domingo, 27 de setembro de 2009

FREI JOSÉ DE SANTO ANTÓNIO VILAÇA

Na passagem dos 200 anos após a sua morte, Tibães comemorou, no passado sábado, esta efeméride com um programa significativo, que cobriu vários ramos da arte e da cultura.

Estão de parabéns todos os que ergueram e realizaram estas celebrações. Registo, também, a apresentação de um roteiro «Frei José de Santo António Vilaça» e a romagem à campa n.º 9 onde se encontra sepultado no Claustro do Cemitério.

DSC06489 sepultura n.º 9 de Frei J.de S.A.V.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

TIBÃES - BRASÕES DE ARMAS BENEDITINOS

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domingo, 20 de setembro de 2009

Bicentenário da Morte de Frei José de Santo António Vilaça

Este famoso escultor e entalhador decorativo, principal discípulo de André Soares, nasceu em Braga a 18 de Dezembro de 1731, e faleceu em 30 de Agosto de 1809, encontrando-se enterrado no claustro principal de Tibães. Por isso vão decorrer no próximo dia 26 as comemorações dos 200 anos da morte deste frade que tomou hábito de São Bento no Mosteiro de Tibães. Do programa salientamos:
- 15.00 horas, momento de canto gregoriano;
- 15.30 horas, apresentação das obras de Frei José de S. António Vilaça;
- 16.00 horas, conferências «O papel dos monges leigos no mosteiro», «vida e obra de Frei José de S. António Vilaça», «os artistas e os monumentos religiosos como suportes do desenvolvimento do turismo religioso»;
- 16.45 horas, música barroca, canto e cravo;
- 17.00 horas, dança barroca;
. 17.15 horas, apresentação do roteiro da obra de Frei José de S. António Vilaça;
- 17.30 horas, prova de licor de Singeverga e doces conventuais.

Eis alguns fragmentos da sua vastíssima obra:
- inúmeros retábulos, púlpitos, sanefas, enquadramentos de portas e janelas, caixas de órgãos e cadeiras, assim como bancos, credências e cadeiras-de-braços;
. o retábulo da capela-mor da Igreja do Mosteiro de Tibães;
. o diário, chamado "Livro de Rezam", no qual anotava, triénio por triénio, a necrologia beneditina;
- o Cadeiral da Igreja de S. Francisco de estilo renascentista, de S. Jerónimo de Real, transferido da Sé de Braga em 1739 e construído entre 1570 e 1580 por Frei José de Santo António Vilaça.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CONHECER TIBÃES – A PORTARIA

portaria A entrada no Mosteiro de Tibães pode-se fazer de diversos modos, no entanto, a Portaria Superior, situada no adro fronteiro à Porta da Igreja, ganha particular significado. 
Esta entrada, conhecida por Portaria de Cima, foi construída em finais do século XVII. A velha porta ainda conserva as marcas do seu uso. É composta de várias almofadas, pelo ralo e pela sineta. Pela parte interior, para aceder ao ralo e para se observar o exterior, era necessário correr uma travessa de madeira de igual tamanho. A sineta, de razoáveis dimensões, tinha um som estridente que se ouvia a longa distância.
DSC04600A Portaria é encimada pelo nicho com a Imagem da Sra. do Pilar, criada, em 1721, pelo escultor beneditino Frei Cipriano da Cruz. No hall de entrada e na parede recuada, encontram-se armários, para o pão e para os remédios. Estes, ladeiam a escada que conduz ao piso superior e que, tal como a outra que desce para a Portaria dos Carros, é de pedra lavrada.
Com certeza, que esta portaria guarda recordações e momentos especiais. Também nos leva à imaginação, a azáfama do Monge Porteiro, que tinha por missão, antes mesmo do toque das Avé-Marias e ao tinir da sineta, espreitar pelo ralo e abrir a porta, com humildade e cortesia, ao pobre que vinha à procura de pão e remédios, ou então responder com modéstia e benignidade aos que procuravam informações. Em tempos mais recentes, recordamos o tom fastidioso das serviçais dos párocos quando eram interrompidas pelo troar da sineta.

domingo, 13 de setembro de 2009

TIBÃES – UM OLHAR DIFERENTE

 

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ANIVERSÁRIO DE FREI CAETANO BRANDÃO

Faz hoje 269 anos que nasceu o Pai dos Pobres, em 11 de Setembro de 1740, na freguesia de Loureiro, Oliveira de Azeméis.
Tornou-se franciscano da Província da Ordem Terceira Regular; Professor no Colégio de S. Pedro, em Coimbra; ensinou Filosofia no Colégio do Espírito Santo, em Évora; Bispo de Belém do Pará; Arcebispo de Braga.
Fundou um Hospital em Belém do Pará, colégios para meninos e meninas pobres, escreveu uma vasta obra religiosa e pedagógica.
É o Patrono do Estabelecimento de Ensino onde lecciono.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MOSTEIRO DE TIBÃES - REABILITAÇÃO DE NOVOS ESPAÇOS

Missionárias

 

Durante quase duas décadas, o Mosteiro de Tibães sofreu obras de restauro, recuperação e reabilitação. 
Hoje foi inaugurada a recuperação de diversas áreas do mosteiro, como o refeitório, o noviciado e o hospício. Foi, igualmente, construída uma hospedaria com nove quartos. Tudo isto será gerido pelas Missionárias Trabalhadoras da Imaculada, da Família Missionária Donum Dei.

