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quinta-feira, 17 de março de 2011
PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSORES > 4.ª EDIÇÃO > JOSÉ CARLOS PEIXOTO: O PROFESSOR DE QUEM OS ALUNOS SE RECORDAM
No último ano de trabalho do professor José Carlos Peixoto, a equipa da direcção da Escola Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, em Braga, decidiu propô-lo para o Prémio de Mérito Carreira, com a convicção de que a qualidade do trabalho desempenhado correspondia a uma «candidatura ganhadora».
«Quando me recordo da escola, lembro-me logo do professor» – quem o diz é Sérgio Mota Pinto, que, 16 anos depois, volta ao estabelecimento de ensino que frequentou no 2.º ciclo para falar de José Carlos de Peixoto, que considera um dos melhores professores que teve na vida. Este ex-aluno faz questão de salientar que o gosto que ainda hoje tem pela História se deve a este docente de Língua Portuguesa e de História que «cativava pela maneira de ensinar».
«Sempre à frente do seu tempo», tal como reconhece Rosa Sarmento, docente de História e Geografia de Portugal, soube tirar partido das novas tecnologias para evoluir na forma de leccionar, de modo a prender a atenção dos estudantes do século XXI. Ana Rodrigues, de 12 anos, aluna de José Carlos Peixoto no ano lectivo anterior, considera que o professor dava as aulas «de uma forma gira e diferente», recorrendo à plataforma Moodle e ao PowerPoint.
Na plataforma Moodle, o docente introduzia a matéria resumida e colocava exercícios, o que, segundo Ana Rodrigues, contribui para ajudar os alunos a «ter método para estudar». Já o PowerPoint permitia mostrar imagens de acontecimentos históricos, projectadas numa tela, como o terramoto no tempo do Marquês de Pombal ou as caravelas da época dos Descobrimentos, o que, para esta estudante, marca a diferença: «No livro, vemos as coisas mais pequenas e não percebemos tão bem. No PowerPoint, observamos as imagens em grande e fixamos melhor.»
Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, durante os últimos anos, este professor também recorria à plataforma Moodle para dinamizar o trabalho de equipa, disponibilizando as planificações das aulas, os testes, as actas das reuniões e a legislação. Mas, enquanto colega, não se destacou apenas pela utilização das novas tecnologias. A sua postura, considerada por Virgílio Rego da Silva, na altura director da escola e proponente da candidatura, como a de um “autêntico cavalheiro”, teve grande impacto em momentos decisivos.
«Quando, nas reuniões do conselho pedagógico, estávamos a discutir, mantinha-se impávido e sereno, mas, quando intervinha, fazia-o de forma extraordinariamente assertiva. Não alimentava polémicas, tirava aquilo que de bom se podia extrair e fazia com que andássemos para a frente», destaca Fernando Braga, professor de Língua Portuguesa e colega desde há 15 anos.
A exigência, primeiro para consigo próprio e depois para com os outros, é outro dos traços marcantes de José Carlos Peixoto. «Não há serviços mínimos para o professor. Tentava sempre ir mais além e puxava por nós», evoca Sérgio Mota Pinto. Mas tudo começa muito antes de entrar na sala de aula, tal como afirma José Carlos Peixoto. «Uma aula não corresponde apenas à sua duração. Em casa, significa três vezes mais tempo. De um ano para o outro, havia sempre um material que já não me satisfazia ou um teste que já não se adequava. Sentia sempre necessidade de aperfeiçoar o meu trabalho.»
Esta vontade de fazer sempre mais e melhor reflectiu-se também nas tarefas que realizou em benefício da escola e da comunidade. Alunos e colegas recordam, com entusiasmo, os inesquecíveis eventos que organizou, entre os quais destacam um peddy-paper que envolveu mais de 500 pessoas, desde alunos a professores, passando por pais e por munícipes da cidade de Braga.
Site do Ministério da Educação: http://me2.addition.pt/index.php?s=white&pid=767
quarta-feira, 16 de março de 2011
Prémio Carreira para José Carlos Peixoto
autor
Marlene Cerqueira
O professor José Carlos Peixoto, da EB 2,3 Frei Caetano Brandão (Agrupamento de Escolas de Maximinos), foi distinguido pelo Ministério da Educação com o Prémio de Mérito ‘Carreira’. O docente recebeu ontem o prémio, em Lisboa, das mãos da ministra da Educação, Isabel Alçada.
O Prémio ‘Carreira’ distingue anualmente um professor que revelou, ao longo da carreira, a adopção de boas práticas e capacidade de lidar com as dificuldades, tornando-se uma referência para os seus pares e para os seus alunos, bem como para a restante comunidade educativa.
Lisonjeado, José Carlos Peixoto admitiu ao ‘Correio do Minho’ a enorme satisfação por ver o seu mérito “duplamente reconhecido”, primeiro ao nível da sua escola que o elegeu para propor a este prémio, e depois a nível nacional por ter sido distinguido por um júri composto por personalidades muito conhecidas e presidido pelo antigo ministro da Educação Roberto Carneiro.
Com uma carreira de quase quatro décadas, José Carlos Peixoto assume a sua humildade e frisa que nunca lutou por prémios.
Prémio dedicado a alunos, professores, escola e família
No discurso que fez no Ministério da Educação, onde decorreu a cerimónia, José Carlos Peixoto começou por dedicar o prémio aos seus alunos e realçar que sempre teve em consideração que “o motor da aprendizagem é a motivação’.
“No meu espírito sempre prevaleceu o estilo compreensivo (valores e regras sim, mas transmitidos com compreensão), afectivo, exigente, respeitador da identidade e do crescimento do aluno, ajudando a adaptar-se à realidade e a descobrir um mundo melhor, estimulando a criatividade, a cooperação, a tolerância e os novos recursos”, referiu o professor do Departamento de Ciências Sociais da Caetano Brandão.
O prémio foi também endereçado aos professores: “Queria partilhar este prémio carreira com todos os professores portugueses que, anonimamente, desenvolvem um trabalho maravilhoso e exemplar junto dos alunos e não encontram a oportunidade de serem reconhecidos”, referiu, alertando que “muitos professores mereceriam este prémio, pois diariamente dão o seu melhor, com sacrifício do tempo destinado à família, com o objectivo de formar jovens bem preparados para enfrentar os desafios actuais, numa perspectiva profissional e ética, jovens com mais conhecimentos e com mais cidadania, nunca através de uma imposição e endoutrinação, mas através de uma educação democrática e construtivista dos valores”.
E neste domínio aproveitou para destacar o seu trabalho como formador, orientador e coordenador junto da classe docente. A sua escola, a EB 2,3 Frei Caetano Brandão, mereceu uma menção especial, nas pessoas dos professores Virgílio Rego e Fernando Braga, este último o promotor da sua candidatura em nome do Conselho Pedagógico.
Recordou o papel que teve na atribuição, divulgação e promoção do pensamento do patrono da escola. “Além de propor o seu nome para patrono, divulguei o pensamento educacional de Frei Caetano Brandão”, realçou.
A família também não foi esquecida na hora de agradecer o prémio, lembrando “quantas vezes foi difícil gerir o tempo profissional e o tempo dedicado” aos seus.
