das Exéquias do Marquês de Pombal. Nasceu no Porto, em 30 de Agosto de 1740 e faleceu em 11 de Janeiro de 1818. Foi frade beneditino no Mosteiro de Tibães, tendo sido ordenado presbítero em 24 de Maio de 1766. Foi professor universitário e destacado Orador. Foi nomeado para a cátedra arquiepiscopal de Évora em 22 de Julho de 1816, tendo sido curto o seu governo arquiepiscopal.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

TIBÃES - FREGUESIA COM HISTÓRIA

Texto redigido para o site da Junta de Freguesia (http://www.jf-miretibaes.pt/)
Mire de Tibães é uma freguesia do Concelho de Braga, localizada a 6 kms e a Noroeste da Cidade, com grande dimensão regional e nacional. Um verdadeiro Ex-Líbris do Minho. Estende-se em comprimento desde a Capela e Monte de São Gens até à margem esquerda do Rio Cávado, e, em largura, está limitada pelas freguesias vizinhas.
A afabilidade das pessoas anda de mão dada com a sua postura simples. A qualquer pergunta sobre o património da freguesia as pessoas desdobram-se em explicações, prontamente disponibilizada, ora com mais ou menos certeza. É um daqueles locais que parecem estar escondidos com o único propósito de serem descobertos. Estão lá, mas escapam-nos sorrateiramente ao olhar. Justamente porque à actual geração pesa a responsabilidade de honrar o património, de valor mundial, que recebeu dos antepassados.
Também aqui, nas cercanias de Braga, tudo muda, menos a luz do sol, o olhar fascinado pela paisagem, a mesma tez nos rostos das gentes, os usos e costumes (Novenas e Presépio) e as festas (Cerco, N.ª Senhora do Ó, S. Filipe). Uma freguesia palpitante, com Associações Desportivas (ACDMT), Culturais (Rancho Folclórico de S. Martinho de Tibães, Grupo Coral, Grupo Unidos), Sociais (Mulheres em Movimento) e Religiosas (Confraria de N.ª S.ª do Rosário, Confraria de N.ª Senhora do Ó, Associação de Nossa Senhora da Cabeça e de S. Gens).
Terra de origens remotas, mantém ainda muitas das características rurais que marcaram a sua história que começa muito cedo, antes, ainda, da fundação da Nacionalidade. Já o Monarca Suevo Teodomiro possuía junto das águas do Cávado, entre os lugares de Sobrado e Mire, um luxuoso Paço, onde costumava descansar, ausentando-se dos bulícios da corte de Braga.Mas a freguesia deve o seu relevo, à existência do Mosteiro de São Martinho de Tibães, símbolo ímpar do nosso património cultural, cuja fundação, segundo o Conde D. Pedro, se ficou a dever a D. Paio Guterres da Silva.
No século XI, identifica-se Tibães como «a vila onde há pouco foi fundado o mosteiro». No século seguinte, o Conde D. Henrique e D. Teresa concedem ao Mosteiro a Carta de Couto.
No século XVI, a freguesia de Santa Maria de Mire já se encontrava anexa in perpetuum à freguesia de S. Martinho de Tibães.
O Mosteiro, a partir do século XI foi ocupado pela Ordem Beneditina, convertendo-se, no século XVI, em Casa Mãe da Congregação Beneditina para Portugal e Brasil, tornando-se num alfobre de recrutamento monástico. Os edifícios principais, actualmente existentes, foram construídos nos séculos XVII e XVIII, obra prima do Barroco em Portugal.
Nos seus tempos áureos, o Mosteiro era detentor de um valioso espólio de arte, pintura, escultura e uma enorme colecção de livros. Mas devido à sua venda em 1834, a maior parte do espólio foi perdido. Foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1944. Em 1986 após a aquisição pelo Estado Português, é iniciado o processo de recuperação do espólio.

