A Fonte do Anho (Fonte do Cordeiro) merece uma especial atenção, sobretudo pela mensagem contida na inscrição: «AD FONTEM QUICUMQUE SITIS ACCEDE BENIGNUM HAUD UNDA NOCET DEFLUIT UNDE VIDE».
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
A Fonte do Anho (Fonte do Cordeiro) merece uma especial atenção, sobretudo pela mensagem contida na inscrição: «AD FONTEM QUICUMQUE SITIS ACCEDE BENIGNUM HAUD UNDA NOCET DEFLUIT UNDE VIDE».
O Cadastro setecentista da livraria (biblioteca) tibanense incluía livros sobre Teologia (1770 obras), História (805), Literatura (454), Ciências e Artes (361), Jurisprudência (357), Poligrafia, História e Bibliografia (71), num total de 3218 obras.
A maioria dos livros era em Latim (47,3%). Em Língua Portuguesa eram 32,7% dos livros, em Espanhol 10,7%, em Francês 6,5%, em Italiano 2,3%, em Inglês 0,2%.
As obras são predominantemente dos séculos XVIII, XVII e XVI, distribuídas, assim, respectivamente, 40%, 35% e 20,3%.
Na Livraria figuram nomes como Montesquieu, Verney, Muratori, Melo Freire, Melo Franco, dalabella, Vandelli, Teodoro de Almeida, Filinto Elísio, Pereira de Figueiredo.
Os Monges erigiram, em Tibães, no século XVIII, a Arcádia Tibanense, academia literária de pouca duração, adquirindo um apreciável prestígio cultural. Os coriféus deste movimento evolutivo foram Fr. Francisco de S. Luís e Fr. Vicente da Soledade e Castro, deputados e presidentes do Parlamento no Liberalismo.
A chamada “Estrada da Graça” era administrada pelo Mosteiro de Tibães, que controlava, igualmente, a passagem do rio, no “Barco da Graça”, pois era um eixo viário de grande importância estratégica para o mosteiro.
Segundo Aurélio de Oliveira: «A importante passagem do Cávado, na Graça era de posse exclusiva da Abadia (...). Acresce que essa passagem não servia só para pessoas, mas também para cavalgaduras, além de carros, coches e liteiras. O preço do arrendamento do Barco da Graça é também índice da importância dessa passagem (...). Essa via atravessava aí o rio Cávado seguindo por S. Eulália de Cabanelas e penetrando em Cervães. Aqui encontrámos nós referência, em Prazos da Mitra de Braga dos séculos XVII e XVIII, a uma estrada que seguia para Viana do Castelo, e que deve ter constituído o prolongamento daquela importante passagem e da via do Couto, que deverá, naturalmente ter diminuído com a abertura e melhoramentos da Ponte do Prado (...)».
No século XVIII, foram realizados diversos melhoramentos: arranjo de todo o caminho que leva à passagem da Graça; uma nova calçada; e construção de um cais de pedra para fácil e segura acostagem da barca (...)».
A importância desta via nas épocas medieval e moderna decorre, evidentemente, da importância da Abadia de Tibães no contexto da região e da necessidade de manutenção e administração de um importante caminho que atravessava o Couto.
Segundo Maria Filomena Andrade (Entre Braga e Tui: uma fronteira diocesana de duzentos. O testemunho das inquirições), tendo como fonte as Inquirições de 1220 (publicadas em Portugaliae Monumenta Historica, vol. I, Lisboa, 1888), dos 2683 casais distribuídos pelas diferentes comunidades religiosas, são os beneditinos os mais representados: 42% são de mosteiros beneditinos, 16% de agostinhos, 10% de ordens militares, 4% da Sé de Braga, 2% de S. Tiago, 3% de Cister e 3% de outras observâncias.
Um decreto do ministro António Joaquim de Aguiar, em 1834, veio extinguir as Ordens Religiosas, tanto no Continente, como no Ultramar Português. Assim os bens, moradias, foros, e todas as pertenças do Convento de Tibães passaram para a posse do Estado. Mais tarde todas as pertenças e bens foram arrematados e vendidos.
Se consultarmos o Arquivo Municipal, mais propriamente o Copiador para a correspondência expedida - Representações da Câmara de Braga (1844-1869), deparamos com uma exposição dirigida ao poder real, por parte da vereação camarária, datada de 5 de Abril de 1864:
«Senhor: o Mosteiro de Tibães é um edifício que pela sua colocação só pode desafiar a ambição dos arrematantes, para ser demolido, e vendidos para outras edificações os materiais de que foi feito. E será justo que se deixe assim aniquilar um monumento que fará honra a esta terra pelas recordações que encerra da laboriosa actividade - incansável zelo - e inimitável dedicação que aqueles Monges, os primeiros agricultores desta formosa Província souberam ser úteis à sua Pátria e ao seu semelhante? Por certo que não. Esta Câmara por isso suplica e espera que o Governo de Vossa Majestade mandando ficar sem efeito a ordenada arrematação e ouvindo depois as muitas razões de conveniência pública que ela se reserva fazer subir ao conhecimento de Vossa Majestade adaptará providência que satisfazendo a expectativa dos povos deste conselho, aparte a ideia da destruição daquele monumento secular. Deus guarde Vossa Majestade por muitos anos. Braga em 5 de Abril de 1864. Vice-Presidente, Bento Miguel Leite Pereira, Vereadores…».
