Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DO CAVALO VERMELHO – ÚLTIMO CAPÍTULO
Visitar a Suécia, o maior país da escandinávia, é concretizar um sonho que tem origem na juventude, como símbolo da liberdade, pelo seu paradigma social, pela defesa dos direitos humanos e onde se pode desfrutar de uma paz e de um envolvimento natural muito peculiar.
Estocolmo, a Veneza do Norte, converteu-se numa atracção que seduz turistas de todo o mundo, pela combinação exclusiva da beleza natural, com a herança cultural e com o dinamismo da geração actual.
Vindos de Oslo, atravessamos todo o centro da Suécia para chegar a Estocolmo, passando pelas regiões de Varmland, Karlstad, Khristinehamn, Orebro, Arboga e Mariefred, pelo maior lago da Suécia (Malaren), pelo Castelo de Gripsholm e pedras rúnicas (com o alfabeto Viking)).
Estocolmo é uma das capitais mais bonitas do mundo, pelos seus canais, pela imponência dos seus monumentos e património rico e diversificado, pelas suas 14 belas ilhas (da nobreza, do rei, do barco, do castelo, dos animais, Sodermalm, etc.), pelos seus belos parques, ruas (Hammgatan, Kungsgatan e Klarabergsgatan) e praças (Stureplan) onde se mistura a cultura com a natureza.
País de grandes referências: ABBA, Volvo, Ikea, Scania, Saab, SKF, Ingrid Bergman, Greta Garbo, Cavalo Vermelho, Olaf Palm, Roxette e outros.
A capital sueca tem cheiro de mar. É a cidade que possui o maior número de museus por habitante do planeta.
Nesta cidade não pode faltar uma visita à Câmara Municipal, em especial, ao salão azul (onde se realiza o Banquete do Nobel), o salão dourado (onde se realiza o Baile do Nobel), a torre com 106 metros de altura, o órgão do salão azul, os frescos, a sala onde se realiza a entrevista aos laureados; a passagem pela cidade antiga, com suas ruas medievais; o Palácio Real (a maior casa real da Europa com 608 aposentos); a Catedral de Storkyran; o parlamento; o Grande Hotel (onde se hospedam os laureados com o Prémio Nobel); o Museu Skansen (o primeiro museu do mundo ao ar livre, inaugurado em 1891); o Museu Vasa (onde se narra o naufrágio fatal de um navio de guerra em 1638 e o salvamento 333 anos depois; a Sala de Concertos (onde se entrega o Prémio Nobel da Física, Química, Medicina, Literatura e Economia); Centro Comercial onde foi assassinado Olaf Palm; Obelisco de Vidro de Ohrstrom em Sergels Torg; a Rua Medieval (Prastgatan).
Recordamos, especialmente, um Jantar de Rena (Reny Tterfile) na Glenfiddich Warehouse N068, restaurante tipicamente sueco.
Ficamos hospedados no Hotel First Reisen, no centro de Estocolmo, muito perto do Palácio Real.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DOS «TROLLS» - 3.º CAPÍTULO
A singularidade da Noruega manifesta-se na natureza particularmente generosa, com paisagens de silêncios bucólicos onde se pode escutar a voz do silêncio, a cultura Viking, a cultura dos «Saames – população autóctone do norte, pastores de renas, povos indígenas com a sua própria língua, cultura, meios de vida, modos de viver e identidade», as lendas populares (Trolls – habitante das montanhas com quatro dedos nos pés e nas mãos), os vales selvagens (pintalgados de casas de madeira), os planaltos (Hardagervidda, o mais alto da Europa), os lagos (Tyrefjord), as montanhas, a sinfonia das cascatas (Voringsfossem, Steinsdansfossem, Tuindefossem), os centros de esqui (Geilo, Laerdal, Bergen), os glaciares inclinados sobre o azul turquesa da água dos fiordes, os imensos túneis que rasgam montanhas (nomeadamente o maior do mundo Laerdals Tunnelen com 24,5 Kms), as igrejas de madeira da idade média (Borgund).
