Em 1871, apareceram nas bancas de Lisboa uns opúsculos ostentando o título As Farpas, com o subtítulo Crónica Mensal da Política, das Letras e dos Costumes, assinadas por Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão (editadas segundo coordenação de Filomena Mónica, ed. Principia, 2004).
A páginas 345 lê-se: «Abriram-se as cortes gerais no dia 2 de Janeiro. Sua Majestade tomou assento na cadeira do trono, permitiu que os representantes do país se mandassem sentar e cumpriu o sacrossanto preceito da carta constitucional da monarquia, felicitando-se por se achar ainda mais uma vez entre os dignos pares do reino e senhores deputados da nação portuguesa.
O país não tem dinheiro; os espíritos não têm instrução; as estradas derretem; a frequência das escolas diminui; o movimento da roda dos expostos aumenta; a agricultura paralisa-se; as nossas possessões revoltam-se; na Covilhã fazem-se missões; no Porto celebram-se reuniões católicas; em Braga prepara-se a canonização de Frei Caetano Brandão (v. António Vicente da Cruz); em Lisboa fazem-se leilões e compram-se bilhetes de lotaria; os únicos livros que se publicam são almanaques; os jornais insultam-se; o parlamento boceja; a civilização dorme».
Seja bem-vindo a «História por um Canudo».
Aqui encontrarão diversas investigações e publicações sobre áreas do meu interesse:
as minhas impressões;
a minha terra, Mire de Tibães;
o pedagogo e pai dos pobres, Frei Caetano Brandão;
o património de Braga.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
AS FARPAS E A CANONIZAÇÃO DE FREI CAETANO BRANDÃO
RAZÃO DE UM NOME
O nome «Caetano» foi escolhido em referência ao presbítero Caetano de Thiene, conhecido na Igreja Católica como o santo da divina providência. Contemporâneo de Martinho Lutero, São Caetano nasceu em 1480. Fundador da Ordem dos Teatinos Regulares e responsável por significativas mudanças doutrinárias na Igreja Católica.
Frei Caetano Brandão, pois o seu nome de Baptismo era diferente, adoptaria o nome «Caetano» em virtude das acções e obras do Santo Religioso que faleceu em 7 de Agosto de 1547.
Ambos se dedicaram ao apostolado entre os pobres e enfermos. Ambos construíram asilos, hospitais e casas de assistência para os pobres.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
REVISTA BRACARA AUGUSTA
O Jornal Correio do Minho, de hoje, anuncia a publicação do n.º 108 da Revista Bracara Augusta, toda ela dedicada a Frei Caetano Brandão, onde se publica um artigo da nossa autoria, com 55 páginas, intitulado «Intervenção sócio-educativa de D. Frei Caetano Brandão no Pará e em Braga, no contexto do século das luzes».
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
D. FREI CAETANO BRANDÃO E A MÚSICA
Belém do Pará, na segunda metade do século XVIII, já tinha uma vida musical intensa, incluindo a ópera. Desde os Coros Infantis (Colares, Soure e Pará), desde a música no seio familiar (Vigia e Para), desde os grupos vocais e instrumentais (como o de João de Morais de Cametá), desde a utilização do canto com letras latinas, portuguesas ou espanholas.
À semelhança do que ocorria nas cidades, nas fazendas do interior e nos engenhos formaram-se várias bandas de música com escravos, que tocavam charamelas, trompas, Caixas e outros instrumentos de então que, geralmente, animavam as festas religiosas.
Frei Caetano divulgou esta arte pelas vilas, bairros, lugares e freguesias da Amazónia, criando as estruturas necessárias para o estudo e a prática musicais. Levou para o Pará um conjunto de partituras dos melhores autores musicais, da época, recolhidas no Patriarcado de Lisboa.
Também deverá ter levado de Lisboa, partituras de algumas óperas, nomeadamente, Ézio em Roma e Zenobia, representadas no teatro do Pará.
Divulgou, igualmente, a prática musical entre os negros, chegando a cantar motetes, ofícios e outras modas com tanta doçura e graça que o prelado não conseguia conter as lágrimas. Gostou muito de ouvir duas pretinhas que faziam uma admirável consonância de primeira e segunda voz e os escravos cantarem o Bendito Sejais.