SITE:http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=44795&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSRES
Andreia Lobo | 2011-03-16
Maria do Carmo Leitão, Adelina Pereira e José Carlos Peixoto são os nomes dos professores distinguidos pelo Prémio de Mérito 2011, conferido pelo Ministério da Educação. Este ano, o galardão máximo, no valor de 25 mil euros, ficou por atribuir.
Usar o computador Magalhães na aula foi um dos maiores desafios da carreira de Maria do Carmo Leitão, galardoada com o Prémio de Mérito Inovação, atribuído pelo Ministério da Educação (ME). As novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) surgiram no final de uma carreira de 35 anos, como professora do 1.º ciclo. Mas isso não impediu a docente do Centro Escolar de Lamego de "arregaçar as mangas" e se deixar conquistar pela inovação.
Maria do Carmo Leitão recebe o prémio no ano em que, pela primeira vez, o júri não atribuiu a distinção máxima conferida pelo ME - o Prémio Nacional de Professores - alegando que nenhuma candidatura reunia as condições necessárias.
Durante 24 anos, deu aulas na telescola, no célebre Ensino Básico Mediatizado, um método inovador nas décadas de 70 e 80. Mas o uso desta tecnologia também não foi fácil: no alto de uma serra, Maria do Carmo Leitão encontrou uma escola sem eletricidade, sem acesso por estrada e onde a televisão dependia de um gerador sustentado a petróleo. Por isso, a chegada do computador Magalhães não a assustou.
Aos 55 anos, Maria do Carmo Leitão viu no desafio uma oportunidade para inovar a sua prática pedagógica. Empenhou-se, fez várias formações em regime de e-learning e hoje os alunos utilizam o Magalhães para fazer pequenos filmes, pesquisar na Internet e fazer trabalhos. A professora corrige trabalhos e sugere alterações por e-mail, e liga-se no Messenger para trocar ideias com as crianças a partir de suas casas.
"Preparar os alunos para a vida é dar-lhes método", diz a docente cuja metodologia de trabalho é elogiada pelos colegas. "Os alunos que aprendem pela via tradicional acabam muitas vezes por esquecer a matéria, enquanto os outros, passados três meses, lembram-se muito bem", explica Helena Gama, coordenadora do 1.º ciclo. "É um exemplo a seguir", diz Carlos Dinis de Almeida, diretor do Centro Escolar de Lamego.
"Gestão humanizada"
A inovação não foi a única vertente premiada pelo ME. Os Prémios de Mérito distinguiram também Adelina Pereira, pelo seu trabalho na direção da Escola Básica de Domingos Capela, em Espinho, e José Carlos Peixoto, pelo trabalho desenvolvido ao longo da carreira como professor de Língua Portuguesa e História, na Escola Básica 2+3 Frei Caetano Brandão, em Braga.
Uma "gestão humanizada" é a descrição usada pelos colegas para sintetizar o trabalho de Adelina Pereira, que durante duas décadas liderou o destino da escola e do Agrupamento de Escolas Domingos Capela, em Espinho. As designações das suas funções foram mudando ao sabor das exigências administrativas, foi presidente do conselho diretivo, executivo, e por fim, diretora. Mas a sua forma de atuar pautou-se pela constante preocupação com "as pessoas" que compõem o, nem sempre personalizado, corpo docente.
"A minha preocupação sempre foram as pessoas, porque se as pessoas se sentirem bem, trabalham melhor", reflete Adelina Pereira. Um caso protagonizado por um professor contratado que diariamente se deslocava de Viseu para dar aulas às 8h30 ilustra esta atitude. O relatado é de Cristina Costa, presidente do conselho geral, que reconhece o mérito à atuação da diretora: "Não teve descanso enquanto não lhe foi possível efetuar as trocas necessárias para facilitar a vida a este docente."
Delegar e confiar na equipa escolar são, segundo Adelina Pereira, as razões de sucesso da sua liderança. Um trabalho que teve particular visibilidade na melhoria da má imagem que o estabelecimento de ensino tinha há 20 anos. E onde se incluiu a criação de um gabinete de comunicação e de imagem, constituído por diversos professores com o objetivo de divulgar as boas práticas escolares.
"Se houver um segredo, foi estar disponível para dialogar, valorizar e motivar as pessoas. Isso passa por estar atenta, para perceber o que se pode pedir a cada um, de modo que todos deem o máximo", resume Adelina Pereira.
Sem serviços mínimos
A exigência, primeiro para consigo, depois para com os outros. Assim é recordado José Carlos Peixoto, pelos alunos que frequentaram as suas aulas de Língua Portuguesa e de História, na Escola Básica do 2.º e 3.º ciclo Frei Caetano Brandão, em Braga. "Não havia serviços mínimos para o professor", recorda Sérgio Pinto, ex-aluno. José Carlos Peixoto sempre teve bem presente que "uma aula não corresponde apenas à sua duração, em casa significa três vezes mais tempo".
As atividades organizadas pelo professor na comunidade escolar permanecem vivas na memória de quem participou. Pelo menos dois eventos, foram descritos como "inesquecíveis": um peddy-paper realizado pela cidade de Braga e que envolveu mais de 500 pessoas e um jantar romano com cenário, trajes e alimentos da época vivido no museu bracarense D. Diogo de Sousa.
Já os colegas mais próximos recordam essencialmente a postura "assertiva" e de "cavalheiro", que o professor, agora aposentado, mantinha durante as reuniões do conselho pedagógico. "Quando estávamos a discutir mantinha-se impávido e sereno, mas quando intervinha, fazia-o de forma extraordinariamente assertiva", refere Fernando Braga, professor e colega durante 15 anos.
A sua prática letiva distinguiu-se também pela forma como usava as novas tecnologias para ajudar os alunos a desenvolver os seus próprios métodos de estudo. "Sempre à frente do seu tempo", assim o descreve Rosa Sarmento, docente de História e Geografia de Portugal. Fosse introduzindo resumos da matéria e exercícios no Moodle, ou recorrendo ao uso de recursos didáticos elaborados em PowerPoint.
São as imagens do terramoto do tempo do Marquês de Pombal e das caravelas da época dos Descobrimentos, mostradas durante a matéria lecionada, que Ana Rodrigues, uma ex-aluna recorda das suas aulas de História. "No livro, vemos as coisas mais pequenas e não percebemos tão bem. No PowerPoint, observamos as imagens em grande e fixamos melhor."
E se neste caso há também, segredo para o sucesso, José Carlos Peixoto arrisca na fórmula: "De um ano para o outro, havia sempre um material que já não me satisfazia ou um teste que já não se adequava. Sentia sempre necessidade de aperfeiçoar o meu trabalho."
Além do reconhecimento informal pelo seu desempenho, os prémios dos três docentes distinguidos "foram materializados por diplomas de mérito pedagógico, visitas de estudo a escolas ou a instituições de referência no estrangeiro, ou ainda através da publicação e divulgação de trabalhos dos candidatos, depois de homologados pela Direção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, lê-se no site do ME.