Os fiordes da Noruega, verdadeiros cartões postais, quais dedos de uma mão são constituídos por vales que os rios resolveram começar a escavar, desde o fiorde de Oslo, passando pelo Hardangar, Neroy (considerado património mundial) e Aurland, até ao fiorde dos sonhos (Sognefjord).
Percorre-se estradas com vistas para as últimas neves que restam do Inverno, à espera dos próximos lençóis de neve que cobrem montanhas, vales e grandes lagos.
Nesta época de verão, onde o dia se prolonga infinitamente, onde o sol quase não se põe (muito perto do sol da meia-noite), até ver o fim da tarde, na linha do horizonte, para onde o sol vai, quando o dia se despede.
A Noruega é um hino à natureza, com os seus pinheiros característicos, betúlias, abetos e uma luz apaziguadora, serena que opera um efeito tonificante após um dia inteiro de solicitações.
Aqui deixamos algumas recordações inolvidáveis:
- Oslo, a segunda capital mais cara do mundo, convida a saborear um dos seus pratos típicos (de rena, alce), as lascas de peixe (salmão defumado, arenque e baleia) nas esplanadas de música ao vivo das docas;
- O Parque de Vigeland, a principal atracção da Noruega e a maior colecção mundial de esculturas realizadas por um único escultor (Gustav Vigeland);
- A Galeria Nacional onde se observa a famosa obra de Munch (pai do expressionismo) «O Grito», bem como outras obras de arte dos artistas Gude, Tidemand, Christian Dahl e Christian Krohg;
- O Museu dos Barcos Viking que conserva os três barcos vikings mais bem conservados do mundo feitos de carvalho no século IX;
- Breve passagem pelo Centro Nobel da Paz, a Universidade de Oslo, o Teatro Nacional de estilo barroco, o Palácio Real;
- Paragem na Câmara de Oslo, onde é entregue o Prémio Nobel da Paz;
- Visita ao interior e exterior do Edifício da Ópera, concretamente, subir a escadaria de acesso ao telhado;
- Geilo, centro de Sky norueguês;
- A paragem em Voss para observar a sua Igreja;
- A paragem em Stalheim para contemplar a soberba e panorâmica paisagem observada a partir de um Hotel de Montanha;
- A tomada do Ferry Boat em Gudvangen e que nos levou do Fiord Neroy a Flam;
- A travessia do Laerdals Tunnelen com os seus efeitos tipo Aurora Boreal;
- Bergen com o seu Bairro Hanseático;
- O mercado de peixe em Bergen (a segunda maior cidade);
- Subida no Elevador «Floibanem», em Bergen, até 320 metros de altitude, para dar gozo à vista e desfrutar de uma panorâmica única e soberba sobre a cidade;
Ficamos hospedados nos Hotéis Bardola (Geilo), Thon Hotel Bristol (Bergen) e Lindstrom (Laerdal) e Ópera (Oslo), este de frente para o magnífico edifício da Ópera, recentemente inaugurado.
terça-feira, 28 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DA «PEQUENA SEREIA» - 2.º CAPÍTULO
A Dinamarca, à semelhança de outros estados escandinavos, como Paradigma do Bem-Estar Social, foi uma agradável surpresa, no contraste com os países do Sul da Europa. Este país é uma península com 406 ilhas, destas 96 são habitadas, banhado pelas águas do báltico, ricas em arenque.