Em Braga, a sua paixão pela música está descrita no nosso livro O Colégio de S. Caetano, Instituição Bracarense, 1791-1998.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
E TU AQUI TÃO PERTO
Regemos a vida
Pelos ciclos da natureza,
Pelas estações do ano,
Pelo sistema solar.
E quando reger a vida pelos afectos?
Como me Perco
Ao ver-te passear
O charme com naturalidade!
Como me Perco
Ao ver-te encher a sala,
Com o teu humor muito fino,
Sem resvalar para o cinismo.
Com um sorriso sempre pronto a espreitar.
sábado, 14 de novembro de 2009
FREI CAETANO BRANDÃO E O MOSTEIRO DE VILA NOVA DE MUÍA
O Mosteiro Românico de Vila Nova de Muía, em Ponte da Barca, dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho ou monges Crúzios, é pertença de duas antigas confrarias, de S. Sebastião e da Senhora do Rosário.
Relativamente à Irmandade da Senhora do Rosário sublinhamos um Estatuto datado de 20 de Outubro de 1792, do Arcebispo de Braga D. Frei Caetano Brandão, passado pelo Arcediago de Olivença na Sé Primaz, Desembargador e Provisor da Corte e Arcebispado de Braga Doutor Pedro Paulo de Barros Pereira.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
GENOVESI E FREI CAETANO BRANDÃO
Os primeiros textos portugueses onde é notória uma influência das ideias económicas de Genovesi datam da década oitenta do século XVIII.
Uma das primeiras referências que encontramos é de Frei Caetano Brandão, a propósito da usura e juro do dinheiro. Estranha o futuro arcebispo de Braga que Genovesi, enquanto autor católico de invulgar categoria, defenda a legitimidade dos juros, recorrendo às leis da natureza para a justificar ( « Um António Genuense, espirito vasto, e sublime, o qual se esforça em desentranhar esta opinião das raízes da mesma natureza». BNL, Cód. 6321, fl. 127-134v - Parecer a respeito dos juros, dado pelo ExmºSnr. D. Frei Caetano Brandão, qdº era ainda religioso(...). Copiado tudo no nano de 1806, fl. 127V.). («A difusão das ideias económicas de António Genovesi em Portugal», texto publicado in Cultura. Revista de História e Teoria das Ideias, Lisboa, 1999, Vol. XI, pp.553-576, Francisco António Lourenço Vaz).
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A PARENÉTICA EM FREI CAETANO BRANDÃO
A arte de pregar, em Portugal, encontrou eco em muitos oradores sagrados que, em seu tempo, notabilizaram o púlpito cristão em manifestações da retórica sagrada com fins de catequese, convencimento e doutrina.
No século XIII, destacam-na S. António de Lisboa, S. Gonçalo de Amarante e D. João Afonso de Azambuja.
No século XVI, com o advento do Concílio de Trento, florescem pregadores como Frei João Soares, Diogo de Paiva de Andrade, Frei João de Leite, Frei Filipe de Luz, Frei Tomás da Veiga, Francisco Fernandes Galvão e Frei Bartolomeu dos Mártires, o padre Tomás da Costa, pregador de D. João III, Frei Amador Arrais, pregador de D. Sebastião e o padre José Luís Álvares, pregador libertário contra a dominação filipina.
Entre os séculos XVII e XVIII, o padre Manuel Bernardes, os padres António de Sá, Manuel Caetano de Sousa, Bartolomeu de Quental, Francisco de Mendonça e outros.
No século XVIII os nomes que pontificam são os de Rafael Bluteau, Francisco António Rodrigues de Azevedo e os frades Alexandre do Espírito Santo Palhares, Frei Caetano Brandão, Francisco de São Carlos e Joaquim de Santa Clara Brandão.
O século XIX marca a assunção da tribuna política do púlpito, por exigência de uma época sacudida por novos regimes constitucionais e parlamentaristas. Destacam-se como oradores Silveira Malhão, António Cândido, Aires Gouveia, Manuel Eduardo da Mota Veiga, Francisco José Patrício, D. Augusto Eduardo Nunes e Santo Farinha.