A primeira edição dos Prémios de Mérito remonta a 2007, com a atribuição do Prémio Nacional de Professores a Arsélio Martins, professor de Matemática, na Escola Secundária de José Estevão, em Aveiro. Nas edições seguintes, foram distinguidosJacinta Moreira, professora de Biologia e Geologia, na Escola Secundária Carolina Michaellis, no Porto, e Alexandre Costa, docente de Físico-Química, na Escola Secundária de Loulé.
Este ano, o galardão máximo ficou por atribuir. O júri presidido por Roberto Carneiro, antigo ministro da Educação, tomou esta decisão "por considerar que as candidaturas apresentadas não reuniam os requisitos necessários para o efeito", refere em comunicado o gabinete da ministra Isabel Alçada.
Recorde-se que o objetivo desta iniciativa, segundo os seus promotores, é: "Reconhecer docentes que contribuam de forma excecional para a qualidade do sistema de ensino, quer no exercício da atividade docente, em contacto direto com os alunos, quer na defesa de boas práticas com impacto na valorização da escola."
O MEU DISCURSO NA ENTREGA DO PRÉMIO CARREIRA
Ex.ma Sr.ª Ministra da Educação, Dr.ª Isabel Alçada
Ex.mo Sr. Presidente do Júri do Prémio Nacional de Professores, Eng. Roberto Carneiro
Ex. mo Júri
Ex.mos Srs. Directores Regionais de Educação
Ex.mos Convidados
Minhas Senhoras e meus senhores
Este Prémio Nacional de Professores, de promoção do mérito, do esforço e da excelência dos docentes, centrado em vários domínios, concretamente, na promoção do sucesso dos alunos, na qualidade das aprendizagens, na difusão de boas práticas de ensino, na interacção com a comunidade educativa, na melhoria do funcionamento e organização da escola, é um modelo de valorização e uma oportunidade para toda a classe docente, por isso, a meu ver, deve ser acarinhado e prosseguido.
Os Prémios centram-se em resultados conseguidos, são o culminar de um desafio bem sucedido, são o reconhecimento público da qualidade das decisões, do planeamento estratégico, da distinção e divulgação de casos de sucesso, devem, por isso, reflectir e espelhar uma atitude, repartida em três pontos: chegar mais longe, fazer diferente e com mais qualidade.
O Prémio Nacional de Professores tem como objectivo reconhecer e valorizar publicamente o mérito. Mas, como sabemos, o mérito não é uma capacidade inata, mas um conjunto de disposições ou talentos que se desenvolveram em ambiente propício, com muito trabalho, dedicação, empenho, entrega e cooperação.
Permitam-me endereçar este prémio carreira aos meus alunos que souberam entender que o educador projecta a sua personalidade no estilo de educação que aplica. No meu espírito sempre prevaleceu o estilo compreensivo (valores e regras sim, mas transmitidos com compreensão), afectivo, exigente, respeitador da identidade e do crescimento do aluno, ajudando a adaptar-se à realidade e a descobrir um mundo melhor, estimulando a criatividade, a cooperação, a tolerância e os novos recursos. Tive sempre em consideração que o motor da aprendizagem é a motivação. O processo educativo não tem apenas um sentido. É uma díade interactiva. Os alunos são como os nossos filhos, o que queremos é que eles tenham êxito.
O professor não se deve limitar, então, a dar noções e informações, mas falar em relação à verdade, sobretudo àquela verdade que pode servir de orientação na vida.
O problema da educação é, sobretudo, uma preocupação pelo bem das pessoas que amamos, sobretudo das nossas crianças, adolescentes e jovens.
Permitam-me endereçar este prémio aos professores, sobretudo, aos meus pares, parceiros e colegas da escola e de profissão.
Queria partilhar este prémio carreira com todos os professores portugueses que, anonimamente, desenvolvem um trabalho maravilhoso e exemplar junto dos alunos e não encontram a oportunidade de serem reconhecidos.
Muitos professores mereceriam este prémio, pois diariamente dão o seu melhor, com sacrifício do tempo destinado à família, com o objectivo de formar jovens bem preparados para enfrentar os desafios actuais, numa perspectiva profissional e ética, jovens com mais conhecimentos e com mais cidadania. Neste domínio, destaco o meu trabalho junto da classe docente, sobretudo, como formador, orientador e coordenador.
Sempre gostei muito da minha profissão e daquilo que sempre fiz. Sempre senti que podia colaborar na construção de uma sociedade melhor, com homens mais justos, mais honestos, mais empreendedores e melhor formados. Porque a sociedade não é uma abstracção; no final somos nós próprios, todos juntos, mesmo sendo diversos os papéis e as responsabilidades de cada um.
Permitam-me endereçar este prémio à minha escola a EB 2/3 Frei Caetano Brandão, ao Professor António Pereira, Director da CAP do Agrupamento de Escolas de Maximinos, ao Professor Virgílio Rego da Silva (Ex- Director da EB 2/3 Frei Caetano Brandão e autor do lançamento desta candidatura) e ao professor Fernando Braga (indigitado pelo Conselho Pedagógico para promover esta candidatura) e, através dela, a todas as escolas que criam condições aos alunos para terem «coragem de voar». Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos alunos. As escolas têm o dever de encorajar esse voo (Rubém Alves). A escola foi o meu terreno educativo. Exerci com a maior dedicação, exigência, disponibilidade e eficácia todos os cargos disponíveis: Presidente do Conselho Directivo, Coordenador de Departamento, Monitor de Práticas Pedagógicas, Orientador de Estágios Integrados, Orientador Pedagógico da Profissionalização em Exercício, Delegado de Disciplina, Director de Turma, elemento do Conselho Geral Transitório, Director da Revista Escolar.
Na escola realço, em particular, o meu papel na atribuição, divulgação e promoção do pensamento do patrono da escola. Além de propor o seu nome para patrono, divulguei o pensamento educacional de Frei Caetano Brandão sobretudo nas seguintes vertentes: como educador das classes mais desfavorecidas; na criação de escolas de primeiras letras, em época em que não havia escolas de ler, escrever e contar; no recrutamento de professores; na criação do ensino profissional; na educação da mulher numa base de igualdade; na promoção de feiras para exposição de produtos dos artífices e dos lavradores; no despojamento de bens do seu palácio para lavar, dar de comer e depois educar os meninos pobres, órfãos e expostos.
Nunca me fechei na escola, mas procurei abrir a minha acção ao meio envolvente. Nesse sentido é de referir: a publicação de vários livros; a publicação de largas dezenas de artigos em revistas e jornais; o papel de Consultor científico-pedagógico no Centro de Formação de Professores; o papel de Amigo Crítico do Programa «Qualidade XXI, no âmbito do Projecto Piloto Europeu Avaliação da Qualidade na Educação Escolar»; a autoria de várias conferências e comunicações; o papel de Curatorial Advisor, no Museu Virtual à Descoberta da Arte Barroca.
Permitam-me, também, por endereçar este prémio à minha família. Na sociedade todos desempenhamos vários papéis, entre eles o de pai e professor. Quantas vezes, foi difícil gerir o tempo profissional e o tempo dedicado à família. Como este equilíbrio pareceu sempre frágil! Se num dos pratos da “balança” colocarmos o tempo dedicado à escola, às causas colectivas e ao voluntariado e no outro o tempo com a família, este pareceu-me ficar sempre desfavorecido. Apesar deste desequilíbrio, obtive sempre a máxima compreensão e apoio.