GERAÇÃO CASAIS

II ENCONTRO

Teve lugar em 17 de Março de 2007, o segundo encontro da Geração Casais, que reuniu cerca de duas centenas de pessoas espalhadas por diversos locais da região norte.Geração Casais
Na sequência do anterior convívio realizado em 26 de Abril de 1991, para comemorar os noventa anos de José Gonçalves da Silva «mestre Casais», a comissão organizadora, tendo em conta que, no seio da família não só se transmite a vida mas também se deve educar para os valores autenticamente humanos, e porque muitos só dão importância aos antepassados quando já não têm nenhum, procurou, através deste encontro, criar o hábito que a verdadeira família é aquela que segrega um certo ritual sem o qual se arrisca a longo prazo a perder o seu próprio convívio secreto.
Pelas 11 horas, com o azul do céu a cobrir o horizonte e o sol a beijar a natureza, os participantes nesta jornada de convívio começaram a convergir para o local de reunião, junto do Monumental Mosteiro de S. Martinho de Tibães, terra dos nossos antepassados.
Após as primeiras saudações, os cumprimentos e os abraços, que permitiram soltar recordações dos bons velhos tempos, teve lugar uma romagem ao túmulo dos progenitores José Gonçalves da Silva e sua esposa Deolinda Gomes Fernandes, cuja descendência, incluindo os cônjuges e os falecidos, se reparte por 23 filhos, 91 netos, 83 bisnetos e 8 trinetos.
Pelas 12,30 horas, seguiu-se a Eucaristia celebrada pelo Dr. Mário Rui, pároco da freguesia, pelas intenções dos presentes e sufrágio da alma dos familiares desaparecidos. Os cânticos, devidamente seleccionados para a ocasião, foram entoados por todos os familiares, bem como as leituras e o ofertório solene, que estiveram a cargo, igualmente, da juventude.
Depois da obtenção de fotos, como registo do acontecimento, os participantes encaminharam-se para Vila Verde, concretamente, para a Quinta da Cina, em Lanhas, onde ocorreu o almoço, para se deliciaram com um manjar dos deuses, tipicamente minhoto, onde não faltaram os aperitivos variados, o creme de legumes, o majestoso bacalhau com migas, o naco de vitela, a fruta variada, os doces, queijos e demais iguarias de crescer água na boca, tudo regado com o maravilhoso néctar das uvas, finalizando com o Caldo Verde. Todo este repasto, bem acompanhado de alegre convívio entre todos, foi pretexto para actualizar, através de amena conversa, as lembranças e as necessárias informações de tão «stressada» vivência.
No momento apropriado, não faltou o bolo comemorativo do convívio, enfeitado com a fotografia do Mosteiro, o cântico dos Parabéns, os brindes com o respectivo levantamento das taças à amizade, ao companheirismo e à solidariedade. Durante o convívio outros momentos enriqueceram a festa: a projecção de um diaporama acompanhada de um concerto por um bisneto, virtuoso pianista, a apresentação da genealogia da família desde o século XVII, a música variada, o fado e as intervenções.
Posteriormente foi distribuído um DVD, com todos os momentos altos deste encontro, aguardando a realização do próximo que deverá ocorrer no prazo máximo de cinco anos.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

JOSÉ MONTEIRO DE NORONHA

D. Frei Caetano Brandão parte para Belém do Pará, em Agosto de 1783 e chega à sede do seu bispado em 21 de Outubro.
Imediatamente a seguir, a 28 de Outubro de 1783, nomeia, como Vigário Geral da diocese, o Arcipreste Dr. José Monteiro de Noronha. No dia seguinte toma posse por procuração na pessoa de seu Vigário Geral.
José Monteiro de Noronha aparece, em 1768, como autor da obra Roteiro da Viagem da Cidade do Pará até às Últimas Colónias do Sertão da Província. Estudou no Colégio de Santo Alexandre. Dedicou-se à Advocacia. Foi Vereador na Câmara e ocupou grandes cargos no poder judiciário do Pará. Em 1754 enviuvou. Este facto levaria-o a abraçar a Vida Religiosa no Clero Secular.
Foi, igualmente, orador eloquente. Faleceu a 15 de Abril de 1794.

sábado, 5 de setembro de 2009

RESTAURO E RECUPERAÇÃO DO MOSTEIRO DE TIBÃES

Após grandes obras de conservação e restauro, o Mosteiro de Tibães reabre no próximo dia 9 de Setembro, pelas 11 horas, numa cerimónia com a presença de destacadas personalidades.