Frei Francisco de Santa Gertrudes, professo da Ordem de São Bento, era natural da Aldeia de Cima, freguesia de São Romão, Bispado de Lamego.
Filho de João Pinto, da Aldeia de Cima e de Luísa Pereira, natural de São Cipriano.
Passou pelo Convento de São Bento da Saúde, em Lisboa.
Foi acusado de violação por tomada de ordens, o que seria uma proposição herética. Por isso foi preso em 25 de Agosto de 1750, tendo sido sentenciado em Auto de Fé, realizado na Igreja do Convento de São Domingos, em Lisboa, no dia 24 de Setembro de 1752.
Na sentença lê-se: «seja interdito de receber qualquer Ordem, seja degredado por dez anos para o Mosteiro e Casa Capitular da sua Ordem, tenha cárcere, com reclusão por um ano, a cumprir no mosteiro, com penitencias pro gravioribus, tenha mais penas e penitências espirituais, instrução na Fé e pague as custas. Ficava interdito de entrar em Lisboa».
Foi solto a 30 de Setembro de 1752.
Depois de cumprir pena em Tibães e, por motivo de saúde, pediu para ser transferido do Mosteiro de Tibães para o de Lisboa.
Rafael Bordalo Pinheiro, alfacinha, republicano, anticlerical, várias vezes meteu os pés a caminho, para conhecer in loco, a vida e a sociedade bracarense. Na sua publicação, O António Maria, 1.ª série (1879/1885), a propósito do Centenário do Bom Jesus do Monte, envia para a capital o canudo com os desenhos que permite que Lisboa observasse Braga por um Canudo. Num dos desenhos o Arcebispo de Braga zela por um dos carros que tinha participado no cortejo do centenário.
Quem visita as Capelas anexas à Sé de Braga poderá encontrar o túmulo de D. Lourenço Vicente, trigésimo oitavo arcebispo de Braga, em muito bom estado de conservação.
Como cidadão amante da sua pátria, depois de Cristão era Português, deu provas da sua valentia e coragem na Batalha de Aljubarrota.
No auge do combate, recebeu na face direita um longo e profundo gilvaz, cuja cicatriz ainda hoje se nota distintamente.
D. Lourenço respondeu ao golpe arremessando o castelhano ao chão pagando com a própria vida.
Este e outros episódios da batalha são relatados por D. Lourenço Vicente numa célebre carta dirigida ao Abade de Tibães.
Depois de vários anos de preparação, o Museu Virtual à Descoberta da Arte Barroca está finalmente on line em www.museumwnf.org ou www.discoverbaroqueart.org, ou, simplesmente, em Museu Sem Fronteiras desde 21 de Janeiro de 2010. Oito países europeus, incluindo Portugal, participaram na criação deste segundo ciclo temático do Museu Virtual, implementado pelo Museu Sem Fronteiras, dando assim origem ao maior Museu Virtual de todo o mundo. Segundo os princípios orientadores do Museu Sem Fronteiras, que defendem a contextualização dos artefactos expostos e desvendam tesouros desconhecidos, trazendo-os para a ribalta, o Museu Virtual À Descoberta da Arte Barroca conjuga peças barrocas europeias, desconhecidas do grande público, com obras de arte universalmente conhecidas. Nós colaboramos, desde o início, em representação do Bom Jesus do Monte, de Braga, como Curatorial Collaborators.
Ver http://www.discoverbaroqueart.org/mwnf_credit.php
Todos conhecem o Grupo de Jovens de Tibães, o seu trabalho, os seus objectivos, as suas vozes.
Ainda, recentemente, comemoraram mais um aniversário, pois foi fundado em 31 de Janeiro de 1987.
Por solicitação do Rui Correia, informamos que o Grupo de Jovens de Tibães tomou a iniciativa de celebrar uma missa em memória das vítimas do temporal do Arquipélago da MADEIRA, no próximo dia 6 de Março, pelas 19.30 hs, na Capela da Sr.ª do Ó. Simultaneamente o Grupo de Jovens promoverá a recolha de donativos para as vítimas deste infortúnio. Os donativos serão entregues à Caritas.
Natural de Viana do Castelo. Foi formado na Escola Beneditina de Tibães. Frei António (António Malheiros Reimão) era Doutorado em Teologia pela Universidade de Coimbra. Foi nomeado Bispo do Rio de Janeiro no dia 18 de Janeiro de 1747. Foi o titular do Bispado de São Sebastião do Rio de Janeiro até 1773.