Na ausência de parlamento e imprensa, o púlpito transformou-se no espaço de ressonância para veicular denúncias e desmascarar injustiças.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
A QUEDA DO MURO DE BERLIM
A capital alemã festejou, ontem, os 20 anos da queda do Muro de Berlim, que desde 1961 a 1989 dividiu a Europa. Para assinalar essa data , foi derrubado um outro muro, feito de dominós, que reconstituiu o traçado do original, na presença de milhares de pessoas e altas figuras internacionais.
Mas outros muros parecem permanecer, é preciso eliminá-los, é preciso levantar mais pontes entre pessoas, povos, países, raças, culturas e religiões.
Também senti interiormente uma grande emoção quando esse hediondo muro ruiu. Senti, por isso, necessidade de mais tarde, em 1998, visitar o local onde se levantaram os muros, as portas ( Porta de Brandeburgo) que separavam famílias e como foram derrubadas essas barreiras. Ainda, hoje, há muitos muros invisíveis.
FREI CAETANO BRANDÃO E A VIAGEM FILOSÓFICA
A Viagem Philosophica de Alexandre Rodrigues Ferreira (1783-1792) visava descrever o meio físico e os habitantes, bem como delinear projectos para lançar as bases de uma colonização durável e próspera.
Alexandre R. Ferreira chegou a Belém do Pará em 1783, juntamente com o novo Capitão-General do Estado do Grão-Pará, Martinho de Sousa e Albuquerque (1783-1790) e com o novo bispo de Belém do Pará D. Frei Caetano Brandão (1783-1789).
Faziam parte do grudo de Alexandre Rodrigues Ferreira os desenhadores José Joaquim Freire e Joaquim José Codina e o jardineiro-botânico Agostinho Joaquim do Cabo.
As instruções que receberam determinavam: o reconhecimento da colonização portuguesa na Amazónia; um inventário da «produção natural» da região; a reunião de colecções de história natural para o Real Museu e o Jardim Botânico da Ajuda.
Ao fim de nove anos, A. R. Ferreira havia conseguido coleccionar centenas de espécimes animais e vegetais, produzir dezenas de memória de cunho geográfico, histórico, económico, etnológico, botânico e zoológico.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
CONHECER BRAGA
sábado, 7 de novembro de 2009
SER SPORTINGUISTA
É difícil. Não há motivação. Não há razões para festejar. Já não há referências e objectivos que incentivem a acreditar que o glorioso passado voltará.
Nos média, o ex-treinador, Paulo Bento, com um discurso redondo, que nada diz, afirma-se como um homem de valores, quais?
O Presidente Bettencourt traçou-lhe rasgados elogios na hora da despedida « é um dia muito triste para o Sporting». Foi um grande treinador. Se ser 4 vezes segundo lugar no campeonato é motivo de orgulho para o Sporting está tudo dito.
Onde está, então, a causa do insucesso? Não está no treinador, não está na parte técnica, não está na direcção. Deixem-me rir, assim sendo, o insucesso está naqueles que pagam e que não jogam, nos sócios e simpatizantes.
O insucesso está na falta de organização, na falta de líderes, na falta de orientação estratégica, na falta de disciplina e trabalho e na falta de responsabilização.
Depois de 4 anos em Alvalade, o treinador não teve tempo de formador uma equipa vencedora? Os constrangimentos financeiros não justificam nada e não são culpa dos sócios. Clubes com orçamentos inferiores (Sporting de Braga) conseguem estar em primeiro lugar.
JARTAR COM MARCELO REBELO DE SOUSA
Participei, ontem, nas CONFERÊNCIAS DO BOM JESUS, iniciativa conjunta da Confraria do Bom Jesus do Monte, da Arquidiocese de Braga e dos Hotéis do Bom Jesus na Colunata de Eventos, que têm como objectivos: promover a reflexão e uma nova energia para um humanismo integral; revalorizar o património desta magnífica estância turístico-religiosa.
Este ciclo de conferências iniciou-se com a intervenção do Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, intitulada «Portugal 2010».