A obra esteve a cargo da empresa «Casais – Engenharia e Construção SA». Destas obras salientam-se a construção de uma hospedaria e um restaurante que serão geridos pelas Missionárias Trabalhadoras da Imaculada, da Família Missionária Donum Dei.

HOSPITAL DO BOM JESUS

Está em construção o novo hospital de Braga. Tendo em conta que a actual designação do Hospital de S. Marcos é propriedade da Santa Misericórdia de Braga, considero feliz a alvitrada designação de «Hospital do Bom Jesus», pelo seu simbolismo, para o novo hospital em construção na Zona das Sete Fontes.

SOAR ZOETROPE

Assisti, ontem, no Teatro Circo de Braga ao espectáculo de multimédia SOAR ZOETROPE, com concepção e direcção artística de Rui Horta.
Zoetrope não é um vulgar concerto, uma peça teatral ou uma instalação vídeo. É uma mescla de tudo isto. Este espectáculo estreou-se em Moscovo em Dezembro de 2008 e desde então tem passado por Frankfurt, Gijón e várias cidades portuguesas.
Foi possível observar vários cruzamentos artísticos numa representação muito vanguardista e erudita. Julgo que, sem perder qualidade, a música poderia ser mais harmoniosa e menos barulhenta.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ABERTURA DO ANO LECTIVO

 

Temos de inventar novamente
A solidariedade,
A identidade,
As referências.

Temos de inventar novamente
O sentido,
A saída da crise,
O ser humano.

Temos de inventar novamente
O bem comum,
A salvação do planeta,
Uma cultura de excelência.

Temos de inventar novamente
O primado da aprendizagem,
A educação como a maior fortuna,
O ensino como progresso da humanidade.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

A POPULAÇÃO DE TIBÃES NA OCUPAÇÃO FRANCESA, EM 1809.

Após a saída dos invasores, em 22 de Maio de 2009, o Juiz Ordinário Francisco Soares, os vereadores José Coelho, Francisco JoTibães Inv. Francsé Correia, o Procurador do Concelho Manuel José Correia, o oficial da vara António Pereira, a nobreza e o povo de Tibães apressaram-se a reclamar os juramentos e os actos praticados pelas autoridades nomeadas por Soult (in Henrique Matos, Diário do Minho, 31 de Agosto de 2009).

O Documento transcreve as reclamações dos actos praticados pelos oficiais da Câmara do Couto de Tibães.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

FUNDOS PAROQUIAIS DE MIRE DE TIBÃES

No Arquivo Distrital de Braga podemos encontrar os manuscritos que constituem os fundos paroquiais referentes à freguesia de Mire de Tibães.Fundos Paroquiais

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O BOM JESUS DO MONTE NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

No Livro Memória das Estrelas sem Brilho de José Leon Machado pode-se recolher alguma informação sobre o modo como o Batalhão Expedicionário se despediu do Bom Jesus do Monte, na véspera da partida para a sua participação na primeira guerra mundial.
Este episódio teve lugar em Abril de 1917.
O batalhão formou às sete horas da manhã. Até às nove horas manteve-se na parada a conferirem e verificarem o conteúdo da mochila que os acompanharia para aquela sangrenta guerra.
Às 9 horas, o batalhão foi apresentado ao coronel do regimento, partindo, de seguida, num agradável dia de primavera, para a estância do Bom Jesus do Monte, de espingarda à bandoleira.
O almoço teve lugar ao fundo do escadório, levado por duas carroças, composto de rancho e um pipo de água-pé.
Seguidamente foram concedidas duas horas de descanso para quem desejasse fazer a via-sacra e rogar a protecção divina. Para quem estivesse interessado na confissão, estaria na Igreja o Capelão Padre Cruz que os acompanharia até à Flandres.
Chegaram ao quartel pouco tempo depois das 16 horas.
Tanto na ida, como no regresso foram ovacionados por muitos populares.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

