No Arquivo Distrital de Braga podemos encontrar os manuscritos que constituem os fundos paroquiais referentes à freguesia de Mire de Tibães.![]()
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
FUNDOS PAROQUIAIS DE MIRE DE TIBÃES
terça-feira, 25 de agosto de 2009
O BOM JESUS DO MONTE NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
No Livro Memória das Estrelas sem Brilho de José Leon Machado pode-se recolher alguma informação sobre o modo como o Batalhão Expedicionário se despediu do Bom Jesus do Monte, na véspera da partida para a sua participação na primeira guerra mundial.
Este episódio teve lugar em Abril de 1917.
O batalhão formou às sete horas da manhã. Até às nove horas manteve-se na parada a conferirem e verificarem o conteúdo da mochila que os acompanharia para aquela sangrenta guerra.
Às 9 horas, o batalhão foi apresentado ao coronel do regimento, partindo, de seguida, num agradável dia de primavera, para a estância do Bom Jesus do Monte, de espingarda à bandoleira.
O almoço teve lugar ao fundo do escadório, levado por duas carroças, composto de rancho e um pipo de água-pé.
Seguidamente foram concedidas duas horas de descanso para quem desejasse fazer a via-sacra e rogar a protecção divina. Para quem estivesse interessado na confissão, estaria na Igreja o Capelão Padre Cruz que os acompanharia até à Flandres.
Chegaram ao quartel pouco tempo depois das 16 horas.
Tanto na ida, como no regresso foram ovacionados por muitos populares.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
JUBILEU E ORDENAÇÃO SACERDOTAL
No pretérito Domingo, pelas 11 horas, ocorreu no Mosteiro de Tibães, uma eucaristia presidida por dois filhos da terra.
O Padre Severino Pereira Fernandes comemorava o jubileu sacerdotal, as bodas de ouro sacerdotais sobre a primeira Missa Nova que teve lugar no dia 19 de Julho de 1959. A ordenação do Padre Severino veio terminar com uma superstição (boato) que estava propalada na freguesia. Constava que a expulsão dos beneditinos do Mosteiro de Tibães levaria esta freguesia a um deserto de ordenações sacerdotais. Esta maldição rompeu-se com a ordenação do Padre Severino Pereira Fernandes. Mostra deste facto foi o modo como a freguesia se preparou e se engalanou, como até hoje não houve igual, por ocasião da sua Missa Nova.
O Padre Tiago André Fernandes Freitas celebrou a sua primeira Missa na terra natal d
os seus antepassados. Foi ordenado presbítero no passado dia 19 de Julho, no Santuário do Sameiro e nomeado Chefe do Gabinete do Senhor Arcebispo Primaz e simultaneamente membro da Equipa Formadora do Seminário Menor. É filho do falecido Professor José Auspício Freitas e neto da Sr.ª Maria Lerça. O Padre Tiago Freitas celebrou a Eucaristia Solene de Apresentação à Comunidade de S. Lázaro no passado dia 15 de Agosto de 2009.
domingo, 16 de agosto de 2009
UM TIBIENSE NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Acabo de ler o Livro Memória das Estrelas sem Brilho de José Leon Machado, que retrata a vida dos soldados minhotos nas lamas das trincheiras da Flandres durante a Primeira Guerra Mundial.
Um dos soldados, referenciados no livro, era conhecido por Tibães (o nome próprio não é referido no livro), mas, segundo as minhas investigações trata-se de António Gonçalves da Silva, nascido a 6-12-1892 e falecido em 5-6-1967. Era casado com Alzira da Conceição Gomes, nascida a 2-10-1895 e falecida a 16-1-1977.
Este soldado partiu com o seu batalhão para Lisboa em Abril de 1917, onde embarcariam, a bordo de vapores britânicos, rumo a Brest, Porto da Bretanha. Daqui seguiriam para Rennes, Rouen, Picardia, Amiens, Calais, Wismes, Enguinegatte.