Mendo II Gonçalves, (945 - 1 de Outubro de 1008), foi morto num ataque Viking à Galiza. Mendo, casou com a Condessa Tudadomna. Foi Conde de 999 a 1008.
Alvito Nunes, casou com a Condessa Tudadomna. Foi Conde de 1008 a 1015.
Ilduara Mendes, filha de Mendo Gonçalves e de Tudadomna, casou com Nuno I Alvites, filho de Alvito Nunes e Gontina, foi Conde de 1015 a 1028.
Mendo III Nunes, foi Conde de 1028 a 1050. Morreu em combate.
Nuno II Mendes foi Conde de 1050 a 1071, último descendente conhecido de Vimara Peres, foi derrotado pelo rei Garcia II da Galiza. Era filho de Mendo III Nunes, a quem sucedeu em 1050. As suas aspirações a uma maior autonomia do Condado Portucalense em relação ao reino da Galiza, levaram ao confronto com o rei Garcia II; reclamou a independencia e o titulo de rei, em 1070. Foi derrotado e morto na batalha do Pedroso, perto do Mosteiro de Tibães.
O primeiro Condado Portucalense foi, assim, extinto e absorvido pelo reino da Galiza, na pessoa do rei Garcia II. O Condado seria restaurado na pessoa do Conde D. Henrique de Borgonha.
Fotos tiradas, aproximadamente, em 1928.
Na foto da direita, podemos observar, no primeiro plano, da esquerda para a direita: desconhecido, desconhecida, Manuel Peixoto, Aurora do Peixoto, Francisca Rosa (da Amieira), Maria Gomes (esposa do Zé do Anjo), José Coelho (do Anjo), Anjerca.
No segundo plano, da esquerda para a direita: desconhecido, desconhecida, Esposa de Manuel Maria Dias Gomes, Cândida Dias Gomes (Esposa do Peixoto), Maria Dias Gomes (esposa do José do Pinheiro), desconhecida, desconhecida, Cândida da Eira, Maria da Eira, Andresa da Amieira, Anjerca.
No terceiro plano, da esquerda para a direita: desconhecido, desconhecido, desconhecido, desconhecida, criança, Aurora Gonçalves, José Dias Gomes com filho Manuel ao colo, José da Conceição Peixoto (26-01-1898/17-01-1986), Manuel Gomes (Caniças) pai de José Dias Gomes, Jerónima Dias de Carvalho (Esposa de Manuel Gomes), Marques (Proprietário do Mosteiro de Tibães).
Em último plano da esquerda para a direita: Domingos Dias Gomes, Manuel Maria Dias Gomes, e um Indivíduo com apelido Maria Benta.
Mostramos, agora, uma foto dos associados do Patronato de Tibães, por ocasião de um convívio ao Porto e à Póvoa de Varzim.
De entre o vasto grupo de elementos, pode observar-se o Silvestre Coelho, o Maroteira, o Gaspar Capa, o José Coelho, o Francisco Catrina, o Manuel Mouro, o Joaquim Sapateiro, entre outros.
Esta passeio ocorreu no dia 28 de Setembro de 1941.
INOCÊNCIO IV ao Arcediago de Barcarena, ao Chantre e Mestre-Escola João de Vila Verde (Itilaviridi) cónego em Lisboa. --- BULA Sua nobis em que lhes manda tomar conhecimento e resolverasdívidas que existiam entre o Arcebispo de Braga e os Abades e conventos dos Mosteiros de Tibães, Landim, Ozo e de outros, e os reitores e clérigos da diocese que se recusavam a pagar a terça parte dos mortuários dos defuntos que enterravam nas suas igrejas e cemitérios.
"Dat. Laterani III idus Mardi Pontificatus nostri Anno XI" (A.D.B., Gav. dos Mosteiros, doc. 58, orig. sem selo).
- De 8 de Fevereiro de 1417:
O CONCILIO DE CONSTANÇA ao Abade do Mosteiro de Tibães. --- BULA Exhibita nobis na qual lhe manda que obrigue, se necessário fôr com censuras, Martim Afonso e outros a restituir à mesa Arqulpiscopal os bens que dela tinham ilegitimamente em seu poder. "Dat. Constantie VI idus Februarii anno a nativitate domini M CD XVII Apostouca sede vacante" (A.D.B. , Rer. Mem., vol. 3, séc. XVII, fl. 21 lv.).
- De 4 de Junho de 1472:
SISTO IV a Fr. Egídio, Bispo de Titópolis, residente na cidade de Braga e aos Abades dos mosteiros de Tibães e Carvoeiro. --- BULA Sua nobis pela qual os encarrega de conhecerem o pleito que existia entre a Mesa Capitular de Braga e Diogo Ferreira, cidadão Bracarense, sobre a posse de umas casas pertencentes ao Cabido, e de resolverem sobre a legitimidade da sentença proferida. "Dat. Rome apud Sanctum Petrum Anno mc. dominice M CD LXX II Pridie Nonas Junji Pontificatus nostri Anno 1" (A.D.B., Gav. das Propriedades do Cabido, doc. 75, orig. com selo).