JUBILEU E ORDENAÇÃO SACERDOTAL

No pretérito Domingo, pelas 11 horas, ocorreu no Mosteiro de Tibães, uma eucaristia presidida por dois filhos da terra.severino1
O Padre Severino Pereira Fernandes comemorava o jubileu sacerdotal, as bodas de ouro sacerdotais sobre a primeira Missa Nova que teve lugar no dia 19 de Julho de 1959. A ordenação do Padre Severino veio terminar com uma superstição (boato) que estava propalada na freguesia. Constava que a expulsão dos beneditinos do Mosteiro de Tibães levaria esta freguesia a um deserto de ordenações sacerdotais. Esta maldição rompeu-se com a ordenação do Padre Severino Pereira Fernandes. Mostra deste facto foi o modo como a freguesia se preparou e se engalanou, como até hoje não houve igual, por ocasião da sua Missa Nova.
O Padre Tiago André Fernandes Freitas celebrou a sua primeira Missa na terra natal dTiago Freitasos seus antepassados. Foi ordenado presbítero no passado dia 19 de Julho, no Santuário do Sameiro e nomeado Chefe do Gabinete do Senhor Arcebispo Primaz e simultaneamente membro da Equipa Formadora do Seminário Menor. É filho do falecido Professor José Auspício Freitas e neto da Sr.ª Maria Lerça. O Padre Tiago Freitas celebrou a Eucaristia Solene de Apresentação à Comunidade de S. Lázaro no passado dia 15 de Agosto de 2009.

domingo, 16 de agosto de 2009

UM TIBIENSE NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Acabo de ler o Livro Memória das Estrelas sem Brilho de José Leon Machado, que retrata a vida dos soldados minhotos nas lamas das trincheiras da Flandres durante a Primeira Guerra Mundial.
Um dos soldados, referenciados no livro, era conhecido por Tibães (o nome próprio não é referido no livro), mas, segundo as minhas investigações trata-se de António Gonçalves da Silva, nascido a 6-12-1892 e falecido em 5-6-1967. Era casado com Alzira da Conceição Gomes, nascida a 2-10-1895 e falecida a 16-1-1977.
Este soldado partiu com o seu batalhão para Lisboa em Abril de 1917, onde embarcariam, a bordo de vapores britânicos, rumo a Brest, Porto da Bretanha. Daqui seguiriam para Rennes, Rouen, Picardia, Amiens, Calais, Wismes, Enguinegatte.
O Batalhão era composto por 960 homens, repartidos por 4 companhias, cada uma com 3 pelotões. Iriam engrossar a Brigada do Minho, que integrava a 2.ª divisão do CEP, Corpo Expedicionário Português. Esta Divisão era constituída por cerca de 20.000 homens, dos quais somente pouco mais de 15.000 estavam nas primeiras linhas, comandados pelo General Gomes da Costa, que se viu impotente para aguentar o embate das 4 divisões alemães, do 6º exército, com cerca de 50.000 homens comandados pelo general Ferdinand von Quast (1850-1934).
As tropas portuguesas só em 4 horas de batalha perderam cerca de 7.500 homens entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros, ou seja mais de um terço dos efectivos na Batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918.
Várias passagens deste livro atestam a heroicidade e a personalidade deste simples soldado.
Mesmo antes de partir, dizia o Tibães, para o Alferes:
- Esses cabrões hão-de ver como elas doem!
O próprio Alferes chega a referenciá-lo como um dos soldados mais atrevidos do pelotão.
Na primeira vez que o General Gomes da Costa descia à primeira linha, o Tibães, em sentido, pediu permissão para falar e, ao ser-lhe concedida, perguntou ao General quando teriam licença para ir a casa. Perante tal pergunta, o General torceu o bigode, mirou o soldado e respondeu:
- Talvez pelo Natal, com o bacalhau.
No dia da Batalha de La Lys, quando o tiroteio ainda não dava para adivinhar o que estaria para vir, ele volta-se para o alferes e pergunta:
- Os boches hoje não estão a exagerar? Isto já dura há quase duas horas.
Já durante a batalha, sem comunicações e quando o fumo, o gás, o pó e o nevoeiro não permitia ver nada, o alferes enviou dois estafetas às linhas da frente, o Semelhe e o Tibães. O primeiro regressou pois não conseguiu passar, o segundo regressou com notícias preocupantes, eram oito horas da manhã.
No meio da batalha, atalhou o Tibães:
- É a festa da despedida.
Com o nevoeiro a dissipar-se, foi possível ao alferes ver a destruição do sector português. Rodeados pelos Alemães e na iminência de serem apanhados, o Alferes ordenou ao Tibães e ao Rato que vestissem a farda de dois boches mortos que encontraram e pediu para se disfarçarem de soldados alemães. A ideia era o Tibães e o Rato serem a escolta de um oficial prisioneiro (o alferes). Conseguiram iludir barreiras, infiltraram-se nas trincheiras do inimigo, causando-lhes danos.
No fim da batalha, o pelotão do Tibães, composto de 30 elementos, estava reduzido a 12 homens (entre eles, o Rato, o Tibães, o Apúlia, o Frossos, o cabo Fontes), mais três que estavam no Hospital. Faltavam, entre outros, o Semelhe, o Cabanelas, o Padim e o Tenões.
O Batalhão do Tibães (960 homens) perdeu 60 % dos seus efectivos nesta Guerra.