O Batalhão era composto por 960 homens, repartidos por 4 companhias, cada uma com 3 pelotões. Iriam engrossar a Brigada do Minho, que integrava a 2.ª divisão do CEP, Corpo Expedicionário Português. Esta Divisão era constituída por cerca de 20.000 homens, dos quais somente pouco mais de 15.000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo General Gomes da Costa, que se viu impotente para aguentar o embate das 4 divisões alemães, do 6º exército, com cerca de 50.000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934).
As tropas portuguesas só em 4 horas de batalha perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos na Batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918.
Várias passagens deste livro atestam a heroicidade e a personalidade deste simples soldado.
Mesmo antes de partir, dizia o Tibães, para o Alferes:
- Esses cabrões hão-de ver como elas doem!
O próprio Alferes chega a referenciá-lo como um dos soldados mais atrevidos do pelotão.
Na primeira vez que o General Gomes da Costa descia à primeira linha, o Tibães, em sentido, pediu permissão para falar e, ao ser-lhe concedida, perguntou ao General quando teriam licença para ir a casa. Perante tal pergunta, o General torceu o bigode, mirou o soldado e respondeu:
- Talvez pelo Natal, com o bacalhau.
No dia da Batalha de La Lys, quando o tiroteio ainda não dava para adivinhar o que estaria para vir, ele volta-se para o alferes e pergunta:
- Os boches hoje não estão a exagerar? Isto já dura há quase duas horas.
Já durante a batalha, sem comunicações e quando o fumo, o gás, o pó e o nevoeiro não permitia ver nada, o alferes enviou dois estafetas às linhas da frente, o Semelhe e o Tibães. O primeiro regressou pois não conseguiu passar, o segundo regressou com notícias preocupantes, eram oito horas da manhã.
No meio da batalha, atalhou o Tibães:
- É a festa da despedida.
Com o nevoeiro a dissipar-se, foi possível ao alferes ver a destruição do sector português. Rodeados pelos Alemães e na iminência de serem apanhados, o Alferes ordenou ao Tibães e ao Rato que vestissem a farda de dois boches mortos que encontraram e pediu para se disfarçarem de soldados alemães. A ideia era o Tibães e o Rato serem a escolta de um oficial prisioneiro (o alferes). Conseguiram iludir barreiras, infiltraram-se nas trincheiras do inimigo, causando-lhes danos.
No fim da batalha, o pelotão do Tibães, composto de 30 elementos, estava reduzido a 12 homens (entre eles, o Rato, o Tibães, o Apúlia, o Frossos, o cabo Fontes), mais três que estavam no Hospital. Faltavam, entre outros, o Semelhe, o Cabanelas, o Padim e o Tenões.
O Batalhão do Tibães (960 homens) perdeu 60 % dos seus efectivos nesta Guerra.
EXPOSIÇÃO NO MOSTEIRO
Encerra no dia 22 de Agosto a exposição «De Malangatana a Pedro Cabrita Reis», promovida pela Culturgest nos diversos espaços do Mosteiro de Tibães.
Esta mostra resulta da colecção de obras de arte da Caixa Geral de Depósitos e compõe-se de 50 trabalhos (pinturas, esculturas, fotografias e gravuras) da autoria de 35 artistas, entre eles, Paula Rego, Querubim Lapa, Fernando Calhau, Paulo Nozolino, Malangatana, Pedro Cabrita Reis, Henri Cartier Bresson, Lygia Pape, Courtney Smith, Peter Fink.
CONCERTO NO MOSTEIRO
O coro dos pequenos cantores de Saint Charles, de Versalhes, França, dará um concerto, no próximo dia 27, pelas 21.30 horas.
Programa do concerto:
- Gloria de Vivaldi;
- Cantata de Bach;
- Jubilate Deo de Bouzignac;
- Alma Redemptoris de Palestrina;
- Alma Dei Creatoris de Mozart;
- Cantique de Racine de Fauré;
- Eripe me de Haydn;
- Angelis Suis de Haydn.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Joaquim António da Silva Cordeiro – Antigo aluno do Colégio de S. Caetano
Era filho do abade Silva Cordeiro, pároco de Rêgo e Britelo, concelho de Celorico de Basto e de D. Francisca da Apresentação de Araújo Barbosa.
Nasceu em 1859, em Britelo e faleceu em 1915.