MEMÓRIAS SOBRE D. FREI CAETANO BRANDÃO

Na Oração Fúnebre das exéquias do Eminentíssimo Senhor D. Pedro Paulo de Figueiredo da Cunha e Mello, escrita por Miguel Justino de Araújo Gomes Álvares, Tip. Lusitana, 1857 e recitada na Sé de Braga no dia 19 de Fevereiro de 1857, por ocasião da morte do Arcebispo de Braga e Cardeal, referia o Mestre de Teologia da Ordem de S. Bento: «este nome em fim, Senhores, deve ser gravado com lettras d’oiro a par dos Bartholomeus e dos Caetanos» (p.5) e mais à frente continua «grandes e admiráveis foram por sua caridade o Snr. D. Fr. Bartholomeu dos Mártyres e o Snr. D. Fr. Caetano Brandão» (p.16).

terça-feira, 5 de agosto de 2008

CARDEAL PATRIARCA DE LISBOA TOMOU O HÁBITO EM TIBÃES

Frei Francisco de S. Luiz Saraiva, que faleceu na qualidade de Cardeal Patriarca de Lisboa, nasceu em Ponte do Lima em 26 de Janeiro de 1766.
Filho de Manuel Saraiva e D. Maria Correia de Sá. Com 14 anos tomou o hábito beneditino no Mosteiro de S. Martinho de Tibães, fazendo profissão solene a 29 de Janeiro de 1782.Eis alguns dos passos mais importantes da sua vida:
1791 – Recebe o grau de Doutor,
1794 – Obteve da Academia Real das Ciências a Medalha de Ouro,
1798 – Secretário da congregação beneditina, Companheiro do Abade Geral, Abade do Colégio de S. Bento de Coimbra, Visitador Geral, Cronista Mor da Congregação,
1808 – Junta da Província do Minho para fazer face aos franceses,
1817 – Professor de Filosofia racional e moral do Real Colégio das Artes da Universidade de Coimbra
1820 – Chamado para o Governo que saiu da revolução de 24 de Agosto do Porto,
1821 – Membro do Governo Provisório que se estabeleceu em Lisboa,
1822 – Sagrado na Catedral de Coimbra como Bispo de Coimbra, Reitor da Universidade, Deputado às Cortes,
1828 – Foi deportado para a Serra da Ossa devido ao regresso de D. Miguel de Bragança,
1834 – Nomeado Guarda Mor da Torre do Tombo, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, recebe a Grã Cruz da Ordem de Cristo,
1835 – Presidente do Conselho de Beneficiência, Presidente da Sociedade Promotora da Indústria Nacional, membro da Comissão da Reforma Geral da instrução Pública,
1836 – Sócio Honorário da Academia das Belas Artes de Lisboa,
1838 – Deputado às Cortes,
1840 – Patriarca de Lisboa,
1842 – Vice-Presidente da Câmara dos Pares,
1843 – Nomeado Cardeal Presbítero da Santa Igreja Romana,
1845 – Morre em 7 de Maio e está sepultado no Jazigo dos Patriarcas em S. Vicente de Fora.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

O COUTO DE TIBÃES (2)