EXPOSIÇÃO NO MOSTEIRO

Encerra no dia 22 de Agosto a exposição «De Malangatana a Pedro Cabrita Reis», promovida pela Culturgest nos diversos espaços do Mosteiro de Tibães.
Esta mostra resulta da colecção de obras de arte da Caixa Geral de Depósitos e compõe-se de 50 trabalhos (pinturas, esculturas, fotografias e gravuras) da autoria de 35 artistas, entre eles, Paula Rego, Querubim Lapa, Fernando Calhau, Paulo Nozolino, Malangatana, Pedro Cabrita Reis, Henri Cartier Bresson, Lygia Pape, Courtney Smith, Peter Fink.

CONCERTO NO MOSTEIRO

O coro dos pequenos cantores de Saint Charles, de Versalhes, França, dará um concerto, no próximo dia 27, pelas 21.30 horas.
Programa do concerto:
- Gloria de Vivaldi;
- Cantata de Bach;
- Jubilate Deo de Bouzignac;
- Alma Redemptoris de Palestrina;
- Alma Dei Creatoris de Mozart;
- Cantique de Racine de Fauré;
- Eripe me de Haydn;
- Angelis Suis de Haydn.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

VISTA PANORÂMICA DE TIBÃES

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Joaquim António da Silva Cordeiro – Antigo aluno do Colégio de S. Caetano

Era filho do abade Silva Cordeiro, pároco de Rêgo e Britelo, concelho de Celorico de Basto e de D. Francisca da Apresentação de Araújo Barbosa.
Nasceu em 1859, em Britelo e faleceu em 1915.
Exposto na roda de Braga em 21 de Junho de 1859, foi baptizado na Sé de Braga no dia seguinte, mas só foi perfilhado em 1880.
Frequentou o Colégio de S. Caetano entre 1869 e 1875 e simultaneamente o Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, de 1870-71 a 1874-1875; a Universidade de Coimbra.
Colaborou na revista
O Instituto, no jornal progressista de Braga A Correspondência do Norte; no semanário A Academia de Coimbra; Correio do Norte e Tribuna.
Deputado por Celorico de Basto pelo Partido progressista; Primeiro Oficial na Direcção Geral dos Correios; Professor no Curso Superior de Letras.
Casou em 1889 com D. Carolina Vilela de quem se separou em 1892. Foi Preso no Limoeiro por alegada tentativa de homicídio da sua mulher.
Autor de
A Crise em seus Aspectos Morais. Neste livro, o autor, na página 208, escreve algo muito actual: «Um dos caracteres que a crise económica reveste por toda a parte, ainda hoje, é que ela volve-se logo em crise moral, avivando antíteses profundas da natureza humana, talvez irredutíveis na actual organização social, seja qual for a forma de governo. Os homens e os partidos têm uma moral no poder, e outra na oposição».