- De 12 de Junho de 1472:
SISTO IV a Fr. Egídio, Bispo de Titópolis, residente na cidade de Braga e aos Abades dos mosteiros de Tibães e Carvoeiro. --- BULA Sua nobis pela qual lhes manda tomar conhecimento e sentenciar a questão levantada entre a Mesa Capitular de Braga e os sucessores de Pedro Afonso, sobre o emprazamento feito a este pelo Cabido, mediante o pagamento de certo censo anual, dos frutos e demais proventos da igreja de S. Miguel das Marinhas, unida à referida Mesa e a esta pertencente. "Dar. Rome apud Sanotum Petrum Anno mc. dominice M CD LXX II Pridie idus Junii Pontificatus nostri Anno 1" (A.D.B., Gav. l.a das Igrejas, doc. 53, orig. com selo).
- De 22 de Novembro de 1488:
INOCÊNCIO VIII ao Bispo de Pamplona, ao Arcediago de Vimieiro e a Pedro gues, Cónego da Sé de Braga. --- BULA Romani Pontificis pela qual nomeia Abade comendatário dos mosteiros de Tibães e Vimieiro a D. Jorge da Costa, Cardeal de Alpedrinha, e encarrega, aqueles a quem se dirige, ou a qualquer deles, de executar a Bula. "Datum Rome apud Sauctum Petrum. Anuo incaruationis dominice M CD LXXX VIII decimo Kls Decembris. Poutificatus nostri anuo quinto" (A.D.B., Cx. das Bulas, u.0 5, doc. 140, orig. sem selo).
- De 19 de Maio de 1570:
PIO V ad futuram rei memoriam... --- BREVE Romani Pontificis pelo qual determina que se anulem todos os processos de suspeições instaurados pelo Cabido de Braga e outras entidades, contra o Arcebispo D. Fr. Bartolomeu dos Mártires, perante o Bispo do Porto, Juiz Apostólico, por causa de os obrigar à execução das determinações do Concílio Tridentino sobre as Visitações; que nenhuns autos de suspeição sejam admitidos contra o Arcebispo; e para evitar suspeições manda que neste negócio o Arcebispo despache com um dos adjuntos: Abade do Mosteiro de Tibães, Abade do Mosteiro de Bouro, e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Braga. Se, porém, não agradar ao Arcebispo, levará as causas perante o Cardeal D. Henrique ou o Bispo de Lamego que as resolverão dentro de três meses. Finalmente, ordena ao Cardeal D. Henrique e ao Bispo de Coimbra ou a seu Vigário Geral, que façam executar o presente Breve. "Dat. Romne apud Sanctum Petrum sub annulo piscatoris die 19 Mau 1570. Anno quinto" (A.D.B., Gav. das Concórdias e Visitas, doc. 45 - 2 cóp. séc. XVII).
- De 12 de Fevereiro de 1596:
CLEMENTE VIII ad perpetuam rei memoriam. --- BREVE Ut ea pelo qual concede à Congregação dos beneditinos os privilégios de conferir ordens menores, de colocar vigários perpétuos ou ad nutum nas igrejas unidas ao seu mosteiro de Tibães, desde que sejam por eles nomeados e aprovados pelos Ordinários, e que as igrejas servidas por regulares sejam providas ad nutum pelos seus superiores. Ás igrejas do padroado eclesiástico, porém, seriam providas por concurso. "Dat. Rome apud Sanctum Petrum sub annulo piscatoris die XII Februani M D XC VI Pontificatus nostri Anno V." (A.D.B., Cx. das Bulas, n. 9, doc. 334, transcrito no Breve de Urbano VIII de 31 de Março de 1632).
Natural do Porto, nasceu em 30 de Agosto de 1740 e faleceu em 1818. Aprendeu francês e inglês com o P.e António Vieira. Foi Doutor e Lente da Faculdade de Teologia e Arcebispo de Évora. Foi sócio da Academia das Ciências desde a sua fundação. Professou no Mosteiro de Tibães. A oração fúnebre que fez nas exéquias do Marquês de Pombal é tida como um modelo de eloquência no género. Por ordem de Pombal, admitia às suas lições estudantes seculares sendo o atestado passado por Santa Clara suficiente para dispensa da frequência da Universidade. Foi o reformador da sua Ordem. O Capítulo Geral da sua Ordem, de 1786, elege-o Director da Congregação. Em 1794 é nomeado deputado da Mesa da Comissão Geral que substituiu a Mesa Censória. Das suas várias obras, destaca-se o Plano e Regulamento dos Estudos para a Congregação de S. Bento.
Reitor da Universidade entre 1541 e 1543.