É sempre gratificante ouvir o comentador político. As suas intervenções oportunas e pertinentes deixam os presentes presos do princípio ao fim da sua comunicação.
Foram muitos os assuntos abordados: a situação global no mundo e em Portugal, os desafios que o nosso país enfrentou e os que se deparam, o futuro da economia portuguesa, o papel das economias emergentes, a justiça em Portugal, casos mediáticos, a avaliação dos professores.
Uma mensagem ficou bem presente no nosso espírito: os próximos anos vão ser tempos de grandes desafios.
A sua simplicidade e o seu carácter afável, aliados ao Dom da Palavra, fazem dele um dos comunicadores e pensadores mais importantes do País.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
A APANHA DE ALGAS ENTRE O MINHO E O DOURO
A apanha de algas, entre o Minho e o Douro, foi, durante a Idade Média até meados do século XX, uma actividade económica e socialmente importantíssima. Vários forais de diferentes localidades cristalizam esta actividade no passado.
Sobre apanha do Sargaço, salientemos a intervenção episcopal de D. Gaspar de Bragança, em 1780, na freguesia de Navais e posteriormente de D. Frei Caetano Brandão, em 1799, que determina o seguinte: «prohibimos a todos os moradores das freguesias circunvizinhas à praya do mar, principiando em Villa do Conde athe Vianna o uso de semilhante trabalho nos Domingos, e dias santos de guarda à excepção contudo daquellas ocasiões onde costuma sahir maior abundância d’argaço, e que na fraze popular se chamão grandes mariadas» (ADB, Livro dos Capítulos, 1743 a 1830).
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA LAPA
D. Frei Caetano Brandão quando visitou a Capela de N.ª Sr.ª da Lapa, em Vila do Conde, considerou-a um templo riquíssimo pela arquitectura e tão decente no seu interior que lhe concedeu licença perpétua para nele se expor o Santíssimo Sacramento (in Em redor dos milagres da Senhora da Lapa, Vila do Conde, sécs. XVIII-XIX, Agostinho Araújo).
OS COMENDATÁRIOS
A instituição da comenda pressupunha a passagem dos bens da mesa abacial a um abade titular «extra regimem». Era de nomeação pontifícia ou apresentação régia. Esteve em vigor entre os séculos XV e XVI.
Sabemos que Tibães teve seis comendatários e foi dos últimos mosteiros a tê-los, os quais, no dizer de Frei Marceliano da Ascenção na sua Crónica de Tibães, «tinham em suas casas as abadias como herança».
Muitos consideraram as comendas como uma verdadeira «praga», com dignificantes excepções.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
MONGES NO CONVENTO
O Mosteiro Beneditino de Tibães foi durante séculos a cabeça da «Congregação dos Monges Negros de S. Bento do Reino de Portugal», uma glória de Braga e do seu termo.
Hoje não há frades no convento, mas noutros tempos enchiam os claustros. Segundo o relatório do visitador Dr. Manuel Coelho, em 1568, designado pelo Arcebispo D. Frei Bartolomeu dos Mártires, havia quinze monges e cinco noviços (in segundo o livro O Mosteiro de Tibães e a Reforma dos Beneditinos Portugueses no séc. XVI de Geraldo J. A. Coelho Dias).
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
CONFERÊNCIAS DO BOM JESUS
Marcelo Rebelo de Sousa inaugurará as «Conferências do Bom Jesus», organização conjunta da Confraria do Bom Jesus do Monte, Arquidiocese de Braga e Hotéis do Bom Jesus.
O conhecido analista politico subordinará a sua intervenção ao tema «Portugal 2010».
Esta iniciativa terá lugar no próximo dia 6 de Novembro, na Colunata de Eventos do Bom Jesus do Monte.
Esta série de conferências destinam-se a empresários, gestores, políticos, autarcas, académicos, estudantes, jornalistas e público em geral. Esta conferência será acompanhada de um jantar e tem uma inscrição no valor de 30 euros.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
MUSEU DOS BISCAÍNHOS – VISITA DE ESTUDO
Hoje, numa linda tarde outonal, os alunos da turma 3 do 6.º ano de escolaridade visitaram o Museu dos Biscainhos.