Em Copenhaga, capital das bicicletas, muitos foram os motivos de encanto e que aconselhamos:
- uma viagem em ferry boat pelos canais de Copenhaga permite-nos conhecer, de modo diferente, as suas atracções monumentais;
- a casa da família real (Amalienborg), complexo de quatro palácios organizados à volta de uma praça, permite-nos compreender o barroco dinamarquês. O render da guarda, às 12 horas, é uma sugestão que deixamos para admirar o uniforme dos guardas, em especial o gorro em pele de urso;
- a Pequena Sereia, estátua encomendada por Carl Jacobsen, fundador da Carlsberg, magnata da cerveja e mecenas cultural;
- a Igreja Anglicana de estilo gótico e a Catedral Luterana;
- o Palácio Antigo da Bolsa, do século XVII, pérola do renascimento dinamarquês e notável pela torre com uma impressionante espiral desenhada para parecer as caudas de quatro dragões torcidas;
- o Parlamento;
- o Castelo Renascentista de Rosenborg, situado no centro de um dos mais belos parques de Copenhaga, que alberga as jóias da coroa
;
- a Ópera, nas margens do Holmen e frente ao Palácio Real, inaugurada em 2005;
- o Parque de diversões Tivoli, mágico, sobretudo, à noite, terá sido uma fonte de inspiração para Walt Disney que o visitou em 1950;
- a zona mais pitoresca de Copenhaga (Nyhavn), ou seja, a zona do canal rodeada de casas de mercadores, de cores garridas, onde H.C. Andersen (casa com o n.º 20) viveu e escreveu o seu primeiro conto. Nesta zona abundam os restaurantes onde se pode apreciar a gastronomia típica;
- o Hotel d’Angleterre, o mais antigo da cidade, que albergou famosas celebridades;
- a Igreja de Mármore (Marmorkirken) com uma das maiores cúpulas da Europa e que teve por modelo a Catedral de S. Pedro, em Roma;
- o Diamante Negro;
- a elegante Praça do Município (Radhus).
Foi possível ver, ainda, a estátua «o pensador» de Rodim e algumas obras do impressionismo de Degaas.
Ficamos hospedados no Hotel Admiral (Copenhaga) e na deslocação para Oslo fizemos a viagem a bordo do Cruzeiro (M.S.Crown of Scandinavia).
segunda-feira, 27 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM - 1.º CAPÍTULO
Peço desculpa ao Cláudio Ottonello por utilizar um dos seus vocábulos preferidos «fabulástico».
Chegou a altura de fazer as malas e matar a vontade de descanso e divertimento, após alguns meses de árduo trabalho.
Também sou um apaixonado por viagens.
Por vezes buscamos lugares tranquilos, confortáveis, praias exóticas, vários azuis do mar e paraísos que usam e abusam do ar puro e livre.
Outras vezes buscamos lugares únicos e míticos onde a sustentabilidade é a palavra de ordem, concretizações de paixões de infância, marcas de civilizações, culturas diferentes, palmilhando um
repositório histórico vivo.
Desta vez decidi dar vida ao sonho que acalentava desde tempos recuados.
Numa síntese, esta viagem foi um esplendor para os olhos e para a mente e deixa-nos mais cidadãos do mundo.
Este triângulo pelos países escandinavos, Dinamarca, Noruega e Suécia, serviu diversas finalidades: para aprender com o que podemos observar, para interagir com amigos de jornada, para abstrair dos dias acelerados que caracterizam os tempos actuais, para experimentar descobertas sem hora marcada, para sentir o fluir e o pulsar das terras e regiões visitadas e para repor energias.
Esta viagem prolonga-se, agora, no regresso, nos escritos, nas impressões sobre os momentos mais emblemáticos da viagem, nos registos subjectivos e pessoais.
Daqui envio um grande abraço, aos excelentes amigos e companheiros de viagem Cláudio Ottonello, Edite, César, Isabel, José Rodrigues, Márcia, Alberto, Isabel Quirino, Pedro Figueira, família Moita, Fabiana e Eduardo.
domingo, 12 de julho de 2009
CRUZEIRO DE TIBÃES
É, com certeza, o cruzeiro mais monumental e de ma
ior valor artístico, dos existentes em todo o concelho de Braga.
Situado em frente ao majestoso Convento de Tibães, a sua grandeza atribui ao lugar grande dignidade e monumentalidade.
Muito semelhante ao Cruzeiro das Carvalheiras e da Senhora-a-Branca, é, no entanto, muito mais imponente.