Exposto na roda de Braga em 21 de Junho de 1859, foi baptizado na Sé de Braga no dia seguinte, mas só foi perfilhado em 1880.
Frequentou o Colégio de S. Caetano entre 1869 e 1875 e simultaneamente o Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, de 1870-71 a 1874-1875; a Universidade de Coimbra.
Colaborou na revista O Instituto, no jornal progressista de Braga A Correspondência do Norte; no semanário A Academia de Coimbra; Correio do Norte e Tribuna.
Deputado por Celorico de Basto pelo Partido progressista; Primeiro Oficial na Direcção Geral dos Correios; Professor no Curso Superior de Letras.
Casou em 1889 com D. Carolina Vilela de quem se separou em 1892. Foi Preso no Limoeiro por alegada tentativa de homicídio da sua mulher.
Autor de A Crise em seus Aspectos Morais. Neste livro, o autor, na página 208, escreve algo muito actual: «Um dos caracteres que a crise económica reveste por toda a parte, ainda hoje, é que ela volve-se logo em crise moral, avivando antíteses profundas da natureza humana, talvez irredutíveis na actual organização social, seja qual for a forma de governo. Os homens e os partidos têm uma moral no poder, e outra na oposição».
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
sábado, 1 de agosto de 2009
O SANTO PADRE CRUZ EM BRAGA
150.º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO
Para assinalar o 150.º aniversário do «dies natalis» do Padre Francisco Rodrigues da Cruz, que teve lugar no passado dia vinte e nove, mais conhecido pelo «Santo Padre Cruz», e porque não o «Santo Cura d’Ars Português» pois nasceu uma semana antes da morte de S. João Maria Vianney, ocorreu-nos este artigo referente à sua presença e acção na «cidade dos arcebispos». Em Braga, exerceu o cargo de Director Interno do Colégio de S. Caetano, fundado por D. Frei Caetano Brandão.
Na Acta de 6 de Novembro de 1886 declara-se que «atenta a informação favorável do Provedor», foi proposto como Director o Padre Francisco Rodrigues da Cruz, que viria a presidir aos desígnios desta instituição, durante oito anos (1886-1894), tendo grande influência nesta chamada D. António José de Freitas Honorato (1883-1898).
Foi o filantropo Padre Cruz, objecto de uma grande devoção popular. Foi ele mesmo que deixou, com certeza, as sementes de evangelização e que Leonardo Coimbra após uma aventura mal sucedida no colégio, viria a colher já no fim da vida. O Santo Padre Cruz presidiu ao casamento canónico de Leonardo Coimbra, na véspera de Natal de 1936, na capela gótica dos Pestanas, do Porto. O Filósofo, acompanhado da esposa e do filho, depois de se confessar, rezar e comungar aos pés do S. to Padre Cruz, assistiu ao baptizado do seu filho.
Exerceu este alto cargo, entre os 27 e os 35 anos de idade. Ainda com a dor da perda da mãe D. Catarina da Cruz, em 15 de Agosto de 1881.
Da passagem do Santo Padre Cruz por Braga, existe o programa Pequena Academia Literária Religiosa, oferecida pelos alunos do Colégio dos Órfãos ao seu meritíssimo director, em comemoração do seu 33.º aniversário natalício.
Vários episódios ilustram a sua preocupação pela educação dos alunos: as visitas à Falperra, seguidas de almoços melhorados e uma merenda, paga com as suas economias; as lágrimas que lhe corriam pelas faces, ao suplicar-lhes que se não deixassem escravizar pelos maus hábitos e os exemplos do Mestre, que correspondiam às virtudes que pregava.
Um dos maiores sucessos do Santo Padre Cruz consistiu nos 12 jovens que foram ordenados sacerdotes.
A sua actuação era discreta, eficaz e o seu zelo ia de sol a sol, do levantar ao deitar. As actas da CA descrevem, somente, os seus bons serviços e indicam a gratificação que durante anos usufruiu: 50$000 rs.