Finalmente queria agradecer, de modo muito especial e com enorme ênfase e reconhecimento, ao Júri, presidido pelo Sr. Eng. Roberto Carneiro e à Sr.ª Ministra da Educação e ao seu Ministério pela atribuição do Prémio Carreira. Eu tive a oportunidade e a satisfação de ver um trabalho reconhecido. Mas também recebo este prémio com muita humildade. Nunca lutei por prémios. Este devo-o à minha escola que me candidatou em reconhecimento de um percurso meritório, reconhecido pela comunidade escolar e desenvolvido ao longo de várias décadas.
José Carlos Gonçalves Peixoto
14-03-2011
terça-feira, 15 de março de 2011
OBRIGADO
Não sabia que tinha tantos amigos e admiradores.
A todos um GRANDE OBRIGADO.
Foram centenas de telefonemas e de emails. Todos estão no meu coração. Mas alguns, deixaram-me sem palavras, nomeadamente, aqueles, que fizeram telefonemas e mais telefonemas para conseguirem o meu número de telemóvel.
Para estes e para todos, mais uma vez, UM GRANDE OBRIGADO.
Um grande abraço do vosso amigo,
José Carlos Gonçalves Peixoto.
PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSORES, 4.ª EDIÇÃO, PREMIADOS
Legenda: Prémio Liderança, Ministra da Educação, Prémio Inovação, Prémio Carreira
(Foto: Pedro Vilela)
PRÉMIO CARREIRA 2010 NA IMPRENSA
PRÉMIO CARREIRA 2010
A Sr.ª Ministra da Educação, Dr.ª Isabel Alçada, entregou-me, ontem, o Prémio Carreira. A Cerimónia decorreu em Lisboa, na presença de muitas individualidades e do Júri do concurso, nomeadamente, do seu presidente Engenheiro Roberto Carneiro, ex-ministro da Educação.
PRÉMIO NACIONAL DE PROFESSORES > 4.ª EDIÇÃO
A cerimónia de atribuição do Prémio Nacional de Professores efectuou-se no dia 14 de Março de 2011, às 12h00, nas instalações do Ministério da Educação, em Caparide. Nesta cerimónia, foram entregues os seguintes prémios:
sexta-feira, 11 de março de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
VISITA A UMA DAS 7 MARAVILHAS DO MUNDO
CONGRESSO LUSO-BRASILEIRO DO BARROCO
A Confraria do Bom Jesus do Monte na sequência das comemorações dos 200 anos da colucação da última pedra, vai organizar um congresso luso-brasileiro sobre o barroco.
Mais informações sobre esta iniciativa consultar o site http://www.congressobarroco.com/
Estão abertas as inscrições para comunicações e para inscrições.
VOLTEI
Olá, caros leitores deste Blog.
Desculpem pois sujeitei-me a uma clausura voluntária, por uma boa causa. Estive a concluir a redacção final do meu livro que sairá, ainda, este ano: «Bom Jesus do Monte. Memórias da Real Confraria».
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
NA MATA DO BOM JESUS
Decorreu no passado sábado, dia 20 de Novembro, mais uma iniciativa relacionada com a protecção ambiental e com a Mata do Bom Jesus. A todos os voluntários um sincero agradecimento.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
MIMOSAS DO BOM JESUS
Por iniciativa da Quercus Braga e da Oficina de Floresta Autóctone terá lugar no Bom Jesus do Monte a iniciativa de transplante de árvores e arbustos da floresta autóctone, que faz parte do Projecto de sensibilização para o controlo de mimosas na mata do Bom Jesus do Monte. Esta actividade terá lugar no dia 20 de Novembro e o programa constará de:
14h - palestra sobre a floresta autóctone e técnicas de transplante
14h30 - actividade prática no terreno da Confraria
17h - lanche oferecido pela SONAE
Apelamos a todos os voluntários que se inscrevam até ao dia 16 de Novembro para braga@quercus.pt.
sábado, 23 de outubro de 2010
TANGO
O tempo recuou a 1910 e à «história do tango». Uma bela viagem a Buenos Aires.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
NOVA PUBLICAÇÃO
Poderíamos destacar algumas das funções exercidas, Sacerdote, Pároco, Professor, Perfeito, Conselheiro Espiritual, Director Interno de Lar de Jovens, Conselheiro Presbiteral, Arcipreste, mas é como Juiz-Presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, durante seis anos, que a nossa Memória o recorda e que nunca se desvanecerá com o decorrer do tempo.
Quando falamos de história, temos o costume de nos refugiar no passado. A história não tem presente, apenas o passado que se vai precipitando para o futuro. É no passado remoto, já lá vão quase quatro séculos que encontramos a criação e a origem da confraria. Muitos foram os seus timoneiros. A história não vai esquecer um dos Juízes-Presidentes que merece figurar na Galeria dos Grandes Presidentes, que conseguiu realizar obras e ultrapassar a burocracia dos Gabinetes pois a história valida, fundamentalmente, os resultados, lutando intensamente e desinteressadamente na resolução de múltiplos problemas com uma determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum, sempre por uma causa, a dignificação da estância, deste monte-sagrado, qual Jerusalém libertada, qual caminho para a Cruz e Jerusalém Celeste.
Não olvidamos o amor que nutria pela beleza da estância, pela riqueza do seu património, pela devoção à Cruz e ao Bom Jesus do Monte, como alguém que intuiu o chamamento de Deus e procurou corresponder, no dia-a-dia, a esse chamamento.
Acompanhámo-lo nos seus sonhos, nas suas preocupações, na preservação do legado dos nossos antepassados.
Quando chegou ao Bom Jesus do Monte imprimiu um novo estilo, dinâmica e liderança à confraria, que fortaleceu a organização, a descentralização e a criação de um espírito de grupo, fundamentais para o desenvolvimento e concretização de várias obras que necessitaram do esforço empenhado das várias valências e pelouros dos seus mesários. A sua passagem pela Confraria do Bom Jesus foi fecunda, deixou marcos que prevalecerão com o tempo, nomeadamente, a reabilitação do património da estância, o restauro e a recuperação dos hotéis, do Elevador, da Casa das Estampas, da Colunata, do Salão de Chã, da Capela do Santíssimo, da Capela das Relíquias e das Telas do Museu.
A sua intervenção no Bom Jesus do Monte era quotidiana. Lutava, velava e agia incessantemente pela dignificação da estância. Sobretudo rezava ao Bom Jesus, que hasteia outro símbolo, a doce imagem do madeiro miraculoso da Cruz.
A devoção à Cruz, ao Bom Jesus do Monte era um símbolo de vida que se erguia como o sol de verão pronto para fecundar a terra e para amadurecer os seus frutos, que se erguia como alimento e firme esperança para ultrapassar as dificuldades que diariamente apareciam no seu caminho, para resolver os problemas que as obras em curso levantavam. Esta devoção era presságio de novas acções e de novos estímulos. Com humildade e liderança sabia suscitar solicitações, colaborações, descentrando o poder pelos diferentes pelouros e pelos vários mesários da Confraria do Bom Jesus do Monte.