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

PÕR-DO-SOL NO MAR BÁLTICO

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sábado, 1 de agosto de 2009

O SANTO PADRE CRUZ EM BRAGA

150.º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO

Para assinalar o 150.º aniversário do «dies natalis» do Padre Francisco Rodrigues da Cruz, que teve lugar no passado dia vinte e nove, mais conhecido pelo «Santo Padre Cruz», e porque não o «Santo Cura d’Ars Português» pois nasceu uma semana antes da morte de S. João Maria Vianney, ocorreu-nos este artigo referente à sua presença e acção na «cidade dos arcebispos». Em Braga, exerceu o cargo de Director Interno do Colégio de S. Caetano, fundado por D. Frei Caetano Brandão.
Na Acta de 6 de Novembro de 1886 declara-se que «atenta a informação favorável do Provedor», foi proposto como Director o Padre Francisco Rodrigues da Cruz, que viria a presidir aos desígnios desta instituição, durante oito anos (1886-1894), tendo grande influência nesta chamada D. António José de Freitas Honorato (1883-1898).
Foi o filantropo Padre Cruz, objecto de uma grande devoção popular. Foi ele mesmo que deixou, com certeza, as sementes de evangelização e que Leonardo Coimbra após uma aventura mal sucedida no colégio, viria a colher já no fim da vida. O Santo Padre Cruz presidiu ao casamento canónico de Leonardo Coimbra, na véspera de Natal de 1936, na capela gótica dos Pestanas, do Porto. O Filósofo, acompanhado da esposa e do filho, depois de se confessar, rezar e comungar aos pés do S. to Padre Cruz, assistiu ao baptizado do seu filho.
Exerceu este alto cargo, entre os 27 e os 35 anos de idade. Ainda com a dor da perda da mãe D. Catarina da Cruz, em 15 de Agosto de 1881.
Da passagem do Santo Padre Cruz por Braga, existe o programa Pequena Academia Literária Religiosa, oferecida pelos alunos do Colégio dos Órfãos ao seu meritíssimo director, em comemoração do seu 33.º aniversário natalício.Padre Cruz-cartão de visitas
Vários episódios ilustram a sua preocupação pela educação dos alunos: as visitas à Falperra, seguidas de almoços melhorados e uma merenda, paga com as suas economias; as lágrimas que lhe corriam pelas faces, ao suplicar-lhes que se não deixassem escravizar pelos maus hábitos e os exemplos do Mestre, que correspondiam às virtudes que pregava.
Um dos maiores sucessos do Santo Padre Cruz consistiu nos 12 jovens que foram ordenados sacerdotes.
A sua actuação era discreta, eficaz e o seu zelo ia de sol a sol, do levantar ao deitar. As actas da CA descrevem, somente, os seus bons serviços e indicam a gratificação que durante anos usufruiu: 50$000 rs.
Mas a sua saúde não estava à altura das exigências de uma direcção eficiente. As continuadas dores de cabeça, associadas a um esgotamento cerebral, forçavam-no a permanecer no leito de dor dias seguidos. Desta forma o Director Interno Dr. Francisco Rodrigues da Cruz, atendendo ao seu estado de saúde, pede a exoneração do cargo, em 17 de Dezembro de 1894.
Juntamos um cartão de visita, que muito estimamos, escrito pelo próprio.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

HINO DA CIDADE DE BRAGA - PARTITURA

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DO CAVALO VERMELHO – ÚLTIMO CAPÍTULO

Visitar a Suécia, o maior país da escandinávia, é concretizar um sonho que tem origem na juventude, como símbolo da liberdade, pelo seu paradigma social, pela defesa dos direitos humanos e onde se pode desfrutar de uma paz e de um envolvimento natural muito peculiar.
Estocolmo, a Veneza do Norte, converteu-se numa atracção que seduz turistas de todo o mundo, pela combinação exclusiva da beleza natural, com a herança cultural e com o dinamismo da geração actual.DSC06113
Vindos de Oslo, atravessamos todo o centro da Suécia para chegar a Estocolmo, passando pelas regiões de Varmland, Karlstad, Khristinehamn, Orebro, Arboga e Mariefred, pelo maior lago da Suécia (Malaren), pelo Castelo de Gripsholm e pedras rúnicas (com o alfabeto Viking)).
Estocolmo é uma das capitais mais bonitas do mundo, pelos seus canais, pela imponência dos seus monumentos e património rico e diversificado, pelas suas 14 belas ilhas (da nobreza, do rei, do barco, do castelo, dos animais, Sodermalm, etc.), pelos seus belos parques, ruas (Hammgatan, Kungsgatan e Klarabergsgatan) e praças (Stureplan) onde se mistura a cultura com a natureza.
País de grandes referências: ABBA, Volvo, Ikea, Scania, Saab, SKF, Ingrid Bergman, Greta Garbo, Cavalo Vermelho, Olaf Palm, Roxette e outros.
A capital sueca tem cheiro de mar. É a cidade que possui o maior número de museus por habitante do planeta.
Nesta cidade não pode faltar uma visita à Câmara Municipal, em especial, ao salão azul (onde se realiza o Banquete do Nobel), o salão dourado (onde se realiza o Baile do Nobel), a torre com 106 metros de altura, o órgão do salão azul, os frescos, a sala onde se realiza a entrevista aos laureados; a passagem pela cidade antiga, com suas ruas medievais; o Palácio Real (a maior casa real da Europa com 608 aposentos); a Catedral de Storkyran; o parlamento; o Grande Hotel (onde se hospedam os laureados com o Prémio Nobel); o Museu Skansen (o primeiro museu do mundo ao ar livre, inaugurado em 1891); o Museu Vasa (onde se narra o naufrágio fatal de um navio de guerra em 1638 e o salvamento 333 anos depois; a Sala de Concertos (onde se entrega o Prémio Nobel da Física, Química, Medicina, Literatura e Economia); Centro Comercial onde foi assassinado Olaf Palm; Obelisco de Vidro de Ohrstrom em Sergels Torg; a Rua Medieval (Prastgatan).
Recordamos, especialmente, um Jantar de Rena (Reny Tterfile) na Glenfiddich Warehouse N068, restaurante tipicamente sueco.
Ficamos hospedados no Hotel First Reisen, no centro de Estocolmo, muito perto do Palácio Real.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DOS «TROLLS» - 3.º CAPÍTULO