Foi comendatário do Mosteiro de Tibães da Ordem de S. Bento.
Em vésperas da implantação da República, em Janeiro de 1908, o General Alves Roçadas, que se destacou pelas campanhas africanas, é recebido em Braga.
Foi recebido com todas as honras pelas Associações de Braga e respectivos estandartes, bandas de Música, Autoridades, Corporações e Academias.
A esta homenagem não foi estranho o facto de ter sido educado no Colégio de S. Caetano, onde esteve matriculado com o número 43.
Para as cartas de doação de terras às igrejas e mosteiros passou a reservar-se a designação Cartas de Couto, cartas de foro a criar e defender as terras eclesiásticas, privilégio de igrejas e mosteiros (Couto).
A essa terra privilegiada reservar-se-ia o termo Couto, sendo o donatório habilitado a cobrar certas prestações; por sua vez, os que dentro do perímetro do couto habitavam ficavam isentos da jurisdição régia e escusados da hoste, fossado, peitas e outras obrigações.
No período do Condado Portucalense, na região do Entre Douro e Minho, se bem que o Foral de Guimarães seja de 1096, o primeiro mosteiro beneditino a receber carta de couto foi o de Santo Tirso, em 1097.
Sabe-se, com efeito, que Dª Teresa, para dar provas de devoção religiosa e para ganhar o apoio de alguns nobres, favoreceu com cartas de couto alguns mosteiros, de que esses mesmos nobres eram patronos. Certos mosteiros, em pleno séc. XVIII, para realçar a antiguidade e nobreza de seus coutos recorreram a essas significativas e emblemáticas obras de arte, mandando fazer grandes quadros a atestar a antiguidade e nobreza do seu couto bem como o respectivo direito de posse de que nos restam o quadro de Tibães no Arquivo Distrital de Braga e o de Travanca na sacristia da respectiva igreja.
Eis algumas cartas de couto conferidas aos mosteiros beneditinos pelo Conde D. Henrique e Dona Teresa: 1097(1198)-11-23 – Couto de Santo Tirso; 1097-11-24-1098-02-26 – Couto de Rendufe; 1110-03-24 (25 ou 26) – Couto de Tibães; 1112-08-01 – Couto de Pombeiro; 1120-1122-1123-01-08 e 1127-10-16 – Minuta e carta do Couto de Alpendurada; 1121-1128-04-06 – Couto de Cete; 1127-05-23 – Doação de Vimieiro a Cluny.
D. Afonso Henriques, durante certo tempo, seguiu, de forma alargada, a política de seus pais na atribuição de coutos eclesiásticos a beneditinos e outras instituições religiosas, como o Couto de Donim, Guimarães, a Tibães (26-02-1135).
Segundo a tradição historiográfica, Parada de Tibães foi fundada com a sua congénere Mire de Tibães, em tempos da monarquia sueva. A documentação, porém, menciona a freguesia pelos inícios do século XII. Nas Inquisições de 1220, ao tempo de D. Afonso II, Parada de Tibães aparece já integrando o “Couto de Tiviães”. Este Couto obteria novo foral por volta de 1517, no reinado de D. Manuel.
O Lugar de Donim (Guimarães) terá sido parcialmente coutada para o mosteiro de Tibães, por D. Afonso Henriques e em 26 de Fevereiro de 1135, como registarão posteriormente as "Inquirições" de 1220, à época de D. Afonso II. Nas Inquirições de 1288, relativas à freguesia de São Salvador de Donim lê-se: «O paaço de Fernão Fernandes, irmão do bispo de Lamego... o vírom honrado dês que se acordam...; a terça parte desta freguesia é Couto do mosteiro de Tibães por cartas de el-rei e a outra terça do mosteiro de Adaúfe e é devassa e dão a renda a el-rei pola voz coima, e a outra terça é de homens filbos-de-algo, trazendo a terça do mosteiro de Tibães o prócer D. João Rodrigues de Briteiros certamente emprazada dele (in "Silva, João Belmiro Pinto da, Guimarães - Nas Raízes da Identidade, Anégia Editores, ed. lit., 1999».
Segundo alguns autores, o primeiro documento emitido por Afonso Henriques, onde se intitula "Rei de Portugal", foi precisamente a carta de Couto concedida à "vila de Mende", a 7 de Julho de 1140. Couto que se situaria numa área geográfica, como se pode aferir pelas confrontações descritas no documento, entre Apúlia, parte da freguesia de Necessidades e parte da freguesia de Estela.