O Bom Jesus era o centro da sua vida, mesmo quando a adversidade lhe bateu à porta. A doença veio roubar-nos de forma crua e dura a sua presença entre nós, mas o trabalho que fez criou profundas raízes que não podem ser arrancadas dos nossos corações. A sua vida, a luta contra o sofrimento, são um sinal que nos interpela e questiona sobre o nosso presente e nos ilumina e orienta para o futuro.
José Carlos Gonçalves Peixoto
Mesário da Confraria do Bom Jesus do Monte
sábado, 16 de outubro de 2010
RANKING DAS ESCOLAS
O jornal Público de 15 de Outubro de 2010 publicou o ranking das escolas relativo aos exames do 9.º ano. Aqui deixamos o Ranking relativo ao Concelho de Braga. No Ranking 1 (R1) está a posição independentemente do número de provas em 1295 escolas do país. No R2 só se consideram as escolas com pelo menos 50 exames.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
CENTENÁRIO DA REPÚBLICA
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
EXPOSIÇÃO NO BOM JESUS « SUBTILEZAS DA PINTURA»
Com a presença de entidades oficiais, foi inaugurada no dia 24 de Setembro, pelas 21.00hs, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, no Bom Jesus do Monte, a exposição «Subtilezas da Pintura» dos artistas plásticos Teresa Vilar e Filipe Rodrigues.
A Confraria do Bom Jesus do Monte, depois de ter inaugurado, recentemente, o Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa com a exposição «Cruzes», vem, agora, prosseguir com nova exposição abrindo uma nova vertente de intervenção cultural.
Com estas iniciativas, a confraria pretende criar novas forças motivadoras para os admiradores desta estância a revisitarem, conhecerem melhor a sua história «mestra da vida e luz da verdade», como já dizia o velho Cícero e usufruírem do seu património. Será mais uma razão, nestes dias de Outono, para visitarmos esta beleza da natureza, encastoada na montanha a leste da cidade de Braga, Santuário de Milagres e Milagre da Natureza, um dos mais extraordinários conjuntos arquitectónicos e verdadeiro ex-libris da cidade, do norte e do pais.
Segundo os autores da exposição «Subtilezas da Pintura significa antes de tudo que se pretende reforçar a ideia de um lado delicado da pintura que não se prende apenas no gesto ou, na sua resolução formal. Aponta‐se para a existência de mais coisas, para uma orgânica interior do que se constitui como corpo da pintura na forma e conteúdo. Subtilezas da pintura são um indício que os autores das obras escolheram como título para os observadores descodificarem o conteúdo das obras apresentadas através das formas e da linguagem da comunicação visual».
A exposição estará aberta ao público, com entrada livre pela Casa das Estampas do Bom Jesus do Monte, entre 24 de Setembro e 10 de Novembro, todos os dias das 10.00 às 18.00 horas.
domingo, 3 de outubro de 2010
ARRANJO DO LARGO FRONTEIRO AO MOSTEIRO
O Programa Operacional Regional Novo Norte atribuiu um financiamento comunitário de 455.174 euros para a execução do projecto que visa o arranjo urbanístico do terreiro localizado em frente ao Mosteiro de Tibães. Esta obra vai permitir a criação de um espaço para acolhimento de festas, uma zona de parqueamento, a pavimentação e a requalificação arbórea da área.
domingo, 26 de setembro de 2010
94 ABADES DE TIBÃES
Após o Concílio de Trento, os cargos maiores (Abade Geral, Definitório, Conselho do Geral e Visitadores) para a congregação beneditina portuguesa (1567-1834) faziam-se por eleição, no Capítulo Geral que se reunia trienalmente, nos princípios de Maio, no Mosteiro de Tibães. De 1570 a 1834, a Congregação Beneditina foi administrada por 94 Abades Gerais, que tinham o título de Abades de Tibães.
AMIGOS DE TIBÃES
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
NOTÍCIAS DE TIBÃES (1)
- No próximo dia 24 de Setembro, pelas 12 horas, na presença do Sr. Arcebispo Primaz, da Sr.ª Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação Dr.ª Idália Moniz, do Sr. Governador Civil e do Sr. Presidente da Câmara, será inaugurado o Centro Social Paroquial de Mire de Tibães.
- O Grupo Coral de Mire de Tibães irá animar a eucaristia transmitida pela RTP no próximo Domingo, dia 26 de Setembro. Habitualmente é às 10 horas, mas excepcionalmente será transmitida às 09 horas.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
MEGA-PROBLEMAS
Os jornais noticiaram, nos últimos tempos, diversas posições contra a imposição de Mega-Agrupamentos. A vaga de contestações passa por abaixo-assinados até artigos e posições de várias personalidades.
De um dia para o outro, as escolas foram confrontadas com a resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, que formaliza a fusão de escolas, sem passar por um debate, sem permitir o teste da confrontação pública, sem ouvir as comunidades educativas. Em poucos dias desmorona-se o modelo de rede escolar vigente para implementar ideias de meia dúzia de iluminados que, sem experiência no terreno, têm poder para jogar com as pessoas, com a organização educativa e com o futuro de um país.
Mesmo sem avaliar a criação dos agrupamentos actuais e potenciá-los ao máximo, avança-se para a fusão de escolas e consequente criação de Mega-Agrupamentos, de forma precipitada, atabalhoada, sob o pretexto da irreversibilidade, e sem acautelar a sua operacionalização. Na óptica do Ministério da Educação é uma medida em nome da modernidade, da inclusão social e da igualdade de oportunidades pois permite criar unidades de gestão com 3.000 alunos, num primeiro momento, e 5.000 alunos, posteriormente, para além de permitir espaços partilhados por crianças de 6 anos com jovens de 18 anos de idade. Estranha maneira de conceber a educação e de pôr em acção teorias construtivistas, concretamente, o Desenvolvimento Cognitivo de Piaget e o Desenvolvimento Moral de Laurence Kolberg.
Do lado dos que apoiam estarão, com certeza, as razões economicistas, a poupança de algumas verbas à custa da racionalização administrativa.
Do lado oposto, estarão aqueles que dão prioridade ao pedagógico, ao cumprimento de projectos educativos, às escolas de referência, à dinâmica escolar, ao ambiente saudável, à educação personalizada.
A nosso ver esta medida vai na direcção errada e não acolhe propostas de bom senso.
Esta Filosofia da Educação é racional?
Obviamente que este processo será um retrocesso e ao arrepio dos movimentos sociais e organizacionais. Pensar a educação para grupos mais pequenos, colherá mais frutos no futuro e os resultados influenciarão o rumo da sociedade em geral. Estruturas com milhares de pessoas tornam-se ineficientes e inúteis.
O Estado tem mostrado a sua omnipotência em tudo, deixando a liberdade dos seus cidadãos pelas ruas da amargura, deixando a sua capacidade de intervenção a uma reduzida expressão significativa.
Insinua-se no documento legal, acima citado, que a dimensão das escolas contribui para a promoção do sucesso escolar e combate o abandono. Não estamos certos disso, antes, pelo contrário, a massificação despersonaliza e conduz ao desânimo. Por outro lado as Escolas Secundárias, que não têm experiência, história e cultura de agrupamento, irão conduzir este processo constituindo-se em sede de agrupamento de escolas.