Mas a sua saúde não estava à altura das exigências de uma direcção eficiente. As continuadas dores de cabeça, associadas a um esgotamento cerebral, forçavam-no a permanecer no leito de dor dias seguidos. Desta forma o Director Interno Dr. Francisco Rodrigues da Cruz, atendendo ao seu estado de saúde, pede a exoneração do cargo, em 17 de Dezembro de 1894.
Juntamos um cartão de visita, que muito estimamos, escrito pelo próprio.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DO CAVALO VERMELHO – ÚLTIMO CAPÍTULO
Visitar a Suécia, o maior país da escandinávia, é concretizar um sonho que tem origem na juventude, como símbolo da liberdade, pelo seu paradigma social, pela defesa dos direitos humanos e onde se pode desfrutar de uma paz e de um envolvimento natural muito peculiar.
Estocolmo, a Veneza do Norte, converteu-se numa atracção que seduz turistas de todo o mundo, pela combinação exclusiva da beleza natural, com a herança cultural e com o dinamismo da geração actual.
Vindos de Oslo, atravessamos todo o centro da Suécia para chegar a Estocolmo, passando pelas regiões de Varmland, Karlstad, Khristinehamn, Orebro, Arboga e Mariefred, pelo maior lago da Suécia (Malaren), pelo Castelo de Gripsholm e pedras rúnicas (com o alfabeto Viking)).
Estocolmo é uma das capitais mais bonitas do mundo, pelos seus canais, pela imponência dos seus monumentos e património rico e diversificado, pelas suas 14 belas ilhas (da nobreza, do rei, do barco, do castelo, dos animais, Sodermalm, etc.), pelos seus belos parques, ruas (Hammgatan, Kungsgatan e Klarabergsgatan) e praças (Stureplan) onde se mistura a cultura com a natureza.
País de grandes referências: ABBA, Volvo, Ikea, Scania, Saab, SKF, Ingrid Bergman, Greta Garbo, Cavalo Vermelho, Olaf Palm, Roxette e outros.
A capital sueca tem cheiro de mar. É a cidade que possui o maior número de museus por habitante do planeta.
Nesta cidade não pode faltar uma visita à Câmara Municipal, em especial, ao salão azul (onde se realiza o Banquete do Nobel), o salão dourado (onde se realiza o Baile do Nobel), a torre com 106 metros de altura, o órgão do salão azul, os frescos, a sala onde se realiza a entrevista aos laureados; a passagem pela cidade antiga, com suas ruas medievais; o Palácio Real (a maior casa real da Europa com 608 aposentos); a Catedral de Storkyran; o parlamento; o Grande Hotel (onde se hospedam os laureados com o Prémio Nobel); o Museu Skansen (o primeiro museu do mundo ao ar livre, inaugurado em 1891); o Museu Vasa (onde se narra o naufrágio fatal de um navio de guerra em 1638 e o salvamento 333 anos depois; a Sala de Concertos (onde se entrega o Prémio Nobel da Física, Química, Medicina, Literatura e Economia); Centro Comercial onde foi assassinado Olaf Palm; Obelisco de Vidro de Ohrstrom em Sergels Torg; a Rua Medieval (Prastgatan).
Recordamos, especialmente, um Jantar de Rena (Reny Tterfile) na Glenfiddich Warehouse N068, restaurante tipicamente sueco.
Ficamos hospedados no Hotel First Reisen, no centro de Estocolmo, muito perto do Palácio Real.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DOS «TROLLS» - 3.º CAPÍTULO
A singularidade da Noruega manifesta-se na natureza particularmente generosa, com paisagens de silêncios bucólicos onde se pode escutar a voz do silêncio, a cultura Viking, a cultura dos «Saames – população autóctone do norte, pastores de renas, povos indígenas com a sua própria língua, cultura, meios de vida, modos de viver e identidade», as lendas populares (Trolls – habitante das montanhas com quatro dedos nos pés e nas mãos), os vales selvagens (pintalgados de casas de madeira), os planaltos (Hardagervidda, o mais alto da Europa), os lagos (Tyrefjord), as montanhas, a sinfonia das cascatas (Voringsfossem, Steinsdansfossem, Tuindefossem), os centros de esqui (Geilo, Laerdal, Bergen), os glaciares inclinados sobre o azul turquesa da água dos fiordes, os imensos túneis que rasgam montanhas (nomeadamente o maior do mundo Laerdals Tunnelen com 24,5 Kms), as igrejas de madeira da idade média (Borgund).