Transcrição do Livro Corografia Portuguesa: «No tempo, que Braga era Corte dos Reys Suevos, e reynava Theodomiro, tendo por seu Capellao mór a S. Martinho, Bispo de Dume, o incitou o Santo a que fundasse o Mosteiro de Tibaens de Monges Bentos, tres quartos de legoa da Cidade de Braga para o Poente ao pé da Serra de S. Gens, nome que tomou de huma Ermida antiga, que esta no alto della, da invocação deste Santo Representante, famoso Martyr' Romano, & entendemos ser edificada quando aquella nação nos dominava: fundou El-Rey o Convento no anno de 562 como consta de huma pedra que nelle se achou em nossos tempos, reedificando-se de novo, e se dedicou a S. Martinho de Turon. Succedeo a Theodomiro na Monarquia dos Suevos, El-Rey' Miro, que ornou este Convento com huma ­grande mata de arvores, que não perdião a folha, e para este efeito as con­duzio do Alentejo. Presume-se erao sobreiros, de que hoje he bem provida toda aquella ribeira, de huma, e outra parte do Cavado; e que este Mosteiro estivesse em ser, e com Frades ainda pelos annos de 1070, e, consta de huma doação, que de ametade delle fez à Sé de Tuy a Infanta Dona Urraca, filha d'el-rey Dom Affonso o VI, chamando a este Convento Palatino; e como por tempos devia arruinar-se, o reedificou pelos annos de 1080. Dom Payo Guterres da Sylva, sendo Rico homem, e Adiantado neste Reyno por ElRey Dom Affon­so o VI, de Castella, por cuja causa entendemos vivia em Braga, centro desta Provincia, e por detraz do monte de S. Gens fez huma quinta, a que deu o no­me de Sylva má, donde hia assistir à fabrica do Mosteiro, e em fórma o ampliou, que muitos o tiverão por fundador, e nelle está sepultado; & como com o sangue herdou o zelo do pay seu filho Dom Pedro Paes Escacha, devia largar ao Mosteiro algumas terras, que alli tinha, de que lhe fizerão Couto o Conde Dom Henrique, e a Rainha Dona Theresa em 24 de Março de 1110, dizendo que o fazião por amor de Deos, e de Pedro Paes, e Payo Paes, filhos do Dom Payo Guterres da Sylva, que sempre nos servio com grande satisfaça; e em 26 de Fevereiro de 1135, sendo ainda Infante o nosso Rey Dom Affonso Henriques, lhe coutou o lugar de Donim junto ao rio Ave entre Braga e Guimarães.
Teve este Mosteiro desde o anno de 1086, dezasseis ou dezasete Abbades per­petuos, sendo o primeiro Dom Payo, e o último D. Gonçalo pelos annos de 1480 em que entrou por Abbade Commendatario o Cardeal D.Jorge da Costa, Arcebispo de Braga; acabarão-se estes no ultimo Commendatário Dom Bernardo da Cruz, Frade de S. Domingos, Bispo de S. Thomé, e Esmoler Mór DelRey Dom João 0 Terceiro, que faleceo dia de Pascoa de 1565, em que entrou a re­forma de Abbades, e foy a primeiro por dez annos, por nomeação do cardeal Dom Henrique, o Padre Frey Pedro de Chaves, a quem vierão as Bullas Aposto­liças em 22 de Julho de 1569, sendo-o entretanto o Frey Placido. Foy Frey Pedro Dom Abbade de Tibães, Reformador, e Geral da Ordem, de que fi­zerao Cabeça a este Convento. No fim dos dez annos o tornarão a eleger por hum triénio, e foy o primeiro Abbade triennal: succedeo-lhe Fr. Placido de Villalobos, o qual mandou Frades para o Brasil, que fundarao la aquella Provincia de Bentos. Este he o principio deste Couto, e deste Convento, de que são senhores os Frades, e o Geral Ouvidor, faz o povo com elle eleição de tres em tres annos, por pelouro, de dous Juizes ordinarios do Civel, e Crime para cada anno: escolhe o Geral hum, que tambem serve nos Orfaõs, dous Ve­readores que de mais saõ Almotaceis, Meirinho, que faz o Geral, dous Tabe­liaens do Judicial, e Notas; a hum anda annexo o dos Orfaõs, e Camara, e ao outro o das Sizas, Dlstribuidor, Enqueredor, e Contador: todos data delRey, he terra fria, recolhe, pouco paõ, vinho, muita fruta, algum azeite, caça, muitos gados, e quantidade de lenha, e pescas no Cavado. Tem huma Companhia, e o Geral he Cpitão Mór; compõem-se o termo das freguesias seguintes.
S. Martinho de Tibães, Mosteiro, e Cabeça da Ordem de S. Bento em Portugal, de que he Geral o Abbade desta Casa, rende quatro mil e quinhentos cruzados com sabidos, e annexas, apresenta Cura secular, tem trinta e cinco visinhos. He fermoso Templo com maravilhoso retabolo, e o primeiro, que na Provincia se inventou, tem grandes, e apraziveis claustros com muitas fontes, assim nos corredores altos, como nos pateos baixos, dilatada cerca com bons pomares, olivaes e matas: he neste Convento huma reliquia de S. Bento, e nelle estão sepultados muitos Varoens de exemplar virtude.
Nossa Senhora da Graça, que antigamente se chamou a Igreja de Paadim, Abbadia de Mitra, rende com a Pousa sua annexa em Barcellos duzentos e cincoenta mil reis, tem cento e vinte visinhos.
Santa Maria de Mire, Curado do Convento Tibaens, tem vinte e cinco vi­sinhos. Aqui teve ElRey Theodomiro hum Paço, e quinta de recreação, que dou o nome à freguesia.
S. Payo de Parada, vigararia annexa a huma Conezia de Braga, rende trin­ta e. cinco mil reis, e para o Conego oitenta mil reis, tem trinta visinhos.
S. Payo da Ponte, vigararia annexa a huma Conezia, renderá sessenta mil reis e para o Cónego cento e dez mil reis, tem cincoenta visinhos.
S. Pedro de Merlim, a quem o livro da Ordem de Christo chama Merim, foy Mosteyro de Frades bentos e depois de extinguido, apresentação a Tibães, a quem inda conhece com certo foro: passou a Commenda de Christo e he Reytoria da Mitra, rende cem mil reis e para o Commendador mais de mil cruzados: tem cento e dez vizinhos».