A singularidade da Noruega manifesta-se na natureza particularmente generosa, com paisagens de silêncios bucólicos onde se pode escutar a voz do silêncio, a cultura Viking, a cultura dos «Saames – população autóctone do norte, pastores de renas, povos indígenas com a sua própria língua, cultura, meios de vida, modos de viver e identidade», as lendas populares (Trolls – habitante das montanhas com quatro dedos nos pés e nas mãos), os vales selvagens (pintalgados de casas de madeira), os planaltos (Hardagervidda, o mais alto da Europa), os lagos (Tyrefjord), as montanhas, a sinfonia das cascatas (Voringsfossem, Steinsdansfossem, Tuindefossem), os centros de esqui (Geilo, Laerdal, Bergen), os glaciares inclinados sobre o azul turquesa da água dos fiordes, os imensos túneis que rasgam montanhas (nomeadamente o maior do mundo Laerdals Tunnelen com 24,5 Kms), as igrejas de madeira da idade média (Borgund).DSC05867
Os fiordes da Noruega, verdadeiros cartões postais, quais dedos de uma mão são constituídos por vales que os rios resolveram começar a escavar, desde o fiorde de Oslo, passando pelo Hardangar, Neroy (considerado património mundial) e Aurland, até ao fiorde dos sonhos (Sognefjord).
Percorre-se estradas com vistas para as últimas neves que restam do Inverno, à espera dos próximos lençóis de neve que cobrem montanhas, vales e grandes lagos.
Nesta época de verão, onde o dia se prolonga infinitamente, onde o sol quase não se põe (muito perto do sol da meia-noite), até ver o fim da tarde, na linha do horizonte, para onde o sol vai, quando o dia se despede.
A Noruega é um hino à natureza, com os seus pinheiros característicos, betúlias, abetos e uma luz apaziguadora, serena que opera um efeito tonificante após um dia inteiro de solicitações.
Aqui deixamos algumas recordações inolvidáveis:
- Oslo, a segunda capital mais cara do mundo, convida a saborear um dos seus pratos típicos (de rena, alce), as lascas de peixe (salmão defumado, arenque e baleia) nas esplanadas de música ao vivo das docas;
- O Parque de Vigeland, a principal atracção da Noruega e a maior colecção mundial de esculturas realizadas por um único escultor (Gustav Vigeland);
- A Galeria Nacional onde se observa a famosa obra de Munch (pai do expressionismo) «O Grito», bem como outras obras de arte dos artistas Gude, Tidemand, Christian Dahl e Christian Krohg;
- O Museu dos Barcos Viking que conserva os três barcos vikings mais bem conservados do mundo feitos de carvalho no século IX;
- Breve passagem pelo Centro Nobel da Paz, a Universidade de Oslo, o Teatro Nacional de estilo barroco, o Palácio Real;
- Paragem na Câmara de Oslo, onde é entregue o Prémio Nobel da Paz;
- Visita ao interior e exterior do Edifício da Ópera, concretamente, subir a escadaria de acesso ao telhado;
- Geilo, centro de Sky norueguês;
- A paragem em Voss para observar a sua Igreja;
- A paragem em Stalheim para contemplar a soberba e panorâmica paisagem observada a partir de um Hotel de Montanha;
- A tomada do Ferry Boat em Gudvangen e que nos levou do Fiord Neroy a Flam;
- A travessia do Laerdals Tunnelen com os seus efeitos tipo Aurora Boreal;
- Bergen com o seu Bairro Hanseático;
- O mercado de peixe em Bergen (a segunda maior cidade);
- Subida no Elevador «Floibanem», em Bergen, até 320 metros de altitude, para dar gozo à vista e desfrutar de uma panorâmica única e soberba sobre a cidade;
Ficamos hospedados nos Hotéis Bardola (Geilo), Thon Hotel Bristol (Bergen) e Lindstrom (Laerdal) e Ópera (Oslo), este de frente para o magnífico edifício da Ópera, recentemente inaugurado.