D. Afonso Henriques concede a Carta de Couto de Santa Maria de Estela e da Vila de Mendo, aos 7 de Julho de 1140 (era de 1178) aos frades beneditinos de Tibães: «… Eu, Afonso, Rei de Portugal, filho do conde Henrique e da raínha Teresa e neto do rei Afonso, o grande, faço carta do couto da Vila de Mendo e de Santa Maria de Estela, em honra de Deus e de Santa Maria e de São Martinho, e de todos os santos, a vós, abade D. Ordonho e a vossos monges que no convento de Tibães perseveram numa vida santa, e a vossos sucessores que aí residem em virtude da promessa que fizestes de orar a Deus dia e noite pela salvação da minha alma e de meus pais e também pelos duzentos meios que me destes… Carta de couto feita a 7 de Julho da era de 1178. Eu, Afonso Rei de Portugal, esta carta de firmíssimo couto e grafide segurança rubrico pela minha própria mão, para vós, D. Ordonho, abade de Tibães, e para vossos monges, tanto presentes como futuros…».
Gondar, pequena freguesia do Concelho de Caminha, é mencionada nas Inquirições de 1258 conforme se verifica no livro “Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais (vol. II, Norte, Arquivos Nacionais/Torre do Tombo): Foi vigairaria da apresentação “ad nutum” do convento de Tibães».
A Freguesia de Encourados, concelho de Barcelos, vem nas Inquirições de D. Afonso II de 1220 com a designação – “De Santo Jacobo de Encoirados de Cauto de Martim”, nas Terras de Penafiel. Nelas se diz que o rei não tem aqui reguengo algum e não recebe qualquer foro; que esta Igreja tem sesmarias, Tibães 5 casais e Vilar de Frades 19 casais.
A freguesia de Lama, do Concelho de Barcelos, que nas Inquirições de 1258, surge com a designação "De Sancto Salvatore de Lama" do Julgado de Prado, eclesiasticamente, estava sob o protectorado do Mosteiro Beneditino de Tibães.
A capela de S. Pedro de Varais, situada no concelho de Caminha, constitui um dos casos mais surpreendentes dos monumentos românicos da ribeira Lima. Esta capela com todos os seus bens e rendas foi Incorporada no Convento de Tibães, em 1834.
Serreleis, freguesia do Concelho de Viana do Castelo, tem por orago São Martinho. Era então da apresentação do convento de Tibães, tornando-se mais tarde independente com o título de reitoria.
Em meados do século XVIII a freguesia de Vile, do concelho de Caminha, autonomizou-se da paróquia de São Pedro de Varais. Segundo Pinheiro Leal, em 1768, o direito de apresentação pertencia ao Convento Beneditino de Tibães.
Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo diz-se que a Igreja da freguesia de Carreço, Conelho de Viana do Castelo, pertencia um quarto ao arcebispo, outro a São Salvador da Torre (sendo ambas, portanto da mesa arcebispal) e as restantes a São Romão de Neiva e ao mosteiro de Tibães. Nas inquirições de D. Afonso III pode ler-se que Carreço era uma terra produtiva em géneros agrícolas, como trigo, linho, cevada, gado bovino e ovino, dos quais pagavam renda (no S. Miguel e em Janeiro) aos possidentes de uma quantidade considerável de casais. De entre os detentores desses casais destacam-se os mosteiros de S. Salvador da Torre, S. Cláudio de Nogueira, Tibães, S. Romão do Neiva e S. Bento de Cabanas.
Mostramos, acima, o Mapa referente à Divisão Administrativa de 1801, onde Tibães figura como cabeça do couto, constituído por 5 freguesias Mire de Tibães, Padim da Graça, Panóias, Parada e São Paio de Merelim (São Paio da Ponte).
Os monges beneditinos gozavam de um certo prestígio no campo sócio-religioso, por serem jovens, letrados e ilustres.
Em 1569, no início da tomada de posse de alguns mosteiros pela congregação beneditina, eram oitenta e cinco, o número de religiosos beneditinos repartidos pelos seguintes mosteiros: Tibães (15 monges e 5 noviços), Pombeiro (7 monges e 1 noviço), Travanca (7), Refojos de Basto (14), Rendufe (10), Ganfei (4 monges e 1 noviço), Arnóia (3), Neiva (5), Alpendurada (6), Santo Tirso (13).
Decorridos vinte anos (1588-1589), depois da tomada de posse de todos os vinte e dois mosteiros que integravam a congregação, o número de monges subiu para 180.
Entre 1655-1696, ingressarão como noviços na congregação (Tibães, Porto e Lisboa) cerca de 452.
Em 1914, começa a verificar-se alguma rivalidade entre as estruturas do Partido Republicano Português em Braga. Entretanto, as estruturas do P.R.P. disseminavam-se, registando-se a existência de Centros Republicanos Paroquiais em muitas freguesias do concelho.
Segundo o Notícias do Norte de 30-03-1914 e 6-04-1914 pode observar-se que, em Braga, havia muitas comissões paroquiais republicanas, designadamente, em S. Lázaro, Maximinos, Sé, S. João do Souto, S. Víctor, Palmeira, Tebosa, Celeirós, Parada, Mire de Tibães, Padim da Graça, Vimieiro, Ferreiros, Priscos, Cividade, Gondizalves e Gualtar.