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Tibães na Chronica dos Eremitas de Santo Agostinho

Lê-se na Chronica dos Eremitas de Santo Agostinho o seguinte:
«Anno 1070 – Morto de uma lançada D. sanho (filho do Rei D. Fernando de Castella) no cerco de Samora, sucedeu seu irmão, D. Affonso, em todos os reinos, que por seu pae D. Fernando gozara em vida, que foram Porugal, Galliza, Leão e Castella, sendo Pontífice romano Alexandre II. E ordenando logo governadores para os em que não residia, pôz no nosso Portugal, sobre a Provincia de Entre Douro e Minho, com este cargo, a D. Payo Guterres da Silva, o qual pela devoção que tinha aos religiosos de S. Bento, lhes edificou, não longe da cidade de Braga, onde chamam Tibães, um mosteiro da invocação de S. Martinho de Touron, como refere o Conde D. Pedro, no seu livro das gerações».


terça-feira, 29 de julho de 2008

Frei Caetano Brandão e as relíquias de S. Torcato

Para a Igreja Bracarense, este santo não é o discípulo de Santiago, mas S. Félix Torquato, Arcebispo de Braga, no séc. VIII, eleito em 693 e martirizado pelos Mouros em 719.
O corpo deste mártir foi abandonado e escondido entre pedras e matos, mas descoberto milagrosamente alguns anos depois. Foi achado incorrupto por um monge. Nesse local ergueu-se uma ermida que se chamou S. Torquato o Velho.
Mais tarde foi trasladado para o mosteiro e posteriormente para o santuário com o seu nome.
Em 1637, D. Sebastião de Matos e Noronha visitou o corpo do santo, tendo provocado um tumulto popular, pois pensava-se que o queria levar para a catedral. Por esta ocasião foi depositado num túmulo onde se gravou: «hoc tumulo illesis conduntur carnibus ossa Torquati D. pignora chara».
Em 1805, por mandado de D. frei Caetano Brandão se abriu e reconheceu o Corpo do Santo e, em 30 de Junho, na presença do mesmo prelado bracarense, se fez a solene elevação de tão preciosa Relíquia.

domingo, 27 de julho de 2008

EMPRESA DE TIBÃES VENCE CAMPEONATO DE FUTSAL

Socimorcasal vence Jmmsroc Futsal League
A Socimorcasal venceu o campeonato de futebol de salão, promovido pela JMMSROC, num conjunto de grandes empresas da região: Bragalux, Cantinhos, DST, F3M, Ferreira & Américo, Fonseca & Alves, Hidra IT, J. Gomes, jamarfel, Jmmsroc, Perfilnorte, Posterede, Ricap, Rodel, Socimorcasal, Sá Machado, Sá Taqueiro e Urnanop.
Na final, realizada no dia 26 de Julho, no Pavilhão Gimnodesportivo da Universidade do Minho, a Socimorcasal venceu a Empresa Ferreira e Américo por 5 golos contra dois. Em terceiro e quarto lugares classificaram-se, respectivamente, a Ricap e a perfilnorte.
