Temos de fazer um esforço comum para sair desta crise que não provocámos, mas reconheço que, por vezes, esse empenhamento não surte efeitos pois os políticos não pensam a longo prazo. O facilitismo, o trabalho sem escrúpulos para as estatísticas são inimigos da qualidade, da educação para a excelência e da verdade que é sempre absoluta, exigente e cintilante. Estes políticos não se importunam com a importância do não dito, nem com a violência passiva pois contam com o comportamento cordato do povo português.
Por mais que se sonhe, com uma educação melhor, quem comanda não é o sonho, é a realidade e esta despachou. Somos descendentes de grandes navegadores, mas economicamente somos tão pequenos que não ameaçamos ninguém e ameaçamos o futuro da educação, base do desenvolvimento sócio-económico de um país. Na bíblia temos uma expressão que nos conforta «Perdoai-lhes, Senhor, porque não sabem o que fazem».
terça-feira, 7 de setembro de 2010
BULAS PAPAIS SOBRE TIBÃES (2)
- De 31 de Março de 1632, S. Pedro de Roma
URBANO VIII ad futuram rei memoriam. — BREVE Alias a felices II qual transcreve o Breve Ut ea de Clemente VIII e declara, para evitar dúvidas, que os vigários das igrejas unidas ao mosteiro dos beneditinos de Tibães sejam providos ad nutum dos seus superiores.
- De 1 de Setembro de 1487, S. Pedro de Roma
INOCÊNCIO VIII Ad futuram rei memoriam. — BULA Ad hoc nos pela qual manda ao Bispo Safiense, ao Abade do mosteiro de Tibães e ao Arcediago da Régua, que fulminem censuras eclesiásticas contra os Condes, Barões, Cavaleiros e outras pessoas eclesiásticas ou seculares da diocese de Braga que, abusando dum direito de padroado, usurpavam as igrejas e benefícios eclesiásticos que vagavam nesta diocese cometendo violências e imoralidades.
sábado, 4 de setembro de 2010
CAMINHO PARA O CONVENTO
A Câmara decide, em 20 de Fevereiro de 1940, comparticipar na obra para o caminho de acesso ao Convento de Tibães, executada pela Junta de Freguesia.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
RENDAS E VIZINHOS DAS FREGUESIAS DO COUTO DE TIBÃES-1706
Nossa Senhora da Graça, que antigamente se chamou a Igreja de Padim, Abadia da Mitra, rende com a Pousa sua anexa em Barcelos duzentos e cinquenta mil réis, tem cento e vinte vizinhos.
Santa Maria de Mire, Curado do Convento de Tibães, tem vinte e cinco vizinhos. Aqui teve El-Rei Teodomiro um Paço e quinta de recreio, que deu o nome à freguesia.
S. Paio de Parada, Vigararia anexa a uma Conesia de Tibães, rende trinta e cinco mil réis e para o Cónego oitenta mil réis, tem trinta vizinhos.
S. Paio da Ponte, Vigararia anexa a outra Conesia, rende sessenta mil réis e para o Cónego cento e dez mil réis, tem cinquenta vizinhos.
S. Pedro de Merelim, a quem o livro da Ordem de Cristo chama Merim, foi Mosteiro de Frades Bentos e depois extinto, apresentação de Tibães, a quem ainda conhece com certo foro: passou a Comenda de Cristo, e é Reitoria da Mitra, rende cem mil réis e para o Comendador mais de mil cruzados. Tem cento e dez vizinhos.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
COUTO DE TIBÃES (4)
Em reunião da Câmara de Braga, datada de 18 de Janeiro de 1837, é dado conhecimento da cessação de funções dos extintos coutos de Pedralva, Vimieiro e Tibães.
A Câmara de Braga, em 25 de Fevereiro de 1837, solicita às Câmaras dos coutos dissolvidos para enviarem os inventários para se proceder ao seu arquivo.
Com a extinção da Câmara do Couto de Tibães, vários objectos e utensílios foram entregues ao cuidado da Câmara de Braga.
O Presidente da Câmara de Braga dá conhecimento, em reunião de Câmara datada de 10 de Dezembro de 1847, de um pedido do Governo Civil pedindo para que o património do extinto Couto de Tibães reverta a favor do Estado. A liquidação do património do Couto de Tibães ficou por sete mil e duzentos e noventa e quatro réis a pagar pela Câmara, mas dado que a Câmara não obtinha rendimento das freguesias que pertenciam ao extinto Couto de Tibães, agora anexadas ao Município de Braga, julga-se sem obrigação de pagar quantia alguma .
De acordo com um ofício n.º 69, do Governo Civil, datado de 18 de Março de 1857, é aprovada a venda da casa da cadeia do extinto Couto de Tibães.
BAIRRO DE RUÃES
Em 5 de Julho de 1945, a Direcção da Companhia Fabril do Cávado pede à Câmara autorização para construir um bairro operário no lugar de Ruães.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
AFORAMENTO DO MONTE DE S. GENS
Através do ofício n.º 33, de 14 de Outubro de 1851, da Câmara de Braga, enviado ao Governo Civil, os Moradores de Mire de Tibães pedem para aforar o Monte denominado de S. Gens de Cima e de S. Gens de Baixo, para através desse rendimento o aplicarem em cera, azeite, lavagem de roupas e outros misteres do culto divino.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
FONTE DA MARIANA
O quintalejo era um jardim de recreio dos monges, com chafariz e tanques de água e flores. A foto mostra-nos o passadiço por onde era conduzida a respectiva água. Era aqui que começava o caminho dos monges até ao convento.
Hoje quase nada resta desta centenária fonte.
Agradeço a presente informação ao Sr. João Correia Ferreira de Padim da Graça.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
TIBÃES E A ORDEM BENEDITINA EM 1763
Conventos de religiosos
S. Martinho de Tibães, Braga, ano 562, fundação ano 1080
S. Bento da Saúde, Lisboa, ano 1598
Colégio de S. bento, Coimbra, 1551
S. Tirso de Riba D’Ave, Porto, ano 713, fundação ano 965, Reedificação ano 1094
Santa Maria, Pombeiro, ano 900, Fundação ano 1041
Salvador de Paço de Sousa, Arrifana, ano 1088
S. Miguel de Refojos, Basto, ano 669
S. André de Rendufe, Amares, ano 1107
Salvador de Travanca,Amarante, ano 1009
S. Bento dos Apóstolos, Santarém, ano 1571
S. João da Pendurada, Porto, ano 1014
S. Romão, Neiva, ano 1100
Salvador de Ganfei, Valença, ano 690, Reedificação ano 1018
S. Miguel de Bostelo, Arrifana, ano 1039
Santa Maria de Carvoeiro, Viana, ano 805
Salvador de Palme Barcelos, ano 1028
S. João de Arnoia, Amarante, ano 1033
S. Martinho do Couto, ano 1177
Santa Maria de Miranda, Ponte de Lima, ano 659
S. João de Cabanas, Caminha, ano 564
Colégio de N. S. da Estela, Lisboa, ano 1574
Mosteiro de Religiosas
Santa Maria, Aves, ano 1059
Salvador de vairão, Porto, ano 1110
N. S. da Assunção Semide, ano 1150
Santa Ana, Viana, ano 1502
S. Bento, Porto, 1518
S. Bento, Porto, 1550
S. Bento, Monção, ano 1550
S. Bento, Coimbra, 1555
O Bom Jesus, Viseu, ano 1560
S. Bento, Murça, ano 1587
Santa Escolástica, Bragança, ano 1590
N. S. da Purificação, Moimenta da Beira, ano 1596
Salvador, Braga, ano 1602.
domingo, 22 de agosto de 2010
FILHO DA TERRA COMEMORA BODAS DE OURO
João Cardoso Oliveira, natural da freguesia de Tibães, comemorou, ontem, nesta freguesia o seu jubileu sacerdotal. A sua missa de ordenação sacerdotal teve lugar na Sé de Braga no dia 21 de Agosto de 1960.