Professores e alunos puderam recuar ao século XVIII, onde contactaram com as diversas divisões do Palácio dos Biscainhos e respectivo recheio, predominantemente, do século XVIII, bem como os jardins barrocos do solar.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
ASSOCIAÇÃO DOS «AMIGOS DO BOM JESUS DO MONTE»
Em 1952, um grupo de bracarenses criou a Associação dos «AMIGOS DO BOM JESUS DO MONTE», cujos estatutos foram publicados pela Tipografia da Oficina de S. José.
Fizeram parte da comissão fundadora da associação os seguintes cidadãos: Cónego José Martins Gonçalves, Cónego António de Castro Mouta Reis, Padre Hilário Veloso de Barros, Ricardo da Conceição Amorim, Carlos Fernandes Almeida, António Alberto de Sousa, José Francisco Pinheiro da Costa, António Leitão de Carvalho, Dr. Manuel António da Assunção Sardinha, António Vieira Marques Pereira, António Pereira de Magalhães.
D. António Bento Martins Júnior escrevia sobre esta associação: «é o Bom Jesus do Monte, no seu conjunto, um oásis encantador, maravilhosamente apropriado ao repouso e ao restauro das forças do espírito e do corpo (… ) Nasceu assim a Pia União dos Amigos do Bom Jesus do Monte, que vai dedicar-se de alma e coração a colaborar com a confraria no engrandecimento da formosa estância e no rejuvenescimento da devoção à Paixão e Morte do Senhor».
Esta Associação nunca pretendeu sobrepor-se às competências da confraria que remonta aos anos de 1629.
Não será o momento oportuno para restaurar esta associação?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
LA TRAVIATA
A convite da MAPEI, assisti, ontem, no Coliseu do Porto à Opera «La Traviata» de Giuseppe Verdi (1813-1901), pela Osquestra e Ópera Nacional da Moldávia. Depois de um jantar volante, oferecido pela mesma empresa, foi um encanto assistir a um romance trágico contado em três actos que narra a história de Violeta, cobiçada cortesã Parisiense, e do seu amor impossível pelo jovem Alfredo Germont.
Um espectáculo memorável, apresentado por uma companhia internacional, composta de grandes nomes da ópera clássica que interpretam uma história de «Amor e Morte».
Conhecia, apenas, a música desta ópera que, a par de Rigoletto e Il Trovatore, constituem a trilogia popular de Verdi, mas desconhecia a história deste melodrama, baseado na famosa obra de Alexandre Dumas «A Dama das Camélias».
É uma ópera capaz de chegar a qualquer gosto, e não apenas aos mais exigentes, um alimento para que toda a gente possa provar e saborear.
domingo, 18 de outubro de 2009
Cónego Cândido Carreira Pedrosa e Silva
Depois de uma doença prolongada, faleceu, hoje, o Presidente da Confraria do Bom Jesus do Monte.
Desaparece o amigo, o Homem com causas nobres, o Padre apóstolo e pastor. Amava o Bom Jesus do Monte e deixa uma obra à vista de todos.
Soube dinamizar a confraria para tarefas inadiáveis: a preservação do património de uma colina sagrada, onde se pode revisitar o Monte Calvário, os passos da Paixão.
Nos últimos tempos, também, percorreu a sua Via-Sacra. Deu e gastou a sua vida pelos outros.
| Dados Biográficos | |
| 01-09-1945 1969 1973 1973-1992 1992 1993-1998 2002-2009 2008 18-10-2009 | Nasceu em Vilar de Figos, Barcelos Professor do Seminário Menor de Braga Pároco de Aguçadora Professor de EMRC Pároco de S.to Adrião, Braga Director Interno da Oficina de S. José Presidente da Confraria do BJM Pároco de Nogueira Faleceu em Braga |
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
CONHECER TIBÃES – O CORO ALTO
É difícil encontrar uma Igreja sem coro. Nas comunidades conventuais, o coro reveste-se de uma impotância acrescida. Em Tibães, o Coro Alto era o local privilegiado para a recitação das «Horas», como as Matinas, Laudes e as Horas Menores. Os Monges permaneciam largas horas, em pé, entregues ao canto litúrgico, revestidos com as suas «casulas» e repartidos pelo «cadeiral». Ao centro, na estante coral, encontravam-se os livros sagrados, as bíblias, os antifonários, os livros de cantochão e saltérios. Sentavam-se, apenas, para a recitação dos salmos e leituras, por isso encontravam algum conforto nas «misericórdias».