Os fiordes da Noruega, verdadeiros cartões postais, quais dedos de uma mão são constituídos por vales que os rios resolveram começar a escavar, desde o fiorde de Oslo, passando pelo Hardangar, Neroy (considerado património mundial) e Aurland, até ao fiorde dos sonhos (Sognefjord).
Percorre-se estradas com vistas para as últimas neves que restam do Inverno, à espera dos próximos lençóis de neve que cobrem montanhas, vales e grandes lagos.
Nesta época de verão, onde o dia se prolonga infinitamente, onde o sol quase não se põe (muito perto do sol da meia-noite), até ver o fim da tarde, na linha do horizonte, para onde o sol vai, quando o dia se despede.
A Noruega é um hino à natureza, com os seus pinheiros característicos, betúlias, abetos e uma luz apaziguadora, serena que opera um efeito tonificante após um dia inteiro de solicitações.
Aqui deixamos algumas recordações inolvidáveis:
- Oslo, a segunda capital mais cara do mundo, convida a saborear um dos seus pratos típicos (de rena, alce), as lascas de peixe (salmão defumado, arenque e baleia) nas esplanadas de música ao vivo das docas;
- O Parque de Vigeland, a principal atracção da Noruega e a maior colecção mundial de esculturas realizadas por um único escultor (Gustav Vigeland);
- A Galeria Nacional onde se observa a famosa obra de Munch (pai do expressionismo) «O Grito», bem como outras obras de arte dos artistas Gude, Tidemand, Christian Dahl e Christian Krohg;
- O Museu dos Barcos Viking que conserva os três barcos vikings mais bem conservados do mundo feitos de carvalho no século IX;
- Breve passagem pelo Centro Nobel da Paz, a Universidade de Oslo, o Teatro Nacional de estilo barroco, o Palácio Real;
- Paragem na Câmara de Oslo, onde é entregue o Prémio Nobel da Paz;
- Visita ao interior e exterior do Edifício da Ópera, concretamente, subir a escadaria de acesso ao telhado;
- Geilo, centro de Sky norueguês;
- A paragem em Voss para observar a sua Igreja;
- A paragem em Stalheim para contemplar a soberba e panorâmica paisagem observada a partir de um Hotel de Montanha;
- A tomada do Ferry Boat em Gudvangen e que nos levou do Fiord Neroy a Flam;
- A travessia do Laerdals Tunnelen com os seus efeitos tipo Aurora Boreal;
- Bergen com o seu Bairro Hanseático;
- O mercado de peixe em Bergen (a segunda maior cidade);
- Subida no Elevador «Floibanem», em Bergen, até 320 metros de altitude, para dar gozo à vista e desfrutar de uma panorâmica única e soberba sobre a cidade;
Ficamos hospedados nos Hotéis Bardola (Geilo), Thon Hotel Bristol (Bergen) e Lindstrom (Laerdal) e Ópera (Oslo), este de frente para o magnífico edifício da Ópera, recentemente inaugurado.
terça-feira, 28 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DA «PEQUENA SEREIA» - 2.º CAPÍTULO
A Dinamarca, à semelhança de outros estados escandinavos, como Paradigma do Bem-Estar Social, foi uma agradável surpresa, no contraste com os países do Sul da Europa. Este país é uma península com 406 ilhas, destas 96 são habitadas, banhado pelas águas do báltico, ricas em arenque.