De linhas elegantes, de meticulosa proporção entre as suas partes componentes, com um fuste ornamentado a flores de lis na parte inferior, com estrias maciças logo a seguir, e simples depois, até ao capitel coríntio, sobre o qual assenta um globo estriado em gomos e sobre este a cruz.
O pedestal assenta nos quatro ângulos sobre cabeças de cachorros, tem na face do lado norte as armas abaciais.
O cruzeiro do terreiro é Monumento Nacional desde 1910.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Política em Verso (23) - Zezão - 05-06-1924.
| Na Rua da Boa Vista Da Braga Augusta e Leal Foi presa uma jornalista, De nome Antónia Barbosa, Diz de lá certo jornal. Mas porquê? Qual o delito Que a Barbosa cometeu? É o que ainda não está dito, Mas que o leitor vai saber Porque essa lho juro eu. Talvez abuso d’ imprensa Da cantada Liberdade! O leitor consigo pensa… Mas labora num equívoco Que não é essa a verdade! Por outro crime foi presa, É crime que brada aos céus, Qual doutro a história não reza De colegas jornalistas: Por ser ladra de chapéus! Mas o colega citado Sem que o caso lho mereça Mostra-se todo espantado Por, quando ela foi presa, Ter os chapéus na cabeça! | Há por aí cada maduro! Pois, então, qual o lugar, O mais próprio e o mais seguro, Para o penante ou palhinhas A gente escarrapachar? Eu creio ser a cabeça… E o colega bracarense Com um teimoso tropeça Pois de que seja outro o sítio A mim nunca me convence. Porque todo o chapéu tendo O formato circular, Já o leitor está vendo Que, exclusivo, a cabeça Só se ele pôde ajustar. E mesmo, amigo leitor, Por causa da segurança Etcetera, sim senhor! Aliás sempre a cair Andava na eterna dança. Se em outra parte o pusesse - Mas que fosse circular – Aquele que o trouxesse, Só segurá-lo podia Com um … prego de caibrar. Zezão |
sábado, 4 de julho de 2009
CAVEMAN – MIM CAÇAR, TU COLHER.
Após uma semana de intenso trabalho, foi tonificante assistir
, ontem, a este espectáculo no Teatro Circo.
Jorge Mourato apresenta-nos este monólogo de Rob Becker, a peça que mais tempo esteve em cartaz em toda a história da Broadway.
Esta comédia hilariante, com muito humor, fala-nos sobre a diferença entre os homens e as mulheres e a sua convivência neste planeta.
Aconselho.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Política em Verso (22) - Zezão - 08-05-1924.
| Diz um certo jornalista Que escreve da Lisboa bela Para um jornal da invicta, Que o governo está na pista Duma fita bolchevista E tem medo que se pela! Que, por isso prevenido, Já fez ir para Lisboa Muitas tropas da província, Arreganhando atrevido A dentuça e pondo o ouvido À escuta… Esta é bem boa! É que isso lhe faz lembrar, O meu leitor não se ria, Certos rapazes que soem O inimigo ameaçar: - «Deixa! Tu hás-de passar À porta da minha tia!...» | O que isto dá a entender É que o dito jornalista, Há tempos, aqui p’ra traz, Também usava fazer O que o seu olho está a ver No governo alvarista. Devia ser mais discreto O tal do camaroeiro! Assim ‘stragou o repolho, Deixou de ser justo e recto… Porque não calou o peito, Seu … Homem… do soalheiro? E daí, talvez, tivesse Muitos carros de razão, Que, se a cousa avante fosse, Se a revolução se desse, Talvez, por lá, não houvesse O necessário sabão… Pois o medo tal seria Nos lisboetas papoulas Que logo que ela estalasse, Todo o mundo fugiria… E quem é que o pagaria Se não os pobres ceroulas? Zezão |
sexta-feira, 19 de junho de 2009
II – PEDDY-PAPER « AO ENCONTRO DO PATRIMÓNIO DE BRAGA»
Uma multidão de alunos invadiu as ruas da Cidade de Braga.
No passado dia 18, da parte da manhã, quatrocentos e cinquenta alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, reunidos em quarenta e cinco equipas, partiram à descoberta do valioso património da nossa cidade.