O Episcopado Português elaborou uma pastoral, em 24 de Dezembro de 1910, criticando a acção do Governo Provisório, saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910, em resultado das tensões entre o Governo e o Clero, que passou a ser lida nas missas, a partir de Fevereiro de 1911, dias após a publicação da nova lei do registo civil, que desagradou muito à igreja. Nesta Pastoral são notórios os apelos aos esforços para remover da legislação tudo o que fosse contrário à religião.
O Governo reage fortemente através de Afonso Costa.
Em Fevereiro de 1913, o administrador do concelho remete para o governo civil, uma representação de diversas comissões paroquiais, nomeadamente, de Padim da Graça, Panóias, Parada e Mire de Tibães que reclamam o estabelecimento de um posto de registo civil em Padim da Graça, uma vez que as populações estavam habituadas a efectuar o registo de nascimento junto do pároco.
No dia 28 de Outubro de 1891, o Rei D. Carlos inaugura uma exposição industrial, em Braga, aquando de uma visita à cidade, para se aperceber da paisagem económica bracarense.
Neste certame participou a Companhia Fabril do Cávado que contava, na ocasião, com 900 trabalhadores.
Esta realidade viria a decrescer por ocasião do final da Primeira República, em 1924, num tempo de crise marcado por um refluxo no consumo e pela escassez de matéria-prima, onde os trabalhadores encontravam trabalho, apenas, alguns dias da semana.
Com a independência de Portugal em 1143, as freguesias do Norte de Portugal iniciaram o seu processo de formação, ou seja, a partir do século XII.
Aqui remonta a Freguesia de Mire de Tibães, pois nas Inquirições de D. Afonso II, em 1220, podemos ler «De Saneto Pelágio de Merlim de Couto de Tibães». Nestas inquirições aparecem as designações de São Paio e Couto de Tibães.
Nestas Inquirições se diz que a igreja de Martim tem sesmarias e um casal, Vilar de Frades 9 casais, Tibães 15 casais e Braga 1 casal.
As Ordenanças foram instituídas em 1570 no reinado de D. Sebastião, após várias tentativas de criação de um sistema de organização militar controlado pelo Rei, realizadas nos reinados de D. Manuel I e D. João III, que viesse substituir a milícia concelhia dos Besteiros do Conto, extinta por D. Manuel. Foram restabelecidas em 1640, e a sua organização definitiva, como meio de recrutamento para o Exército, deu-se em 1643.
Em 9 de Março de 1916, a Alemanha declara formalmente guerra a Portugal. Portugal responde, no dia seguinte, com igual declaração.
Deste conflito resultou um aviltamento das condições de vida das massas populares. O medo e a fome fez tocar a rebate os sinos da aldeia.
Em 13 de Abril de 1916, tocam a rebate os sinos de Cabreiros pela saída de uma quantidade de milho de um proprietário local.
Em 28 de Maio de 1916, muitos populares de Mire de Tibães, Parada de Tibães, Padim da Graça e outras freguesias manifestaram-se em protesto na cidade de Braga, tendo as autoridades respondido com o envio de forças militares de Infantaria e Cavalaria e, ainda, da Guarda Republicana, para a Estação de Caminhos de Ferro receando que o povo quisesse roubar o milho que aí estava depositado.
A manifestação de protesto dirigiu-se, então, para o Governo Civil, onde reclamou das autoridades o milho que tanto escasseava.
As ideias nascem.
De início como pirilampos na noite.
Depois vão crescendo em brilho.
Por fim seguram a nossa mão e levam-nos à Aventura.
Assim nasceu a «borboleta» que acompanha a génese e a temática desta revista.
Não foram as poesias intituladas «borboletas» de Vinícius de Moraes, Marisa Monte, Sara Tavares ou de Olavo Bilac (Santos e Pecadores) que nos iluminaram, mas a beleza das diferentes espécies de borboletas, com variadas cores que parecem roubadas do arco-íris, com texturas nas asas, com um corpo ultra-leve, com asas muito largas. Mesmo, assim, a borboleta consegue pousar na flor aberta, de onde suga o néctar adocicado.
A borboleta é formosa, voa, porfia, cansa, treme, e respira a custo.
Também no ensino-aprendizagem há semelhanças com o mundo das «borboletas». Os professores e os alunos não podem passar a vida rastejando, de corpo murcho e asas encolhidas. Devem voar, dar asas à liberdade, ensinar e aprender a ser livres.
O trabalho do professor, junto do aluno, é semelhante ao da borboleta quando esta abandona a crisálida para voar, quando esta se abre e a borboleta sai do seu interior. Também o aluno deve ser a maravilhosa crisálida que brotará, que deve deixar o casulo e voar, libertar-se, autonomizar-se, ganhar o seu espaço.
A borboleta também simboliza a mudança, a metamorfose. À sua imagem, também o ser humano se transforma. Evolui fisicamente mas, sobretudo, assiste-se a uma alteração constante de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões.