terça-feira, 28 de julho de 2009

«FABULÁSTICA» VIAGEM PELAS TERRAS DA «PEQUENA SEREIA» - 2.º CAPÍTULO

A Dinamarca, à semelhança de outros estados escandinavos, como Paradigma do Bem-Estar Social, foi uma agradável surpresa, no contraste com os países do Sul da Europa. Este país é uma península com 406 ilhas, destas 96 são habitadas, banhado pelas águas do báltico, ricas em arenque.
Em Copenhaga, capital das bicicletas, muitos foram os motivos de encanto e que aconselhamos:
- uma viagem em ferry boat pelos canais de Copenhaga permite-nos conhecer, de modo diferente, as suas atracções monumentais;
- a casa da família real (Amalienborg), complexo de quatro palácios organizados à volta de uma praça, permite-nos compreender o barroco dinamarquês. O render da guarda, às 12 horas, é uma sugestão que deixamos para admirar o uniforme dos guardas, em especial o gorro em pele de urso;
- a Pequena Sereia, estátua encomendada por Carl Jacobsen, fundador da Carlsberg, magnata da cerveja e mecenas cultural;
- a Igreja Anglicana de estilo gótico e a Catedral Luterana;
- o Palácio Antigo da Bolsa, do século XVII, pérola do renascimento dinamarquês e notável pela torre com uma impressionante espiral desenhada para parecer as caudas de quatro dragões torcidas;
- o Parlamento;
- o Castelo Renascentista de Rosenborg, situado no centro de um dos mais belos parques de Copenhaga, que alberga as jóias da coroaDSC05722;
- a Ópera, nas margens do Holmen e frente ao Palácio Real, inaugurada em 2005;
- o Parque de diversões Tivoli, mágico, sobretudo, à noite, terá sido uma fonte de inspiração para Walt Disney que o visitou em 1950;
- a zona mais pitoresca de Copenhaga (Nyhavn), ou seja, a zona do canal rodeada de casas de mercadores, de cores garridas, onde H.C. Andersen (casa com o n.º 20) viveu e escreveu o seu primeiro conto. Nesta zona abundam os restaurantes onde se pode apreciar a gastronomia típica;
- o Hotel d’Angleterre, o mais antigo da cidade, que albergou famosas celebridades;
- a Igreja de Mármore (Marmorkirken) com uma das maiores cúpulas da Europa e que teve por modelo a Catedral de S. Pedro, em Roma;
- o Diamante Negro;
- a elegante Praça do Município (Radhus).
Foi possível ver, ainda, a estátua «o pensador» de Rodim e algumas obras do impressionismo de Degaas.
Ficamos hospedados no Hotel Admiral (Copenhaga) e na deslocação para Oslo fizemos a viagem a bordo do Cruzeiro (M.S.Crown of Scandinavia).

segunda-feira, 27 de julho de 2009

«FABULÁSTICA» VIAGEM - 1.º CAPÍTULO

Peço desculpa ao Cláudio Ottonello por utilizar um dos seus vocábulos preferidos «fabulástico».
Chegou a altura de fazer as malas e matar a vontade de descanso e divertimento, após alguns meses de árduo trabalho.
Também sou um apaixonado por viagens.
Por vezes buscamos lugares tranquilos, confortáveis, praias exóticas, vários azuis do mar e paraísos que usam e abusam do ar puro e livre.
Outras vezes buscamos lugares únicos e míticos onde a sustentabilidade é a palavra de ordem, concretizações de paixões de infância, marcas de civilizações, culturas diferentes, palmilhando um Maparepositório histórico vivo.
Desta vez decidi dar vida ao sonho que acalentava desde tempos recuados.
Numa síntese, esta viagem foi um esplendor para os olhos e para a mente e deixa-nos mais cidadãos do mundo.
Este triângulo pelos países escandinavos, Dinamarca, Noruega e Suécia, serviu diversas finalidades: para aprender com o que podemos observar, para interagir com amigos de jornada, para abstrair dos dias acelerados que caracterizam os tempos actuais, para experimentar descobertas sem hora marcada, para sentir o fluir e o pulsar das terras e regiões visitadas e para repor energias.
Esta viagem prolonga-se, agora, no regresso, nos escritos, nas impressões sobre os momentos mais emblemáticos da viagem, nos registos subjectivos e pessoais.
Daqui envio um grande abraço, aos excelentes amigos e companheiros de viagem Cláudio Ottonello, Edite, César, Isabel, José Rodrigues, Márcia, Alberto, Isabel Quirino, Pedro Figueira, família Moita, Fabiana e Eduardo.

domingo, 12 de julho de 2009

CRUZEIRO DE TIBÃES

É, com certeza, o cruzeiro mais monumental e de maCruzeiro de Tibãesior valor artístico, dos existentes em todo o concelho de Braga.

Situado em frente ao majestoso Convento de Tibães, a sua grandeza atribui ao lugar grande dignidade e monumentalidade.

Muito semelhante ao Cruzeiro das Carvalheiras e da Senhora-a-Branca, é, no entanto, muito mais imponente.

De linhas elegantes, de meticulosa proporção entre as suas partes componentes, com um fuste ornamentado a flores de lis na parte inferior, com estrias maciças logo a seguir, e simples depois, até ao capitel coríntio, sobre o qual assenta um globo estriado em gomos e sobre este a cruz.

O pedestal assenta nos quatro ângulos sobre cabeças de cachorros, tem na face do lado norte as armas abaciais.

O cruzeiro do terreiro é Monumento Nacional desde 1910.