Mais que mil palavras, as imagens falam por si.
sábado, 13 de junho de 2009
Política em Verso (21) - Zezão - 24-01-1924.
| Perguntou-me o Director da nossa «Acção Social» O motivo ou a razão Ou seja lá o que for Do meu silêncio: – Então Que tem você, seu Zezão!... Por vergonha não lhe disse O que cá dentro sentia E procurei-lhe ocultar A minha grande perrice, E um sorrisinho alvar Que me fica a matar! Mas a ti, leitor amigo, Se me prometes segredo, Vou- te abrir o coração E tu vais chamar um figo A bela da explicação, Do silêncio do Zezão! Se na semana passada Nada escrevi para o jornal Foi por estar constantemente À espera da consoada Do meu leitor, afinal, Deu em droga, deu em nada. | Ao ouvir bater a porta, P’ra lá deitava a correr, Mas por mal dos meus pecados, Ficava co’a cara torta, Pois sempre via aparecer Alguns credores irritados. Sempre à espera – que arrelia! Sem noutra cousa pensar, Desde manhã muito cedo, Té à noute, todo o dia… E ficar sempre a chuchar… Ficar a chuchar no dedo. Desespero torturante! Co’a alma assim tão atada, Como podia eu ‘screver? Nem no inferno de Dante Se vê lá explicada Pena assim , um tal sofrer! No meio disto, porém, Sempre um conforto encontrei P’ras minhas penas dobradas, Pois além de beber bem E com gana me atirei Às belas das rabanadas! E aos mexidos e às filhós E ao polvo e à batatada E aos trouchos tão tenrinhos… Ai filhós! Aqui p’ra nós, Fiquei co’a barriga inchada E na cebça… uns grilinhos Zezão |
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Política em Verso (20) - Zezão - 17-01-1924.
| Da terra das novidades De furor, sensacionais, Da América do Norte Veio há pouco um telegrama, Publicado nos jornais De que aqui ponho o recorte: «New-York 12 deste, Seis e meia da manhã; Uma notícia das feiras! Um general, o Estradas, Fez agora um figurão, Venceu um outro o Cardeiras! Lá, p’ró México, as cousas P’ra governo vão bem falhas, Não ‘stão de boas feições, Pois Estradas lhe tomou, Além de muitas metralhas, Um bom número de canhões!» | Ao ler uma tal notícia, Fiquei fulo, francamente, E a achei de cacaracá… Pois notícias dessa laia Não são vistas pela gente, A cada passo por cá! Que Estradas vença Não causa admiração, Se são de caixão à cova!... Mas, se se desse contrário, Então, sim que sensação Não causaria tal nova! Pois eu conheço um patusco, Por alcunha o Zé Petrinas, Que causas endiabradas Pratica todos os dias. Mas, quando toma as cardinas Anda a cair p’las estradas… Zezão |
segunda-feira, 1 de junho de 2009
QUANDO FOR GRANDE
Após algumas décadas dedicadas à arte de ensinar, muitas vezes me questiono sobre o papel do professor no ensino. As angústias apoderaram-se de mim quando percebi que não é o professor que ensina, mas sim o aluno que constrói o seu conhecimento. Descobri, igualmente, que nessa construção, além de um bom "mestre-de-obras", era necessário ser um bom animador de equipes e de indivíduos em processo de construção de conhecimento.
Ao longo do meu percurso docente, muitos livros de pedagogia me passaram pelas mãos, dos quais retive algumas ideias.
Recordo os livros do Mialaret (1981) e de ter assistido a algumas das suas conferências em que referia que a função do professor é frequentemente definida e apresentada sob a forma de imagens e de metáforas. Exemplos dessas metáforas são o pr ofessor como modelo, como transmissor de conhecimentos, como técnico, como executor de rotinas, como planificador, como sujeito que toma decisões e resolve problemas, como mestre, como treinador, como guia, como supervisor, como especialista e como facilitador.