Como a borboleta, apetece-me dizer:
«Voou pelo mundo e foi colorindo tudo por onde passou».
(texto publicado na Revista Andarilho, n.º 33, Fevereiro, 2010)
Segundo as regras em vigor entre os beneditinos, de doze em doze dias, o barbeiro deslocava-se ao Mosteiro de Tibães para barbear os monges.
A chegada do barbeiro era preparada de véspera. Um caldeirão de água fervia com carqueja na barbearia.
A barbearia estava equipada com todos os apetrechos necessários ao seu funcionamento. Ao seu dispor estava, igualmente, preparado um armário com a roupa indispensável.
Os honorários do barbeiro, no século XVIII, eram satisfatórios: soldada anual de 70 alqueires de pão meado, 1 marrã de 50 arráteis ou 1.000 reis, 500 reis de sabão e 4 alqueires de trigo como pitança.
O Barbeiro era polivalente, pois além da higiene com a barba e o cabelo, também procedia a sangrias, lançava sanguessugas e tirava dentes.
O espaço destinado à barbearia, em 1797, ficou reduzido pois na parte norte foi montada aí uma botica.
Nasceu na Régua e baptizou-se com o nome de António Feliciano Carvalho. Tomou o hábito beneditino, em Tibães, em 1800, sendo Abade Geral Frei Manuel de Santa Rita Vasconcelos, pelo que recebeu o sobrenome de Santa Rita.
Professou, em Tibães, em 1801. Foi escolhido pelos seus mestres para frequentar as aulas de Teologia, na Universidade de Coimbra (1806-1814). Ordenou-se presbítero em 1807.
Em Coimbra foi estadista ou relator dos estados do Colégio de S. Bento para o Capítulo Geral de Tibães, desde 1810 até 1822.
Nasceu no Porto e foi baptizado em 1800.
Com 17 anos entrou em Tibães, pelas mãos de Frei Francisco de S. Luís. Ordenou-se sacerdote em 1823. Doutorou-se em Teologia na Universidade de Coimbra em 1831.
Em 1843 foi nomeado, pela Rainha, Arcebispo de Goa (1843-1849).
MURALHAS MEDIEVAIS
Durante a Idade Média, Braga era uma cidade muralhada. No século XII já havia uma "cerca" a proteger a Sé e zona envolvente. O castelo, na zona da actual Arcada, foi construído no tempo de D. Dinis; nessa altura, deverá também ter sido ampliada a muralha.
D. Fernando, no final do século XIV, mandou reparar o castelo já existente, devido ao clima de guerra quase permanente com Castela que se viveu durante o seu reinado. No século seguinte continuou a dedicar-se atenção a esta fortificação. A torre de Santiago, por exemplo, é dessa época.
A partir do século XVI esse tipo de defesa tornou-se obsoleto, face aos progressos da tecnologia militar, e, a pouco e pouco, a velha muralha foi sendo desmantelada para dar lugar a construções civis. O castelo, que tinha passado a funcionar como cadeia, foi demolido em 1905, tendo sido conservada apenas a torre de menagem, que actualmente funciona como sala de exposições.
A poucos metros é visível outra das torres do conjunto, sobre a qual foi mais tarde construído o campanário da Igreja que existe no local.
Junto ao Arco da Porta Nova existe uma terceira torre, envolvida pelo casario, na qual está instalado o Museu da Imagem, recentemente inaugurado. Além destas, permanecem de pé a Torre de Santiago, transformada no século XVIII em campanário da Igreja de S. Paulo, e a de S. Sebastião, além de alguns troços de muralha que servem de suporte a edificações civis.
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PORTA DE S. JOÃO |
PORTA DE JACOB |
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ARCO DA PORTA NOVA |
PORTA DE S. SEBASTIÃO |
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Que remontará à primeira metade do século XVI, era certamente na época, uma das construções civis mais importantes. Ao longo do tempo sofreu várias influências e intervenções e em 1942 foi objecto de grandes obras de restauro. |
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A CASA DOS CRIVOS Esta Casa, situada na Rua de S. Marcos, é uma reminiscência da moda que, “a partir do século XVII, quando o ambiente de excessiva religiosidade fez cobrir as janelas de gelosias que dariam a Braga o aspecto de uma cidade muçulmana” (In Guia de Braga - Arte e Turismo, de Sérgio da Silva Pinto, edição da Câmara Municipal de Braga, 1959). |
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Remonta ao século XVIII. Edificada pelos cónegos regrantes de Santa Cruz de Coimbra para servir de hospício. Foi leiloada, em 1834, e vendida novamente em 1872. Chegou a ser o «Hotel do Igo». É uma casa emblemática do Campo das Carvalheiras, no qual, também, se destacam a Casa do Pimentel e o cruzeiro seiscentista do Arcebispo D. Afonso Furtado de Mendonça.
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