quarta-feira, 23 de julho de 2008

FREI CAETANO BRANDÃO, 6.º BISPO DO PARÁ

OS PRIMEIROS BISPOS DE BELÉM DO PARÁ
Primeiro Bispo do Pará - Dom Frei Bartolomeu do Pilar de Bettencourt
Foi um religioso português o primeiro Bispo do Pará da Ordem de Nossa senhora do Monte Carmo.
Nasceu na Vila das velas, Ilha de São Jorge, em 21/9/1667 e faleceu com 65 anos em Belém do Pará a 9/4/1733.
Professou no dia 1 de Novembro de 1687, com 20 anos de idade.
Estudou no Colégio de Coimbra, onde ingressou em Outubro de 1691.
Foi docente de Filosofia e Teologia em Pernanbuco por doze anos.
Retornou a Portugal para o Convento do Carmo em Lisboa, onde se doutorou em teologia no dia 16/3/1702. Recebeu o grau académico das mãos do Cardeal Conti, então Núncio Apostólico em Portugal, futuro Papa Inocêncio XIII.
Foi nomeado qualificador do Santo Ofício a 4 /12/1704, sendo depois comissário em Pernambuco.
Frei Bartolomeu foi apresentado à Santa Sé para ser o primeiro Bispo do Pará pelo rei de D. João V. Foi nomeado Bispo de Belém do Pará no di 4/3/1720, aos 52 anos. No dia 22/12/1720 foi ordenado Bispo pelas mãos de Dom Tomás Cardeal de Almeida, primeiro Patriarca de Lisboa, Dom João Castel Branco, Arcebispo de Lacedemonia, e de Dom Manuel Álvares da Costa, Bispo de Angra.
Tomou posse da diocese por procuração no dia 13/7/1721, por meio de Frei Victoriano Pimentel. Chegou a Belém no dia 29/8/1724, fazendo a entrada solene e inaugurando o sólio episcopal paraense no dia 21/9/1724.
Segundo Bispo do Pará - Dom Frei Guilherme de São José António de Aranha
Nasceu em Lisboa no dia 28/12/1686. Era religioso da Ordem de Cristo de Tomar. Ordenou-se sacerdote no dia 7/9/1716.
Foi eleito Bispo de Belém do Pará no dia 3/9/1738 com 51 anos.
Terceiro Bispo do Pará - Dom Frei Miguel de Bulhões e Sousa
Nasceu em Verdemilho, Aradas, Aveiro, no dia 13/8/1706. Era religioso da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) onde professou no dia 24/11/1723. Ordenou-se sacerdote no dia 12/371730.
Com a renúncia de Dom Gulherme de São José no dia 15/11/1747, ficou vacante a sé de Belém do Pará, para a qual Dom Miguel foi nomeado bispo coadjutor no dia 8 de Dezembro.
Dom Miguel chega ao Pará no dia 9/2/1749, tomando posse no dia 14 do mesmo mês.
No dia 17 de Junho Dom Miguel reabre o Seminário de Nossa Senhora das Missões e confia a direcção ao padre Jesuíta Gabriel Malagrida.
Em Maio de 1753 o rei Dom José I manda que Dom Miguel de Bulhões assuma o governo da Província quando Mendonça Furtado partir para as fronteiras.
No dia 23 de Dezembro de 1755 Dom Miguel procede à bênção da nova Catedral de Belém, obra de António Landi.
Dom Miguel viverá o episódio da expulsão dos jesuítas dos domínios portugueses em 1759.
Quarto Bispo do Pará - Dom João de São José de Queirós da Silveira
Monge da ordem de S. Bento, OSB, nasceu em Matosinhos em 12/8/1711, e faleceu no Convento da Alpendurada, Marco de Canaveses em 115/8/1764.
No dia 10/10/1759 o Papa Clemente XII confirma Frei João de São José e Queirós como quarto bispo do Pará. Foi ordenado Bispo no dia 4 de Maio de 1760, na cidade do Porto. Dom João de São José chega a Belém no dia 31/8/1760. No dia 4 de Setembro toma posse pelo arcediago Dr. João Rodrigues Pereira. A sua entrada solene na catedral deu-se a 11 de Setembro.
Quinto Bispo do Pará - Dom João Evangelista Pereira da Silva
Nasceu em Gouvães do Douro, no dia 23/8/1708. Era religioso da Ordem dos Terceiros Franciscanos Regulares, onde foi ordenado presbítero no dia 20/9/1732, com 24 anos de idade.