Em Copenhaga, capital das bicicletas, muitos foram os motivos de encanto e que aconselhamos:
- uma viagem em ferry boat pelos canais de Copenhaga permite-nos conhecer, de modo diferente, as suas atracções monumentais;
- a casa da família real (Amalienborg), complexo de quatro palácios organizados à volta de uma praça, permite-nos compreender o barroco dinamarquês. O render da guarda, às 12 horas, é uma sugestão que deixamos para admirar o uniforme dos guardas, em especial o gorro em pele de urso;
- a Pequena Sereia, estátua encomendada por Carl Jacobsen, fundador da Carlsberg, magnata da cerveja e mecenas cultural;
- a Igreja Anglicana de estilo gótico e a Catedral Luterana;
- o Palácio Antigo da Bolsa, do século XVII, pérola do renascimento dinamarquês e notável pela torre com uma impressionante espiral desenhada para parecer as caudas de quatro dragões torcidas;
- o Parlamento;
- o Castelo Renascentista de Rosenborg, situado no centro de um dos mais belos parques de Copenhaga, que alberga as jóias da coroa
;
- a Ópera, nas margens do Holmen e frente ao Palácio Real, inaugurada em 2005;
- o Parque de diversões Tivoli, mágico, sobretudo, à noite, terá sido uma fonte de inspiração para Walt Disney que o visitou em 1950;
- a zona mais pitoresca de Copenhaga (Nyhavn), ou seja, a zona do canal rodeada de casas de mercadores, de cores garridas, onde H.C. Andersen (casa com o n.º 20) viveu e escreveu o seu primeiro conto. Nesta zona abundam os restaurantes onde se pode apreciar a gastronomia típica;
- o Hotel d’Angleterre, o mais antigo da cidade, que albergou famosas celebridades;
- a Igreja de Mármore (Marmorkirken) com uma das maiores cúpulas da Europa e que teve por modelo a Catedral de S. Pedro, em Roma;
- o Diamante Negro;
- a elegante Praça do Município (Radhus).
Foi possível ver, ainda, a estátua «o pensador» de Rodim e algumas obras do impressionismo de Degaas.
Ficamos hospedados no Hotel Admiral (Copenhaga) e na deslocação para Oslo fizemos a viagem a bordo do Cruzeiro (M.S.Crown of Scandinavia).
segunda-feira, 27 de julho de 2009
«FABULÁSTICA» VIAGEM - 1.º CAPÍTULO
Peço desculpa ao Cláudio Ottonello por utilizar um dos seus vocábulos preferidos «fabulástico».
Chegou a altura de fazer as malas e matar a vontade de descanso e divertimento, após alguns meses de árduo trabalho.
Também sou um apaixonado por viagens.
Por vezes buscamos lugares tranquilos, confortáveis, praias exóticas, vários azuis do mar e paraísos que usam e abusam do ar puro e livre.
Outras vezes buscamos lugares únicos e míticos onde a sustentabilidade é a palavra de ordem, concretizações de paixões de infância, marcas de civilizações, culturas diferentes, palmilhando um
repositório histórico vivo.
Desta vez decidi dar vida ao sonho que acalentava desde tempos recuados.
Numa síntese, esta viagem foi um esplendor para os olhos e para a mente e deixa-nos mais cidadãos do mundo.
Este triângulo pelos países escandinavos, Dinamarca, Noruega e Suécia, serviu diversas finalidades: para aprender com o que podemos observar, para interagir com amigos de jornada, para abstrair dos dias acelerados que caracterizam os tempos actuais, para experimentar descobertas sem hora marcada, para sentir o fluir e o pulsar das terras e regiões visitadas e para repor energias.
Esta viagem prolonga-se, agora, no regresso, nos escritos, nas impressões sobre os momentos mais emblemáticos da viagem, nos registos subjectivos e pessoais.
Daqui envio um grande abraço, aos excelentes amigos e companheiros de viagem Cláudio Ottonello, Edite, César, Isabel, José Rodrigues, Márcia, Alberto, Isabel Quirino, Pedro Figueira, família Moita, Fabiana e Eduardo.
domingo, 12 de julho de 2009
CRUZEIRO DE TIBÃES
É, com certeza, o cruzeiro mais monumental e de ma
ior valor artístico, dos existentes em todo o concelho de Braga.
Situado em frente ao majestoso Convento de Tibães, a sua grandeza atribui ao lugar grande dignidade e monumentalidade.
Muito semelhante ao Cruzeiro das Carvalheiras e da Senhora-a-Branca, é, no entanto, muito mais imponente.