Demailly (1992) refere, sem todavia explicar, as metáforas do maestro, do palhaço e da dona de casa, metáforas que os professores mobilizam para falarem das suas profissões. Metáforas mais recentes referidas por Pérez Gómez (1992), apresentam o professor como investigador na sala de aula, o professor como profissional clínico e o professor como prático reflexivo.
Feiman-Nemser e Floden (1986), fazem referência ao professor missionário (que toma a seu cargo a missão social educativa), a do professor-funcionário (que acaba por influenciar as políticas de ensino) e a do professor-oleiro (que molda os seus alunos).
Não me esqueço duma metáfora que me sensibilizou muito: a do professor-jardineiro, que cuida do crescimento das crianças à semelhança de uma planta.
Tal como os estilos de aprendizagem, os papéis do ensino podem mudar ou serem adoptados de várias formas, em função da situação de aprendizagem, das características dos alunos, do conteúdo leccionado e de outros factores.
A este propósito, lembro-me da letra de uma canção interpretada por Rui Veloso, onde uma professora solicita a um aluno uma redacção sobre o tema «o que eu quero ser quando for grande». Naturalmente o aluno escreveu: «Quero ser um marinheiro, sulcar o azul do mar / Vaguear de porto em porto até um dia me cansar. / Quero ser um saltimbanco, saber truques e cantigas / Ser um dos que sobe ao palco e encanta as raparigas».
A docente modelo, como protótipo de forma de pensar as coisas, como endoutrinadora, exige do aluno uma nova postura. Mal impressionado e constrangido pela professora lá faz outra composição: «Quero ser um funcionário / Ser zeloso ter patrão, deitar cedo e ter horário / Ser um barquinho apagado sem prazer em navegar / Humilde e bem comportado sem fazer ondas no mar». Depois disto, que mais há a dizer…
O COLÉGIO DE S. CAETANO - COMEMORAÇÕES
Por ocasião do segundo centenário da fundação desta instituição escrevemos um texto que foi reproduzido numa lápide existente no hall de entrada do colégio, do seguinte teor:
A DOM FREI CAETANO BRANDÃO, FUNDADOR DO SEMINÁRIO DOS MENINOS ÓRFÃOS E EXPOSTOS DE S. CAETANO, NO SEGUNDO CENTENÁRIO DA FUNDAÇÃO (1791-1991).
INSTALADO INICIALMENTE NA PRAÇA DO MUNICÍPIO, MUDOU PARA O LARGO DA MADRE DE DEUS EM 26 DE ABRIL DE 1886 – DESDE 1970 É DESIGNADO POR COLÉGIO DE S. CAETANO.
EM 1801, O VENERÁVEL FUNDADOR DOTOU-O DE REGULAMENTO E PROJECTO PEDAGÓGICO, POR ELE ELABORADO COM O TÍTULO DE PLANO DE EDUCAÇÃO DOS MENINOS ÓRFÃOS E EXPOSTOS DO SEMINÁRIO DE S. CAETANO.
EM 1791, FREQUENTAVAM ESTA ESCOLA DE FORMAÇÃO GERAL E PROFISSIONAL 21 ALUNOS, ELEVANDO-SE ESTE NÚMERO EM 1796 PARA 150. À DATA DESTA HOMENAGEM O COLÉGIO PRESTA ASSISTÊNCIA SÓCIO-EDUCATIVA A 148 ALUNOS.
PELA DIRECÇÃO PASSARAM, ENTRE OUTROS, O SANTO PADRE CRUZ (1886-1894), OS BENEMÉRITOS SALESIANOS (1894-1911), O FILÓSOFO LEONARDO COIMBRA (1911) E OS IRMÃOS DAS ESCOLAS CRISTÃS DE S. JOÃO BAPTISTA DE LA SALLE (DESDE 1933).
ESTA LÁPIDE FOI DESCERRADA, EM 29 DE MAIO DE 1992, NO ENCERRAMENTO DAS SOLENES CELEBRAÇÕES DO SEGUNDO CENTENÁRIO, POR D. EURICO DIAS NOGUEIRA, ARCEBISPO PRIMAZ DE BRAGA.