No dia 11/6/1771 El Rei D. José I apresenta Frei João Evangelista para o Bispado do Pará. Foi ordenado Bispo do Pará no dia 28/10/1771, aos 62 anos de idade, pelas mãos de Dom Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis (1720-1799), bispo de Macau.
Sexto Bispo do Pará - Dom Frei Caetano Brandão
Em 1782 foi nomeado Bispo do Pará pela Rainha D. maria I, confirmado pela Bula de Pio VI datada de 16/12/1782. Recebeu a bula de confirmação em Janeiro de 1783. No dia 2/2/1783 foi ordenado Bispo pelas mãos de Dom Francisco da Assumpção e Brito, OSA, Arcebispo de Goa e Damão, e de Dom Bartolomeu Manuel Mendes dos Reis, Bispo Emérito de Mariana, Minas Gerais.
Parte de Lisboa em Agosto de 1783, chega à Região Amazónica do Pará no dia 21 de Outubro deste ano.
Sétimo Bispo do Pará - Dom Manuel de Almeida de Carvalho
Nasceu em Viseu, no dia 1/1/1747. Era padre secular, ordenado em 8/9/1773, com 26 anos.
O Padre Manuel Carvalho, doutor em Direito Canónico pela Universidade de Coimbra, é apresentado, no dia 5/5/1790, pela Rainha de Portugal, D. Maria, a piedosa, para suceder a Dom Frei Caetano Brandão que fora designado para a Arquidiocese de Braga. O Papa Pio VI confirma no dia 26/&/1791 a nomeação do Padre Dr. Manuel de Almeida de Carvalho para bispo do Pará. É ordenado bispo em Lisboa, no dia 15/8/1791.
Oitavo Bispo do Pará - Dom Romualdo de Sousa Coelho
Nasceu em Cametá, em 7/271762 e faleceu em Belém no dia 15/2/1841.
Dom Romualdo foi ordenado presbítero pelas mãos de seu bispo, D. frei Caetano Brandão a 19/2/1785.
D. João VI, teve um papel decisivo na ascenção de D. Romualdo na hierarquia social e da Igreja: em 15/11/1806 convida-o para ser o arcipreste do cabido do Pará e a seguir, em 22 de Janeiro de 1819, apresenta-o à Santa Sé para ser o 8º Bispo do Pará.
A sua nomeação chegou em 1820 a 29 de Agosto , após o papa Pio VII confirmar essa indicação.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Presbítero Ordenado por Frei Caetano Brandão foi 8.º Bispo do Pará

Dom Romualdo de Sousa Coelho, oriundo de Cametá, onde nasceu em 7 de Fevereiro de 1762 e faleceu em Belém do Pará, no dia 15 de Fevereiro de 1841, onde está sepultado na Catedral.
Dom Romualdo foi ordenado presbítero pelas mãos de seu bispo, D. frei Caetano Brandão em 19 de Fevereiro de 1785.
D. João VI, teve um papel decisivo na ascenção de D. Romualdo na hierarquia social e da Igreja: em 15 de Novembro de 1806 convida-o para ser o arcipreste do cabido do Pará e a seguir, em 22 de Janeiro de 1819, apresenta-o à Santa Sé para ser o 8º Bispo do Pará.
O Papa Pio VII confirmar essa indicação e nomeou-o em 29 de Agosto de 1820.
Em 1 de Janeiro de 1821, o arcipreste Romualdo Coelho é eleito presidente da Junta Provisória do Governo da Província do Pará.
Foi o primeiro paraense e um dos primeiros brasileiros a ascender ao episcopado.
Veio a Portugal e tomou assento nas “Cortes Gerais, Extraordinárias, e Constituintes da Nação Portuguesa”.
No dia 15 de Agosto de 1823, depois de solene Te Deum na Catedral, Dom Romualdo proclamou a adesão do Pará ao Império do Brasil.
Durante a cabanagem (1835-1840) terá papel de destaque.
Governou a diocese de Belém do Pará durante 20 anos, enfrentando graves problemas sociais e políticos.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

ASSOCIAÇÃO DOS «AMIGOS DO BOM JESUS DO MONTE»