De linhas elegantes, de meticulosa proporção entre as suas partes componentes, com um fuste ornamentado a flores de lis na parte inferior, com estrias maciças logo a seguir, e simples depois, até ao capitel coríntio, sobre o qual assenta um globo estriado em gomos e sobre este a cruz.
O pedestal assenta nos quatro ângulos sobre cabeças de cachorros, tem na face do lado norte as armas abaciais.
O cruzeiro do terreiro é Monumento Nacional desde 1910.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Política em Verso (23) - Zezão - 05-06-1924.
| Na Rua da Boa Vista Da Braga Augusta e Leal Foi presa uma jornalista, De nome Antónia Barbosa, Diz de lá certo jornal. Mas porquê? Qual o delito Que a Barbosa cometeu? É o que ainda não está dito, Mas que o leitor vai saber Porque essa lho juro eu. Talvez abuso d’ imprensa Da cantada Liberdade! O leitor consigo pensa… Mas labora num equívoco Que não é essa a verdade! Por outro crime foi presa, É crime que brada aos céus, Qual doutro a história não reza De colegas jornalistas: Por ser ladra de chapéus! Mas o colega citado Sem que o caso lho mereça Mostra-se todo espantado Por, quando ela foi presa, Ter os chapéus na cabeça! | Há por aí cada maduro! Pois, então, qual o lugar, O mais próprio e o mais seguro, Para o penante ou palhinhas A gente escarrapachar? Eu creio ser a cabeça… E o colega bracarense Com um teimoso tropeça Pois de que seja outro o sítio A mim nunca me convence. Porque todo o chapéu tendo O formato circular, Já o leitor está vendo Que, exclusivo, a cabeça Só se ele pôde ajustar. E mesmo, amigo leitor, Por causa da segurança Etcetera, sim senhor! Aliás sempre a cair Andava na eterna dança. Se em outra parte o pusesse - Mas que fosse circular – Aquele que o trouxesse, Só segurá-lo podia Com um … prego de caibrar. Zezão |
sábado, 4 de julho de 2009
CAVEMAN – MIM CAÇAR, TU COLHER.
Após uma semana de intenso trabalho, foi tonificante assistir
, ontem, a este espectáculo no Teatro Circo.
Jorge Mourato apresenta-nos este monólogo de Rob Becker, a peça que mais tempo esteve em cartaz em toda a história da Broadway.
Esta comédia hilariante, com muito humor, fala-nos sobre a diferença entre os homens e as mulheres e a sua convivência neste planeta.
Aconselho.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Política em Verso (22) - Zezão - 08-05-1924.
| Diz um certo jornalista Que escreve da Lisboa bela Para um jornal da invicta, Que o governo está na pista Duma fita bolchevista E tem medo que se pela! Que, por isso prevenido, Já fez ir para Lisboa Muitas tropas da província, Arreganhando atrevido A dentuça e pondo o ouvido À escuta… Esta é bem boa! É que isso lhe faz lembrar, O meu leitor não se ria, Certos rapazes que soem O inimigo ameaçar: - «Deixa! Tu hás-de passar À porta da minha tia!...» | O que isto dá a entender É que o dito jornalista, Há tempos, aqui p’ra traz, Também usava fazer O que o seu olho está a ver No governo alvarista. Devia ser mais discreto O tal do camaroeiro! Assim ‘stragou o repolho, Deixou de ser justo e recto… Porque não calou o peito, Seu … Homem… do soalheiro? E daí, talvez, tivesse Muitos carros de razão, Que, se a cousa avante fosse, Se a revolução se desse, Talvez, por lá, não houvesse O necessário sabão… Pois o medo tal seria Nos lisboetas papoulas Que logo que ela estalasse, Todo o mundo fugiria… E quem é que o pagaria Se não os pobres ceroulas? Zezão |
sexta-feira, 19 de junho de 2009
II – PEDDY-PAPER « AO ENCONTRO DO PATRIMÓNIO DE BRAGA»
Uma multidão de alunos invadiu as ruas da Cidade de Braga.
No passado dia 18, da parte da manhã, quatrocentos e cinquenta alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, reunidos em quarenta e cinco equipas, partiram à descoberta do valioso património da nossa cidade.
Mais que mil palavras, as imagens falam por si.