Membro de uma família numerosa (23 irmãos), nunca esqueceu a terra onde nasceu.
A sua vida e as suas obras identificam o homem e a obra: pároco de Cabanamaior, Grade e Carralcova (1960-1964); Coadjutor em Ponte de Lima (1964-1968); pároco de Anais e Queijada (1968-1983); pároco de S. Martinho de Gandra (1983-1987); pároco de Areosa (1987 até ao presente).
Estive presente nesta comemoração, sobretudo, pelo carinho que sempre teve com a minha pessoa. Recordo as férias que passei em Cabanamaior, nos Arcos de Valdevez, na sua companhia.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
CÓNEGO JOSÉ MARQUES, BOM JESUS DO MONTE
(Texto lido na Missa do 7.º dia, no Santuário do Bom Jesus do Monte, em 17-08-2010)
Serve a presente mensagem para, em nome da confraria do Bom Jesus do Monte, prestar uma singela homenagem e a nossa gratidão ao Presidente Honorário da Confraria, Cónego Doutor José António Gomes da Silva Marques.
Poderíamos destacar algumas das funções exercidas, Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico, Chefe da Secretaria Arquidiocesana, Capelão, Pároco, Professor de Direito Canónico e de Teologia Moral, Director das Revistas «Teologia», «Palavra e Vida» e «Celebração Litúrgica», Vigário Geral e Vigário Episcopal para a Educação da Fé, Capitular da Sé de Braga, mas é como Juiz-Presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte, durante mais de 21 anos, que a nossa Memória o recorda e que nunca se desvanecerá com o decorrer do tempo.
Quando falamos de história, temos o costume de nos refugiar no passado. A história não tem presente, apenas o passado que se vai precipitando para o futuro. É no passado remoto, já lá vão quase quatro séculos que encontramos a criação e a origem da confraria. Muitos foram os seus timoneiros. A história não vai esquecer um dos Juízes-Presidentes que mais tempo permaneceu neste cargo, que merece figurar na Galeria dos Grandes Presidentes e Benfeitores desta confraria.
A história julga não só os resultados mas também os seus propósitos. A ele se deve, a concepção, os projectos, o arranque e o enquadramento das obras de reabilitação do Bom Jesus do Monte que se realizaram ultimamente.
Não olvidamos o amor que nutria pela beleza da estância, pela riqueza do seu património, pela devoção à Cruz e ao Bom Jesus do Monte, como alguém que intuiu o chamamento de Deus e procurou corresponder, no dia-a-dia, a esse chamamento.
Acompanhámo-lo nos seus sonhos, nas suas preocupações, na preservação do legado dos nossos antepassados.
Envolveu-se intensamente e desinteressadamente na resolução de múltiplos problemas com uma determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum. Lutava contra as burocracia dos gabinetes, sempre por uma causa, a dignificação da estância, deste monte-sagrado, qual Jerusalém libertada, qual caminho para a Cruz e Jerusalém Celeste.
Se nos faltam as virtudes não temos nada. No convívio e nas relações imprimidas na Confraria, as suas qualidades essenciais mereciam a nossa admiração. Recordamos a sua frontalidade, a atenção e a sensibilidade que prestava a tudo o que girava em seu redor, ou seja, era um «amigo do seu amigo». Não concebeu o ministério sacerdotal como mero trabalho à procura de resultados pessoais, pois a razão de ser da nossa vida é a humanidade através duma mediação de serviço e doação.
O Bom Jesus era o centro da sua vida, mesmo quando a adversidade e a doença lhe bateram à porta. Dias antes da sua morte, da sua passagem para a vida eterna, veio celebrar a este santuário, à semelhança de tantas e tantas vezes. Veio dizer um até já ao Bom Jesus do Monte, pois, em conversa, desabafou que seria a última vez que celebraria neste templo.
Foi, com certeza, a última vez que peregrinou até esta estância, mas que se prolonga, agora, na Estância Celeste do Bom Jesus.
José Carlos G. Peixoto
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
ABADE BENTO DE TIBÃES ESPECIALISTA EM MEDICINA
D. Gaspar de Bragança, Arcebispo de Braga, era filho natural de D. João V e da religiosa Madalena Máxima de Miranda Henriques.
Durante 31 anos permaneceu à frente da Arquidiocese de Braga.
A 9 de Janeiro de 1789 D. Gaspar adoeceu gravemente com «hum defluxo cataral», de que já se queixava há alguns dias. Na noite de 13 de Janeiro, não sentindo melhoras, apesar dos tratamentos que lhe foram aplicados pelos médicos de Braga. O arcebispo foi assistido por médicos de Guimarães e pelo abade Bento, mandado vir de Tibães, que exercera Medicina na cidade do Porto. Veio a Falecer num Domingo, dia 18 de Janeiro de 1789.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
AO SOM DO PIANO
Corpo elegante,
Cabelo comprido
Apanhado num puxo.
Com pele clara,
E dedos esguios
Que deslizavam pelo cabelo.
Balançavas
Ao som dos acordes musicais,
Com movimentos expressivos.
Mas deixaste-te levar pelo som da música.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
SEGREDO DE LONGEVIDADE
Faleceu em 7 de Dezembro de 1751, com 92 anos e 24 dias de idade, no Mosteiro de Tibães, Frei Matias da Conceição, monge exemplar pela sua penitència. Nos últimos 30 anos da sua vida, substituiu a cama por duas tábuas, alimentando-se, apenas, de ervas e legumes cozidos.
Trinta e nove horas depois ter falecido, o seu corpo dava, ainda, mostras de muita flexibilidade e picando-o jorrou sangue líquido.
Está sepultado no Arco Cruzeiro da Capela Mor do Mosteiro de Tibães.
terça-feira, 27 de julho de 2010
TIBÃES E A ESTRADA DE PRADO
Algum tempo depois, a Câmara foi arrancar os marcos que os religiosos de Tibães colocaram na Estrada de Prado, e outro marco afastado duas varas da Ponte de Prado porque lá chega o termo.