Em 1952 era criada a Associação dos «Amigos do Bom Jesus do Monte», com a aprovação dos respectivos estatutos publicados pela Tipografia da Oficina de S. José.
D. António Bento Martins Júnior escrevia sobre esta associação: «é o Bom Jesus do Monte, no seu conjunto, um oásis encantador, maravilhosamente apropriado ao repouso e ao restauro das forças do espírito e do corpo… Nasceu assim a Pia União dos Amigos do Bom Jesus do Monte, que vai dedicar-se de alma e coração a colaborar com a confraria no engrandecimento da formosa estância e no rejuvenescimento da devoção à Paixão e Morte do Senhor».
Os estatutos compõem-se de seis capítulos e dezassete artigos.
Para além de definir no Capítulo I as finalidades da Associação, passa a descrever as cinco categorias de amigos no Capítulo II: simples amigos, amigos benfeitores, amigos insignes, amigos honorários e amigos remidos.
As diversas categorias de amigos terão escapulários próprios, usando as direcções distintivo especial.
Os estatutos referem, ainda, um cerimonial da admissão aos «Amigos do Bom Jesus do Monte», com um acto de consagração e bênção e imposição do escapulário da Pia União.
Fizeram parte da comissão fundadora da associação os seguintes cidadãos: Cónego José Martins Gonçalves, Cónego António de Castro Mouta Reis, Padre Hilário Veloso de Barros, Ricardo da Conceição Amorim, Carlos Fernandes Almeida, António Alberto de Sousa, José Francisco Pinheiro da Costa, António Leitão de Carvalho, Dr. Manuel António da Assunção Sardinha, António Vieira Marques Pereira, António Pereira de Magalhães.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Noviço em Tibães e 4.º Bispo de Belém do Pará

Dom João de São José de Queirós da Silveira, monge da ordem de S. Bento, OSB, nasceu em Matosinhos em 12 de Agosto de 1711, e faleceu no Convento da Alpendurada, Marco de Canaveses, em 15 de Agosto de 1764.
Era filho de Francisco Gonçalves Dias e Joana Dias de Queirós. Com dezoito anos recebeu o hábito de noviço em Tibães, professou no dia 19 de Janeiro de 1729 nas mãos do Dom Abade Frei José de Santa Maria. Estudou Filosofia no Mosteiro de S. Miguel de Refojos de Basto. Ordenou-se Padre no dia 18 de Setembro de 1734 com 23 anos.
Em 10 de Outubro de 1759 o Papa Clemente XII confirma Frei João de São José e Queirós bispo do Pará. Foi ordenado Bispo no dia 4 de Maio de 1760, na cidade do Porto. Dom João de São José chega a Belém do Pará no dia 32 de Agosto de 1760. A entrada solene na Catedral de Belém do Pará deu-se a 11 de Setembro.
As suas viagens pastorais estão descritas em Memórias de Fr. João de São Joseph Queiroz, publicadas em 1868, com uma extensa introdução e notas ilustrativas de Camilo Castelo Branco.
No dia 25 de Novembro de 1763 Dom Frei João de São José segue para Portugal, chamado por uma ordem régia, após ter caído em desgraça aos olhos do Marquês de Pombal.
Camilo Castelo Branco refere-se em primeiro lugar ao quarto bispo do Pará, Dom João de São José, para em seguida se referir ao 6.º Bispo do Pará D. Frei Caetano Brandão: «Da fluente e desempeçada conta de sua vida, transluz, se não me engano, virtude sem blocos, espírito de christão e bispo, certo não propenso a sanctidades nem ageitado para milagres, mas o bastante para não macular a mitra que, dobados annos, assentará na fronte Caetano Brandão, o mais glorioso vulto das christandades lusitanas» (obra citada, p.32).

terça-feira, 8 de julho de 2008

FREI CAETANO BRANDÃO E PADRE ANTÓNIO VIEIRA.

Comemora-se este ano 400 anos do nascimento do missionário Padre António Vieira. Nasceu em Lisboa em 1608, mas com 6 anos partia para o Brasil. Em 1934 é ordenado Sacerdote Jesuíta. Entre 1641 e 1658, depois de regressar a Portugal, desempenha as funções de pregador da corte real. De volta ao Brasil, mais propriamente para o Maranhão, torna-se um missionário, um defensor da causa dos Índios e um combatente contra a escravidão. Morre, em 1697, com 89 anos de idade na Baía.
Também D. Frei Caetano Brandão, embora tendo nascido 132 anos depois, se tornou missionário em terras brasileiras, continuando na defesa dos Índios e dos escravos, embora sem aquele firmeza do Padre António Vieira, pois em muitas situações Frei Caetano mostrou-se mais contemporizador.
Mas ambos lutaram contra os excessos e desmandos dos colonizadores e exploradores brancos, em terras do Maranhão, em canoa pelas margens do Amazonas