Nas paredes do Coro Alto observam-se oito quadros representando a Vida de S. Bento e de Santa Escolástica.
O cadeiral foi construído entre 1666 e 1668. É atribuído a António de Andrade. Tem planta em U e dispõe de duas filas. A fila traseira encontra-se em plano superior. As cadeiras são de assento levadiço. Na parte inferior apresentam umas pequenas mísulas, as misericórdias, com máscaras de rostos humanos e animais. Os espaldares são a parte mais artística, são estofados, dourados e policromados e relatam figuras e factos beneditinos. A separar os espaldares, deparamos com pilastras com esculturas geminadas sobressaindo a folhagem, testemunho da talha proto-barroca.
Ainda se observa no Coro Alto um gradeamento de pau preto, o oratório com uma grande imagem de Cristo Crucificado de Frei José de Santo António Vilaça, o órgão (1781) do mestre organeiro Francisco António Solha (músico que viera para Portugal em 1737 para ajudar Frei Simão Fontanes a construir os órgãos da Catedral) com caixa desenhada por Frei José de Santo António Vilaça.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
CONVIVER É RECORDAR
Acabo de chegar de um convívio de ex-colegas de curso. Anualmente, no dia 5 de Outubro, rumamos a um local diferente. Este ano o Silva Lopes e o Leal de Oliveira brindaram-nos com um programa aliciante:
10.00 hs – Recepção no salão nobre da Câmara Municipal de Vila do Conde, seguida de um «Porto de Honra» oferecido pelo Sr. Presidente da Câmara e ofertas surpresa;
11.00 hs – visita ao Museu da Renda de Bilros, ao Museu da Alfândega Régia e à Nau Quinhentista;
13.00 hs – Eucaristia na Matriz de Vila do Conde;
14.00 hs – Almoço no Hotel Santana e com a animação do famoso artista popular «Canário»;
No próximo ano será a cidade de Portalegre a acolher-nos.
| | |
| | |
domingo, 4 de outubro de 2009
TIBÃES MAIS POBRE
O Senhor Bispo Auxiliar de Braga, D. António Couto, presidiu ontem, às exéquias fúnebres do Padre António Luís Esteves, que faleceu na sexta-feira, dia 2 de Outubro, com 53 anos de idade em Braga. Ordenado presbítero em 1981, o Pe. António Luís Esteves começou por estagiar no jornal “Diário do Minho” nos anos de 1980-1981. Posteriormente, em 1985, prosseguiu os seus estudos, tendo sido enviado a frequentar o Instituto Bíblico de Roma. Após o seu regresso, em 1989, integrou o Corpo Docente da Faculdade de Teologia em Braga e foi nomeado Vigário Paroquial temporário de Lago, Amares. No ano 2000 foi nomeado representante do Secretariado do Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso. O corpo do Pe. António Luís Esteves está sepultado no Cemitério de Mire de Tibães.
Como dizia alguém: «era 70 x 7 fantástico».
domingo, 27 de setembro de 2009
FREI JOSÉ DE SANTO ANTÓNIO VILAÇA
Na passagem dos 200 anos após a sua morte, Tibães comemorou, no passado sábado, esta efeméride com um programa significativo, que cobriu vários ramos da arte e da cultura.
Estão de parabéns todos os que ergueram e realizaram estas celebrações. Registo, também, a apresentação de um roteiro «Frei José de Santo António Vilaça» e a romagem à campa n.º 9 onde se encontra sepultado no Claustro do Cemitério.
| |







O Museu da Imagem é tutelado pelo pelouro da cultura da Câmara de Braga. Promove regularmente exposições de fotografia. É responsável pela recuperação de um vasto espólio herdado da Foto Aliança e da Foto Pelicano. Está instalado numa torre medieval da cidade.