Mais tarde, para comemorar o segundo centenário do fundador da instituição, escrevemos novo texto transcrito na placa comemorativa seguinte:
segunda-feira, 25 de maio de 2009
PROGRAMA DA VISITA PASTORAL A TIBÃES
29 DE MAIO DE 2009 (6.ª FEIRA)
- 17.00 HS, Visita ao Centro Social e Paroquial
- 17.30 HS, Celebração da Santa Unção
- 19.30 HS, Encontro com os crismandos
- 21.30 HS, Assembleia Paroquial
30 DE MAIO DE 2009 (SÁBADO)
- 16.30 HS, Encontro com a catequese
- 18.00 HS, Eucaristia
- 19.30 HS, Convívio Paroquial na Quinta da Eira
domingo, 24 de maio de 2009
Política em Verso (19) - Zezão - 10-01-1924
| Há dias, numa gazeta, Que de nome é «Capital», Li, cheio de comoção, Uma notícia de arromba, Mesmo até piramidal, Que, talvez, julguem ser peta, Um grande carapetão, E que, afinal, não é tal… Estava a ferrar o galho Dum rapazola um gorducho, Após uma fartadela, Papo no ar, a boca aberta, De ressonar dá-se ao luxo, Quando uma cobra – espantalho!- Se lhe encafua por ela E lhe vai parar ao bucho! E o demónio do rapaz, Que terrível dorminhoco! Lá continua a nanar, Satisfeito, descansado, Sem mentir o bicharoco, Que, quando lhe pareceu, zás! Lhe veio à boca, a tomar O fresco e … gozar um pouco… Mas o pastor, que tal viu, - Como contá-lo não sei!- Ficou tão abananado, - Nossa Senhora, que horror!- Tão fora de toda a lei, Que co’um chilique caiu, A gritar desesperado: Ó da guarda! Aqui-del-rei! Faz-me isto lembrar a história, Já por aí muito constada, Dum cavalheiro espanhol, Que tinha um olho de vidro, E que é um tanto engraçada… Ela lá vai de memória: - Ele gostava do gól’ Tomava a sua tacada… | E numa noute, o zarolho, Chega a casa avinagrado - A jumenta era bem boa!- E, à mesa de cabeceira, Põe o copito adorado. Em seguida, tira o olho E, no copo, mesmo à toa, Deita-o dentro descuidado! Acordou com muita sede, Muito indisposto, trombudo, Sentindo-se mesmo mal… E, para a sede apagar, Entre-abre o olho polpudo, Co’um braço a distância mede, Pega no copo fatal E… emborca o seu conteúdo! Ao outro dia olvidado, Ansioso o olho procura, Sem dar-lhe co’o paradeiro! Para cúmulo da desgraça, Além da horrível secura, Inda se sente engasgado… E assim anda o dia inteiro Sem ver do seu mal… a cura… Chama o criado: - Juan! Viene aqui Xá, de repiente! - Que me quiere? Diga, ustêd… - Que mires o que aqui tengo! - Eh! Patron! Juan no miente! - Lo que o Juanito vê?... - Un … ojo… a mirar la gente!!! Zezão |
terça-feira, 19 de maio de 2009
VISITA DE ESTUDO
Os grupos disciplinares de Ciências da Natureza e História, do segundo ciclo, na sequência do seu projecto de actividades, promoveram uma visita de estudo no dia 18 de Maio de 2009, com o seguinte programa:
– Visita ao Parque Biológico de Avintes
– Visita ao Palácio da Bolsa (Salão Árabe)
– Cruzeiro das 6 pontes em Barco Rabelo
Esta Visita de Estudo procurou: dar a conhecer a diversidade de ambientes e de seres vivos existentes na Biosfera; observar o contraste existente entre a paisagem florestal preservada no Parque e a paisagem envolvente urbana e conhecer o património histórico de povos que ocuparam a Península Ibérica.