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
ALEXANDRE PAIXÃO, BENEDITINO DE TIBÃES
Alexandre Teixeira nasceu a 7 de Julho de 1631. Foi Baptizado em Travanca, Amarante. Fez-se beneditino, em Tibães, em 15 de Abril de 1647. Adoptou o nome de Alexandre da Paixão. Foi abade de Bustelo, em Penafiel, de 1680 a 1683 e de Travanca, de 1686 a 1689.
Talvez seja o autor da obra Monstruosidades do Tempo e da Fortuna, de valor imprescindível para o estudo do reinado de D. Afonso VI. Morreu em Travanca em 1701.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
BULA DE PIO IV DE 1 DE FEVEREIRO DE 1562
A Bula Eximiae Devotionis de Pio IV, de 1 de Fevereiro de 1562, dá a D.Sebastião e seus sucessores o padroado dos mosteiros beneditinos. A 13 de Outubro de 1576 – D. Sebastião obtém novamente para a Coroa o padroado dos mosteiros beneditinos.
Os privilégios, concessões e direitos de Padroado atribuídos por D. Sebastião e posteriormente confirmados por Filipe II são vitais para a consolidação económica dos mosteiros da ordem de S. Bento. Abaixo, apresentamos a tela do Rei D. Sebastião, existente na sala do Capítulo do Mosteiro de Tibães da autoria de Frei José da Apresentação.
domingo, 11 de julho de 2010
o belo e a vida
A apresentação desta publicação teve lugar, no passado dia 9, no Porto e esteve a cargo do maestro Vitorino de Almeida.
Foi uma noite perfeita, por várias razões: pela qualidade da obra e da autora, pelas ideias ímpares do maestro Vitorino de Almeida, pela grande assistência, pelo diálogo entre a autora e o maestro.
O livro parte de conversas da autora com oito personalidades importantes no domínio cultural. A partir daqui abre as portas «ao banquete» onde os comensais devoram sofregamente as ideias ora dançando em águas serenas, ora abrindo rupturas nas avenidas do pensamento.
Como diz a autora: «Ao bebermos do belo e vivendo-o, abrimos as portas à liberdade… Se o belo realmente existe não podemos mantê-lo desvinculado da vida. Urge levá-lo para a vida».
Mais uma obra sobre Tibães
Foram oradores o autor Frei Geraldo Dias e José Mattoso.
Foi um privilégio trocar algumas palavras com um historiador que muito aprecio José Mattoso e testemunhar a simplicidade e a sabedoria de Frei Geraldo Coelho Dias.
Diz José Mattoso sobre a presente obra: «A obra que agora publica representa, assim, um importante contributo não só para situar a cerca de Tibães num contexto histórico e artístico preciso, mas, também, para interpretar as concepções religiosas que inspiraram os seus elementos».
quinta-feira, 8 de julho de 2010
CRÓNICAS E CRONICÕES
No século XIV pontificam as crónicas e cronicões e obras de carácter religioso - hagiográfico ou místico, COPIADAS por clérigos ou, quase sempre, nos scriptoriae monásticos (Alcobaça, St.a Cruz, Lorvão, S. Vicente de Fora, Pombeiro, Tibães...).
PUBLICAÇÃO SOBRE TIBÃES
O historiador José Mattoso apresenta o livro «Tibães - o encanto da cerca, o silêncio dos monges e os últimos abades gerais beneditinos», da autoria do monge beneditino Geraldo Coelho Dias.
Esta apresentação terá lugar no próximo dia 11, às 17.3o hs, na sala do Capítulo Geral do Mosteiro de Tibães. Esta solenidade coincide com a festa de S. Bento (480-547), padroeiro da Europa.
Em Portugal, só entre Douro e Minho, de 1567 a 1834 houve 17 mosteiros beneditinos.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
D. FERNANDO GUERRA ESTEVE EM TIBÃES EM 1422
D. Fernando da Guerra esteve no Mosteiro de Tibães, por ocasião de uma visita pastoral, em 7 de Maio de 1422. Não faltam provas de que durante as visitas à arquidiocese articulava a acção pastoral com a administração dos bens da mitra espalhados pelo Minho e Trás-os-Montes.
POETA PROFESSOU EM TIBÃES
quarta-feira, 23 de junho de 2010
FREI ANTÓNIO DINIS
Frade rebelde que não aceitou a Reforma e, por isso, opôs-se à submissão ao Abade Geral de Tibães ou seja à jurisdição do Geral de Tibães.Foi pároco de Santa Cristina do Couto, em S. Tirso (1587-1605).
FREI PEDRO FERRAZ
Foi ordenado presbítero , em 6 de Março de 1563, em Tibães, por D. Frei Bernardo da Cruz, com licença do Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires.
TRIBUTAÇÃO DO MOSTEIRO DE TIBÃES EM 1320
Por bula de 23 de Maio de 1320, João XXIII concede a D. Dinis a faculdade de colher os dízimos das rendas eclesiásticas, pelo período de três anos, sob o pretexto da guerra contra os Mouros. Dos Mosteiros Beneditinos do Norte, Tibães, Rendufe e Alpendurada, foi o Mosteiro de S. Tirso que sofreu maior tributação em proporção dos seus rendimentos
sexta-feira, 18 de junho de 2010
III PEDDY-PAPER «CENTENÁRIO DA REPÚBLICA»
Ontem, dia 17 de Junho, de manhã, teve lugar o III Peddy-Paper, subordinado ao tema «Centenário da República» numa iniciativa conjunta do Agrupamento Vertical de Escolas a Oeste da Colina e a Escola Secundária de Maximinos.
Esta actividade foi promovida pelos respectivos Departamentos de Ciências Sociais e Humanas e teve como objectivos: o fomento do convívio e das relações saudáveis entre todos os concorrentes; o fortalecimento dos laços inter-ciclos do agrupamento e entre os diferentes intervenientes do processo educativo; o desenvolvimento de iniciativas de carácter educativo, cultural e lúdico, de modo interdisciplinar; a promoção da Educação para o Património nas diversas vertentes cultural, construído e ambiental; a aplicação de conhecimentos adquiridos nas diversas disciplinas do currículo escolar e comemorar o «centenário da república».
Os concorrentes distribuíram-se por 43 equipas e eram constituídas por alunos do primeiro, segundo e terceiro ciclos, professores, funcionários e encarregados de educação.
Todas as equipas estavam perfeitamente identificadas com um peitoral oferecido pela Junta de Freguesia de Maximinos e Junta de Freguesia de Gondizalves.
Cada equipa, munida de um mapa da cidade e de uma bateria de questões, tomou contacto com diversos locais de interesse patrimonial e evocativos da república. Os intervenientes percorreram oito postos de controle: Estação de Caminhos de Ferro, Museu da Imagem, Câmara Municipal de Braga, Biblioteca Pública de Braga, Farmácia Pipa, Praça da República, Turismo e Governo Civil.
No final do Peddy-Paper, todos os concorrentes foram premiados com um diploma de participação e um lanche de convívio, oferecido pela Direcção do AVEOC, enquanto que as três melhores equipas subiram ao palco, recebendo as ovações dos restantes concorrentes e prémios significativos.
Dado o envolvimento de toda a comunidade educativa e do sucesso alcançado estão lançadas as sementes para a continuação desta iniciativa no próximo ano lectivo.